As vezes, nas noites mais frias, ela acorda afogada em lágrimas, desesperada para livrar-se dos fantasmas de sua alma.
São sonhos, suspiros e gritos ecoados nas paredes; parecem fazer uma estática irritante em seus ouvidos, então ela chora, como se o choro expulsa-se tudo de ruim dentro de si em forma líquida.
Perdida ontem, hoje encontrada em sonhos vis, malfadados e desesperados. Porque tamanha dor se sustenta tamanha beleza? não se sabe; por acaso a rosa se fere com os seus espinhos?
Levanta-se e tem calor, faz muito calor no quarto. As janelas estão abertas e faz um frio lá fora; ela se sente queimando por dentro, e no fundo sabe que... sem dúvida ela sabe.
Chega a ficar se sentindo culpada por um sentimento irracional, desesperado e quase infantil; nunca desejou alguem tão intensamente a ponto de chorar e morrer de febre em dias frios.
Uma febre delirante que nunca existiu onde o seu coração é a única parte mais dolorida que pulsa emanando um calor ao qual não há ninguém para absorve-lo.
Nas noites frias ela chorava com o coração ferido, pobre menina. O que uma garota ultra-romantica poderia fazer num tempo desses?
sentimentos de plásticos!
O ódio, o desespero era por quem tentava esquecer e não conseguia.
Persistia noite e dia.
Nunca ia embora, nem mesmo a sua voz.
Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
terça-feira, agosto 31, 2010
domingo, maio 09, 2010
sábado, maio 08, 2010
Whatt?

Quase.
Preciso te contar um segredo: eu não existo.
Fiz de mim um pingo de chuva que logo se desfaz em uma existência breve.
Não tenho passado, presente ou futuro. Não é preciso reinventar as minhas histórias de forma artesanal, não sou fabricada de modo algum.
Sou como um fantasma que voa em circulos sem destino à luz.
Se eu tenho asas? não sei, mas isso não me importa.
Tudo está assim porque era para ser assim? creio que sim.
Fazemos escolhas. Eu fiz escolhas, e ainda que tenha ferido a mim ou a outrem...
Uma rosa não pode se ferir com os seus proprios espinhos.
Não posso ser crua e cozida ao mesmo tempo.
obs.: São Paulo é uma selva de máquinas velozes! que inferno.
quarta-feira, maio 05, 2010
segunda-feira, maio 03, 2010
sexta-feira, abril 30, 2010
Dança.

Lembra daquela fogueira, que trepidava na escuridão aquecendo o meu corpo, enquanto eu dançava, e tu me olhavas?
Havia magia naquela dança, havia paixão na noite que se abria.
Havia o que os lábios não poderiam proferir.
Havia amor em teu olhar e era ele quem me aquecia por dentro.
Tão forte era a verdade em torno das nossas almas...
quinta-feira, abril 29, 2010
fuck off.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH.
São essas vontades insanas que me reconstroem. São os meus demonios que me deixam viril. São os meus medos que me fazem mais forte. Eu posso ser boa ou ruim, depende de como você interpreta o que eu realmente intento.
aS VEZES vale a penas ser irreverente mesmo.
"Nossas limitações e sucessos serão baseados, mais frequentemente, em nossas próprias expectativas para nós mesmos. No que a mente foca, o corpo atua."
quarta-feira, abril 28, 2010
Oi?

A síntese daquilo que nunca foi repousa como o sol no horizonte, abrindo nuances no meio da guerra e do ódio. Onde ELE está? sinto falta daquele garoto que possuia um sorriso vermelho, da cor de morangos. Era perfeitamente alegre e saudoso.
Mas as pessoas mudam. Aquela criança cresceu, e mudou completamente. Ficou velho, velho, velho demais. Nem os seus reconditos internos fora preservado; ele havia desistido de si mesmo.
Não habitava nada mais de criança dentro dele, era pura e eternamente mágoas acumuladas de seu passado triste.
Foram todas aquelas mágoas que moldaram o seu semblante e as suas palavras, dando a imagem de uma pessoa extremamente ruim.
Lendo a sua curta carta. posso compreender de quem ele realmente se tratava:
´´Eu posso ser o senhor da guerra, mas tambem carrego amor.
A diferença é que posso escolher o caminho, e o que quero carregar dentro de mim.
Posso ser cru ou cozido - está aí a grande trama ao qual nem todos conseguem observar sem julgar.´´
(o desequilibrio nunca é permanente)
terça-feira, abril 27, 2010
Yes.

Sem tempo ou vontade para escrever algo...
´´Um senhor de idade chegou a um consultório médico, para fazer um curativo na sua mão onde tinha um profundo corte. E muito apressado pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso.
O médico que o atendia, curioso, perguntou o que tinha de tão urgente para fazer.
O simpático velhinho disse-lhe que todas as manhãs ia visitar sua esposa que estava num lar para idosos, com mal de Alzheimer muito avançado.
O médico muito preocupado com o atraso do atendimento perguntou:
- Então hoje ela ficará muito preocupada com a sua demora?
E o senhor respondeu:
- Não, ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos que não me reconhece.
O médico então questionou:
- Mas então para que tanta pressa, e necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece?
O velhinho então sorriu e batendo de leve no ombro do médico respondeu:
- Ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem quem ela é!
O médico teve que segurar as lágrimas enquanto pensava...
O verdadeiro AMOR, não se resume ao físico, nem ao romântico.
O verdadeiro AMOR, é a aceitação de tudo o que o outro é...
De tudo o que foi um dia...do que será amanhã.. e do que já não é mais!´´
sábado, abril 24, 2010
Meat.

Conheço-0 MILIMETRICAMENTE? quem eu conheço? talvez nunca tenha conhecido nada. Mais do que eu deveria? eu não sei. Para conhecer profundamente alguém, é preciso SER um auto conhecimento igualmente profundo. As pessoas comumente confudem a realidade com o mundo que elas escondem em si. Geralmente o que falam e apontam, é o que elas carregam dentro de si. As opiniões estão sempre carregadas de uma estupidez desconhecida nos dicionários. Quantas horas, quantos mundos e quantos anos para avaliar o coracao ou o carater de alguem?. Escondemo-nos atras de tantas máscaras por que temos medo do que pode ser real.
E eu não tenho medo do real. O real tem várias facetas, a mentira não.
E eu nunca gostei de colocar prego em sapato.
A optica da existencia humana é deplorável, poucos são dignos de realmente fazer um biografia sensata em um outro alguém.
Acostumei-me a deparar-me com seres dismorfos, com defeitos congenitos de 3 categoria embriologica, aos quais não possuem um pingo de passo para alcançar a vida.
Não por que não possam, podem sim!
Ninguem é perfeitto.
Mas recusar-se a enxergar os proprios defeitos já é outra historia.
