Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Uma pausa.
Sonhei que pintava meu nome nos teus braços, tu sorrias e eu chorava. Meus olhos pareciam uma tarde de verão quente e chuvosa, mas havia felicidade profunda.
sexta-feira, dezembro 25, 2009
Desertos.
Uma fé, em prosa, fora depositada como solidariedade. Ele apenas tinha sede. Não era a fome, não de um pedaço de pão, era uma sede profunda.
Daquilo que não se pode obter por dinheiro, somente a alma pode prover; e a dele sentia exaustivamente a falta de um alimento ao qual dia após dia tinham negado-lhe.
Os pés pareciam ressecados, mas eram fortes, procurando uma fonte de água em meio ao deserto de areias escaldantes. Havia confusão, noites solitárias, havia uma busca.
Havia uma fonte onde ele pudesse obter a fonte e sanar a sede, e ela possuia um rosto.
Ele avistara tal face em meio à agua - era uma ironia cruel do destino.
Quase enlouquecera, mas a fé parecia leva-lo nos braços, e isso era quase reconfortante. O rosto a sorrir em sua mente ainda não tinha apagado em meio século de peregrinação pela busca.
A voz dentro de si, tão doce a amorosa, gritava para procura-la pelo mundo; ELA, apenas ela, aquela garota de olhos negros e pele de neve.
Apenas ela o salvaria, apenas ela era o alimento e o líquido que poderia faze-lo completamente vivo.
Somente nela havia o AMOR ao qual ele tanto precisava.
Eram como dois corpos pertencentes a uma mesma alma, uma mesma batida de uma existência predestinada a pulsar em uma glória iluminada.
Daquilo que não se pode obter por dinheiro, somente a alma pode prover; e a dele sentia exaustivamente a falta de um alimento ao qual dia após dia tinham negado-lhe.
Os pés pareciam ressecados, mas eram fortes, procurando uma fonte de água em meio ao deserto de areias escaldantes. Havia confusão, noites solitárias, havia uma busca.
Havia uma fonte onde ele pudesse obter a fonte e sanar a sede, e ela possuia um rosto.
Ele avistara tal face em meio à agua - era uma ironia cruel do destino.
Quase enlouquecera, mas a fé parecia leva-lo nos braços, e isso era quase reconfortante. O rosto a sorrir em sua mente ainda não tinha apagado em meio século de peregrinação pela busca.
A voz dentro de si, tão doce a amorosa, gritava para procura-la pelo mundo; ELA, apenas ela, aquela garota de olhos negros e pele de neve.
Apenas ela o salvaria, apenas ela era o alimento e o líquido que poderia faze-lo completamente vivo.
Somente nela havia o AMOR ao qual ele tanto precisava.
Eram como dois corpos pertencentes a uma mesma alma, uma mesma batida de uma existência predestinada a pulsar em uma glória iluminada.
luzes de uma cidade em fogo
Há uma noite muito escura lá fora. Não tão escura porque há postes ordinários a iluminar as estradas por onde passam os carros loucos e irritantes da cidade.
Não me agito, permaneço sentada sem movimento, voando lentamente em circulos sem saber onde chegar.
Não dorme nada lá fora porque tudo nunca foi despertado. As ilusões que chegam adormecidas as mentes entorpecidas das pessoas, as iludem e depois se vão, alegres.
Eu realmente não sei o que faazer senão rir e esperar; o que poderia fazer então depois da porta verde?.
Há um caminho longo onde o tempo não há. Buracos negros sem dimesão e nada, nada mesmo. Tudo é nada e se deposita aqui dentro sem religião. Sem desapego, não há dogmas em minha alma, só flores.
Não morre nunca, renasce das cinzas e dá o seu salto quantico.Fenix alegre, não para nunca.
Então brilha, e a luz nunca se apaga.
Ilumina, como os postes dessa cidade derradeira e desaguada.
Não me agito, permaneço sentada sem movimento, voando lentamente em circulos sem saber onde chegar.
Não dorme nada lá fora porque tudo nunca foi despertado. As ilusões que chegam adormecidas as mentes entorpecidas das pessoas, as iludem e depois se vão, alegres.
Eu realmente não sei o que faazer senão rir e esperar; o que poderia fazer então depois da porta verde?.
Há um caminho longo onde o tempo não há. Buracos negros sem dimesão e nada, nada mesmo. Tudo é nada e se deposita aqui dentro sem religião. Sem desapego, não há dogmas em minha alma, só flores.
Não morre nunca, renasce das cinzas e dá o seu salto quantico.Fenix alegre, não para nunca.
Então brilha, e a luz nunca se apaga.
Ilumina, como os postes dessa cidade derradeira e desaguada.
Noites de cheias ensolaradas.
O sol a pino era tão forte que me despertara no ápice do susto. A areia já não dava as caras até as proximidades das rochas que delimitavam a praia e as águas agitadas, parecia que o oceano inteiro fazia festa ao meu redor, furioso.
Havia somente o meu corpo a repousar tranquilo em uma poltrona velha de sala, e um coqueiro já intrépido, perdidos nos meios das águas ligeiras que ousavam invadir a areia. Meu fôlego subiu rapidamente, era terrível não saber para onde ir, ou se eu encontraria algum monstro marinho. Eu poderia nadar? essa aguas tinham profundidades? e que diabos eu estava fazendo dormindo em plena areia de praia ensolarada, numa poltrona de sala?.
Perguntei a mim mesma se aquilo não passava de um sonho, e a cada pensamentos, as aguas pareciam mais violentas - não me queriam ali. Percebi que não haviam saídas pela encosta dos muros brancos de pedras, só um meio perfil ao qual eu poderia andar e apoiar-se com muita dificuldade...mas eu ainda tinha pernas, e decidi sair do desespero e ir andando, passo a passo, para salvar a minha existência daquele cenário surreal.
Eu misturava coragem, desespero e serenidade. Não sabia com que sentimento ficar. A praia parecia linda e perfeita, mas a solidão misturada com o avanço desesperado do mar ali era estranho demais.
No proximo passo, para a glória, quando eu estava prestes a alcançar o mundo sem águas aflitas, percebo que o sonho-quase-real era apenas um sonho idílico; era também metáfora interna da minha alma, procurando o descanso em meio às desesperadas tentativas de encontrar uma saída. E que saída? talvez a luz no fim do túnel seja da lanterna que alguém deixou cair. Mas as pilhas acabam...
Havia somente o meu corpo a repousar tranquilo em uma poltrona velha de sala, e um coqueiro já intrépido, perdidos nos meios das águas ligeiras que ousavam invadir a areia. Meu fôlego subiu rapidamente, era terrível não saber para onde ir, ou se eu encontraria algum monstro marinho. Eu poderia nadar? essa aguas tinham profundidades? e que diabos eu estava fazendo dormindo em plena areia de praia ensolarada, numa poltrona de sala?.
Perguntei a mim mesma se aquilo não passava de um sonho, e a cada pensamentos, as aguas pareciam mais violentas - não me queriam ali. Percebi que não haviam saídas pela encosta dos muros brancos de pedras, só um meio perfil ao qual eu poderia andar e apoiar-se com muita dificuldade...mas eu ainda tinha pernas, e decidi sair do desespero e ir andando, passo a passo, para salvar a minha existência daquele cenário surreal.
Eu misturava coragem, desespero e serenidade. Não sabia com que sentimento ficar. A praia parecia linda e perfeita, mas a solidão misturada com o avanço desesperado do mar ali era estranho demais.
No proximo passo, para a glória, quando eu estava prestes a alcançar o mundo sem águas aflitas, percebo que o sonho-quase-real era apenas um sonho idílico; era também metáfora interna da minha alma, procurando o descanso em meio às desesperadas tentativas de encontrar uma saída. E que saída? talvez a luz no fim do túnel seja da lanterna que alguém deixou cair. Mas as pilhas acabam...
quinta-feira, dezembro 24, 2009
segunda-feira, dezembro 21, 2009
o corpo e o tempo.;
w
Um belo rosto pode ajudar muito, em um mundo de formas, ele te dá muitas glórias. É uma mentira. Não passa de um corpo, a parte de um corpo, um aglomerado de células em boas proporções temporárias. O pó de um corpo, já a muito tempo em decomposição, não se distingue do outro pó, são apenas restos de alguém que existiu, sem distinção de beleza ou feiura. Faz parte. E somos pequenas partes de uma grande parte.
Mais cruel é apenas deter-se no que pode ser belo; afinal, as formas não são tão puras e verdadeiras. Podem ser dissimuladas, fracas e corruptas, não te dão informação sobre o que acontece na profundidade do oceano.
EU não sou apenas um rosto, um corpo com saliencias e concavidades. Sou poeira cosmica acumulada em um corpo quase translucido, transbordante em sonhos e luzes ofuscantes. Uma estrada com encantos, mas sem transeuntes.
O que pode ser temido, usado e profanado não me interessa.
O beijo da feiura é dado, verdadeiramente, quando a superficialidade das aparências toma lugar do caráter das pessoas. Futilidade, talvez. Nunca acreditei em necessidades esteticas, ainda que, intuitivamente artistica, eu prime o belo. A beleza total está mais além de todas as incongruencias formadas ao redor do mundo, essa relatividade toda, talvez, não nos leve muito longe. Mas é reveladora.
O belo se compõe quando a alma, primeiramente, sorri, tornando o corpo tão belo quanto o belo que ditam os padrões. É aí que os olhos começam a brilhar, a alma a aquecer aos que ao redor passam, a voz torna-se como veludo, e o corpo, com manchas, com rugas, envelhecido, torna-se como um quadro pre-rafaelita. Sem máculas internas, mas um verdadeiro involucro marcado pelas sabedorias do tempo.
Um belo rosto pode ajudar muito, em um mundo de formas, ele te dá muitas glórias. É uma mentira. Não passa de um corpo, a parte de um corpo, um aglomerado de células em boas proporções temporárias. O pó de um corpo, já a muito tempo em decomposição, não se distingue do outro pó, são apenas restos de alguém que existiu, sem distinção de beleza ou feiura. Faz parte. E somos pequenas partes de uma grande parte.
Mais cruel é apenas deter-se no que pode ser belo; afinal, as formas não são tão puras e verdadeiras. Podem ser dissimuladas, fracas e corruptas, não te dão informação sobre o que acontece na profundidade do oceano.
EU não sou apenas um rosto, um corpo com saliencias e concavidades. Sou poeira cosmica acumulada em um corpo quase translucido, transbordante em sonhos e luzes ofuscantes. Uma estrada com encantos, mas sem transeuntes.
O que pode ser temido, usado e profanado não me interessa.
O beijo da feiura é dado, verdadeiramente, quando a superficialidade das aparências toma lugar do caráter das pessoas. Futilidade, talvez. Nunca acreditei em necessidades esteticas, ainda que, intuitivamente artistica, eu prime o belo. A beleza total está mais além de todas as incongruencias formadas ao redor do mundo, essa relatividade toda, talvez, não nos leve muito longe. Mas é reveladora.
O belo se compõe quando a alma, primeiramente, sorri, tornando o corpo tão belo quanto o belo que ditam os padrões. É aí que os olhos começam a brilhar, a alma a aquecer aos que ao redor passam, a voz torna-se como veludo, e o corpo, com manchas, com rugas, envelhecido, torna-se como um quadro pre-rafaelita. Sem máculas internas, mas um verdadeiro involucro marcado pelas sabedorias do tempo.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
"Hoje nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estamos regressando à Casa Comum, à Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente. (...)
(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."
LEONARDO BOFF
Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09
(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."
LEONARDO BOFF
Casamento entre o céu e a terra. Salamandra, Rio de Janeiro, 2001.pg09
Escrito em Maio, 21 de 2007.
e
Ela é uma criança que nunca quis nascer. Veio ao mundo, e por fatores externos, foi moldada num tipo de criação que a fez estragada do jeito que é até hoje. Valores infantis que são apagados eternamentes, até mesmo quando vocÊ cresce.Quem sabe oque é ser tolhido sentimentalmente de sonhos infantis? um dia nós acordamos e perguntamos por essa lógica.Mas ela nunca notou que todos os seus problemas estão culminando lá na infancia soberba e paparicada por sua mãe; a senhora rainha. Não percebe a própria gravidade da psicologia egoista que se instalou em seu ser, e assim vai vivendo como um senhor feudal: mandona, tirana e ruim. Mas uma maldade inrustida, como diria Alice no País das Maravilhas.Ela acha que, dando dinheiro aos seus ´´amigos´´ estará ajudando à sua alma; procura redenção mas não acha. O cerne de seus problemas esta nos sentimentos, é algo tão óbvio ao seu redor. É como um pássaro ferido e amendrontado que se recusa a sair da gaiola, e se o impurram para voar ao mundo, ele ameaça, fica agitado. Mas o pássaro, saibam, não sairá da gaiola, porque ele nasceu lá, e foi tolhido de todas as suas atividades; portanto, não conseguirá voar nunca mais. Nos, humanos, veja que maravilha, temos a oportunidade de recomeçar! e não importa qual seja o problema, sempre irá ter alguem perto de nós dando apoio. Basta que aproveitemos essa ajuda e deixar por uns minutos o orgulho de lado(e vc não sabe como ele pode ferir alguem!).
Temos tantas virtudes que outros seres vivos não possuem e veja só: transformamos os nossos nobres sentimentos, nobres atitudes e virtudes em COISAS ruins, destrutivas.Porque dormimos tanto? nesse estado incosciente de alma?
Ela é só mais um exemplo do nosso sonambulismo. Talvez não seja digna de julgamentos, apenas, de compreensão. E talvez não tenha culpa de ser o que é; eu me questiono. Será que terá um dia certo para ela acordar e olhar tudo nitidamente? curar sua miopia interna? eu espero.
O que me leva escrever tudo isso é a compaixão que sinto por ela, embora por alguns segundos não pareça. Quero entende-la, na verdade, quero entender os humanos, e antes, a mim mesma. E por isso, por tal afeto, estarei entendendo a mim mesma; é um troca justa. Não que eu espero receber sem dar, o que eu faço é me doar na medida do possível(ainda me resta algum orgulho).
Estamos todos interligados, acredite, tudo está interligado. Não precisei ler inumeros livros para chegar a esta verdade, é algo ao qual eu posso sentir.
Entenda que tudo o que fizeres, faça com amor, porque isso refletirar-se no Universo e tudo ao seu redor. É algo bonito de se falar, mas na realidade, muito raro de se ver.
E não serei egoísta pensando que os que estão por aí fazendo atrocidade são estúpidos. De fato, saõ estúpidos, mas de uma certa forma estão fazendo isso para aprenderem algo. Ou por que querem. Ou porque gostam. Ou porque esperam Godot, assim como eu espero os anjos no meu entardecer.
Ainda não possuem a consciencia necessária para suportar o próprio desespero. Estão ali porque querem, escolheram, e mesmo que incoscientemente, escolheram e isso revela muito de suas almas,o centro do seu ser.
Eu desisti de forçar as pessoas à serem mais ´´evoluídas´´, eu apenas observo, tento ajudar, e evoluo com elas. Mesmo as mais primitivas possuem algo a me ensinar. Afinal, de que adianta ser ADIANTADO, se não possues humildade o suficiente para olhar o teu irmão e querer ajuda-lo, não importa em que circunstancias ele esteja?
Um grande poder nas mão de um ínsábio torna-se tirania.
E tirania é o que o mundo não precisa.
Me pego impressionada com alguns textos ou pensamentos mais ´´lúcidos´´ de quando eu era mais jovem do que hoje, esse foi de 2007, estamos em 2009. A velhice tem feito o pessimismo desenvolver aqui dentro de mim? eis a questão.
Ela é uma criança que nunca quis nascer. Veio ao mundo, e por fatores externos, foi moldada num tipo de criação que a fez estragada do jeito que é até hoje. Valores infantis que são apagados eternamentes, até mesmo quando vocÊ cresce.Quem sabe oque é ser tolhido sentimentalmente de sonhos infantis? um dia nós acordamos e perguntamos por essa lógica.Mas ela nunca notou que todos os seus problemas estão culminando lá na infancia soberba e paparicada por sua mãe; a senhora rainha. Não percebe a própria gravidade da psicologia egoista que se instalou em seu ser, e assim vai vivendo como um senhor feudal: mandona, tirana e ruim. Mas uma maldade inrustida, como diria Alice no País das Maravilhas.Ela acha que, dando dinheiro aos seus ´´amigos´´ estará ajudando à sua alma; procura redenção mas não acha. O cerne de seus problemas esta nos sentimentos, é algo tão óbvio ao seu redor. É como um pássaro ferido e amendrontado que se recusa a sair da gaiola, e se o impurram para voar ao mundo, ele ameaça, fica agitado. Mas o pássaro, saibam, não sairá da gaiola, porque ele nasceu lá, e foi tolhido de todas as suas atividades; portanto, não conseguirá voar nunca mais. Nos, humanos, veja que maravilha, temos a oportunidade de recomeçar! e não importa qual seja o problema, sempre irá ter alguem perto de nós dando apoio. Basta que aproveitemos essa ajuda e deixar por uns minutos o orgulho de lado(e vc não sabe como ele pode ferir alguem!).
Temos tantas virtudes que outros seres vivos não possuem e veja só: transformamos os nossos nobres sentimentos, nobres atitudes e virtudes em COISAS ruins, destrutivas.Porque dormimos tanto? nesse estado incosciente de alma?
