segunda-feira, dezembro 14, 2009

Ahh...

Me encontro apalpando algo dentro do meu tórax como um médico procura a doença em um corpo aberto. Sangra, mas eu insisto.
Não sei a que procuro - se a mim mesma, ou ao teu rosto.
Tornamo-nos apenas um.
Uma dor, quase alucinante, do lado esquerdo do meu peito, chama o teu nome.
A falta da tua gloriosa imagem ao meu lado, constrói muralhas entre a felicidade e o desespero.
A cada tic-taquear do relógio, meu coração ansia por encontrar o teu numa imensidão perdida.
Talvez se eu pudesse correr tão depressa, o destino seria apenas ir aos teus braços, e aí me perder para nunca mais voltar.
Tento preencher a noite altiva e invivída com palavras para esquecer que estou aqui, e não do teu lado. Mas isso não me basta, te-lo apenas na memória não me aquece.
E o silêncio gultural é tão assustador como jamais foi.
A minha fome do teu amor é grande, ruge como um leão, é como uma fogueira a trepitar na escuridão.
Queima, mas aquece verdadeiramente.

2 comentários:

Sara Marinho disse...

Faço das tuas palavras, as minhas. És uma Sara de talento.
Gostei do cuidado que tem com as palavras ao escrevê-las e da sinceridade que tu projetas nelas. Passeando pelo teu blog, vi que a gente tem um tanto em comum. Desde signo chinês até filmes preferidos, sobrenomes, e maneira de pensar o 'quem sou eu'. Gostei do teu blog também, vou "link-lo" no meu.
^^

SARA MARINHO disse...

Quem é você?