Fodam-se todas as mentiras inventadas pelo mundo.
MEET ME IN THE HALFWAY.
im lost highway?
voltando para o blog a pedido de uma humilde pessoa.
segunda-feira, abril 12, 2010
Criticas não ditas. (repostando)
Talvez você não soubesse o que se passava dentro dela, se acomodou em seu sofá rosa, na rua 48 da bela casa que possuia. Não houve empatia, você não transportou a sua alma ao interior dela, isso é tão óbvio.Deve ter trocado a auto-ajuda pelo confessionário, aumentando as suas dívidas internas. Na verdade, nunca se importou com ninguém a não ser você mesmo.
Não o culpo, nascestes com esses valores e, algumas coisas infelizmente são compartilhadas, as piores : egoísmo, falta se bom senso, prepotências. Quem pode deter tanta selvageria, quando, em pleno século 21, não há controle sobre nada?
Se uma mente não pode cessar seu fluxo de pensamentos, e as pessoas são comandadas por ela, o que poderia esperar de alguém como você, comum a toda essa massa humana?
Você viveu o bastante para colocarem tanta merda em sua mente, lugar onde parece gostar de ficar e tomar o seu café como lama de porcos.
Depois, como se quisesse lavar e fugir de suas próprias mentiras, usa palavras pouco originais em seu discurso político. Não há poder em questão, não há o que ganhar expondo verbetes repetitivos as quais todo mundo sabe.
As pessoas precisam de algo sutil mas grandioso em si. E tal coisa é tão óbvia que eu não irei repetir aqui porque palavras são desnecessárias( sussurando para você :´´ elas quebram o silêncio´´)
Isso(o que chamam de AMOR po aí) começa dentro de você, ao atingir tudo ao seu redor. Mas você está tão cansado de ouvir isso, aprendeu a banalizar como tudo mundo aprende um dia. Principalmente a desistir disso.
Há a teoria e não a prática. Mas, repito, acomodar-se em sofás peludos na companhia de ácaros é amar ao tédio e à indiferença. É amar a sua falta de amor-próprio.
Não espere nada quando você não cumpre o que prega. Na verdade, seja paciente na espera da consulta. E enquanto espera, não se acomoda, você age estando parado.
Talvez nessa espera, você escute os outros pacientes as suas vidas, e aprenda com elas.
Não o culpo, nascestes com esses valores e, algumas coisas infelizmente são compartilhadas, as piores : egoísmo, falta se bom senso, prepotências. Quem pode deter tanta selvageria, quando, em pleno século 21, não há controle sobre nada?
Se uma mente não pode cessar seu fluxo de pensamentos, e as pessoas são comandadas por ela, o que poderia esperar de alguém como você, comum a toda essa massa humana?
Você viveu o bastante para colocarem tanta merda em sua mente, lugar onde parece gostar de ficar e tomar o seu café como lama de porcos.
Depois, como se quisesse lavar e fugir de suas próprias mentiras, usa palavras pouco originais em seu discurso político. Não há poder em questão, não há o que ganhar expondo verbetes repetitivos as quais todo mundo sabe.
As pessoas precisam de algo sutil mas grandioso em si. E tal coisa é tão óbvia que eu não irei repetir aqui porque palavras são desnecessárias( sussurando para você :´´ elas quebram o silêncio´´)
Isso(o que chamam de AMOR po aí) começa dentro de você, ao atingir tudo ao seu redor. Mas você está tão cansado de ouvir isso, aprendeu a banalizar como tudo mundo aprende um dia. Principalmente a desistir disso.
Há a teoria e não a prática. Mas, repito, acomodar-se em sofás peludos na companhia de ácaros é amar ao tédio e à indiferença. É amar a sua falta de amor-próprio.
Não espere nada quando você não cumpre o que prega. Na verdade, seja paciente na espera da consulta. E enquanto espera, não se acomoda, você age estando parado.
Talvez nessa espera, você escute os outros pacientes as suas vidas, e aprenda com elas.
true.
A LÓGICA CANÇÃO
Quando eu era jovem,
Parecia que a vida era tão maravilhosa,
Um milagre,oh ela era tão bonita,mágica.
E todos os pássaros nas árvores,
Eles cantavam tão felizes,
Alegres,brincalhões,me olhando.
Mas aí eles me mandaram embora,
Para me ensinar a ser sensato,
Lógico,responsável,prático.
E mostraram um mundo
Onde eu poderia ser dependente,
Doente,intelectual,cínico.
Tem vezes,quando todo mundo dorme,
As questões correm profundas demais
Para uma menina tão simples.
Por favor,me diga o que aprendemos
Eu sei que soa absurdo,
Mas por favor me diga quem eu sou.
Eu digo : Agora cuidado com o que você diz,
Ou eles estarão te chamando de radical, Liberal,fanático,criminoso
Você não vai assinar seu nome,
Gostaríamos de sentir que
você é Aceitável,respeitável,aprensentável,um vegetal ! ..
Quando eu era jovem,
Parecia que a vida era tão maravilhosa,
Um milagre,oh ela era tão bonita,mágica.
E todos os pássaros nas árvores,
Eles cantavam tão felizes,
Alegres,brincalhões,me olhando.
Mas aí eles me mandaram embora,
Para me ensinar a ser sensato,
Lógico,responsável,prático.
E mostraram um mundo
Onde eu poderia ser dependente,
Doente,intelectual,cínico.
Tem vezes,quando todo mundo dorme,
As questões correm profundas demais
Para uma menina tão simples.
Por favor,me diga o que aprendemos
Eu sei que soa absurdo,
Mas por favor me diga quem eu sou.
Eu digo : Agora cuidado com o que você diz,
Ou eles estarão te chamando de radical, Liberal,fanático,criminoso
Você não vai assinar seu nome,
Gostaríamos de sentir que
você é Aceitável,respeitável,aprensentável,um vegetal ! ..
Ou quase sempre.
9
As vezes, nas noites mais frias, ela acorda afogada em lágrimas, desesperada para livrar-se dos fantasmas de sua alma.
São sonhos, suspiros e gritos ecoados nas paredes; parecem fazer uma estática irritante em seus ouvidos, então ela chora, como se o choro expulsa-se tudo de ruim dentro de si em forma líquida.
Perdida ontem, hoje encontrada em sonhos vis, malfadados e desesperados. Porque tamanha dor se sustenta tamanha beleza? não se sabe; por acaso a rosa se fere com os seus espinhos?
Levanta-se e tem calor, faz muito calor no quarto. As janelas estão abertas e faz um frio lá fora; ela se sente queimando por dentro, e no fundo sabe que... sem dúvida ela sabe.
Chega a ficar se sentindo culpada por um sentimento irracional, desesperado e quase infantil; nunca desejou alguem tão intensamente a ponto de chorar e morrer de febre em dias frios.