Ela é só mais um exemplo do nosso sonambulismo. Talvez não seja digna de julgamentos, apenas, de compreensão. E talvez não tenha culpa de ser o que é; eu me questiono. Será que terá um dia certo para ela acordar e olhar tudo nitidamente? curar sua miopia interna? eu espero.
O que me leva escrever tudo isso é a compaixão que sinto por ela, embora por alguns segundos não pareça. Quero entende-la, na verdade, quero entender os humanos, e antes, a mim mesma. E por isso, por tal afeto, estarei entendendo a mim mesma; é um troca justa. Não que eu espero receber sem dar, o que eu faço é me doar na medida do possível(ainda me resta algum orgulho).
Estamos todos interligados, acredite, tudo está interligado. Não precisei ler inumeros livros para chegar a esta verdade, é algo ao qual eu posso sentir.
Entenda que tudo o que fizeres, faça com amor, porque isso refletirar-se no Universo e tudo ao seu redor. É algo bonito de se falar, mas na realidade, muito raro de se ver.
E não serei egoísta pensando que os que estão por aí fazendo atrocidade são estúpidos. De fato, saõ estúpidos, mas de uma certa forma estão fazendo isso para aprenderem algo. Ou por que querem. Ou porque gostam. Ou porque esperam Godot, assim como eu espero os anjos no meu entardecer.
Ainda não possuem a consciencia necessária para suportar o próprio desespero. Estão ali porque querem, escolheram, e mesmo que incoscientemente, escolheram e isso revela muito de suas almas,o centro do seu ser.
Eu desisti de forçar as pessoas à serem mais ´´evoluídas´´, eu apenas observo, tento ajudar, e evoluo com elas. Mesmo as mais primitivas possuem algo a me ensinar. Afinal, de que adianta ser ADIANTADO, se não possues humildade o suficiente para olhar o teu irmão e querer ajuda-lo, não importa em que circunstancias ele esteja?
Um grande poder nas mão de um ínsábio torna-se tirania.
E tirania é o que o mundo não precisa.
Me pego impressionada com alguns textos ou pensamentos mais ´´lúcidos´´ de quando eu era mais jovem do que hoje, esse foi de 2007, estamos em 2009. A velhice tem feito o pessimismo desenvolver aqui dentro de mim? eis a questão.
terça-feira, dezembro 15, 2009
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Ahh...
Me encontro apalpando algo dentro do meu tórax como um médico procura a doença em um corpo aberto. Sangra, mas eu insisto.
Não sei a que procuro - se a mim mesma, ou ao teu rosto.
Tornamo-nos apenas um.
Uma dor, quase alucinante, do lado esquerdo do meu peito, chama o teu nome.
A falta da tua gloriosa imagem ao meu lado, constrói muralhas entre a felicidade e o desespero.
A cada tic-taquear do relógio, meu coração ansia por encontrar o teu numa imensidão perdida.
Talvez se eu pudesse correr tão depressa, o destino seria apenas ir aos teus braços, e aí me perder para nunca mais voltar.
Tento preencher a noite altiva e invivída com palavras para esquecer que estou aqui, e não do teu lado. Mas isso não me basta, te-lo apenas na memória não me aquece.
E o silêncio gultural é tão assustador como jamais foi.
A minha fome do teu amor é grande, ruge como um leão, é como uma fogueira a trepitar na escuridão.
Queima, mas aquece verdadeiramente.
Não sei a que procuro - se a mim mesma, ou ao teu rosto.
Tornamo-nos apenas um.
Uma dor, quase alucinante, do lado esquerdo do meu peito, chama o teu nome.
A falta da tua gloriosa imagem ao meu lado, constrói muralhas entre a felicidade e o desespero.
A cada tic-taquear do relógio, meu coração ansia por encontrar o teu numa imensidão perdida.
Talvez se eu pudesse correr tão depressa, o destino seria apenas ir aos teus braços, e aí me perder para nunca mais voltar.
Tento preencher a noite altiva e invivída com palavras para esquecer que estou aqui, e não do teu lado. Mas isso não me basta, te-lo apenas na memória não me aquece.
E o silêncio gultural é tão assustador como jamais foi.
A minha fome do teu amor é grande, ruge como um leão, é como uma fogueira a trepitar na escuridão.
Queima, mas aquece verdadeiramente.
domingo, dezembro 13, 2009
Éstorias sem fim.
Em que momento percebi que sangrava por dentro? um temporal de palavras mal calibradas, outrora, tomara conta de mim. E tudo havia de tornado amargo. Havia chegado ao fim. Um amor falso tirara dos meus braços algo que era para ser meu. Eu o fiz, o amei mesmo sem o conhecer. Era meu, e ainda o é.
Amargo, tristemente amargo. Eu estava desvairado a cada dia, o sol feria a minha pele, brincava com a minha dor. Apenas a chuva me confortava; parecia querer entrar dançando pelas janelas para limpar a minha alma que se enchera de dor.
E onde ela estava? aquele rosto distante, mais ainda vivido, onde estava? perdendo-se também, junto com o meu passado, presente e sem futuro?. Parecia como um oasis em meio a um deserto escaldante o rosto dela, a sorrir nos meu reconditos internos.
Era a única coisa a brilhar na escuridão das minhas noites solitárias.
Tão lindo e irreal que começava a me deixar louco em pensamentos rotativos e quebrados, pulsando algo que não era sangue. Uma esperança, sem crença, piscava como as luzes do natal dentro de mim.
Eu sabia que ela estava caminhando por aí,um pouco perdida, desejando o meu amor, eu sabia, a minha alma gritava sempre por ela.
Era brigar com a minha imaginação ou acreditar que eu vira o futuro, um pedaço dele, e a face dela ficara pintada nas paredes do meu coração. Não havia como negar, era como senti-la, cria-la, mas sabendo assim, misteriosamente, que em alguma parte do mundo, aquele rosto tinha um coração que pulsava docemente, esperando por mim.
Esperando esse triste e solitário cavalheiro, de alma azul e olhar apatico, que escreve reinterancias numa tentativa de arrancar a dor que lhe fere o peito.
Esperando-a como uma cura, como um milagre cheio de amor que sare todo o meu interior e faça-me novamente livre como os seus olhos misteriosamente negros.
Como posso ama-la mesmo sabendo que ela pode não existir?
Amargo, tristemente amargo. Eu estava desvairado a cada dia, o sol feria a minha pele, brincava com a minha dor. Apenas a chuva me confortava; parecia querer entrar dançando pelas janelas para limpar a minha alma que se enchera de dor.
E onde ela estava? aquele rosto distante, mais ainda vivido, onde estava? perdendo-se também, junto com o meu passado, presente e sem futuro?. Parecia como um oasis em meio a um deserto escaldante o rosto dela, a sorrir nos meu reconditos internos.
Era a única coisa a brilhar na escuridão das minhas noites solitárias.
Tão lindo e irreal que começava a me deixar louco em pensamentos rotativos e quebrados, pulsando algo que não era sangue. Uma esperança, sem crença, piscava como as luzes do natal dentro de mim.
Eu sabia que ela estava caminhando por aí,um pouco perdida, desejando o meu amor, eu sabia, a minha alma gritava sempre por ela.
Era brigar com a minha imaginação ou acreditar que eu vira o futuro, um pedaço dele, e a face dela ficara pintada nas paredes do meu coração. Não havia como negar, era como senti-la, cria-la, mas sabendo assim, misteriosamente, que em alguma parte do mundo, aquele rosto tinha um coração que pulsava docemente, esperando por mim.
Esperando esse triste e solitário cavalheiro, de alma azul e olhar apatico, que escreve reinterancias numa tentativa de arrancar a dor que lhe fere o peito.
Esperando-a como uma cura, como um milagre cheio de amor que sare todo o meu interior e faça-me novamente livre como os seus olhos misteriosamente negros.
Como posso ama-la mesmo sabendo que ela pode não existir?
domingo, dezembro 06, 2009
amor, calor.
w
Observo-o dormir, alí na cama grande, tão encolhido que parece um bebê. Um sono que transmite a paz das nuvens.
Desejo estar sempre, e milimetricamente, perto da tua alma. Mas eu sei que, há dias em que meus olhos irao fazer chover.
Eu não sei o que pensar ao teu lado, coexisto sem noção de tempo e espaço desde que a amonotonia tomou o lugar dos meus batimentos cardiacos.
O teu coração parece trabalhar por mim.
Meus sentimentos criam asas que parecem com as tuas, e conduzem-me a algo mais verdadeiro do que outrora a soberba de palavras requintadas me prometera.
Não espera, alteia a rima com progresso e envolve-me nas tramas dos teus adulterios!
Não sei quando você volta a esse mundo, não posso acorda-lo. Talvez devessemos alçar voo eternamente ao sonho, assim poderiamos pulsar juntos.
Não parece doer o fato de perde-lo, eu sempre o tive. Ainda vai doer?, a ferida apenas esta começando a abrir, mas ainda não sangrou?.
Sabe o que dói? Você esteve existindo com uma febril vontade de amar; tantos passos para lá e para cá, e desde então, a luz que surgira novamente dentro de você serviu apenas para conduzi-lo de volta à casa.
Você desejou o amor e muitas vezes ele passou longe. Eu desejei o amor, e muitas vezes, ele passou por fora. Eis que, sem convites, algo bate em minha porta.
É como escutar as primeiras batidas de um ser que está por vir.
Meu coração ainda não tem muitas máculas, mas eu sei que, irrevogavelmente, ele sempre foi teu.
Eu não quero ter lógicas nesse exato momento, sentir já me basta.
segunda-feira, novembro 30, 2009
Pagina 7
ELA grita -
Hey, procura dentro de mim uma arma. Investigue nas delegacias se eu fui feita para ferir. Me roga uma praga, diz que me odeia, mas me deixa em paz. Nao persiga os rastros de sangue, nao provoque uma armadilha, nao diga que nao houve piedade mascarada ao seu redor - sua mente nao trabalha a favor da correnteza delirante
. Nao roube as paisagens dos meus olhos para pintar os seus quadros, as curvas das suas mentiras nunca me agradaram. Eu nao posso mata-lo, alguem que nunca existiu nao pode morrer.
Me rasga devagar e perfura a minha alma e olha, olha profundamente dentro de mim e mira se hà algo dogmatico e cinzento dormindo dentro do meu corpo.
SE por mais adiante, o odio ainda te corroer, pode ter certeza que entre porcos chauvinistas, houve uma pèrola, e ai estava a minha pessoa.
Hey, procura dentro de mim uma arma. Investigue nas delegacias se eu fui feita para ferir. Me roga uma praga, diz que me odeia, mas me deixa em paz. Nao persiga os rastros de sangue, nao provoque uma armadilha, nao diga que nao houve piedade mascarada ao seu redor - sua mente nao trabalha a favor da correnteza delirante
. Nao roube as paisagens dos meus olhos para pintar os seus quadros, as curvas das suas mentiras nunca me agradaram. Eu nao posso mata-lo, alguem que nunca existiu nao pode morrer.
Me rasga devagar e perfura a minha alma e olha, olha profundamente dentro de mim e mira se hà algo dogmatico e cinzento dormindo dentro do meu corpo.
SE por mais adiante, o odio ainda te corroer, pode ter certeza que entre porcos chauvinistas, houve uma pèrola, e ai estava a minha pessoa.
quarta-feira, novembro 25, 2009
Um amor, dois amores.
w
É, sobretudo, quando acordo, que escuto o teu nome. E teu semblante, cravado em meu peito, parece com o céu. Lembro-me entáo da tua face, devota ao mais puro amor, e de teus olhos, que jamais condenam uma flor.
Tuas sílabas, em tua voz de flauta, passeiam pela manha tímida, entrando pelas minhas cortinas. E o calor da tua alma parece viajar desde longe para ficar ao lado meu; é nesse momento, entao, que eu respiro, e crio vida.
E o cansaço atordoante, que criara pernas e me perseguia, já nao mais existe. O amanha encontra significado em meios às perguntas complicadas e cinzas criadas em meu cerne. Encolho-me em teus braços macios e ternos, sinto a tua alma. Perco-me nas batidas do teu coracao iluminado.
É, sobretudo, quando acordo, que escuto o teu nome. E teu semblante, cravado em meu peito, parece com o céu. Lembro-me entáo da tua face, devota ao mais puro amor, e de teus olhos, que jamais condenam uma flor.
Tuas sílabas, em tua voz de flauta, passeiam pela manha tímida, entrando pelas minhas cortinas. E o calor da tua alma parece viajar desde longe para ficar ao lado meu; é nesse momento, entao, que eu respiro, e crio vida.
E o cansaço atordoante, que criara pernas e me perseguia, já nao mais existe. O amanha encontra significado em meios às perguntas complicadas e cinzas criadas em meu cerne. Encolho-me em teus braços macios e ternos, sinto a tua alma. Perco-me nas batidas do teu coracao iluminado.
O doce.
e
teu males, teu ares
teus encantos, teu cantos
Doloridos, mas furtivamente bonitos
me encantam
Tuas maos em vao, levam-me ao
universo que em teus olhoss refletem.
Meu corpo, dentro do teu toque, segue a procissao
devota ao teu coracao.
Tao quente e doce, febrilmente pulsa em emocao
como as velas tremeluzentes da minha paixao.
teu males, teu ares
teus encantos, teu cantos
Doloridos, mas furtivamente bonitos
me encantam
Tuas maos em vao, levam-me ao
universo que em teus olhoss refletem.
Meu corpo, dentro do teu toque, segue a procissao
devota ao teu coracao.
Tao quente e doce, febrilmente pulsa em emocao
como as velas tremeluzentes da minha paixao.
terça-feira, novembro 17, 2009
My heart.
Tu es um menininho azul assustado, mas com uma invencivel vontade de amar. Do lado esquerdo, numa rua sem fim, mora um coracao que pulsa sangue doce e eu posso escuta-lo aqui, ao longe. Teu ser brilha em gloria, ilumina como os postes numa rua escura. A tua luz possui ainda a mais gloriosa existencia - vc aquece tudo ao seu redor. Teus sonhos, teus enredos e tuas preces sao pedras preciosas de uma beleza rara e inusitada. Nao cabe em ti o odio, apenas uma capacidade de amar livremente. Que permanecas eternamente doce, como o sangue que pulsa por tuas veias, dando-te vida e calor ao teu coracao.
terça-feira, novembro 03, 2009
A liberdade è azul
trago o teu corpo junto ao meu e,
sobretudo,
o teu jeito azul de ser
tomo a minha liberdade e a te dou de presente,
podes inteiramente voar ao que almejas.
Nos meus braços posso abrigar a tua alma colorida,
contemplar o teu silencio de ouro
e o teu misterio de luz.
a minha alma colou na tua pra nunca mais viajar em
dor
Na alegria, somente, ele pulsa.
e na cor do arco iris nos perdemos,
na terra viva
que os teus olhos refletiam,
eu provei o mai puro sentimento
e atè entao, trago o teu corpo junto ao meu
eu só te peço, meu amor,
que nao me traga de volta
Te quero com uma febril lliberdade amorosa que me faz
chorar.
O teu amor voraz e puro é sublime com os anjos do céu.
E os teus braços ainda parecem dançar ao redor do meu corpo
tamanho foi o calor do teu toque.
sobretudo,
o teu jeito azul de ser
tomo a minha liberdade e a te dou de presente,
podes inteiramente voar ao que almejas.
Nos meus braços posso abrigar a tua alma colorida,
contemplar o teu silencio de ouro
e o teu misterio de luz.
a minha alma colou na tua pra nunca mais viajar em
dor
Na alegria, somente, ele pulsa.
e na cor do arco iris nos perdemos,
na terra viva
que os teus olhos refletiam,
eu provei o mai puro sentimento
e atè entao, trago o teu corpo junto ao meu
eu só te peço, meu amor,
que nao me traga de volta
Te quero com uma febril lliberdade amorosa que me faz
chorar.
O teu amor voraz e puro é sublime com os anjos do céu.
E os teus braços ainda parecem dançar ao redor do meu corpo
tamanho foi o calor do teu toque.
segunda-feira, outubro 05, 2009
Percebes?
O corpo, quando é ferido por dentro, expulsa água dos olhos e você chora. E lava a alma. Mas quando isso não acontece, os bolores aparecem e você fica azedo como um leite fora da validade. Não é uma regra, mas é um fato: o corpo grita de tantas maneiras, ou se expressa de várias maneiras na tentativa de existir com liberdade. Não só o corpo, mas o conjunto dele : a alma, as enzimas, as reações, os átomos. Como se fossemos um relógio, onde um mecanismo puxa o outro, em perfeita sincronia.
Em uma linguagem sutil, os sinais aparecem - dores, febre, alergias. Nem sempre escutamos.
Pudera! se não estamos atentos as necessidades dos nossos semelhantes, imagine da nossa biologia e além das plantas. Ignorar impera em quase todos os modos, é quase tão catatonico e cruel!
Eu não sei se o homem ainda acredita em algo chamado de ´´ escutar o coração´´, o que toca hoje é que virou moda criar rôbos. Mas esquecemos também que máquinas podem enferrujar e quebrar. Na verdade, isso só parece real quando se usa um estetoscopio. Mas o coração não é envolto apenas de músculos, veias e arterias - ele vai além, muito além e profundamente além do que podemos imaginar.
Mas continuamos no passo do materialismo e racionalismo extremo, e tudo o que pode ser extremo, corre o risco de excluir pequeninas coisas essenciais. Coisas que não podem receber um nome por serem grandiosas. Coisas que são nomeadas por palavras fofinhas e banalizadas. Coisas que são abstratas nas gramáticas, mas mais poderosas e concretas que a fé pregada com culpa nas Igrejas.
