Talvez eu tenha morrido numa tarde quente de verão, sentada debaixo de uma árvore, esperando você chegar. Mas você nunca chegou e meus passos foram quebrados lentamente e dolorosamente até infiltrarem-se pelos atrios e ventriculos do meu coração e quebra-los também.
Não houveram guerras, não houveram lágrimas, não sei por que meu amor foi partido em mil pedaços, esquecido ao vento, torrado como areia.
Algum dia você me amou?, algum dia percebeu que minha alma cantava enquanto dançavamos na sala iluminada, quando fazia frio, e eu te olhava vomitando amores pelo olhar?.
Meu olhar poderia aquecer um quarteirão ou o universo inteiro, havia em mim um amor de flores maior do que eu poderia imaginar.
Queimava dentro do meu peito, as vezes chegava a ser doloroso, mas era doce. Cantava para transceder as coisas que eu não poderia alcançar; era como se ele tentasse pegar em tua mão e traze-lo aos meus braços, mas tu nunca vinhas.
As idas e vindas, como as ondas do mar, eram quase violentas, ardia em minha pele a ausencia tua. Ardia também em meu coração a falta dos teus braços, do teu olhar marrom, do teu toque quente.
E agora, meu amor, acho que não sinto mais essas dores por que elas somaram-se e tornei-me anestesiada de dores; é tão incerto e tão perdido o meu sentimento que já não sei para onde leva-lo.
Por dias carreguei-o como um bebe, embalando-o nos meus braços, mas a vida que havia em mim já estava se encerrando.
Já não sabia dizer quem eu era, qual o motivo de viver - a razão do meu viver havia ido embora para nunca mais voltar, e desde então, minha alma estava secando lentamente.
Morrendo, definhando e chorando pela ausência.
Tentei buscar-te na escuridão, gritei teu nome, mas apenas o silêncio me respondia.
Tua exitencia era morta.
Será que algum dia o grito do meu coração foi escutado por ti ao gritar ´´ eu amo você´´, nas noites mais solitárias?
Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
sexta-feira, janeiro 29, 2010
domingo, janeiro 10, 2010
Não sei onde parar. Meu coração pulsa uma verdade vermelha e vibrante, acordada em lençois quentes e apegados ao carinho. Aos braços do beija-flor, apenas, pertence a minha existencia; os caminhos turvos e quase curtos serão crueis. O centro da dor já não existe, o calor foi ali implantado sarando todas as feridas.
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