Uma febre delirante que nunca existiu onde o seu coração é a única parte mais dolorida que pulsa emanando um calor ao qual não há ninguém para absorve-lo.
Nas noites frias ela chorava com o coração ferido, pobre menina. O que uma garota ultra-romantica poderia fazer num tempo desses?
sentimentos de plásticos!
O ódio, o desespero era por quem tentava esquecer e não conseguia.
Persistia noite e dia.
Nunca ia embora, nem mesmo a sua voz.
AMOR?
obs.: esse texto foi postado aqui em meados de 2007. Não diz respeito a ninguém vivo, não é indireta para ninguém e não condiz a nenhum sentimento passado. Felizmente eu gosto de criar histórias inspiradA em pessoas ou fatos distantes. =)
sepalo!
As vezes, nas noites mais frias, ela acorda afogada em lágrimas, desesperada para livrar-se dos fantasmas de sua alma.
São sonhos, suspiros e gritos ecoados nas paredes; parecem fazer uma estática irritante em seus ouvidos, então ela chora, como se o choro expulsa-se tudo de ruim dentro de si em forma líquida.
Perdida ontem, hoje encontrada em sonhos vis, malfadados e desesperados. Porque tamanha dor se sustenta tamanha beleza? não se sabe; por acaso a rosa se fere com os seus espinhos?
Levanta-se e tem calor, faz muito calor no quarto. As janelas estão abertas e faz um frio lá fora; ela se sente queimando por dentro, e no fundo sabe que... sem dúvida ela sabe.
Chega a ficar se sentindo culpada por um sentimento irracional, desesperado e quase infantil; nunca desejou alguem tão intensamente a ponto de chorar e morrer de febre em dias frios.
Uma febre delirante que nunca existiu onde o seu coração é a única parte mais dolorida que pulsa emanando um calor ao qual não há ninguém para absorve-lo.
Nas noites frias ela chorava com o coração ferido, pobre menina. O que uma garota ultra-romantica poderia fazer num tempo desses?
sentimentos de plásticos!
O ódio, o desespero era por quem tentava esquecer e não conseguia.
Persistia noite e dia.
Nunca ia embora, nem mesmo a sua voz.
AMOR?
obs.: esse texto foi postado aqui em meados de 2007. Não diz respeito a ninguém vivo, não é indireta para ninguém e não condiz a nenhum sentimento passado. Felizmente eu gosto de criar histórias inspiradA em pessoas ou fatos distantes. =)
sepalo!
sexta-feira, abril 09, 2010
Sim, isso é um lamento.
Sinto falta de muitas coisas. De muitas pessoas. De muitos cenários. Dos velhos tempos.
Algumas partes nunca poderão voltar no tempo. Nunca poderei vivencia-las novamente, mas elas permanecem carinhosamente na minha memória.
As vezes dói sim, dói demais. As vezes eu me perco nessa dor e ela me leva, para o fundo, e morro dentro de mim. Esqueço que há um mundo lá fora. Mas esse mundo gritante atras das minhas janelas nunca me foi acolhedor.
Esqueço que eu preciso SER ALGUEM, me formar, estudar coisas que não fazem sentido e nunca farão. Uma continua pressao de ser algo, ter titulo, ter alguma coisa.
E os meus setimentos são levados com a água pelo ralo, o mundo ensolarado dentro de mim já não importa tanto. Preciso viver como uma máquina, e se eu quebrar, szar o meu. Sim, isso tb dói.
As vezes, me pergunto se é realmente importante sofrer devido a fatores externos quando na verdade, o meu coração só quer ser feliz.
É a minha vida que precisa respirar ou o orgulho das pessoas?
Algumas partes nunca poderão voltar no tempo. Nunca poderei vivencia-las novamente, mas elas permanecem carinhosamente na minha memória.
As vezes dói sim, dói demais. As vezes eu me perco nessa dor e ela me leva, para o fundo, e morro dentro de mim. Esqueço que há um mundo lá fora. Mas esse mundo gritante atras das minhas janelas nunca me foi acolhedor.
Esqueço que eu preciso SER ALGUEM, me formar, estudar coisas que não fazem sentido e nunca farão. Uma continua pressao de ser algo, ter titulo, ter alguma coisa.
E os meus setimentos são levados com a água pelo ralo, o mundo ensolarado dentro de mim já não importa tanto. Preciso viver como uma máquina, e se eu quebrar, szar o meu. Sim, isso tb dói.
As vezes, me pergunto se é realmente importante sofrer devido a fatores externos quando na verdade, o meu coração só quer ser feliz.
É a minha vida que precisa respirar ou o orgulho das pessoas?
Não sei o que.
-
Não, não quero ser o teu circo ambulante. Eu não sou trapezista nem das minhas proprias emoções... Fui criada no vai-e-vem das ondas do mar, e me tornei inconstante como elas - não há, em mim, um campo verde que se possa correr. Parece que tudo em mim é limitado, colocara-me arame farpado para delimitar meus medos?
Não quero me conter e ferir minhas mãos, o fardo que carrego já parece ser grande demais. Preciso correr para me sentir livre, como se estivesse fugindo, eternamente, do que me faz triste.
E sim, eu não me levarei ao fracasso. Não se por um momento tuas mãos me tocarem e me arrebatarem ao que eu posso sentir. Sim, numa sucessiva orquestra de palavras que me abram os olhos, desnudem as minhas mentiras, me aqueça o coração.
O amor está entretido entre as frestas da janelas, escondido aos olhos mais frios, assim como aqui, entre estas palavras. Só eu o observei chegar e sentar ao meu lado.
Não sobra o ódio, ele nunca existiu, um equivoco pensar que eu vivo de ódio.
Eu vivo não sei de que, mas esse não sei de que é profundamente abstrato e imaterial. Não se pode configura-lo à propria ignorancia.
Não, não quero ser o teu circo ambulante. Eu não sou trapezista nem das minhas proprias emoções... Fui criada no vai-e-vem das ondas do mar, e me tornei inconstante como elas - não há, em mim, um campo verde que se possa correr. Parece que tudo em mim é limitado, colocara-me arame farpado para delimitar meus medos?
Não quero me conter e ferir minhas mãos, o fardo que carrego já parece ser grande demais. Preciso correr para me sentir livre, como se estivesse fugindo, eternamente, do que me faz triste.
E sim, eu não me levarei ao fracasso. Não se por um momento tuas mãos me tocarem e me arrebatarem ao que eu posso sentir. Sim, numa sucessiva orquestra de palavras que me abram os olhos, desnudem as minhas mentiras, me aqueça o coração.
O amor está entretido entre as frestas da janelas, escondido aos olhos mais frios, assim como aqui, entre estas palavras. Só eu o observei chegar e sentar ao meu lado.