Eu sei que eu tenho um corpo, e que eu não sou ele. Mas enquanto o tenho, ele é o meu santuário. Mas ele não se resume à verdade : humano algum pode ser só um belo pedaço de carne.
Em uma linguagem sutil, os sinais aparecem - dores, febre, alergias. Nem sempre escutamos.
Pudera! se não estamos atentos as necessidades dos nossos semelhantes, imagine da nossa biologia e além das plantas. Ignorar impera em quase todos os modos, é quase tão catatonico e cruel!
Eu não sei se o homem ainda acredita em algo chamado de ´´ escutar o coração´´, o que toca hoje é que virou moda criar rôbos. Mas esquecemos também que máquinas podem enferrujar e quebrar. Na verdade, isso só parece real quando se usa um estetoscopio. Mas o coração não é envolto apenas de músculos, veias e arterias - ele vai além, muito além e profundamente além do que podemos imaginar.
Mas continuamos no passo do materialismo e racionalismo extremo, e tudo o que pode ser extremo, corre o risco de excluir pequeninas coisas essenciais. Coisas que não podem receber um nome por serem grandiosas. Coisas que são nomeadas por palavras fofinhas e banalizadas. Coisas que são abstratas nas gramáticas, mas mais poderosas e concretas que a fé pregada com culpa nas Igrejas.
Eu sei que eu tenho um corpo, e que eu não sou ele. Mas enquanto o tenho, ele é o meu santuário. Mas ele não se resume à verdade : humano algum pode ser só um belo pedaço de carne.
quarta-feira, setembro 30, 2009
Fruto.
u
Carola era tão rosa, seus lábios sempre tão vermelhos e vivos, brilhavam no sol forte. Suas bochechas pareciam perolas recem- nascidas no fundo do oceano mais profundo, e o seu segredo revelava-se quando ela sorria e ficava corada como um morango. Tão ingênua e tão altiva, que quase podia alçar vôo de encontro ao seu destino -que vento a tinha trazido tão alegremente?
Seus sapatos estavam sempre sujos - ela passava as tardes nas selvas de terra batida de sua casa; descobria-se ante as cortinas de um mundo onde ela ousava criar todo dia. E as descobertas quando não eram doces, poderiam ser amargas como um chocolate amargo, mas não intragavéis. Como crescer. Crescer assustava. Seus pais não pareciam alegres com tanto corpo e coisas sérias a se fazer, e estavam sempre reclamando. Era tão diferente do seu mundo doce, tranquilo e feliz. Crescer parecia como perder a cor e a roupa pura que os bebes nasciam. Ardente, dificil, sofrido. Ou talvez não, esse sentimento poderia ser apenas fruto do medo arranhado as paredes de seus pensamentos.
(to be continued)
Carola era tão rosa, seus lábios sempre tão vermelhos e vivos, brilhavam no sol forte. Suas bochechas pareciam perolas recem- nascidas no fundo do oceano mais profundo, e o seu segredo revelava-se quando ela sorria e ficava corada como um morango. Tão ingênua e tão altiva, que quase podia alçar vôo de encontro ao seu destino -que vento a tinha trazido tão alegremente?
Seus sapatos estavam sempre sujos - ela passava as tardes nas selvas de terra batida de sua casa; descobria-se ante as cortinas de um mundo onde ela ousava criar todo dia. E as descobertas quando não eram doces, poderiam ser amargas como um chocolate amargo, mas não intragavéis. Como crescer. Crescer assustava. Seus pais não pareciam alegres com tanto corpo e coisas sérias a se fazer, e estavam sempre reclamando. Era tão diferente do seu mundo doce, tranquilo e feliz. Crescer parecia como perder a cor e a roupa pura que os bebes nasciam. Ardente, dificil, sofrido. Ou talvez não, esse sentimento poderia ser apenas fruto do medo arranhado as paredes de seus pensamentos.
(to be continued)
segunda-feira, setembro 28, 2009
Once upon a time.
b
O ciumes doentio ali plantado no jarro de ouro, no pé da porta, queimava os sentimentos do meu coração dia e noite.
Revolvia a minha alma com violência como um vampiro que suga a
vitalidade de outrem. Não havia uma certa cor saudável e tocável nessa destreza
descontrolada, o que podia quebrar-se era tido como algo ingênuo.
E fora adormecendo os meus membros ao ponto de paralizar-me
por completo e depois nada me restou. Embora eu não fosse mulher de quatro ventos,
algo em mim ficou eternamente partido e eu fui levada para longe como uma pena.
E fui ficando em tuas incongruencias que não são verdadeiras - são tão feias!
revelaram-me uma ultraviolencia que meus olhos ousaram enxergar.
Você ficou com uma dor, a criou como um bebe e vc a adora.
Isso é como um combustível.
Eu tenho apenas uma ferida que não sara.
(isso faz sentido?)
O ciumes doentio ali plantado no jarro de ouro, no pé da porta, queimava os sentimentos do meu coração dia e noite.
Revolvia a minha alma com violência como um vampiro que suga a
vitalidade de outrem. Não havia uma certa cor saudável e tocável nessa destreza
descontrolada, o que podia quebrar-se era tido como algo ingênuo.
E fora adormecendo os meus membros ao ponto de paralizar-me
por completo e depois nada me restou. Embora eu não fosse mulher de quatro ventos,
algo em mim ficou eternamente partido e eu fui levada para longe como uma pena.
E fui ficando em tuas incongruencias que não são verdadeiras - são tão feias!
revelaram-me uma ultraviolencia que meus olhos ousaram enxergar.
Você ficou com uma dor, a criou como um bebe e vc a adora.
Isso é como um combustível.
Eu tenho apenas uma ferida que não sara.
(isso faz sentido?)
quinta-feira, setembro 24, 2009
Incommensurabile
Uma alegria
contida aqui no meu corpo
deveria ter sido cultivada
ao tempo que foi dado,
Eu caberia em outonos
siderais e embaixo do
meu sapato
Haveriam diamantes e
nada poderia ser pisado.
Depois da ausência, uma noite
caberia em mim como um efeito
placebo - Uma cura me transformaria.
Eu estaria a criar um mundo onde a tristeza
fosse cercada com arame farpado
e do campo, não pudesse fugir
Eu estaria protegida.
Quase
Uma garota, quase rota
Uma garota, quase aberta
ao ar de sua aurora,
que foge ao
evidente desterro da
noite quente.
Um quase com tempo perdido
Incompleto em espírito,
perdido completamente na alegria
Cultivada em tubos de ensaio e plastificada
Mas foi a minha dor, o presente
dado ao tempo
embaixo do meu lençol
que me aquecia de um inverno
criado pela minha tentativa
de tocar o incomensurável.
contida aqui no meu corpo
deveria ter sido cultivada
ao tempo que foi dado,
Eu caberia em outonos
siderais e embaixo do
meu sapato
Haveriam diamantes e
nada poderia ser pisado.
Depois da ausência, uma noite
caberia em mim como um efeito
placebo - Uma cura me transformaria.
Eu estaria a criar um mundo onde a tristeza
fosse cercada com arame farpado
e do campo, não pudesse fugir
Eu estaria protegida.
Quase
Uma garota, quase rota
Uma garota, quase aberta
ao ar de sua aurora,
que foge ao
evidente desterro da
noite quente.
Um quase com tempo perdido
Incompleto em espírito,
perdido completamente na alegria
Cultivada em tubos de ensaio e plastificada
Mas foi a minha dor, o presente
dado ao tempo
embaixo do meu lençol
que me aquecia de um inverno
criado pela minha tentativa
de tocar o incomensurável.
terça-feira, setembro 22, 2009
Poema de Ferreira Gullar.
e
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
*Lindo, não?
you know what? Marília de Dirceu era uma das sortudas, como essa, do poema rs.
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
*Lindo, não?
you know what? Marília de Dirceu era uma das sortudas, como essa, do poema rs.
Na pedra, eu sentei e cantei.
i
O corpo dele, ali parado e tão calmo é, invisivelmente, apenas um deposito de dor. Suas pernas quase bambas ao caminhar, constantemente fraquejam, apesar da corpulencia de seus membros. Os olhos profundos, porém tristes, parecem gritar por um afeto colorido e aquecido; seria o seu coração, transformado em pedra, a fonte de sua fragilidade?.
O coração dolorido e descuidado, que não bombeia sangue fresco e quente, apenas um líquido que lhe dá vida e frio.
Não, não é uma vida, é algo como uma criatura viva, diminuta, microscopica - ele sentia-se inútil com toda a sua fé arrastada para dentro do seu ego bem alimentado.
Não sobrara nada de sua alma, essa sim, tentava fugir initerrupitamente de seu corpo lascivante, tão mal amado.
Parecia que sua própria pele era como um invólucro de plástico, dando -lhe alergias irritantes demais para serem suportadas ao longo do dia.
Tão desatento, tão morto e seco, tão intenso em sua dor, tão intenso em sua fome de amor que sua existente alma iluminada esquecera de dar o segundo passo à glória.
Um pé atrás e o outro, quase roto, atrás, como se seu corpo fosse uma marionete mal manipulada, com as articulações quebradas. Era incerto.
Era também o que não sabia ser; escondia-se da própria sombra, como se ela fosse mostrar-lhe a verdade de sua destemida essencia.
O corpo dele, ali parado e tão calmo é, invisivelmente, apenas um deposito de dor. Suas pernas quase bambas ao caminhar, constantemente fraquejam, apesar da corpulencia de seus membros. Os olhos profundos, porém tristes, parecem gritar por um afeto colorido e aquecido; seria o seu coração, transformado em pedra, a fonte de sua fragilidade?.
O coração dolorido e descuidado, que não bombeia sangue fresco e quente, apenas um líquido que lhe dá vida e frio.
Não, não é uma vida, é algo como uma criatura viva, diminuta, microscopica - ele sentia-se inútil com toda a sua fé arrastada para dentro do seu ego bem alimentado.
Não sobrara nada de sua alma, essa sim, tentava fugir initerrupitamente de seu corpo lascivante, tão mal amado.
Parecia que sua própria pele era como um invólucro de plástico, dando -lhe alergias irritantes demais para serem suportadas ao longo do dia.
Tão desatento, tão morto e seco, tão intenso em sua dor, tão intenso em sua fome de amor que sua existente alma iluminada esquecera de dar o segundo passo à glória.
Um pé atrás e o outro, quase roto, atrás, como se seu corpo fosse uma marionete mal manipulada, com as articulações quebradas. Era incerto.
Era também o que não sabia ser; escondia-se da própria sombra, como se ela fosse mostrar-lhe a verdade de sua destemida essencia.
domingo, setembro 20, 2009
Livro.
- Não estou rindo. – Na verdade, eu estava chorando. – E, por favor, não vá você rir de mim agora, mas acho que o motivo pelo qual é tão difícil para mim esquecer esse cara é que eu realmente achava que o David fosse a minha alma gêmea.
- Provavelmente era. O problema é que você não entende o que essa expressão significa. As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora. Acabou, Sacolão. A missão do David era acordar você, tirar você daquele casamento do qual você precisava sair, destroçar um pouquinho o seu ego, mostrar para você os seus obstáculos e vícios, despedaçar o seu coração para uma nova luz poder entrar, deixar você tão desesperada e fora de controle que você fosse obrigada a transformar a sua vida (…).
(Comer, rezar, amar – Elizabeth Gilbert – Pag 158)
- Provavelmente era. O problema é que você não entende o que essa expressão significa. As pessoas acham que a alma gêmea é o encaixe perfeito, e é isso que todo mundo quer. Mas a verdadeira alma gêmea é um espelho, a pessoa que mostra tudo que está prendendo você, a pessoa que chama a sua atenção para você mesmo para que você possa mudar a sua vida. Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer, porque elas derrubam as suas paredes e te acordam com um tapa. Mas viver com uma alma gêmea para sempre? Não. Dói demais. As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora. Acabou, Sacolão. A missão do David era acordar você, tirar você daquele casamento do qual você precisava sair, destroçar um pouquinho o seu ego, mostrar para você os seus obstáculos e vícios, despedaçar o seu coração para uma nova luz poder entrar, deixar você tão desesperada e fora de controle que você fosse obrigada a transformar a sua vida (…).
(Comer, rezar, amar – Elizabeth Gilbert – Pag 158)
hey.
i
Teu corpo quebrado, ausente do medo e pintado em desespero, chama a noite para o descanso da tua alma triste. Mas tu persiste em ficar aceso como as chamas de velas das catedrais; teu fulgor parece querer espantar os fantasmas da porta ao lado. Ficas sentado, com as pernas cruzadas em elegância magistral, com olhos parados melancolicamente para um espaço vazio, registrando lapsos de um coração ferido - algum dia você conseguiu enxergar através do fogo da lareira?. E teus lábios rachados de um frio que não existiu lá fora, mas se implantou dentro de ti. E o vento que soprara da tua boca, em forma de palavras rotas, eram como laminas afiadas de gelo que queimavam sobre a pele. Calor algum poderia deter isso, era tão nefasto e impotente como um leão faminto. Não derretias nem com os abençoados verões que por tua pele, imaculadamente branca, passavam.
Teu corpo quebrado, ausente do medo e pintado em desespero, chama a noite para o descanso da tua alma triste. Mas tu persiste em ficar aceso como as chamas de velas das catedrais; teu fulgor parece querer espantar os fantasmas da porta ao lado. Ficas sentado, com as pernas cruzadas em elegância magistral, com olhos parados melancolicamente para um espaço vazio, registrando lapsos de um coração ferido - algum dia você conseguiu enxergar através do fogo da lareira?. E teus lábios rachados de um frio que não existiu lá fora, mas se implantou dentro de ti. E o vento que soprara da tua boca, em forma de palavras rotas, eram como laminas afiadas de gelo que queimavam sobre a pele. Calor algum poderia deter isso, era tão nefasto e impotente como um leão faminto. Não derretias nem com os abençoados verões que por tua pele, imaculadamente branca, passavam.
sexta-feira, setembro 18, 2009
Médicos Sem Fronteiras.
Então terráqueos, que por aqui passam...(poucos, creio rs)
Olhando o site do MSF - MÉDICOS SEM FRONTEIRAS, deparei-me com um trabalho maravilhoso. Sempre gostei da idéia deles, tem coisa mais perfeita? Colocando a página de doação por que foi esse o meu intuito, se caso algum ser caridoso decida doar. DOEM!
Não é preciso ser santo, Deus, nem Madre Tereza de Calcutá, o sentimento é de pura ajuda mesmo. Doar, seja lá em qual atitude.
Acho legal PERCEBER essa realidade - triste em si - por que abre uma certa consciencia adormecida lá no fundo...né? (não falo do sentimento de culpa, como eventualmente alguém me falou). Eu diria que é empatia, altruísmo.
De qualquer forma, olhem o site e esqueçam um pouco dos seus medíocres problemas =).
http://www.msf.org.br/doacao/
Olhando o site do MSF - MÉDICOS SEM FRONTEIRAS, deparei-me com um trabalho maravilhoso. Sempre gostei da idéia deles, tem coisa mais perfeita? Colocando a página de doação por que foi esse o meu intuito, se caso algum ser caridoso decida doar. DOEM!
Não é preciso ser santo, Deus, nem Madre Tereza de Calcutá, o sentimento é de pura ajuda mesmo. Doar, seja lá em qual atitude.
Acho legal PERCEBER essa realidade - triste em si - por que abre uma certa consciencia adormecida lá no fundo...né? (não falo do sentimento de culpa, como eventualmente alguém me falou). Eu diria que é empatia, altruísmo.
De qualquer forma, olhem o site e esqueçam um pouco dos seus medíocres problemas =).
http://www.msf.org.br/doacao/
Mensagem:
e
´´Somos feitos de carne, mas temos que viver como se fossemos feitos de ferro." [Sigmund Freud]
´´Somos feitos de carne, mas temos que viver como se fossemos feitos de ferro." [Sigmund Freud]
quarta-feira, setembro 16, 2009
=)
m
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=39
Postando um site que eu eventualmente achei, ao pesquisar algo na parte de bioquímica. Adoro essa parte de psiq-bio, uma das poucas partes legais, já que envolve a mente humana (que a meu ver é fascinante). Para as pessoas que sorrateiramente entram aqui e que fazem Medicina comigo, que como eu já soube, olham o meu blog rs. Enjoy.
“Quando as partes do corpo e seus humores não estão em harmonia, então a mente se desequilibra e a melancolia aparece, mas por outro lado, uma mente calma e feliz faz com que todo corpo fique saudável”.
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=39
Postando um site que eu eventualmente achei, ao pesquisar algo na parte de bioquímica. Adoro essa parte de psiq-bio, uma das poucas partes legais, já que envolve a mente humana (que a meu ver é fascinante). Para as pessoas que sorrateiramente entram aqui e que fazem Medicina comigo, que como eu já soube, olham o meu blog rs. Enjoy.
“Quando as partes do corpo e seus humores não estão em harmonia, então a mente se desequilibra e a melancolia aparece, mas por outro lado, uma mente calma e feliz faz com que todo corpo fique saudável”.
lollipop
terça-feira, setembro 15, 2009
o QUE NÃO TOCA.
A Garota sentada no alto de uma poltrona, de cabelos amarelos, me olha com espanto. Ela parece um querubim, ou um passarinho de olhar puro no meio da cidade tão poluída e cinza; um contraste quase assustador. Eu não consigo parar de olha-la, parece haver nela uma mensagem viva e calorosa, uma mensagem que atravessa as ondas de rádios e chega até aqui.
