domingo, dezembro 06, 2009

amor, calor.

w

w, é dia e faz sol. teu corpo parece dolorido e cansado, ainda mesmo depois de tantas noites em descanso.
Observo-o dormir, alí na cama grande, tão encolhido que parece um bebê. Um sono que transmite a paz das nuvens.
Desejo estar sempre, e milimetricamente, perto da tua alma. Mas eu sei que, há dias em que meus olhos irao fazer chover.
Eu não sei o que pensar ao teu lado, coexisto sem noção de tempo e espaço desde que a amonotonia tomou o lugar dos meus batimentos cardiacos.
O teu coração parece trabalhar por mim.
Meus sentimentos criam asas que parecem com as tuas, e conduzem-me a algo mais verdadeiro do que outrora a soberba de palavras requintadas me prometera.
Não espera, alteia a rima com progresso e envolve-me nas tramas dos teus adulterios!
Não sei quando você volta a esse mundo, não posso acorda-lo. Talvez devessemos alçar voo eternamente ao sonho, assim poderiamos pulsar juntos.
Não parece doer o fato de perde-lo, eu sempre o tive. Ainda vai doer?, a ferida apenas esta começando a abrir, mas ainda não sangrou?.
Sabe o que dói? Você esteve existindo com uma febril vontade de amar; tantos passos para lá e para cá, e desde então, a luz que surgira novamente dentro de você serviu apenas para conduzi-lo de volta à casa.
Você desejou o amor e muitas vezes ele passou longe. Eu desejei o amor, e muitas vezes, ele passou por fora. Eis que, sem convites, algo bate em minha porta.
É como escutar as primeiras batidas de um ser que está por vir.
Meu coração ainda não tem muitas máculas, mas eu sei que, irrevogavelmente, ele sempre foi teu.
Eu não quero ter lógicas nesse exato momento, sentir já me basta.

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