Não sobra o ódio, ele nunca existiu, um equivoco pensar que eu vivo de ódio.
Eu vivo não sei de que, mas esse não sei de que é profundamente abstrato e imaterial. Não se pode configura-lo à propria ignorancia.
terça-feira, abril 06, 2010
Sim.
0
Não, me leva. Não me deixa aqui, por favor. Me puxa pela mão e me salva. Ainda sou uma menininha frágil fora de controle, fugindo de lobos perigosos. Ainda me sinto perdida nesse mundo vermelho, cheio de raiva e poeira. Ainda preciso dos teus braços a me envolver em uma mágica que me aquece. Ainda preciso acreditar que sou humana, que vejo humanos. Sem manipulação, sem mentiras, sem destruição. O que eu falo é verdade, eu tenho um lado fragil, todos nós temos. Mas parece que, agora, ele quer fazer parte diariamente da minha vida, embora eu tente tornar-me aquela mulher que meu corpo indica diante o espelho.
Algo que nunca morre: eu amo mesmo no ódio. amo porque sou feita dele. amo porque mesmo na mentira, ele sobrevive. amo mesmo, mesmo, mesmo. Mesmo que as tuas teorias frívolas tentem destruir isso..
Não, me leva. Não me deixa aqui, por favor. Me puxa pela mão e me salva. Ainda sou uma menininha frágil fora de controle, fugindo de lobos perigosos. Ainda me sinto perdida nesse mundo vermelho, cheio de raiva e poeira. Ainda preciso dos teus braços a me envolver em uma mágica que me aquece. Ainda preciso acreditar que sou humana, que vejo humanos. Sem manipulação, sem mentiras, sem destruição. O que eu falo é verdade, eu tenho um lado fragil, todos nós temos. Mas parece que, agora, ele quer fazer parte diariamente da minha vida, embora eu tente tornar-me aquela mulher que meu corpo indica diante o espelho.
Algo que nunca morre: eu amo mesmo no ódio. amo porque sou feita dele. amo porque mesmo na mentira, ele sobrevive. amo mesmo, mesmo, mesmo. Mesmo que as tuas teorias frívolas tentem destruir isso..
segunda-feira, abril 05, 2010
Nós.
4
É ISSO. Cheguei a conclusão de que atropelamos as coisas da vida - elementos que por vezes nos é essencial e não percebemos. Como um abraço, um Obrigado, uma palavra sincera, um afeto incondicional. Chegamos derrotados ao final, muitas vezes, por que colocamos como prioridade objetos ou postos que nossa vã filosofia julga ser mais importante. E então tornamo-nos como máquinas, que apenas trabalham e se esquecem que são feitas de ferro e um dia podem quebrar. Nos, humanos, animais pretenciosos, vivemos construindo mais muros do que pontes. Destruimos, excluimos a verdade, o sentimento, tolhemos o essencial. Tolhemos os sentimentos, sim, e tolhemos a nós mesmos
. O que é sentir, hoje? desde quando a superficialidade foi tão divulgada quanto hoje?
Eu não me encaixo nesse modo de produção interna. Convivo num cenário onde a escuridão é predominante e, mesmo tendo uma laterna, um dia ela poderá apagar. Como irei enxergar o que antes eu julgava como A verdade?.
eu não sei.
É ISSO. Cheguei a conclusão de que atropelamos as coisas da vida - elementos que por vezes nos é essencial e não percebemos. Como um abraço, um Obrigado, uma palavra sincera, um afeto incondicional. Chegamos derrotados ao final, muitas vezes, por que colocamos como prioridade objetos ou postos que nossa vã filosofia julga ser mais importante. E então tornamo-nos como máquinas, que apenas trabalham e se esquecem que são feitas de ferro e um dia podem quebrar. Nos, humanos, animais pretenciosos, vivemos construindo mais muros do que pontes. Destruimos, excluimos a verdade, o sentimento, tolhemos o essencial. Tolhemos os sentimentos, sim, e tolhemos a nós mesmos
. O que é sentir, hoje? desde quando a superficialidade foi tão divulgada quanto hoje?
Eu não me encaixo nesse modo de produção interna. Convivo num cenário onde a escuridão é predominante e, mesmo tendo uma laterna, um dia ela poderá apagar. Como irei enxergar o que antes eu julgava como A verdade?.
eu não sei.
Precisa ter um título?
2
- ´´Não tenha medo de escrever o que você sente´´.
Talvez fosse o medo. Ele esteve ali rodando o meu corpo dia e noite, sem cansar, e ainda possuia um sorriso amarelo e medonho.Era só o que me faltava - um medo que não limpava os dentes, um medo que comia felicidade e só deixava sujeiras para trás!
Nada poderia ter sido pior do que constatar aquele espectro malfadado a querer engolir-me por inteira. Era como um visigodo emaranhado em seus costumes brutos; eu a querer fugir a todo vapor como um trem que sai sem esperar ninguém.
Sempre fui covarde - sempre fui a leitora assídua que viaja por uma história sem chegar ao fim com medo do que poderá encontrar. Não sabia como enfrentar, aquele medo queria me dominar por completo, obstruir meus pulmões, calar o meu choro e cortar os ventrículos do meu coração.
Poderia restar-me a alma, sabe? mas é que lá fora, em um mundo escaldando de realidades feias, meu corpo precisava estar presente. Não por uma vontade minha, mas por amor aos que precisavam daquela missão que parecia ser árdua para o meu corpo frágil...
A historia parecia congelada, ali, sempre parado. Eu e o medo, o medo e eu. Quase um romance falso, de fachada, como armários bonitos para ocultar um cena enfadonha.
Quase uma dupla perfeita - não, mentira,o medo era mais um personagem enviado dos infernos para prejudicar o meu destino sensivel. E por que diabos eu já não havia cortado a garganta dele?
Ali, tão rente à razão, seu olhar era traiçoeiro. Meu corpo, tão quente pela raiva de estar aprisionada, gritava por liberdade, por uma brisa de verão que lhe sustentasse a mão e fizesse sua vida mais fresca e leve.
É, exatamente. São como fantasmas que não nos deixam em paz, sabe? eles podem surgir do norte ou do sul, trazidos pelas tempestades ou pelos ventos.
Que poderia eu fazer senão fugir? fugir da forma mais suja, adentrar dentro do meu sono mais profundo para buscar certezas que eu não poderia encontra jamar se estivesse sóbria? doloroso, mas a culpa sempre fora minha.
Por que ñao o enfrentei, desde o começo? ali o fio começara a se emaranhar, e eu fechando os olhos, numa síntese de mentiras irritantes. Eu buscava ajuda e não a alcançava, nem código morse a achava. Eu era prisioneira do meu próprio medo, ali, de uma forma tão inédita e burra.