Ela me dá um sorrisinho de boas vindas, em seu diálogo interno, e isso me faz lembrar uma bala colorida em meio as calçadas cinzas.Sua mãe incomoda-se e lança olhares furtivos e quase ferozes, mas ela não parece perceber a maldade que a cerca, tão nova na terra.
Segura em si, com os olhos tão grandes e azuis penetrando a minha alma e lendo os meus registros internos, eu percebo que, entre eu e ela não há muita diferença. Sua pureza e sua solidariedade intocáveis ainda são brilhantes. Eu com um corpo de 1, 65, e uma idade secular de 22 anos - internamente, apenas uma criança que não sabe mentir muito bem.
Eu não sei do que pode ser feita a experiência de vida. Em que idade, verdadeiramente, eu preciso estacionar para lembrar que eu tenho uma essencia? eu não consigo aprender nos livros o que é mais essencial num ser humano, afinal, o meu olhar deve ser engolido pela razão?. Eu acredito na razão, e eu poderia jurar que alguma vez me apaxonei desvairadamente por ela. Mas paixões são fugidias, eu queria o amor. Nem Freud poderia ter me excitado tanto quanto o meu desejo de obter o amor puramente. Eu queria sentir, de alguma forma. Sentir ao olhar algo ou os olhos de algum outro ser humano, mas eu não era bem vinda. Para onde eu olhava haviam apenas corpos fechados e apáticos.
Uma expressão tão sutil, sem rebuscamentos, sem soberbas intelectuais ensinou-me em poucos segundos algo ao qual, depois de 278 páginas de filosofia, não conseguiram ensinar. Você pode obter o conhecimento, você pode obter um phd, mas se as portas internas não estiverem abertas, você não terá aprendido nada. Eu não creio que a teoria mais profunda e culta possa me ensinar a viver, mas eu sei que eu posso aprender sobre a vida a SENTINDO-A.
Ela me dá um sorrisinho de boas vindas, em seu diálogo interno, e isso me faz lembrar uma bala colorida em meio as calçadas cinzas.Sua mãe incomoda-se e lança olhares furtivos e quase ferozes, mas ela não parece perceber a maldade que a cerca, tão nova na terra.
Segura em si, com os olhos tão grandes e azuis penetrando a minha alma e lendo os meus registros internos, eu percebo que, entre eu e ela não há muita diferença. Sua pureza e sua solidariedade intocáveis ainda são brilhantes. Eu com um corpo de 1, 65, e uma idade secular de 22 anos - internamente, apenas uma criança que não sabe mentir muito bem.
Eu não sei do que pode ser feita a experiência de vida. Em que idade, verdadeiramente, eu preciso estacionar para lembrar que eu tenho uma essencia? eu não consigo aprender nos livros o que é mais essencial num ser humano, afinal, o meu olhar deve ser engolido pela razão?. Eu acredito na razão, e eu poderia jurar que alguma vez me apaxonei desvairadamente por ela. Mas paixões são fugidias, eu queria o amor. Nem Freud poderia ter me excitado tanto quanto o meu desejo de obter o amor puramente. Eu queria sentir, de alguma forma. Sentir ao olhar algo ou os olhos de algum outro ser humano, mas eu não era bem vinda. Para onde eu olhava haviam apenas corpos fechados e apáticos.
Uma expressão tão sutil, sem rebuscamentos, sem soberbas intelectuais ensinou-me em poucos segundos algo ao qual, depois de 278 páginas de filosofia, não conseguiram ensinar. Você pode obter o conhecimento, você pode obter um phd, mas se as portas internas não estiverem abertas, você não terá aprendido nada. Eu não creio que a teoria mais profunda e culta possa me ensinar a viver, mas eu sei que eu posso aprender sobre a vida a SENTINDO-A.
domingo, setembro 13, 2009
A mente não é ume estado celestial.
Eu não quero as tuas promessas. Elas duram um largo tempo até encontrarem a verdade, e eu não gosto de meias- verdades. Também não gosto de idéias que fogem dos fatos e da minha essencia. Eu não quero o abraço sem pureza, desprovido do que pode ser tocável à alma. Eu não quero a euforia que me invade em noites frias, e deixa a minha cabeça tão cabaleante como um navio num temporal. Não, eu não quero. E por não querer, reprimo o grito e uma irritação pelo que pode ser superficial, me incomoda. Sem mentiras, sem mentiras, sem mentiras. Eu não estou vivendo o que foi prometido, o que pode ser glorioso está muito longe e aqui há apenas um anjo voando sobre a minha casa.
I'm by your side.
I'm by your side.
sexta-feira, setembro 11, 2009
desenhos.
DESENHO FEITO POR MIM A ALGUNS DIAS ATRÁS. Gostei tanto dele que resolvi postar.
Deve ser um olhar triste incontido, gosto de semblantes melancólicos.
O cabelo ainda precisa ser pintado, eu fiz uns rabiscos com o lápis aquarela e não terminei.
Anyway, pena que não posso dar muito tempo ao lado artístico por que estudar Medicina me toma muito o tempo, a minha sanidade e o meu lado criativo. Bad at all. Não sei como fui me meter em uma bipolaridade tão louca assim, afinal, arte e ciência se complementam, certo? Não sei. Acho que psicologia e filosofia ainda combinariam mais comigo, há calor nisso.
( mas ainda irei arranjar tempo para aprender a tocar piano).
quarta-feira, setembro 09, 2009
Um pouco.
o
Tua imagem branca tem um misterio cigano.
És profana como os segredos das profecias,
e doce como as balas da esquina.
Tua imagem branca guardam esquinas, esguias,
que se movem em asas imaculadas ao infinito do céu.
Tua imagem branca é como o fulgor da lua,
e só tu tens o poder de iluminar-me
em noites pretas como a dor.
Tua imagem branca tem um misterio cigano.
És profana como os segredos das profecias,
e doce como as balas da esquina.
Tua imagem branca guardam esquinas, esguias,
que se movem em asas imaculadas ao infinito do céu.
Tua imagem branca é como o fulgor da lua,
e só tu tens o poder de iluminar-me
em noites pretas como a dor.
segunda-feira, setembro 07, 2009
=)
p
´´Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Você nunca será minha e por isso terei você para sempre´´Paulo Coelho
´´Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Você nunca será minha e por isso terei você para sempre´´Paulo Coelho
quinta-feira, setembro 03, 2009
nb
9
O vestido balançando ao vento, o corpo calmo, a mente agitada.
Quebrar de ondas lentas numa praia ao entardecer.
Algo irá acontecer, e eu não consigo ver.
Ansiedade, não espero.
Não paro, não enxergo.
Não esteja comigo, seja comigo.
Seja coração, faça-me parar.
Fique comigo, deixe que meus braços levem os teus
ao paraíso.
Como o vento que varre os meus cabelose solta as tuas palavras
em murmúrios febris.
O vestido balançando ao vento, o corpo calmo, a mente agitada.
Quebrar de ondas lentas numa praia ao entardecer.
Algo irá acontecer, e eu não consigo ver.
Ansiedade, não espero.
Não paro, não enxergo.
Não esteja comigo, seja comigo.
Seja coração, faça-me parar.
Fique comigo, deixe que meus braços levem os teus
ao paraíso.
Como o vento que varre os meus cabelose solta as tuas palavras
em murmúrios febris.
op
0
Seus dilemas, suas ambivalências, suas dores sem remédio e seu silêncio duro e confuso criaram em torno dele um tufão de renúncias e sofrimentos perigoso.
Seus dilemas, suas ambivalências, suas dores sem remédio e seu silêncio duro e confuso criaram em torno dele um tufão de renúncias e sofrimentos perigoso.
segunda-feira, agosto 31, 2009
Conheça
O intuito não é jogar uma pedra, é tocar. Palavras verdadeiras surgem de uma fonte pura, e não foram feitas para ferir. Não há, ao menos, alguma tentativa de prepotência na minha existencia como escrivã. Escrever é, para mim, entender quem eu sou; procurar no horizonte algum espelho que eu possa refletir a minha alma. E eu a toco. Ganhando ou não, nada mudará aqui dentro pois eu continuo sendo de alma para o corpo, ainda que eu apresente algum despudor fora de linha. Minhas palavras não são como prostibulos - elas são puras como quem as escreve: pureza de carater.
domingo, agosto 30, 2009
beloved.
´´Nossa tarefa no plano físico é aprender. Aprender no sentido mais amplo, mais ilimitado: aprender a amar. Amar os outros e a nós mesmos.
Esse é o conhecimento que nos torna divinos.Você é maior que seu corpo, maior do que sua mente. Você é maravilhoso ser de luz e amor, imortal e eterno. Você é maior do que seus medos, do que sua ansiedade, seus rancores e preocupações.
Você é maior até mesmo do que o seu sofrimento. Você está sempre rodeado de amor, um amor que pode protegê-lo e confortá-lo.
Que pode alimentá-lo e lhe oferecer realizações. E você pode visualizar o amor que o circunda. Pode reencontrá-lo nas profundezas do seu próprio eu, na sua imensidão interior, de onde você conseguirá sempre olhar o mundo e sentir-se capaz de torná-lo um lugar mais feliz para você e para os demais.´´
Esse é o conhecimento que nos torna divinos.Você é maior que seu corpo, maior do que sua mente. Você é maravilhoso ser de luz e amor, imortal e eterno. Você é maior do que seus medos, do que sua ansiedade, seus rancores e preocupações.
Você é maior até mesmo do que o seu sofrimento. Você está sempre rodeado de amor, um amor que pode protegê-lo e confortá-lo.
Que pode alimentá-lo e lhe oferecer realizações. E você pode visualizar o amor que o circunda. Pode reencontrá-lo nas profundezas do seu próprio eu, na sua imensidão interior, de onde você conseguirá sempre olhar o mundo e sentir-se capaz de torná-lo um lugar mais feliz para você e para os demais.´´
segunda-feira, agosto 24, 2009
Fome da Verdade.
m

O que tem sido inferior, na verdade, é o que o homem tem feito com a virtude inata que deveria existir dentro de si. O que alcançamos com tantos avanços tecnológicos e um ego gordo? Olhando por tantos angulos agora, eu sei que a ignorância desse valor tem atingido e atingiu várias pessoas de inúmeras maneiras.
Ela repousa como o medo, como a fome, como a sensação de inferioridade. Ela repousa impiedosamente nas capas de revistas mais mentirosas do planeta. O mais espantoso disso tudo é que agarramo-nos a valores que apenas nos fazem tolher o coração - somos feridos pelo que nos guia. É como seguir o Hitler que surge dentro de nós, é como querer viver com a Rainha gritando no seu ouvido ´´Cortem-lhe a cabeça´´!. E você tampouco é um elfo, mas sente vergonha da sua raça. Não falta algo?
O medo da sensação de sair da linha, de ser um rebelde, de acordar, faz com que as pessoas mergulhem no orgulho, ou em uma auto-indugência, e não percebam que estão se auto-mutilando.Você não precisa apanhar um pedaço de pão velho, na verdade, você come a ansiedade que deveria estar sendo pisada, mas ela te torna obeso - de idéias alucinantes e incongruentes.
Você se alimenta muitas vezes sem se nutrir do que realmente pode ser essencial não somente ao seu corpo, mas à sua alma, à consciência. O lado que não pode ser tocado, o abstrato, é algo que precisa surgir no mundo como um concretismo que brilhe na mente das pessoas.
Mas a mente das pessoas está impregnada com o que pode ser de mais negativo - a culpa, a raiva, a vergonha, o despudorismo.
Apontamos o que é feio, o que é rico, o que é podre mas não percebemos que somos todos farinha do mesmo saco, voltaremos ao pó igualmente. A feiura, a abundância e todos os valores efêmeros, são como adornos de um sonho que a qualquer momento pode acabar e nos tira a felicidade.
Mas, se fossemos tão sábios assim, saberiamos dar valor ao pomposo cérebro que temos. A tocar dentro de nós algo MAIS real e verdadeiro e permanecer . Saberiamos quebrar preconceitos antes de tentar quebrar um átomo. Mas não quebramos os erros nem a ilusão da superficie - não sabemos, no entanto, que a tensão superficial da água nao pode ser tão forte assim.
O que quebra a adesão das moléculas pode ser comparada à ilusão que rompe o elo de amor que quebramos todos os dias com os nossos semelhantes.

O que tem sido inferior, na verdade, é o que o homem tem feito com a virtude inata que deveria existir dentro de si. O que alcançamos com tantos avanços tecnológicos e um ego gordo? Olhando por tantos angulos agora, eu sei que a ignorância desse valor tem atingido e atingiu várias pessoas de inúmeras maneiras.
Ela repousa como o medo, como a fome, como a sensação de inferioridade. Ela repousa impiedosamente nas capas de revistas mais mentirosas do planeta. O mais espantoso disso tudo é que agarramo-nos a valores que apenas nos fazem tolher o coração - somos feridos pelo que nos guia. É como seguir o Hitler que surge dentro de nós, é como querer viver com a Rainha gritando no seu ouvido ´´Cortem-lhe a cabeça´´!. E você tampouco é um elfo, mas sente vergonha da sua raça. Não falta algo?
O medo da sensação de sair da linha, de ser um rebelde, de acordar, faz com que as pessoas mergulhem no orgulho, ou em uma auto-indugência, e não percebam que estão se auto-mutilando.Você não precisa apanhar um pedaço de pão velho, na verdade, você come a ansiedade que deveria estar sendo pisada, mas ela te torna obeso - de idéias alucinantes e incongruentes.
Você se alimenta muitas vezes sem se nutrir do que realmente pode ser essencial não somente ao seu corpo, mas à sua alma, à consciência. O lado que não pode ser tocado, o abstrato, é algo que precisa surgir no mundo como um concretismo que brilhe na mente das pessoas.
Mas a mente das pessoas está impregnada com o que pode ser de mais negativo - a culpa, a raiva, a vergonha, o despudorismo.
Apontamos o que é feio, o que é rico, o que é podre mas não percebemos que somos todos farinha do mesmo saco, voltaremos ao pó igualmente. A feiura, a abundância e todos os valores efêmeros, são como adornos de um sonho que a qualquer momento pode acabar e nos tira a felicidade.
Mas, se fossemos tão sábios assim, saberiamos dar valor ao pomposo cérebro que temos. A tocar dentro de nós algo MAIS real e verdadeiro e permanecer . Saberiamos quebrar preconceitos antes de tentar quebrar um átomo. Mas não quebramos os erros nem a ilusão da superficie - não sabemos, no entanto, que a tensão superficial da água nao pode ser tão forte assim.
O que quebra a adesão das moléculas pode ser comparada à ilusão que rompe o elo de amor que quebramos todos os dias com os nossos semelhantes.
segunda-feira, agosto 10, 2009
terça-feira, agosto 04, 2009
Passos.
Espelhos de minha alma que pela manhã surgem gritantes
em piruetas mil, fazendo- me doce e furtiva.
Despudorada de tristezas, busco-os sonolenta e encontro-os a dançar sobre minhas cortinas coloridas.
Olham-me, são travessos, falam-me em mil linguas coloridas.
Contam-me segredos de amor jamais escutadas por humanos, e eu sei.
Eu permaneço sabendo da verdade através de meus olhos que enxergam além do óbvio, não escorre entre meus dedos como areia fina e mortal.
Pequena, um pouco amarga e muito doce.
Mas o doce que, de ingerido em demasia poderá fazer-te mal. Mas continuo.
E permaneço, permito-me amar aos que dizem ´´eu te amo´´ e não são correspondidos.
E aos que, incrivelmente, como rosas murchas, não podem entender o mecanismo de ir além de palavras.
Reflete-se o amanhã glorioso, despudorado e amaldiçoado - a futilidade não está em mim senão naquele que reflete suas palavras à minha doce alma.
Mas continuo a amar cambaleante, mesmo que congelada pelo mundo high tech,
é tudo o que me resta.
em piruetas mil, fazendo- me doce e furtiva.
Despudorada de tristezas, busco-os sonolenta e encontro-os a dançar sobre minhas cortinas coloridas.
Olham-me, são travessos, falam-me em mil linguas coloridas.
Contam-me segredos de amor jamais escutadas por humanos, e eu sei.
Eu permaneço sabendo da verdade através de meus olhos que enxergam além do óbvio, não escorre entre meus dedos como areia fina e mortal.
Pequena, um pouco amarga e muito doce.
Mas o doce que, de ingerido em demasia poderá fazer-te mal. Mas continuo.
E permaneço, permito-me amar aos que dizem ´´eu te amo´´ e não são correspondidos.
E aos que, incrivelmente, como rosas murchas, não podem entender o mecanismo de ir além de palavras.
Reflete-se o amanhã glorioso, despudorado e amaldiçoado - a futilidade não está em mim senão naquele que reflete suas palavras à minha doce alma.
Mas continuo a amar cambaleante, mesmo que congelada pelo mundo high tech,
é tudo o que me resta.
Profusão.
As folhas verdes, refletindo a luz, a tarde ensolara e calma.
Onde estou?
A vida parece ir embora aos poucos segundos do relógio que ri para mim de modo berrante.
Meu fôlego as vezes se agita, contrastando com a euforia da alegria que grita ; permaneço viajando em meus labirintos como uma pequena criatura frágil que tenta transformar ferro em cristais.
Eu tenho gritado ´´eu quero as minhas asas de volta´´ mas eles não escutam, apenas observam, e eu morro lentamente sufocada, sem glórias roubadas em meu peito.
Em que estrela estarei para brilhar? que amor poderei dar, senão o que se esconde tão sorrateiramente aqui dentro? já não sei o que sou, meus espelhos quebrados não me falam mais as verdades. Tudo sumiu tragado por águas violentas.
Onde estou?
A vida parece ir embora aos poucos segundos do relógio que ri para mim de modo berrante.
Meu fôlego as vezes se agita, contrastando com a euforia da alegria que grita ; permaneço viajando em meus labirintos como uma pequena criatura frágil que tenta transformar ferro em cristais.
Eu tenho gritado ´´eu quero as minhas asas de volta´´ mas eles não escutam, apenas observam, e eu morro lentamente sufocada, sem glórias roubadas em meu peito.
Em que estrela estarei para brilhar? que amor poderei dar, senão o que se esconde tão sorrateiramente aqui dentro? já não sei o que sou, meus espelhos quebrados não me falam mais as verdades. Tudo sumiu tragado por águas violentas.
domingo, julho 26, 2009
Caso de amor que não dói.
-
Sou a rosa, sem prosa que se fechou para o mar.
De tanto amar, meu coração nao quis mais dar
luz ao luar.
Foram tantas mentiras, que ri escondida
Foram tantas mentiras, que chorei na avenida.
Foram tantas faltas de emoções, que me recolhi,
tolhida.
Foram tantas feridas, que mandei você à China.
Sou a rosa, sem prosa que se fechou para o mar.
De tanto amar, meu coração nao quis mais dar
luz ao luar.
Foram tantas mentiras, que ri escondida
Foram tantas mentiras, que chorei na avenida.
Foram tantas faltas de emoções, que me recolhi,
tolhida.
Foram tantas feridas, que mandei você à China.
Marujo.
9
O barco, escondido e incontido
Lança ao teu olhar o tempo
que foi perdido.
Tão triste, não riste
não acordaste, não amaste.
E o pranto, aos cantos
tornou-se como os encantos
das sereias traiçoeiras.
Então levaste, pelos mares
todas essas partes quebradas
de ti, sem mim.
O barco, escondido e incontido
Lança ao teu olhar o tempo
que foi perdido.
Tão triste, não riste
não acordaste, não amaste.
E o pranto, aos cantos
tornou-se como os encantos
das sereias traiçoeiras.
Então levaste, pelos mares
todas essas partes quebradas
de ti, sem mim.
terça-feira, julho 21, 2009
Sem parágrafos.
4
Algumas coisas do mundo moderno são tristes demais. Não sei que termo dar a não ser COISA, pois este define mesmo o que quero expressar. É como se fosse algo abominável, sem cor, calor. Algo desprovido de compaixão. Algo rico de rótulos, de formas e vazio em conteúdo e verdade.
O mais incrível é que esta COISA é gerada por humanos, no ventre das nossas mentes; tenho visto os partos delas sem desejar ser a obstreta de todas.Depois do Big Bang, esse fato tem sido estupidamente explosivo socialmente.
Não sei se posso colocar o perdão no meio, pois, afinal, parece que com tanto tempo para se aprender, não estabelecemos premissas indispensáveis. Mas um dever maior, o chamado Compreensão, me chama. E, então o coloco em prática, para que não me afogue no mesmo buraco ao qual encontro o meu cenário.
Tem sido condenado valores nobres, como sentimentos, emoções, lágrimas, sorrisos, devaneios, palavras doces: o frio no rosto da pessoas tem sido como um vírus que entra pelos poros e paraliza faces. O mendigo da esquina é o único que expressa alguma coisa em sua face.
Não defendo aqui nenhum motivo adolescente, o proposito aqui não é exatamente condenar ou defender. É algo como gritar à plemos pulmões que tem algo errado em não ser Humano, e apoiar a miserável modinha de tolher os sentimentos.
É, virou moda tolher os sentimentos, e não sei porque bulhufas esses humanos não entregam os seus corpos para fabricarem rôbos. Não sei porque tornaram-se como os psicopatas, ou pior que eles. Não sei porque não podem criar um pouco de sensibilidade.
Não é questão de ´´Eu sou assim´´. Ser o que não é , não é indicador de presença de personalidade formada, é ausência dela. É, também, questão de cumprir um papel que todo ser humano, com sentidos tão nobres e com um cerebro tão avantajado, deveria possuir.
Somos brilhantes no raciocínio mas pecamos nas emoções, e a razão engole não só as mentes das pessoas, mas como também consome o oxigenio do cérebro das pessoas.
Quantas pessoas esqueceram de tirar o gesso de seus corações no consultório do ortopedista?
É tão violento não ser o que se é!.
Algumas coisas do mundo moderno são tristes demais. Não sei que termo dar a não ser COISA, pois este define mesmo o que quero expressar. É como se fosse algo abominável, sem cor, calor. Algo desprovido de compaixão. Algo rico de rótulos, de formas e vazio em conteúdo e verdade.
O mais incrível é que esta COISA é gerada por humanos, no ventre das nossas mentes; tenho visto os partos delas sem desejar ser a obstreta de todas.Depois do Big Bang, esse fato tem sido estupidamente explosivo socialmente.
Não sei se posso colocar o perdão no meio, pois, afinal, parece que com tanto tempo para se aprender, não estabelecemos premissas indispensáveis. Mas um dever maior, o chamado Compreensão, me chama. E, então o coloco em prática, para que não me afogue no mesmo buraco ao qual encontro o meu cenário.
Tem sido condenado valores nobres, como sentimentos, emoções, lágrimas, sorrisos, devaneios, palavras doces: o frio no rosto da pessoas tem sido como um vírus que entra pelos poros e paraliza faces. O mendigo da esquina é o único que expressa alguma coisa em sua face.
Não defendo aqui nenhum motivo adolescente, o proposito aqui não é exatamente condenar ou defender. É algo como gritar à plemos pulmões que tem algo errado em não ser Humano, e apoiar a miserável modinha de tolher os sentimentos.
É, virou moda tolher os sentimentos, e não sei porque bulhufas esses humanos não entregam os seus corpos para fabricarem rôbos. Não sei porque tornaram-se como os psicopatas, ou pior que eles. Não sei porque não podem criar um pouco de sensibilidade.
Não é questão de ´´Eu sou assim´´. Ser o que não é , não é indicador de presença de personalidade formada, é ausência dela. É, também, questão de cumprir um papel que todo ser humano, com sentidos tão nobres e com um cerebro tão avantajado, deveria possuir.
Somos brilhantes no raciocínio mas pecamos nas emoções, e a razão engole não só as mentes das pessoas, mas como também consome o oxigenio do cérebro das pessoas.
Quantas pessoas esqueceram de tirar o gesso de seus corações no consultório do ortopedista?
É tão violento não ser o que se é!.
quarta-feira, julho 15, 2009
Obras de areia desfeita.
A noite veio como a areia das ondas do mar que passam pelos meus pés. Vai e volta, o vento sopra em meu rosto e murmura em meus ouvidos segredos que não quero ouvir. E está tudo tão preto que a lua, lá de cima, apenas me guia com o seu brilho etereo. Por dentro, fragmentos, cores vermelhas que saem pelos meus poros e colore a minha aura, caminhos com labirintos bonitos, mas complexos.Isso tudo é um sonho? a noite se forma dentro de mim ou é criada no mundo? A vida em si, foi coberta pela flexibilidade da compreensão ao coração ferido, nisso, minha alma repousa e minha mente corre pela praia onírica.Meu coração fica, aqui dentro, galopando, saindo pela minha garganta ao pensar naquele que se foi sem olhar pra trás.
Mas eu não sei de que forma sobreviver ao que pode ser injusto e falso, a areia entre os meus pés é real?a dor é real? a fome de generosidade é real? As vezes, fica difícil acreditar que com sentidos tão nobres, nada pode ser mais altruista. E falso.
Mas eu não sei de que forma sobreviver ao que pode ser injusto e falso, a areia entre os meus pés é real?a dor é real? a fome de generosidade é real? As vezes, fica difícil acreditar que com sentidos tão nobres, nada pode ser mais altruista. E falso.
segunda-feira, julho 06, 2009
Meus escritos de 2007 (2)
Olhou-me, tinha um olhar cálido e sofrido, escondia algo dentro daquele corpo aparentemente cansado. Esquivei-me, algo nele me encantou por alguns segundos. Tive o impulso de arrancar a sua dor, leva-lo como uma criança no colo.
Mas era noite e o trem já surgia para levar seus passageiros caleijados do trabalho.
Fiquei, não tive coragem de partir. Caminhei até o derradeiro do homem solitário; estava chorando e tinha profundas olheiras. Meu bom Deus, o que teria acontecido com aquele cavalheiro tão lindo?
Perguntei-lhe ´´Senhor, estas bem´´?
Falou-me ´´Senhor? não ves que sou jovem o bastante para ser tratado desta maneira?´´
Retruquei ´´Desculpe-me, cavalheiro. Posso ajuda-lo em algo? me toca o coração ver-te desta maneira.Porque choras?´´
Ele, aparentemente assustado, enxugou as lágrimas e emperdigou a postura, que antes denotava alguem muito triste e cabisbaixo.
Perguntou-me então ´´E o que uma bela dama faz aqui a essas horas, sozinha, falando com um estranho? não tens idéia de como é perigoso?´´.
´´sei que é perigoso, meu caro. Mas a tua dor, aparente nessa escuridão, me tocou o coração, então não exitei em ajuda-lo´´ Falei-lle.
Ele pareceu ainda mais assustado com a demonstração de afeto, então percebi que aquele ser era totalmente desprovido de alguma companhia. Como foi triste concluir isso. Era tão lindo a sua tristeza, a sua forma de olhar e como punha as mãos nos bolsos e o sorriso escondido e branco resplandecendo na noite sem fim.
Simplesmente lindo.
Era noite, sim, era uma noite sem fim para tanto encanto.
Mas era noite e o trem já surgia para levar seus passageiros caleijados do trabalho.
Fiquei, não tive coragem de partir. Caminhei até o derradeiro do homem solitário; estava chorando e tinha profundas olheiras. Meu bom Deus, o que teria acontecido com aquele cavalheiro tão lindo?
Perguntei-lhe ´´Senhor, estas bem´´?
Falou-me ´´Senhor? não ves que sou jovem o bastante para ser tratado desta maneira?´´
Retruquei ´´Desculpe-me, cavalheiro. Posso ajuda-lo em algo? me toca o coração ver-te desta maneira.Porque choras?´´
Ele, aparentemente assustado, enxugou as lágrimas e emperdigou a postura, que antes denotava alguem muito triste e cabisbaixo.
Perguntou-me então ´´E o que uma bela dama faz aqui a essas horas, sozinha, falando com um estranho? não tens idéia de como é perigoso?´´.
´´sei que é perigoso, meu caro. Mas a tua dor, aparente nessa escuridão, me tocou o coração, então não exitei em ajuda-lo´´ Falei-lle.
Ele pareceu ainda mais assustado com a demonstração de afeto, então percebi que aquele ser era totalmente desprovido de alguma companhia. Como foi triste concluir isso. Era tão lindo a sua tristeza, a sua forma de olhar e como punha as mãos nos bolsos e o sorriso escondido e branco resplandecendo na noite sem fim.
Simplesmente lindo.
Era noite, sim, era uma noite sem fim para tanto encanto.
Meus escritos de 2007
Num recinto escuro,empoeirado e decorado com um mal gosto tremendo eu estava. Haviam frases feita na parede, as mais cliches e veneradas pelo mundo. Ridículas para aquele momento incrivelmente obscuro.Eu, acabada com o coração despedaçado. O romantismo soava como um grito de horror no escuro.Aquelas frases seriam bonitas se não estivessem entalhadas na parede, contrastando com o estilo punk do local,contrastando com o meu comportamento de menininha perdida e triste. Luzes coloridas de neon, vibrando sem parar.Meu coração, órgao vermelho e pulsante não era mais de carne, só uma pedra que doia e rasgava tudo por dentro. Havia eu e só eu, minha companhia era a única reconfortante e falsa. Mentira, era tudo mentira e doia tanto porque meu coração estava entregue e eu pensei que seria tudo, tudo verdade.E não houve troca, só entrega. Não era amor. Apenas beijos e calúnias, só o prazer que ficava e nada mais. Só a fumaça do sentimento que nunca existiu e que eu outrora procurava, e parecia perseguir-me naquele recinto malogrado e com cheiro de marihuana. As frases da parede eu bem sei, eram para mim. Como um aviso, um recado do destino; ou até mesmo da minha alma. Mas não importava, realmente não importava, eu não iria escutar nunca e no final, no final infeliz eu sabia que iria chorar. Bem, talvez estivesse, como sempre estive, em busca de garotinhos perdidos, que me fizessem chorar. O choro inocente e estúpido de alguem que busca algo profundo em corpos superficiais e bocas sem paixão.
domingo, junho 28, 2009
Apenas UM.
Te tornas UM quando me abraças, em ti há mil profusões sagradas que voam em volta da tua alma como pássaros alegres.
Me envolves com teu canto e tua música, assim, vai inebriando-me.
Meu corpo entra em teu ritmo lento e compassado.
É tão doce.
E danço, não paro.
Continuo a embalar meu corpo atraves da melodia, suave como o vento.
E tudo se transforma enquanto eu danço; então tua alma, espelho meu, junta-se à minha como
declaração de amor e fazemos uma valsa, onde eu e tu somos apenas UM.
Me envolves com teu canto e tua música, assim, vai inebriando-me.
Meu corpo entra em teu ritmo lento e compassado.
É tão doce.
E danço, não paro.
Continuo a embalar meu corpo atraves da melodia, suave como o vento.
E tudo se transforma enquanto eu danço; então tua alma, espelho meu, junta-se à minha como
declaração de amor e fazemos uma valsa, onde eu e tu somos apenas UM.
sexta-feira, junho 26, 2009
Interrogações à luz da bandeira.
0
O medo corrói. Você tenta engoli-lo mas cria um nó na garganta. É amargo. Não amargo como um chocolate amargo, mas como a amargura de quem entra em desespero. É pior do que ser engolido pela razão. O medo vaga pelas ruas, procurando vítimas - as mais frageis são as escolhidas. Ficamos em casa com o tédio, com o desamor, com o ócio ; formamos uma família formosa demais com todos eles. Mas eles não choram, eles reprimem o choro da alegria. É como um bebê que não vive em pleno desenvolvimento, é tão tolhido e mórbido que apavora.
Tornamo-nos como peixes em água lodosa, respirando o ar parado e frio de casa. Há tanto perigo na rua agora, que uma respiração pode ser fatal. Um vírus não é nada, tudo é o que o medo faz nas pessoas : as devora por inteiro. É como uma infecção mental, onde o caminhar distraído se torna algo paranoico, tapado com máscaras para cobrir o sorriso.
O que temos feito para merecer tudo isso?.
Se antes estavamos sendo como bactérias a destruir o mundo, hoje, surge algo minúsculo para provar que de patamar o homem não sobrevive.
E somos engolidos - pela razão, pelo medo, pelo egoísmo, pela cobiça, pela falta de sentimentos, pelo orguho. Mas se todos esses TERMOS são tão amargos, porque insistimos?
Por que não nos alimentamos do que pode ser saudável?
Eu não sei.
O medo corrói. Você tenta engoli-lo mas cria um nó na garganta. É amargo. Não amargo como um chocolate amargo, mas como a amargura de quem entra em desespero. É pior do que ser engolido pela razão. O medo vaga pelas ruas, procurando vítimas - as mais frageis são as escolhidas. Ficamos em casa com o tédio, com o desamor, com o ócio ; formamos uma família formosa demais com todos eles. Mas eles não choram, eles reprimem o choro da alegria. É como um bebê que não vive em pleno desenvolvimento, é tão tolhido e mórbido que apavora.
Tornamo-nos como peixes em água lodosa, respirando o ar parado e frio de casa. Há tanto perigo na rua agora, que uma respiração pode ser fatal. Um vírus não é nada, tudo é o que o medo faz nas pessoas : as devora por inteiro. É como uma infecção mental, onde o caminhar distraído se torna algo paranoico, tapado com máscaras para cobrir o sorriso.
O que temos feito para merecer tudo isso?.
Se antes estavamos sendo como bactérias a destruir o mundo, hoje, surge algo minúsculo para provar que de patamar o homem não sobrevive.
E somos engolidos - pela razão, pelo medo, pelo egoísmo, pela cobiça, pela falta de sentimentos, pelo orguho. Mas se todos esses TERMOS são tão amargos, porque insistimos?
Por que não nos alimentamos do que pode ser saudável?
Eu não sei.
quinta-feira, junho 25, 2009
ele e ela
Ontem meu nome era João.
Hoje, como um cão sem dono e sem nome, a perambular pelas ruas sem coração, me perdi em canção de amor derretido.
Virei um animal, irracional, morri no olhar dela.
Roubado por dentro, fui arrematado por uma jovem sem emoção.
Emaranhado por suas palavras soltas demais, me perdi nos caracóis de seus cabelos.
E, sim, para doer tanto assim, ela robou o meu coração.
Fiquei entre a cruz e a espada, e fui ferido por um não.
Hoje, como um cão sem dono e sem nome, a perambular pelas ruas sem coração, me perdi em canção de amor derretido.
Virei um animal, irracional, morri no olhar dela.
Roubado por dentro, fui arrematado por uma jovem sem emoção.
Emaranhado por suas palavras soltas demais, me perdi nos caracóis de seus cabelos.
E, sim, para doer tanto assim, ela robou o meu coração.