O mais estranho é que, a cada dia que passa, mais eu envelheço e sinto que fico mais jovem. Imatura. Perdida. Criança em emoção. Medrosa.
Eu, que outrora reluzia uma tímida coragem dentro de mim, ja não sou possuidora de uma desbravante vída heroíca.
E é isso o que dói, só isso.
- ´´Não tenha medo de escrever o que você sente´´.
Talvez fosse o medo. Ele esteve ali rodando o meu corpo dia e noite, sem cansar, e ainda possuia um sorriso amarelo e medonho.Era só o que me faltava - um medo que não limpava os dentes, um medo que comia felicidade e só deixava sujeiras para trás!
Nada poderia ter sido pior do que constatar aquele espectro malfadado a querer engolir-me por inteira. Era como um visigodo emaranhado em seus costumes brutos; eu a querer fugir a todo vapor como um trem que sai sem esperar ninguém.
Sempre fui covarde - sempre fui a leitora assídua que viaja por uma história sem chegar ao fim com medo do que poderá encontrar. Não sabia como enfrentar, aquele medo queria me dominar por completo, obstruir meus pulmões, calar o meu choro e cortar os ventrículos do meu coração.
Poderia restar-me a alma, sabe? mas é que lá fora, em um mundo escaldando de realidades feias, meu corpo precisava estar presente. Não por uma vontade minha, mas por amor aos que precisavam daquela missão que parecia ser árdua para o meu corpo frágil...
A historia parecia congelada, ali, sempre parado. Eu e o medo, o medo e eu. Quase um romance falso, de fachada, como armários bonitos para ocultar um cena enfadonha.
Quase uma dupla perfeita - não, mentira,o medo era mais um personagem enviado dos infernos para prejudicar o meu destino sensivel. E por que diabos eu já não havia cortado a garganta dele?
Ali, tão rente à razão, seu olhar era traiçoeiro. Meu corpo, tão quente pela raiva de estar aprisionada, gritava por liberdade, por uma brisa de verão que lhe sustentasse a mão e fizesse sua vida mais fresca e leve.
É, exatamente. São como fantasmas que não nos deixam em paz, sabe? eles podem surgir do norte ou do sul, trazidos pelas tempestades ou pelos ventos.
Que poderia eu fazer senão fugir? fugir da forma mais suja, adentrar dentro do meu sono mais profundo para buscar certezas que eu não poderia encontra jamar se estivesse sóbria? doloroso, mas a culpa sempre fora minha.
Por que ñao o enfrentei, desde o começo? ali o fio começara a se emaranhar, e eu fechando os olhos, numa síntese de mentiras irritantes. Eu buscava ajuda e não a alcançava, nem código morse a achava. Eu era prisioneira do meu próprio medo, ali, de uma forma tão inédita e burra.
O mais estranho é que, a cada dia que passa, mais eu envelheço e sinto que fico mais jovem. Imatura. Perdida. Criança em emoção. Medrosa.
Eu, que outrora reluzia uma tímida coragem dentro de mim, ja não sou possuidora de uma desbravante vída heroíca.
E é isso o que dói, só isso.
domingo, abril 04, 2010
Não sei.
Essas escalas desordenadas enfeitadas com rendas e cheiro humano nunca me atrairam.
Eu sempre fui a favor do caminho direto, sem olhar para tras, ou para os lados. Sem parar no meio e ter a coragem de adicionar medo à jornada. É quase imoral não caminhar rente à gloria do coração - afinal, que parte a felicidade ainda parece um produto sem validade?
E por que é sempre colocado em segundo lugar?
Nada alcança o poder que a aparência reluz. Mas sei que, embora perfeitamente palpável, é inteiramente e absurdamente falsa.
Nem precisa ter romantismo para uma coisa tão feia e falsa. É estruturado dentro de um molde cruel, dentro de um sistema ilusoriamente apetitoso.
É cansativo prometer o caminho sem conhecer a obra, principalmente a obra do universo que se esconde dentro de cada um. A embalagem até aqui nunca importou. Humanos não nascem com carimbo de aprovação, nada vindo deles podde ser toxico ou nocivo.
Só as nossas emoções mesquinhas é que contaminam um raio infinito de mentes-novas, e encobrem o coração como a gordura entope as veias, interrompe o caminho que deveria ser livre e direto.
- Lógica, eu nunca ofereci.
Eu sempre fui a favor do caminho direto, sem olhar para tras, ou para os lados. Sem parar no meio e ter a coragem de adicionar medo à jornada. É quase imoral não caminhar rente à gloria do coração - afinal, que parte a felicidade ainda parece um produto sem validade?
E por que é sempre colocado em segundo lugar?
Nada alcança o poder que a aparência reluz. Mas sei que, embora perfeitamente palpável, é inteiramente e absurdamente falsa.
Nem precisa ter romantismo para uma coisa tão feia e falsa. É estruturado dentro de um molde cruel, dentro de um sistema ilusoriamente apetitoso.
É cansativo prometer o caminho sem conhecer a obra, principalmente a obra do universo que se esconde dentro de cada um. A embalagem até aqui nunca importou. Humanos não nascem com carimbo de aprovação, nada vindo deles podde ser toxico ou nocivo.
Só as nossas emoções mesquinhas é que contaminam um raio infinito de mentes-novas, e encobrem o coração como a gordura entope as veias, interrompe o caminho que deveria ser livre e direto.
- Lógica, eu nunca ofereci.
Sobre a historia de uma página.
-PAGINA 13.
Continua a ser um fardo, sempre o foi. Não sei que maneira explicar essa imparcialidade, essa erva daninha que cresce desordenada. O vazio ainda continua a existir, nunca mudou de identidade. Eu continuo a não ter alma, apenas um corpo branco de olhos pretos a fingir humanidade. Seria melhor contar mentiras a partir de verdades?. Prefiro contar a verdade através de mentiras, é mais confortavel. Nada disso pode ser verdade e nem precisa ser entendido, mas é uma história triste no final. AS vezes, os problemas parecem ser minusculos vistos de fora, mas são como a ponta de um iceberg, você consegue entender por que?. Nada. Ainda continuo caminhando sobre o nada até mesmo quando caminho entre humanos, como em uma selva de nada. Isso nunca fez sentido. Mas eu preciso acreditar que não me transformei em um monstro, preciso seguir as regras, ter um nome, viver sob pressão e acreditar em humanos. Mas é um fardo - nessa época atual de 2014, nada poderia ter melhorado. Humanos?
obs.: esse texto não é sobre SARA MARINHO, é sobre uma personagem de um livro, antes que entendam errado.