Fiquei entre a cruz e a espada, e fui ferido por um não.
segunda-feira, junho 22, 2009
Ontem.
Sozinha, com roupas pesadas que não lhe convinham, quase monotonas se não fosse pelo cachecol vermelho como sangue. Seu rosto, branco como marfim, perfeitamente liso e desejavel ao toque era quase apatico. Seu corpo a caminhar, mas tão inerte em si, como se os passos estivessem saído de uma cirurgia, eram lentos demais. Onde estava, no entando, seu coração?esse sim, pulsava com alegria? feito de retalhos mal interpretados como cortina de avó.
Naquela noite, quando ela saiu, a esperança sempre lhe vinha à cabeça. Talvez houvesse uma glória, daquelas coloridas e contagiantes a espera-la na esquina. Um impulso da descoberta milagrosa, e era tudo que ela precisava.
O que encontrar dentro de sua alma? sentimentos fulgazes, que lhe brotavam na mente,inspiração elevante e quase epileptica quando as cortinas da sala mal iluminada e velha, lhes dançava ao olhar. Era quase real, e havia uma risada saudável a tocar pela casa, como música de algum fantasma perdido.
A mão doía, o braço não parava, a mente fervilhando, o coração sempre a ter uma taquicardia para contrastar com a noite tediosa que nascia dentro de si.
Para que tantas palavras, se numa realidade, elas não serviam pra nada? o silêncio parecia tão precioso.
Tudo o que ela podia ter eram decorebas cientificas, malfadadass e prometidas em um futuro milagroso.
Mas não era nada disso, era só algo repleto de cores e criação. Que tivesse também pernas, enormes olhos inocentes e que tivesse voz e cantasse quando todas as luzes de sua alma estivessem apagadas.
Era disso que ela precisava no fundo de sua alma.
Era mais, algo no pico da montanha, a gritar : ´´Eu te amo e sempre te amarei´´ e ficar rouco. A brilhar incessantemente e ser reprimido sem a piedade dos santos das igrejas.
Mas todos nós sabemos que o amor nunca se reprime ou nunca é para ontem.
Então eu fico. É presente.
Naquela noite, quando ela saiu, a esperança sempre lhe vinha à cabeça. Talvez houvesse uma glória, daquelas coloridas e contagiantes a espera-la na esquina. Um impulso da descoberta milagrosa, e era tudo que ela precisava.
O que encontrar dentro de sua alma? sentimentos fulgazes, que lhe brotavam na mente,inspiração elevante e quase epileptica quando as cortinas da sala mal iluminada e velha, lhes dançava ao olhar. Era quase real, e havia uma risada saudável a tocar pela casa, como música de algum fantasma perdido.
A mão doía, o braço não parava, a mente fervilhando, o coração sempre a ter uma taquicardia para contrastar com a noite tediosa que nascia dentro de si.
Para que tantas palavras, se numa realidade, elas não serviam pra nada? o silêncio parecia tão precioso.
Tudo o que ela podia ter eram decorebas cientificas, malfadadass e prometidas em um futuro milagroso.
Mas não era nada disso, era só algo repleto de cores e criação. Que tivesse também pernas, enormes olhos inocentes e que tivesse voz e cantasse quando todas as luzes de sua alma estivessem apagadas.
Era disso que ela precisava no fundo de sua alma.
Era mais, algo no pico da montanha, a gritar : ´´Eu te amo e sempre te amarei´´ e ficar rouco. A brilhar incessantemente e ser reprimido sem a piedade dos santos das igrejas.
Mas todos nós sabemos que o amor nunca se reprime ou nunca é para ontem.
Então eu fico. É presente.
Imagine o que vc não percebe.
8
eu
creio que os sensiveis
são as pessoas mais especiais do mundo
pq são elas que olham pra luz, apontam pra ela
e senguem o caminho dela
chamando aos que não a possuem
eu
creio que os sensiveis
são as pessoas mais especiais do mundo
pq são elas que olham pra luz, apontam pra ela
e senguem o caminho dela
chamando aos que não a possuem
sexta-feira, junho 19, 2009
uuuuuuuuuuuuhe
Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
quinta-feira, junho 18, 2009
Carmin.
Teus lábios tão cálidos, me iluminam como luzes de uma cidade quente em fulgor.
Tocam-me em saltos inesperados, quebram o gelo de minha superfície como lua inabitada.
Entramos em mundos diferentes antes já explorados e incessantemente adorado : amei-te.
Sem fôlego para esperar o amanhã, redescobrimo-nos, e em teus olhos cabiam todas as estrelas.
Toca-me, pega-me, toma da minha respiração sem pudor, já estou em ti.
Já estive por tanto tempo em ti, que voltar parece impossível.
Tocam-me em saltos inesperados, quebram o gelo de minha superfície como lua inabitada.
Entramos em mundos diferentes antes já explorados e incessantemente adorado : amei-te.
Sem fôlego para esperar o amanhã, redescobrimo-nos, e em teus olhos cabiam todas as estrelas.
Toca-me, pega-me, toma da minha respiração sem pudor, já estou em ti.
Já estive por tanto tempo em ti, que voltar parece impossível.
quinta-feira, junho 04, 2009
I want u.
O frio da rua agitada, levantando meus cabelos pra trás, como um cavalo que corre veloz.
Eu fico e meus devaneios sobem aos céus como delirios coloridos; em que rua meu coraçao foi abandonado?
Meus pensamentos cantarolantes também dançam entre os postes frios, buscando a tua imagem. Me congela, é tao tocante. Me aquece, é tao febril.
Vc diz algo entre os ares enquanto fuma o cigarro pousado entre as maos, e eu aqui escuto como valsa as tuas sílabas.
Onde há amor nao há escuridao, e isso me aquece.
Amor? sim, eu te aqueço.
Eu fico e meus devaneios sobem aos céus como delirios coloridos; em que rua meu coraçao foi abandonado?
Meus pensamentos cantarolantes também dançam entre os postes frios, buscando a tua imagem. Me congela, é tao tocante. Me aquece, é tao febril.
Vc diz algo entre os ares enquanto fuma o cigarro pousado entre as maos, e eu aqui escuto como valsa as tuas sílabas.
Onde há amor nao há escuridao, e isso me aquece.
Amor? sim, eu te aqueço.
quarta-feira, maio 27, 2009
Him
Ele tocou a minha pele com suas maos geladas, eu estava apavorada.
Fazia calor; o vento lá fora soprava forte e fresco, entrando por minhas janelas, balancando minhas persianas.
Ele estaria morto? .
Meus pensamentos eram obtusos demais para distinguir entre sonho e realidade, mas o ritmo de meus sentidos eram rápidos demais para acalmar a minha garganta inflamada.
Meu nome gravado em sua face, como um amor sofrido e longiquo, jamais apreciado com esmero. O olhar dele gravado em meu coracao de forma imprudente, latejava em dor fazendo-me sobressaltar em panico.
Nao era a falta ou a abundancia, era o medo.
O medo do toque, to querer, de amar, de perder.
O único coracao que pulsava ali era o meu, acelerado e quente, contrastando com a frieza de seu corpo angelical e fantasmagorico.
Fazia calor; o vento lá fora soprava forte e fresco, entrando por minhas janelas, balancando minhas persianas.
Ele estaria morto? .
Meus pensamentos eram obtusos demais para distinguir entre sonho e realidade, mas o ritmo de meus sentidos eram rápidos demais para acalmar a minha garganta inflamada.
Meu nome gravado em sua face, como um amor sofrido e longiquo, jamais apreciado com esmero. O olhar dele gravado em meu coracao de forma imprudente, latejava em dor fazendo-me sobressaltar em panico.
Nao era a falta ou a abundancia, era o medo.
O medo do toque, to querer, de amar, de perder.
O único coracao que pulsava ali era o meu, acelerado e quente, contrastando com a frieza de seu corpo angelical e fantasmagorico.
quarta-feira, maio 06, 2009
A verdade em partículas.
e
"Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo de um Animal.E, nesse dia, todo o crime contra um Animal será um crime contra a humanidade". (Leonardo da Vinci)
"Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo de um Animal.E, nesse dia, todo o crime contra um Animal será um crime contra a humanidade". (Leonardo da Vinci)
quinta-feira, abril 30, 2009
Hoje
Sonho no dia que que meus sonhos voltarão a ser apenas sonhos, poderei deitar em minha cama leve como uma pluma. Doces, como as balas da esquina. Que me elevem, como os pássaros alegres a alçar voo.
Pax, para todos!.
Pax, para todos!.
terça-feira, abril 21, 2009
sentir
Alguns homens são garotos idiotas e bobos até as pontas dos pés. Isso me deixa irritada. Primeramente, possuem em comum a mania de achar que a Escolhida para habitar no seu coração, boca e pinto, pertence-lhe. É como elegir um ursinho naquelas máquinhas de games; eles sempre acham que podem tudo, mesmo não tendo nem um pingo de chance. Se estão apaixonados insistem em algo e ficam irritantes, fazem perguntar de encontros e sonham. Se são cortados, agem como crianças birrentas.Ainda não sei completamente como isso funciona, eu ainda não encarnei em um homem para saber.Poderia dizer que é engraçado, eles nunca sabem de nada, não são espertos, não se tocam.Eu não quero garotos, na verdade, a solidão nesse exato momento me convém muito bem.Homem(percebe a diferença?) são bem vindos, mas não enxe meu saco me perguntando sobre isso e aquilo, não perde tempo - sente o território de uma mulher antes de pensar em devora-la.Sentir, não pensar. Pensa depois.
Nós não somos como a poeira dos sapatos no fim da tarde.
Somos diamantes.
obs.: Esse texto foi postado em 2007. Não sei por que adoro ele. É bobo, irreverente e cruelmente verdadeiro. O íncrível é que eu ainda não mudei de opinião sobre isso.
Por enquanto, escuto a valsa do Andre Rieu. É revigorante, escutem ( eu amo valsa).
Uma só frase parindo outras.
a
A pureza é em si como uma rosa vermelha.
A virtude mais difícil de captar? Quem já a possuiu, sabe muito sobre o impuro? é UMA vivência duvidosa, sem fontes luminosas.
A pureza de uma flor, ou a de uma criança sempre me inspiraram profundamente. As garotas, no auge dos seus 7, 9 anos ficavam ainda mais bonitas com a pureza pregada na face, um tanto duvidosa, contrastando com o meio: o que havia fora parecia destoar com os gestos ainda pueris, como se o amargo engolisse o doce.
Eu amo a pureza, na verdade. Nada mais me fascina.
A pureza de coração, de ambientes, de pensamentos (ad infinitum); mas confesso que, por vezes, desejei o impuro (não me refiro aos registros sexuais)- cabe aí todos os meus monstros internos? ou como humana, tenho o direito de deseja-lo?
Talvez, e na verdade, seja uma imensa ignorancia prepotente que adora nascer nos porões da minha mente. A pureza é como uma evidencia misteriosa, como diria Santo Agostinho.
A verdade é que eu não sei da verdade, e isso tem galopado em minhas veias como um cavalo agitado e sem rumo - eu quero chegar a algo mais supremo através do puro, somente.
E o fato é que, ser humano algum precisa tomar psicotrópicos para experimentar as mesmas dúvidas e concatenações que eu, mas a diferença é que eu consigo deter a luz sem máculas, embora seja fotofóbica - habito à noite com os meus livros não-queridos.
Mas eu só consigo ver maldade incontida nos cantos de todos os átomos, não é loucura?
A noite e a luz, por exemplo, são dois elementos que remetem à pureza, mas totalmente
contrários.
São exemplos mal feitos, e não alcançam ao que eu quero expressar aqui.
Talvez seja como o amor : algumas vezes penso que seja a única pureza valiosa, o centro de outras virtudes, em outros dias, penso que seja apenas a maior sujeira inalcansável pelos
humanos.
Me fascino por ambiguedades, paradoxos, contradições - e bem, você tem se perguntado se sua alma está limpa?
Como faríamos disso uma moral quando ela apenas se restrìnge à higiene?.
A água pura, é uma água ´´morta´´ , ponhamos cloro em nossos copos e piscinas- cabe aí a nostalgia da pureza?
Tudo o que limpa mata, e o que vive suja.
Sujamos o planeta terra inteiro, e ficamos inteiramente puros quando voltamos ao pó: restos de carbonos que um dia se transformarão em um cristal puro.
Ainda volto só para falar, e parar um pouco de interrogar : É a nossa consciência, certeira, que deve conter uma pureza AINDA desconhecida pela mente questionante.
A pureza é em si como uma rosa vermelha.
A virtude mais difícil de captar? Quem já a possuiu, sabe muito sobre o impuro? é UMA vivência duvidosa, sem fontes luminosas.
A pureza de uma flor, ou a de uma criança sempre me inspiraram profundamente. As garotas, no auge dos seus 7, 9 anos ficavam ainda mais bonitas com a pureza pregada na face, um tanto duvidosa, contrastando com o meio: o que havia fora parecia destoar com os gestos ainda pueris, como se o amargo engolisse o doce.
Eu amo a pureza, na verdade. Nada mais me fascina.
A pureza de coração, de ambientes, de pensamentos (ad infinitum); mas confesso que, por vezes, desejei o impuro (não me refiro aos registros sexuais)- cabe aí todos os meus monstros internos? ou como humana, tenho o direito de deseja-lo?
Talvez, e na verdade, seja uma imensa ignorancia prepotente que adora nascer nos porões da minha mente. A pureza é como uma evidencia misteriosa, como diria Santo Agostinho.
A verdade é que eu não sei da verdade, e isso tem galopado em minhas veias como um cavalo agitado e sem rumo - eu quero chegar a algo mais supremo através do puro, somente.
E o fato é que, ser humano algum precisa tomar psicotrópicos para experimentar as mesmas dúvidas e concatenações que eu, mas a diferença é que eu consigo deter a luz sem máculas, embora seja fotofóbica - habito à noite com os meus livros não-queridos.
Mas eu só consigo ver maldade incontida nos cantos de todos os átomos, não é loucura?
A noite e a luz, por exemplo, são dois elementos que remetem à pureza, mas totalmente
contrários.
São exemplos mal feitos, e não alcançam ao que eu quero expressar aqui.
Talvez seja como o amor : algumas vezes penso que seja a única pureza valiosa, o centro de outras virtudes, em outros dias, penso que seja apenas a maior sujeira inalcansável pelos
humanos.
Me fascino por ambiguedades, paradoxos, contradições - e bem, você tem se perguntado se sua alma está limpa?
Como faríamos disso uma moral quando ela apenas se restrìnge à higiene?.
A água pura, é uma água ´´morta´´ , ponhamos cloro em nossos copos e piscinas- cabe aí a nostalgia da pureza?
Tudo o que limpa mata, e o que vive suja.
Sujamos o planeta terra inteiro, e ficamos inteiramente puros quando voltamos ao pó: restos de carbonos que um dia se transformarão em um cristal puro.
Ainda volto só para falar, e parar um pouco de interrogar : É a nossa consciência, certeira, que deve conter uma pureza AINDA desconhecida pela mente questionante.
sábado, abril 18, 2009
Verdades doces em meios amargos.
a
Em um caderninho com capa de corações, típico de alguém muito doce, ela tinha escrito sua vida em pausas tristes.
Eu o abri de forma sorrateira, como um forasteiro que caminha em uma selva perigosa -- mas no meu caso, o perigo seria sentir a sua dor através de palavras que choravam.
Era noite, mas amanhecia em mim, então quis aventurar-me. Não era questão de entender, era de Tocar.
Eu sabia que, ao querer adentrar em suas palavras mais íntimas, eu poderia nunca mais voltar ao que eu era - mas eu sabia também que, a dor dela só poderia me alimentar a alma. O que havia?
Uma borboleta preciosa que fora ferida em seu auge de vôo, sufocada pela solidão, o descaso do carinho, o dia a não aflorar em seus sentimentos de cristais.
Dolorida e sem cores foi sua infância.
Tão dolorida que não atrevirme a caminhar demais pelas folhas de sua árvores - sufocante era seu coração machucado.
Ainda assim, não encontrei em toda a minha vida uma pessoa mais especial que ela ; não há em si, vestígios de violência, há somente uma doçura tão aguda e iluminada que me faz sorrir.
Ela é quase uma santa, e ainda a vejo, ao longe, como um navio sempre a navegar com calma em seu caminhar ainda trópego pelo mundo.
E como não posso arrancar as feridas mais profundas, não posso mais estar no colo dela, ou sentir sua pele macia das mãos- pq a distância foi cruel- peço aos anjos que roguem o meu amor ao seu coração. Entro em seus sonhos e digo ´´Olá mamãe´´ e a vejo sempre com aqueles olhos ternos de criança que nunca mudaram esse tempo todo e que me fazem ter vontade de chorar.
Ela é como um anjo maltratado que nunca perdeu a sua essência.
Reconforto-me viajando ao centro da sua alma quando durmo, entro pela porta branca e digo ´´estou com você sempre´´.
O navio visto sempre distante, tratado como algo pequeno, é na verdade, algo grandioso em seu interior e tão rico quanto o seu coração.
A quero tanto que mesmo antes de nascer eu decidi - vou nascer de você, e isso faz verdadeiro o significado do A-mor : o que nunca se acaba.
Cabe nesse fato a minha maior sorte, a minha melhor psicologia, a minha melhor professora de alma.
Eu não seria Sara se não tivesse crescido nos braços dela - a tive como macho e fêmea, ela me fez para ser a que sara.
Porque só ela continha o calor de seus braços nos meus quando eu estava no frio, me mostrava o mundo de forma livre e amorosa; é uma flor com espinhos que não fere.
Por ter sido ´´nascida´´ para não ferir, anulou-se em sua doçura eterna, vindo das estrelas a um mundo totalmente high-tech e atrasado para sua alma.
Mas sua glória a transformou em uma Joana D´arc jamais vista, galopando pelos campos de suas lágrimas e as transformando em força; a alma sempre tão jovem e paciente, que um dia foi maltratada, hoje ainda carrega pesos que parecem jamais irem embora.
Mas a doçura nunca foi embora, tão valiosa quanto um quadro de Van Gogh.
Me aflinjo e pergunto-me : Como o abismo da vida cruel pode ter caído de uma forma tão pesada e prematura em seu coração? as vezes não entendo as respostas de Deus e acredito tomar o destino em minhas mãos.
Mas o que poderei fazer com ele já não sei, então ainda só me resta colocar um sorriso no meio, como uma vírgula em um texto, e enviar o meu amor para que anestesie a dor.
Então, nas entrelinhas de suas palavras curtas, continuo a ler o seu diário tocante que me marca a alma, desenvolve a minha sensibilidade, me alimenta de altruismo e compaixão.
Ainda quero sarar seu coração, trazer-lhe o doce de volta, a sua alegria do café da manhã, restaurar o seu orgulho - POR QUE EU A AMO DEMAIS.
Em um caderninho com capa de corações, típico de alguém muito doce, ela tinha escrito sua vida em pausas tristes.
Eu o abri de forma sorrateira, como um forasteiro que caminha em uma selva perigosa -- mas no meu caso, o perigo seria sentir a sua dor através de palavras que choravam.
Era noite, mas amanhecia em mim, então quis aventurar-me. Não era questão de entender, era de Tocar.
Eu sabia que, ao querer adentrar em suas palavras mais íntimas, eu poderia nunca mais voltar ao que eu era - mas eu sabia também que, a dor dela só poderia me alimentar a alma. O que havia?
Uma borboleta preciosa que fora ferida em seu auge de vôo, sufocada pela solidão, o descaso do carinho, o dia a não aflorar em seus sentimentos de cristais.
Dolorida e sem cores foi sua infância.
Tão dolorida que não atrevirme a caminhar demais pelas folhas de sua árvores - sufocante era seu coração machucado.
Ainda assim, não encontrei em toda a minha vida uma pessoa mais especial que ela ; não há em si, vestígios de violência, há somente uma doçura tão aguda e iluminada que me faz sorrir.
Ela é quase uma santa, e ainda a vejo, ao longe, como um navio sempre a navegar com calma em seu caminhar ainda trópego pelo mundo.
E como não posso arrancar as feridas mais profundas, não posso mais estar no colo dela, ou sentir sua pele macia das mãos- pq a distância foi cruel- peço aos anjos que roguem o meu amor ao seu coração. Entro em seus sonhos e digo ´´Olá mamãe´´ e a vejo sempre com aqueles olhos ternos de criança que nunca mudaram esse tempo todo e que me fazem ter vontade de chorar.
Ela é como um anjo maltratado que nunca perdeu a sua essência.
Reconforto-me viajando ao centro da sua alma quando durmo, entro pela porta branca e digo ´´estou com você sempre´´.
O navio visto sempre distante, tratado como algo pequeno, é na verdade, algo grandioso em seu interior e tão rico quanto o seu coração.
A quero tanto que mesmo antes de nascer eu decidi - vou nascer de você, e isso faz verdadeiro o significado do A-mor : o que nunca se acaba.
Cabe nesse fato a minha maior sorte, a minha melhor psicologia, a minha melhor professora de alma.
Eu não seria Sara se não tivesse crescido nos braços dela - a tive como macho e fêmea, ela me fez para ser a que sara.
Porque só ela continha o calor de seus braços nos meus quando eu estava no frio, me mostrava o mundo de forma livre e amorosa; é uma flor com espinhos que não fere.
Por ter sido ´´nascida´´ para não ferir, anulou-se em sua doçura eterna, vindo das estrelas a um mundo totalmente high-tech e atrasado para sua alma.
Mas sua glória a transformou em uma Joana D´arc jamais vista, galopando pelos campos de suas lágrimas e as transformando em força; a alma sempre tão jovem e paciente, que um dia foi maltratada, hoje ainda carrega pesos que parecem jamais irem embora.
Mas a doçura nunca foi embora, tão valiosa quanto um quadro de Van Gogh.
Me aflinjo e pergunto-me : Como o abismo da vida cruel pode ter caído de uma forma tão pesada e prematura em seu coração? as vezes não entendo as respostas de Deus e acredito tomar o destino em minhas mãos.
Mas o que poderei fazer com ele já não sei, então ainda só me resta colocar um sorriso no meio, como uma vírgula em um texto, e enviar o meu amor para que anestesie a dor.
Então, nas entrelinhas de suas palavras curtas, continuo a ler o seu diário tocante que me marca a alma, desenvolve a minha sensibilidade, me alimenta de altruismo e compaixão.
Ainda quero sarar seu coração, trazer-lhe o doce de volta, a sua alegria do café da manhã, restaurar o seu orgulho - POR QUE EU A AMO DEMAIS.
segunda-feira, abril 13, 2009
Pensamentos mofados.
t
´´Temos mais deuses do que seres humanos na humanidade."
Eu concordo. Não quero ser um deus. Não quero ser parte do caos. Me acho tão estranha por acreditar em algo banalizado hoje no mundo.
Quero ser parte do centro que rege o caos e a paz.
Mas antes disso, deixe-me dizer algo : TUDO o que você tem não é seu.
Por que age de forma egoísta?.
Sabe por que eu nunca entendi como algumas pessoas que defendem a sabedoria aplicada, mas mesmo assim, não sabem conte-la em sua atitudes, subtraindo as humildes criaturas que eventualmente passam por elas e que, de certa forma, não possuem uma certa cultura formada?
Porque a sabedoria, que essencialmente te dá verdades, é democratica.
E a verdade não possue ego.
ainda assim, digo-lhes : posso estar errada. E minhas idéias ainda usam fraldas.
´´Temos mais deuses do que seres humanos na humanidade."
Eu concordo. Não quero ser um deus. Não quero ser parte do caos. Me acho tão estranha por acreditar em algo banalizado hoje no mundo.
Quero ser parte do centro que rege o caos e a paz.
Mas antes disso, deixe-me dizer algo : TUDO o que você tem não é seu.
Por que age de forma egoísta?.
Sabe por que eu nunca entendi como algumas pessoas que defendem a sabedoria aplicada, mas mesmo assim, não sabem conte-la em sua atitudes, subtraindo as humildes criaturas que eventualmente passam por elas e que, de certa forma, não possuem uma certa cultura formada?
Porque a sabedoria, que essencialmente te dá verdades, é democratica.
E a verdade não possue ego.
ainda assim, digo-lhes : posso estar errada. E minhas idéias ainda usam fraldas.
O que ninguém precisa saber.
e
Parecia estar saindo do meu macio e branco corpo feminino.
O que eu poderia imaginar naquela hora de delirio? algo a querer o meu corpo, ou melhor, levar a minha alma para as profundezas do oceano?.
Minha cabeça girando como um carrossel, a minha mente que não parava de levantar hipoteses hipocondriacas, parecia que ia perder a consciencia.
Taão lentamente que- pausadamente- minha respiração ia ficando mais pesada, a minha garganta criando bolores como se tivessem muitas verdade entaladas.
É, talvez eu esteja muito velha por dentro, voltando à rebeldia da minha adolescencia, adoecendo a minha mente sensível.
Qual é o peso da verdade? que mentira minha mente inventou? em que idéia errada vc me enquadrou?
Difícil engolir, horrível respirar, pior ainda é não poder voar.
E eu tenho dito ´´ agarrem a felicidade, agradecam´´, vcs nunca saberão agradecer ate perderem o que mais consideravam de precioso.
Parecia estar saindo do meu macio e branco corpo feminino.
O que eu poderia imaginar naquela hora de delirio? algo a querer o meu corpo, ou melhor, levar a minha alma para as profundezas do oceano?.
Minha cabeça girando como um carrossel, a minha mente que não parava de levantar hipoteses hipocondriacas, parecia que ia perder a consciencia.
Taão lentamente que- pausadamente- minha respiração ia ficando mais pesada, a minha garganta criando bolores como se tivessem muitas verdade entaladas.
É, talvez eu esteja muito velha por dentro, voltando à rebeldia da minha adolescencia, adoecendo a minha mente sensível.
Qual é o peso da verdade? que mentira minha mente inventou? em que idéia errada vc me enquadrou?
Difícil engolir, horrível respirar, pior ainda é não poder voar.
E eu tenho dito ´´ agarrem a felicidade, agradecam´´, vcs nunca saberão agradecer ate perderem o que mais consideravam de precioso.
quinta-feira, março 26, 2009
Uma verdade não absoluta.
-
-(Quando a fera vira santa, é quase impossível acreditar em suas novas palavras amorosas. )
Ninguém compra segurança na esquina da farmácia, ninguém se livra tão facilmente do passado, principalmente quando ele aparece para assombrar o seu presente. As pessoas se decepcionam e precisam de tempo e ajuda para resolverem seus males internos. Eu, fulando, cicrano, possuimos sentimentos e pontos sensíveis dentro de nós - e cabe a todos enxerga-los. Quem fere sob o impulso, e o continua fazendo mesmo tendo essa ´´consciencia´´, tem um grave problema. Sei que ser ferido alguma vez na vida é algo que irá acontecer mesmo que eu não queira, mas há o perdão, há a compaixão, a empatia, o conserto. HÁ,ACIMA DE TUDO, A SENSIBILIDADE, TÃO RARA HOJE EM DIA.
Quem nao busca isso, não é um humano, quem não procura o auto-conhecimento não vive, VEGETA.
-(Quando a fera vira santa, é quase impossível acreditar em suas novas palavras amorosas. )
Ninguém compra segurança na esquina da farmácia, ninguém se livra tão facilmente do passado, principalmente quando ele aparece para assombrar o seu presente. As pessoas se decepcionam e precisam de tempo e ajuda para resolverem seus males internos. Eu, fulando, cicrano, possuimos sentimentos e pontos sensíveis dentro de nós - e cabe a todos enxerga-los. Quem fere sob o impulso, e o continua fazendo mesmo tendo essa ´´consciencia´´, tem um grave problema. Sei que ser ferido alguma vez na vida é algo que irá acontecer mesmo que eu não queira, mas há o perdão, há a compaixão, a empatia, o conserto. HÁ,ACIMA DE TUDO, A SENSIBILIDADE, TÃO RARA HOJE EM DIA.
Quem nao busca isso, não é um humano, quem não procura o auto-conhecimento não vive, VEGETA.
terça-feira, março 24, 2009
o anjo
-
Cortaram as suas asas, venderam-na no mercado negro. De anjo, ainda era muito; em si, estava a pureza que humano algum ousaria desenhar em papéis. Ainda que, não voasse, eram-lhe concedidas formas ainda mais avançadas se voar ao infinito e sentir a vida. Tocante, com som de valsa, luz dourada que não feria os seus olhos, apenas o embalava. E ele podia sentir, podia tocar, amar, chorar...e não sabia como, os humanos não davam valor àquela liberdade de Ser tão grandiosa. Devia ser o excesso de riqueza, talvez. Mesmo assim, todas as manhãs, ao acordar, sabia entender perfeitamente o porque disso ou aquilo - é que nele, acima de tudo, ficara registrato o poder de amar, impregnada em sua alma como chiclete que cola em tecido. Era vivaz, mas forte, era algo alegre, que falava pausadamente ´´compreenda aos outros´´. Não olhava somente em um direção, mas em várias, como em um arco-íris, onde a beleza só existe quando tudo está unido.
Cortaram as suas asas, venderam-na no mercado negro. De anjo, ainda era muito; em si, estava a pureza que humano algum ousaria desenhar em papéis. Ainda que, não voasse, eram-lhe concedidas formas ainda mais avançadas se voar ao infinito e sentir a vida. Tocante, com som de valsa, luz dourada que não feria os seus olhos, apenas o embalava. E ele podia sentir, podia tocar, amar, chorar...e não sabia como, os humanos não davam valor àquela liberdade de Ser tão grandiosa. Devia ser o excesso de riqueza, talvez. Mesmo assim, todas as manhãs, ao acordar, sabia entender perfeitamente o porque disso ou aquilo - é que nele, acima de tudo, ficara registrato o poder de amar, impregnada em sua alma como chiclete que cola em tecido. Era vivaz, mas forte, era algo alegre, que falava pausadamente ´´compreenda aos outros´´. Não olhava somente em um direção, mas em várias, como em um arco-íris, onde a beleza só existe quando tudo está unido.
segunda-feira, março 23, 2009
O nosso, que nunca foi.
w
-
Era o silêncio plantado ali no pé da sala, já criando raízes que me assustava.
Ele parecia criar vida cada vez que lançava o meu olhar sobre suas cores melancolicas, partidas em fragmentos que brilhavam intensamente.
Perigoso e incontido como um portal, que nunca se abre.
Sagrado como os altares das ingrejas que nunca se calam com seus anjos de rostos serenos.
Meu ar despojado, medroso, inquieto indicavam que a tranquilidade ali de meu corpo relaxado não era paz.
Era medo; um medo paralisado, raivosamente febril e indelicado, portando uma espada na mão a cortar as raízes que me destruiam.
E era prazeroso cortar o mal pela raiz, até mesmo quando já se infiltrava pelos átrios e ventriculos do meu coração inflamado.
Antes que pudesse existir a ferida, prefiri morrer para a tua sensibilidade malograda e falsa.
Segui pela linha verdadeira, que é sempre apagada e fui guiada pelo meu determinismo, como o melhor amante.
-
Era o silêncio plantado ali no pé da sala, já criando raízes que me assustava.
Ele parecia criar vida cada vez que lançava o meu olhar sobre suas cores melancolicas, partidas em fragmentos que brilhavam intensamente.
Perigoso e incontido como um portal, que nunca se abre.
Sagrado como os altares das ingrejas que nunca se calam com seus anjos de rostos serenos.
Meu ar despojado, medroso, inquieto indicavam que a tranquilidade ali de meu corpo relaxado não era paz.
Era medo; um medo paralisado, raivosamente febril e indelicado, portando uma espada na mão a cortar as raízes que me destruiam.
E era prazeroso cortar o mal pela raiz, até mesmo quando já se infiltrava pelos átrios e ventriculos do meu coração inflamado.
Antes que pudesse existir a ferida, prefiri morrer para a tua sensibilidade malograda e falsa.
Segui pela linha verdadeira, que é sempre apagada e fui guiada pelo meu determinismo, como o melhor amante.
sexta-feira, março 20, 2009
O abraço ao cálido inverno.
-
Ao espaço do meu abraço só deveria caber a ti
Mas aos teus olhos cegos, cabem somente o desespero de lábios entrecortados por murmúrios sedentos de amor.
O preconceito gerado no ventre da tua mente, desse modo, afastou de mim a pausa em que cabia os teus braços em mim.
Por inteira, não me despedacei, fui arrancada do tempo que não esperou.
Ao frio, que não me deixou piscar os olhos ao te ver passar, tampouco congelou-me.
Mas não era teu, não te pertencia.
Os abraços nunca foram teus.
Ao desejar dar-te algo tão grandioso, perdi os teus amplexos mal contemplados, marcados com um relógio de plástico.
Ao espaço do meu abraço só deveria caber a ti
Mas aos teus olhos cegos, cabem somente o desespero de lábios entrecortados por murmúrios sedentos de amor.
O preconceito gerado no ventre da tua mente, desse modo, afastou de mim a pausa em que cabia os teus braços em mim.
Por inteira, não me despedacei, fui arrancada do tempo que não esperou.
Ao frio, que não me deixou piscar os olhos ao te ver passar, tampouco congelou-me.
Mas não era teu, não te pertencia.
Os abraços nunca foram teus.
Ao desejar dar-te algo tão grandioso, perdi os teus amplexos mal contemplados, marcados com um relógio de plástico.
segunda-feira, março 16, 2009
Eu
*
Fui antes a mulher que já sabia ser.
Não cabia em mim o teu descaso, a tua miopia interna.
Tampouco faltava-me amor, escolhi ser amada primeiramente, pela mulher esplendorosa que surgia em meu espelho ao acordar.
Foi o melhor caso de amor que tive pela vida toda.
Assim que, em uma glória de passos rápidos, não me abalei com a tua rejeiçao preta e carbonizada - havia amor demais em mim, protegendo-me da tua incoerência desvairada
pelo teu sentimento defecado.
Fui antes a mulher que já sabia ser.
Não cabia em mim o teu descaso, a tua miopia interna.
Tampouco faltava-me amor, escolhi ser amada primeiramente, pela mulher esplendorosa que surgia em meu espelho ao acordar.
Foi o melhor caso de amor que tive pela vida toda.
Assim que, em uma glória de passos rápidos, não me abalei com a tua rejeiçao preta e carbonizada - havia amor demais em mim, protegendo-me da tua incoerência desvairada
pelo teu sentimento defecado.
segunda-feira, março 09, 2009
la música
Faz-me colorida por inteira e me guia ao esplendor da alegria, que sara a minha dor preta, dentro da noite sem lua.
Olha-me com afeto e esteja presente em noites vagas, até que meus pensamentos gritem pelos quatros ventos.
E eu estou entre a cruz e a espada, guardada nos intervalos em que não olhas o mundo... você nunca está onde deveria estar : aaqui dentro.