Continua a ser um fardo, sempre o foi. Não sei que maneira explicar essa imparcialidade, essa erva daninha que cresce desordenada. O vazio ainda continua a existir, nunca mudou de identidade. Eu continuo a não ter alma, apenas um corpo branco de olhos pretos a fingir humanidade. Seria melhor contar mentiras a partir de verdades?. Prefiro contar a verdade através de mentiras, é mais confortavel. Nada disso pode ser verdade e nem precisa ser entendido, mas é uma história triste no final. AS vezes, os problemas parecem ser minusculos vistos de fora, mas são como a ponta de um iceberg, você consegue entender por que?. Nada. Ainda continuo caminhando sobre o nada até mesmo quando caminho entre humanos, como em uma selva de nada. Isso nunca fez sentido. Mas eu preciso acreditar que não me transformei em um monstro, preciso seguir as regras, ter um nome, viver sob pressão e acreditar em humanos. Mas é um fardo - nessa época atual de 2014, nada poderia ter melhorado. Humanos?
obs.: esse texto não é sobre SARA MARINHO, é sobre uma personagem de um livro, antes que entendam errado.
sábado, abril 03, 2010
sexta-feira, abril 02, 2010
renascimento.
A noite veio desesperada, me invadir por dentro, fez barulho por entre meus pulmões do mesmo modo como assobiam entre as frestas das janelas. Não tive medo - era um prazer poder respirar vida, voar por dentro, ter ar novamente em meus pulmões frageis.
O coração já havia sido enterrado na colina mais alta e fria de uma terra maldita, estava aprodecido, se recusara a bombear sangue quente.
O que não poderia ser mórbido nessa escala transeunte, de uma vida fria vivida em uma cidade sem sol? tudo se transformara desde que a fonte do calor que gerava vida em mim, havia ido embora.
Simplesmente ido embora, como um barquinho de papel indo embora com a correnteza para nunca mais aparecer.
Deixara criar limos em mim, minha alma mofara. A língua não pronunciava sílabas coloridas, apenas desenhava no ar um nome que me fizesse relembrar, de algum modo, que um dia eu tive vida. E chorei. E sorri. Mas vivi.
Então, um dia, me levantei da poeira. Abri a boca e gritei. Chamei o meu nome - me encolhera lá no fundo do corpo e me perdera em um mundo ilusório. E continuei a chamar o meu nome, ate que ficasse rouca.
E finalmente acordei; pulei em um sobressalto e minha mente se despertara de um longo pesadelo hipnotico. Onde diabos havia me perdido? dentro de mim? dentro da selva que habita em mim?
Corri para onde a voz me chamava, ecoava ligeiramente, levada pelo vento, e eu corria freneticamente.
Era a vida aquela voz - a minha própria vida querendo existir e ser colorida, novamente. ERA a vida, tão doce e pura!
Sim, então ela veio em forma de uma noite preta repleta de cores. Sim, de modo contraditório; veio enxer os meus pulmões de vida. Me fez respirar pela primeira vez e verdadeiramente, como um bebê que respira pela primeira vez quando vem a esse mundo.
Mas não chorei, eu sorri. Doeu, mas eu sorri de alegria - havia voltado ao meu estado puro milagrosamente.
O coração já havia sido enterrado na colina mais alta e fria de uma terra maldita, estava aprodecido, se recusara a bombear sangue quente.
O que não poderia ser mórbido nessa escala transeunte, de uma vida fria vivida em uma cidade sem sol? tudo se transformara desde que a fonte do calor que gerava vida em mim, havia ido embora.
Simplesmente ido embora, como um barquinho de papel indo embora com a correnteza para nunca mais aparecer.
Deixara criar limos em mim, minha alma mofara. A língua não pronunciava sílabas coloridas, apenas desenhava no ar um nome que me fizesse relembrar, de algum modo, que um dia eu tive vida. E chorei. E sorri. Mas vivi.
Então, um dia, me levantei da poeira. Abri a boca e gritei. Chamei o meu nome - me encolhera lá no fundo do corpo e me perdera em um mundo ilusório. E continuei a chamar o meu nome, ate que ficasse rouca.
E finalmente acordei; pulei em um sobressalto e minha mente se despertara de um longo pesadelo hipnotico. Onde diabos havia me perdido? dentro de mim? dentro da selva que habita em mim?
Corri para onde a voz me chamava, ecoava ligeiramente, levada pelo vento, e eu corria freneticamente.
Era a vida aquela voz - a minha própria vida querendo existir e ser colorida, novamente. ERA a vida, tão doce e pura!
Sim, então ela veio em forma de uma noite preta repleta de cores. Sim, de modo contraditório; veio enxer os meus pulmões de vida. Me fez respirar pela primeira vez e verdadeiramente, como um bebê que respira pela primeira vez quando vem a esse mundo.
Mas não chorei, eu sorri. Doeu, mas eu sorri de alegria - havia voltado ao meu estado puro milagrosamente.
quinta-feira, abril 01, 2010
Expressando o´´ foda-se´´ de maneira extensa.
_
Os filhos-da-puta nunca sabem o que são. Não há memórias de uma certa postura sensata sobre o mundo, não há um certo teor de romantismo em seus poros. São mentiras desenhadas em papeis burgueses e manipulados por programas falsos.
São como arte falsa, sem alma, sem noção da correnteza do rio e de sua força. Tampouco caminham sobre a estrada da competência humana - por que, talvez, lhes falte uma certa esperteza emocional. Não, filhos-da-puta nunca serviram para nada, nem para si mesmos. São indivíduos que vegetam, não se recriam, não embalam presentes de aniversário, são apenas afiados em questões de apontar o dedo e derramar o lixo que se escondem na superfície de suas emoções.
Sim, eu conheço um filho-da-puta (ou melhor, vários) e ele é inteiramente colorido, adornado de pisca-piscas como uma árvore de natal, e vê em si arte ´´das boas´´.
Nunca foi um companheiro, nunca ousou estudar as mentiras para avaliar as verdades. Sempre foi mestre em excluir os campos de centeio que possivelmente poderiam surgir em seu interior.
Para uma ´´inverdade´´ extremamente cruel, eu não apresento tipo algum de condolescencia, eu pego uma panela, coloco a minha critica, o meu lado amargo e reinvento os fatos e exponho a minha verdade. Por que são raras as pessoas peritas em avaliar os fatos de um modo sóbrio.
E se a verdade for luminosa, que se fale aos quatros cantos do mundo; dentro de mim jamais sobra a delicadeza de não observar emoção alheia ( seja esta boa ou ruim)
o resto, nunca me importou.
Os filhos-da-puta nunca sabem o que são. Não há memórias de uma certa postura sensata sobre o mundo, não há um certo teor de romantismo em seus poros. São mentiras desenhadas em papeis burgueses e manipulados por programas falsos.
São como arte falsa, sem alma, sem noção da correnteza do rio e de sua força. Tampouco caminham sobre a estrada da competência humana - por que, talvez, lhes falte uma certa esperteza emocional. Não, filhos-da-puta nunca serviram para nada, nem para si mesmos. São indivíduos que vegetam, não se recriam, não embalam presentes de aniversário, são apenas afiados em questões de apontar o dedo e derramar o lixo que se escondem na superfície de suas emoções.
Sim, eu conheço um filho-da-puta (ou melhor, vários) e ele é inteiramente colorido, adornado de pisca-piscas como uma árvore de natal, e vê em si arte ´´das boas´´.
Nunca foi um companheiro, nunca ousou estudar as mentiras para avaliar as verdades. Sempre foi mestre em excluir os campos de centeio que possivelmente poderiam surgir em seu interior.
Para uma ´´inverdade´´ extremamente cruel, eu não apresento tipo algum de condolescencia, eu pego uma panela, coloco a minha critica, o meu lado amargo e reinvento os fatos e exponho a minha verdade. Por que são raras as pessoas peritas em avaliar os fatos de um modo sóbrio.
E se a verdade for luminosa, que se fale aos quatros cantos do mundo; dentro de mim jamais sobra a delicadeza de não observar emoção alheia ( seja esta boa ou ruim)
o resto, nunca me importou.
quarta-feira, março 31, 2010
Livro nascido!

Queridos visitantes, seguidores e amigos, apresento a vocês o meu livro poético ´´Coração Aquecido´´ =). É uma caixinha de metáforas, prosas, contos e pensamentos. Depois de tantos trabalhos, revisões e decisões, finalmente consegui publica-lo por uma editora de minha cidade.
Fazer uma obra é como gerar um filho, dá trabalhos e alegrias. É um livro simples, porém profundo e caloro rs. É, foi feito para aquecer o lado da vida séria, convencional,cinza e fria - acredito piamente que a palavra tem o poder de transformar e aquecer (ou o contrário). É também o trabalho fruto do meu lado lírico e metafórico.
Quem estiver interessado em adquiri-lo, por enquanto, disponibilizo o email da editora e o telefone. O livro custa R$ 25,00.
(081) 33026084-6085 editora@nossalivraria.com.br
Ainda não sei em quais livrarias do Recife (ou Brasil, se vocês solicitarem) estarão disponiveis o livro, mas voltarei com essa informação.
Aos que estão próximos a mim, poderão obter o livro comigo(autografado, claro) haha
beijos!
;)
terça-feira, março 30, 2010
Tu
i
Não consigo fugir de ti. É, deixei que tua presença invisivel amarrasse o meu coração em um pedaço de pano e ficasse colado junto ao teu.E, depois, mesmo assustada com tamanho amor que teus olhos me mostravam, eu não quis mais sair de ti. E tu permanecias dentro de mim. Deixei tu me invadires por que te amei mesmo antes de saber que te amava, não havia como não me render. Foi uma entrega para o sempre; essa coisa vermelha do lado esquerdo do peito é tua sabia?. Sempre foi. Eu fui destinada pelos céus a ser tua, já estava desenhado pelas estrelas, meu coração chamava teu nome desconhecido pelos becos das cidades escuras e solitárias a te procurar. Achei-te. Me achastes. Aquele rosto que outrora te fascinou, deve permanecer vivo em tua memória como um presente dos deuses, para que lembres que estou aqui para ti. Estou aqui mesmo quando minha existencia de afunda em tristezas pretas, estou aqui para ti por que, e apesar de tudo, tu me salvas.
Teu amor me salva, e minhas dores, e nossas pequenas perdas não ultrapassam a iluminosidade graciosa que esse sentimento tem. É uma luz que não pode ser apagada, nem atrapalhada ou diminuída. Esse amor que compartilho contigo precisaa ser cuidado delicadamente, como uma flor miúda e frágil, para que cresca em alegria.
Para que o meu coração, também, recorde que eu nasci para de fazer feliz.
Não consigo fugir de ti. É, deixei que tua presença invisivel amarrasse o meu coração em um pedaço de pano e ficasse colado junto ao teu.E, depois, mesmo assustada com tamanho amor que teus olhos me mostravam, eu não quis mais sair de ti. E tu permanecias dentro de mim. Deixei tu me invadires por que te amei mesmo antes de saber que te amava, não havia como não me render. Foi uma entrega para o sempre; essa coisa vermelha do lado esquerdo do peito é tua sabia?. Sempre foi. Eu fui destinada pelos céus a ser tua, já estava desenhado pelas estrelas, meu coração chamava teu nome desconhecido pelos becos das cidades escuras e solitárias a te procurar. Achei-te. Me achastes. Aquele rosto que outrora te fascinou, deve permanecer vivo em tua memória como um presente dos deuses, para que lembres que estou aqui para ti. Estou aqui mesmo quando minha existencia de afunda em tristezas pretas, estou aqui para ti por que, e apesar de tudo, tu me salvas.
Teu amor me salva, e minhas dores, e nossas pequenas perdas não ultrapassam a iluminosidade graciosa que esse sentimento tem. É uma luz que não pode ser apagada, nem atrapalhada ou diminuída. Esse amor que compartilho contigo precisaa ser cuidado delicadamente, como uma flor miúda e frágil, para que cresca em alegria.
Para que o meu coração, também, recorde que eu nasci para de fazer feliz.
domingo, março 28, 2010
Ninho
p
Então ele havia partido. Para o céu? não sei. O corpinho ferido devido à doença, enfaixado em forma de um laço, era muito triste. Era um presente da dor. Ele não poderia ter ficado; não, eu sabia que não. Lembro-me do seu olhar preto e inocente. Da sua maneira de chamar atenção para pedir carinho - foi como um daqueles presentes da vida que te fazem crescer. As vezes, sinto-o perto de mim, como se pudesse ainda sentir sua presença concreta e ouvir a voz que ele não possuia. Me tocava. E me fez mais compreensiva, mais amorosa. Um amor incondicional.
A vida passa tão rápido para alguns. Se eu soubesse que estava vendo-o pela ultima vez quando parti, o teria abraçado e dito ´´te amo´´, mesmo que ele não pudesse entender. Parado na porta, a fitar-me, parecia que realmente estava querendo dizer adeus de maneira silênciosa.
Então chorei. Chorei por que senti o que iria acontecer. Intimamente, sabia que aquele era um Adeus.
Olhei para trás e deixei que a imagem dele, pequenina, pudesse permanecer de forma doce na minha mente.
Sei que ele sentiu o meu amor.
E o que eu dói, agora, é uma saudadezinha que me visita de vez em quando.