Mas eu continuo com a melodia que sai de minha alma, e quando toco, com meus dedos os acordes, eu não preciso mais de nada...
Salvo-me.
domingo, março 01, 2009
eu
Eu o vi rezando nas escadas da Igreja,
Eu o vi chorando dentro do quarto, pensando em mil pedaços de fragmentos mal temperados
Eu o vi implorando pela busca do algo que lhe faltava, e eu, como o anjo de uma historia, quase que lhe arrancava o canino de sua dor,
arrebatando o doce que havia em meu coracao para faze-lo feliz...
Mas ele nao me viu, ele nao quis a minha mao, ele nao quis o meu amor mais profundo, aqui dentro, desvairado e incansavel.
Pq eu sou o amor inteiro, e nao importa se dói ou se ri.
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
=)
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Como eu havia dito, eu não sei.
Encontrei um dia desses, nos jardins da babilônia virtual, um passarinho colorido.
Acho que seria como uma visão fulgaz, dolorida tentar escrever quando o encontrei.
Parecia estar escondendo-se de sua sombra, assustado com o proprio farfalhar de suas delicadas asas - seu sorriso, no entanto, ainda permanecia altivo contendo a alegria pura de uma criança.
Tentei lembrar, inutilmente, que é igualmente humilhante embriagar-se ao encantar com algo belo.
Mas eu escapei, eu cai profundamente em algo ao qual ainda não sei dar nome, e o final pouco me importa.
O medo tampouco me importa. O que cansa, é não encantar-se, então permito-me navegar e me perder totalmente em meus pensamentos, onde um pássaro, um lindo passarinho repousa reluzente e jovem, esquecido de que possue asas como as do anjo Gabriel.
Acho que seria como uma visão fulgaz, dolorida tentar escrever quando o encontrei.
Parecia estar escondendo-se de sua sombra, assustado com o proprio farfalhar de suas delicadas asas - seu sorriso, no entanto, ainda permanecia altivo contendo a alegria pura de uma criança.
Tentei lembrar, inutilmente, que é igualmente humilhante embriagar-se ao encantar com algo belo.
Mas eu escapei, eu cai profundamente em algo ao qual ainda não sei dar nome, e o final pouco me importa.
O medo tampouco me importa. O que cansa, é não encantar-se, então permito-me navegar e me perder totalmente em meus pensamentos, onde um pássaro, um lindo passarinho repousa reluzente e jovem, esquecido de que possue asas como as do anjo Gabriel.
quarta-feira, janeiro 28, 2009
O centro do meu coração.
A chuva que começa a dançar entre as minhas janelas parece misturar-se ao balanço da minha alma ensopada. Levada pelo vento, entra por meus poros e repousa como pingos delicados parecidos com cristais. Sem vírgulas e projeções, começa a molhar a calçada e o casal que se beija escondido atras dos muros. Há algo que permanece intocável, chamativo e puramente limpo - é, eu só posso sentir. Algo amoroso, doce, envolvente como o calor de uma abraço verdadeiro. É nessas horas que eu começo a amar de verdade, sem saber explicar por que ainda continuo a achar que o fato de saber amar demais, as vezes estraga a moradia de minha alma. Ainda, e isso pode não ser verdade, continuo a pensar numa ajuda, como um olhar afetuoso que possa curar, e que de certa forma leve e limpe tudo embora, assim como quando acontece ao vir cair do céu águas sem fim...
O que repousa em mim é uma fé rosa em coisas reais e verdadeiras, assim como aquilo que rodopia no ar chamado COMPAIXÃO. E eu só me sinto bem dessa forma, sentido você como se fosse eu.
{É permidito doar-se ao outro ccom um amor desinteressado.}
O que repousa em mim é uma fé rosa em coisas reais e verdadeiras, assim como aquilo que rodopia no ar chamado COMPAIXÃO. E eu só me sinto bem dessa forma, sentido você como se fosse eu.
{É permidito doar-se ao outro ccom um amor desinteressado.}
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Isso é para vc, tripulante mio.
Existem duas coisas na vida : o medo e a esperança. Porque escolher o medo de entrar em você e ficar à deriva de pensamentos insanos, imaginando que a sua força se foi? A força está na solidão, sua força está em acreditar que você não é o que pensa. Ainda não acabou, algo nasceu e se chama Esperança, que berra de frio no bercario.
O medo é aquele do passado ao qual não pode ficar grudado em vc 24 horas, está exposto em um museu de Paris. Pense que a sua força está na solidão quando anoitece e tudo se aquieta, pois vc tb é a noite e a solidão que te atormenta.
Como não estar acompanhado de si e ir procurar identidades em espelho quebrados? é como desistir de si mesmo e é imoral. E a imoralidade aqui não dança mais por falta de pudor.
Mas a força esta na solidão digo-te novamente, pq é estando nela que se encontra a si mesmo depois de um tempo, e do medo não sobra nada.
O medo é aquele do passado ao qual não pode ficar grudado em vc 24 horas, está exposto em um museu de Paris. Pense que a sua força está na solidão quando anoitece e tudo se aquieta, pois vc tb é a noite e a solidão que te atormenta.
Como não estar acompanhado de si e ir procurar identidades em espelho quebrados? é como desistir de si mesmo e é imoral. E a imoralidade aqui não dança mais por falta de pudor.
Mas a força esta na solidão digo-te novamente, pq é estando nela que se encontra a si mesmo depois de um tempo, e do medo não sobra nada.
Não ter o que falar : falar qualquer coisa
Eu não lembro de ter deixado uma porta aberta, o que fiz de modo completamente estúpido foi jogar as chaves em um rio profundo para nunca mais encontra-las. Novamente? talvez, há inumeras possibilidades em um destino, mas é que eu só me permito à entrega de algo valioso, que não transborde areia demais e - o mais importante- não me faça reviver o passado. Novamente? sim, sempre. Reaprendo a amar, quando tudo nunca foi banalizado na realidade, continuarei amando como forma de sobrevivência. O que banalizei foi o meu amor, a minha mente, o pudor de meus sentimentos permitindo-me entrar em congruencias de um humano perfeitamente idiota e sem calefação. Cabe em mim também um pouco de tudo, até mesmo dessa idiotice fumegante. Mas eu sei que tudo isso está acontecendo só na minha mente, então faz de conta que tudo é um sonho e que eu não estou perdendo a consciência.
Lembre-se: É vc quem cria seus problemas, eles nunca poderão vir de fora. Esqueça-os, eles nunca existiram.
Lembre-se: É vc quem cria seus problemas, eles nunca poderão vir de fora. Esqueça-os, eles nunca existiram.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Leve com o vento...

Faz-me como o vento que corre ligeiro entre os campos de centeio, leva a chama da alegria entre eles, tão rápido que brincam entre as pequenas partes das folhas.
Destemido, vai a frente e não teme, mostra sujeiras, conforta quem chora, numa brisa suave e singela.
Entra pelas janelas sorrateiro e sopra em meus ouvidos :´´estou aqui´´, e então gira ao meu redor, levando o calor embora, brinca com os meus cabelos, parece uma criança.
Traz-me todos os dias, ideias orfãs, mensagens e cartas de amor solitárias, que vagam na imensidão, deixadas pelos humanos mais descuidados do planeta.
Eu, talvez, permaneça entre a profusão da dança dos ventos que me levam e trazem todo os dias quando eu não estou aqui.
Algo abstrato, mas tão real e tocante.
Destemido, vai a frente e não teme, mostra sujeiras, conforta quem chora, numa brisa suave e singela.
Entra pelas janelas sorrateiro e sopra em meus ouvidos :´´estou aqui´´, e então gira ao meu redor, levando o calor embora, brinca com os meus cabelos, parece uma criança.
Traz-me todos os dias, ideias orfãs, mensagens e cartas de amor solitárias, que vagam na imensidão, deixadas pelos humanos mais descuidados do planeta.
Eu, talvez, permaneça entre a profusão da dança dos ventos que me levam e trazem todo os dias quando eu não estou aqui.
Algo abstrato, mas tão real e tocante.
Cavaleiro desmembrado.

A janela larga, de vidros limpos refletindo um rosto e o outro lado do mundo vizinho.
Sentado ante a mesinha de madeira escura e bem trabalhada, como um movel antigo de estilo barroco, ele escrevia prostado ante o papel como se quisesse abraço-lo, conter o calor do abraço naquela carta.
Ela saberia, e ele tinha certeza de que ela saberia do amor não correspondindo ao qual ele tanto sofria dia e noite, ao tentar, frustantemente, colocar o que sentia em papeis já cansados pelo tempo.
A folhas sempre manchavam porque caiam lágrimas nelas, era inevitável. Tornava-se como uma convulsão crônica, uma tormenta violeta que nao cessava; e doia, doia demais, e seu coração estava sempre dilacerado pela imagem que o perseguia dia e noite.
Era dificil entender como pudera cair em uma paixão tão profunda; mas isso tão forte não poderia ser só paixão.
Seria um delírio, um sonho louco?
Ela sempre a chegar em corredores escuros, esbarrando nele, olhando-o profundamente e evitando-o como se tivesse medo, o medo de uma menininha frágil correndo de um lobo feroz.
Ela era tão linda, impossível de descrever, antes os seus olhos, o quanto havia de beleza nela.
A pele sempre tão imaculada e branca como o leite, os cabelos curtos e pretos, suaves, suaves...como o vento que soprava levando-os.
Encantadora.
Não sabia o que era mais absurdamente encantador nela ; era como a visão de um santo ante um milagre, uma explosão de dor e alegria, uma mistura dolorosa.
Mas dor não aquecia, ajudava a tornar o quarto mais frio e triste, como um combustível da tristeza e solidão.
Sentado ante a mesinha de madeira escura e bem trabalhada, como um movel antigo de estilo barroco, ele escrevia prostado ante o papel como se quisesse abraço-lo, conter o calor do abraço naquela carta.
Ela saberia, e ele tinha certeza de que ela saberia do amor não correspondindo ao qual ele tanto sofria dia e noite, ao tentar, frustantemente, colocar o que sentia em papeis já cansados pelo tempo.
A folhas sempre manchavam porque caiam lágrimas nelas, era inevitável. Tornava-se como uma convulsão crônica, uma tormenta violeta que nao cessava; e doia, doia demais, e seu coração estava sempre dilacerado pela imagem que o perseguia dia e noite.
Era dificil entender como pudera cair em uma paixão tão profunda; mas isso tão forte não poderia ser só paixão.
Seria um delírio, um sonho louco?
Ela sempre a chegar em corredores escuros, esbarrando nele, olhando-o profundamente e evitando-o como se tivesse medo, o medo de uma menininha frágil correndo de um lobo feroz.
Ela era tão linda, impossível de descrever, antes os seus olhos, o quanto havia de beleza nela.
A pele sempre tão imaculada e branca como o leite, os cabelos curtos e pretos, suaves, suaves...como o vento que soprava levando-os.
Encantadora.
Não sabia o que era mais absurdamente encantador nela ; era como a visão de um santo ante um milagre, uma explosão de dor e alegria, uma mistura dolorosa.
Mas dor não aquecia, ajudava a tornar o quarto mais frio e triste, como um combustível da tristeza e solidão.
el cat
O gato era quase como um demônio cospindo fogo pelos enormes olhos verdes amarelos. Olhos que lembravam-me os de uma cobra, daquelas que saem da água enquanto ninguém está acordado.
Os bigodes eram especiais, brancos e lisos como a corda de um violão, roçando entres os dedos dos meus pés, pedindo carinho.
Mas o arisco felino era magro, quase verde de magro, embora parecesse com um leão bem alimentado e incrivelmente sedutor.
Seu miado, mais fino que o som de um violino, quase não saia, era sofrido.
Gostara de mim, ou era isso que parecera; olhava-me com uma intensidade que me dava arrepios, parecia me convidar para o Pais onde a Alice maluca se aventurou a alguns séculos atrás.
Mas eu fiquei, contudente, polida, arrematada e seduzida por aquele olhar poderoso de cobra daquele adorável animal.
Logrei uma loucura, viajei no amarelo ( ou seria verde?) das selvas felinicas de meu interior, pulei para dentro num sobressalto e permaneci numa natureza essencialmente arisca, sem medos, cheio de riscos e impecavelmente delicada.
Os bigodes eram especiais, brancos e lisos como a corda de um violão, roçando entres os dedos dos meus pés, pedindo carinho.
Mas o arisco felino era magro, quase verde de magro, embora parecesse com um leão bem alimentado e incrivelmente sedutor.
Seu miado, mais fino que o som de um violino, quase não saia, era sofrido.
Gostara de mim, ou era isso que parecera; olhava-me com uma intensidade que me dava arrepios, parecia me convidar para o Pais onde a Alice maluca se aventurou a alguns séculos atrás.
Mas eu fiquei, contudente, polida, arrematada e seduzida por aquele olhar poderoso de cobra daquele adorável animal.
Logrei uma loucura, viajei no amarelo ( ou seria verde?) das selvas felinicas de meu interior, pulei para dentro num sobressalto e permaneci numa natureza essencialmente arisca, sem medos, cheio de riscos e impecavelmente delicada.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Pérola negra
Encontrei-o atrás de um pé de banana, estava assustado quando me olhou através de seus pequenos e escuros olhos. Parecia um anjo pintado de chocolate, com doçura cuspida pelos olhos e uma humilde aparência de criança sem brinquedo.
Foi como uma faca atravessando o meu coração, e é claro que ele sofria desde que nascera; era tão evidente em seus joelhos magros, esfolados, e o sangue coagulado sem tratamento, o ferimento aberto e deposito de areia.
Não dóia nada para ele, apesar de pouca idade, doia apenas e muito para a minha alma de passaro delicado.
Tive o impulso de pegar toda a minha vida, todo o meu amor, afeto, alimento de todos os 21 anos que recebi, colocar em um saco vermelho e alí entregar. Eu, prontamente falaria ´´ Pega, toma tudo para ti e vai ser feliz´´, mas de que realmente seria feita a felicidade fora da suavidade material? o que seria de uma criança doce em meio ao mato quente, a pensar em uma infancia mais colorida?
Brotavam em mim galhos venenosos, o desespero do entender de quem não tem e as lágrimas ameaçavam a minha presença. E se ele pensasse que eu estava chorando pensando que ele era um bicho?. Não, ele era um anjo, não um bicho, daqueles que andam sobre duas patas e que usam aquelas máquinas que andam nas ruas, não um íntimo incomodo desumano nas bombas de guerra.
Um anjo negro de pele, de olhos doces e tristes e fitar-me sem perguntas, apenas a elevar a minha visão do mundo que não tem, do mundo sem barreiras, do mundo de compaixão, levado sobre as minha asas como ouro que não se pode perder jamais.
Foi como uma faca atravessando o meu coração, e é claro que ele sofria desde que nascera; era tão evidente em seus joelhos magros, esfolados, e o sangue coagulado sem tratamento, o ferimento aberto e deposito de areia.
Não dóia nada para ele, apesar de pouca idade, doia apenas e muito para a minha alma de passaro delicado.
Tive o impulso de pegar toda a minha vida, todo o meu amor, afeto, alimento de todos os 21 anos que recebi, colocar em um saco vermelho e alí entregar. Eu, prontamente falaria ´´ Pega, toma tudo para ti e vai ser feliz´´, mas de que realmente seria feita a felicidade fora da suavidade material? o que seria de uma criança doce em meio ao mato quente, a pensar em uma infancia mais colorida?
Brotavam em mim galhos venenosos, o desespero do entender de quem não tem e as lágrimas ameaçavam a minha presença. E se ele pensasse que eu estava chorando pensando que ele era um bicho?. Não, ele era um anjo, não um bicho, daqueles que andam sobre duas patas e que usam aquelas máquinas que andam nas ruas, não um íntimo incomodo desumano nas bombas de guerra.
Um anjo negro de pele, de olhos doces e tristes e fitar-me sem perguntas, apenas a elevar a minha visão do mundo que não tem, do mundo sem barreiras, do mundo de compaixão, levado sobre as minha asas como ouro que não se pode perder jamais.
terça-feira, janeiro 06, 2009
Uma frase...
O coração situa-se na parte esquerda para lembrar que o lado da razão deve ser usado com amor, como milagres do céu que se juntam para brilhar na escuridão.
Como Júlia em julho
Júlia tornava-se incongruente a medida que expandia seus olhares ao mundo, que se mostrava sem limites através de suas vastas janelas. Sem dores gritantes e apenas uma enorme coragem colorida, ela pulsava como uma rosa em vermelho escarlate em meio ao jardim, tão linda e esplendorosamente ofuscante.
Feita de curvas e cristais brutos, uma incerta docilidade sem pudor guiava a sua interna criação de si mesmo. Se aumentasse o som de sua voz, poderia causar estrago à harmoniosa existencia a surgir como um anjo suave.
Absolutamente julho frio e Júlia calorosa em trilhos cobertos de neve a pensar fervorosamente, criando imagens coloridas numa tentativa de cobrir grande espaço branco e frio a surgir na sua frente, como uma velha tv em preto e branco.
Feita de curvas e cristais brutos, uma incerta docilidade sem pudor guiava a sua interna criação de si mesmo. Se aumentasse o som de sua voz, poderia causar estrago à harmoniosa existencia a surgir como um anjo suave.
Absolutamente julho frio e Júlia calorosa em trilhos cobertos de neve a pensar fervorosamente, criando imagens coloridas numa tentativa de cobrir grande espaço branco e frio a surgir na sua frente, como uma velha tv em preto e branco.
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