Então ele havia partido. Para o céu? não sei. O corpinho ferido devido à doença, enfaixado em forma de um laço, era muito triste. Era um presente da dor. Ele não poderia ter ficado; não, eu sabia que não. Lembro-me do seu olhar preto e inocente. Da sua maneira de chamar atenção para pedir carinho - foi como um daqueles presentes da vida que te fazem crescer. As vezes, sinto-o perto de mim, como se pudesse ainda sentir sua presença concreta e ouvir a voz que ele não possuia. Me tocava. E me fez mais compreensiva, mais amorosa. Um amor incondicional.
A vida passa tão rápido para alguns. Se eu soubesse que estava vendo-o pela ultima vez quando parti, o teria abraçado e dito ´´te amo´´, mesmo que ele não pudesse entender. Parado na porta, a fitar-me, parecia que realmente estava querendo dizer adeus de maneira silênciosa.
Então chorei. Chorei por que senti o que iria acontecer. Intimamente, sabia que aquele era um Adeus.
Olhei para trás e deixei que a imagem dele, pequenina, pudesse permanecer de forma doce na minha mente.
Sei que ele sentiu o meu amor.
E o que eu dói, agora, é uma saudadezinha que me visita de vez em quando.
sábado, março 20, 2010
Me leva.
Nevava. Nevava demais ao meu redor. O branco puro me dava uma especie de pânico, minhas mãos já estavam ficando anestesiadas. Eu realmente odiava aquele frio.
não sabia para onde ir, estava perdida em um deserto de gelo,um deserto inteiramente branco e esteril.
Eu queria perder a paciência, deitar naquele colchao de gelo fofo e afundar nele, congelar até que meu corpo desistisse de gerar calor.
Mas havia algo que lutava dentro de mim, uma imagem, uma imagem gloriosa que não se apagava. Era tão doce que aquecia.
Por dentro, pedia fervorosamente que um anjo viesse do céu e me tirasse dali.
Queria ir de encontro ao que pulsava dentro de mim, ao amor que eu havia visualizado dentro de mim, e eu sabia que ele estaria alí, em algum lugar perdido.
Como pudera ir tão longe, em busca de solidão e silêncio? como pudera estar agora arrependida pelo ato idiota que havia cometido?. Como escolher as correntes da crença e da desesperança?
Eu caminhava a prumo, com minhas botas pretas cheias de neve, atordoada, quase chorando, em busca, eternamente em busca.
Em busca de quem precisava de mim.
Meu corpo todo dolorido, era fonte de uma tristeza que virara minha companheira velha; havia acostumado-me a dormir em torno dessa solidão que a tristeza me trazia, quando estava perto de mim e deixava marcas em minha pele
Cansava, mas havia amor demais em meu coração, e isso me levava como em uma correnteza do rio.
É, então corri. Eu ouvira o barulho de um animal se aproximando devagar, depois, em uma olhava pude confirmar. Não sabia que animal era aquele, minha mente se turvara na adrenalina e no instinto de sobrevivencia.
Minhas pernas me levaram ao mais longe possível, meu corpo me levava, tudo me levava, quem me levava? Eu já não morava mais em mim.
O corpo cansado e dolorido, a mente confusa e o coração solitário tornavam-me um pacote de vida sem alma.
E então, eu desmaiei. Acho que apaguei por que quis me entregar, tinha chegado ao limite toda aquela loucura. Não suportava mais. Só queria encontra-lo.
Sim, foi uma boa sensação,todas as imagens na minha mente, o sorriso e aqueles olhos a fitarem-me me deixaram em extase. Era como presenciar o milagre mais lindo da vida. O animal já não estava mais lá (era apenas fruto de minha imaginaçã?); então me entreguei.
Meu corpo ali deitado no gelo, e a mente devagar, fraca...tentando sobreviver, apagou por um tempo ao qual eu não pude calcular, apenas me entreguei.
Foi então que, subitamente, alguem se aproximava.
Não soube como explicar, mas senti a presença ali com a minha intuição; uma alegria contagiou todo o meu corpo, como se uma carga eletrica estivesse me atingido.
Era algo incrivelmente surreal. Aqueles passos lentos tão familiares chegaram perto, tocou o meu rosto e depois o pulso.
Um toque quente e macio, depois uma voz aveludada ´´você está bem´´?, e meus olhos ainda tentavam entrar em foco para olhar um homem de olhos triste e barba mal feita.
Ele, era simplesmente ele - era ele quem aparecia em meus sonhos, chamando o meu nome, contando-me estorias. Era ele alí, como no sonho ( eu estava sonhado ou havia entrado no paraíso)...aquele homem era apenas um anjo ou eu havia encontrado a minha busca?
não sabia para onde ir, estava perdida em um deserto de gelo,um deserto inteiramente branco e esteril.
Eu queria perder a paciência, deitar naquele colchao de gelo fofo e afundar nele, congelar até que meu corpo desistisse de gerar calor.
Mas havia algo que lutava dentro de mim, uma imagem, uma imagem gloriosa que não se apagava. Era tão doce que aquecia.
Por dentro, pedia fervorosamente que um anjo viesse do céu e me tirasse dali.
Queria ir de encontro ao que pulsava dentro de mim, ao amor que eu havia visualizado dentro de mim, e eu sabia que ele estaria alí, em algum lugar perdido.
Como pudera ir tão longe, em busca de solidão e silêncio? como pudera estar agora arrependida pelo ato idiota que havia cometido?. Como escolher as correntes da crença e da desesperança?
Eu caminhava a prumo, com minhas botas pretas cheias de neve, atordoada, quase chorando, em busca, eternamente em busca.
Em busca de quem precisava de mim.
Meu corpo todo dolorido, era fonte de uma tristeza que virara minha companheira velha; havia acostumado-me a dormir em torno dessa solidão que a tristeza me trazia, quando estava perto de mim e deixava marcas em minha pele
Cansava, mas havia amor demais em meu coração, e isso me levava como em uma correnteza do rio.
É, então corri. Eu ouvira o barulho de um animal se aproximando devagar, depois, em uma olhava pude confirmar. Não sabia que animal era aquele, minha mente se turvara na adrenalina e no instinto de sobrevivencia.
Minhas pernas me levaram ao mais longe possível, meu corpo me levava, tudo me levava, quem me levava? Eu já não morava mais em mim.
O corpo cansado e dolorido, a mente confusa e o coração solitário tornavam-me um pacote de vida sem alma.
E então, eu desmaiei. Acho que apaguei por que quis me entregar, tinha chegado ao limite toda aquela loucura. Não suportava mais. Só queria encontra-lo.
Sim, foi uma boa sensação,todas as imagens na minha mente, o sorriso e aqueles olhos a fitarem-me me deixaram em extase. Era como presenciar o milagre mais lindo da vida. O animal já não estava mais lá (era apenas fruto de minha imaginaçã?); então me entreguei.
Meu corpo ali deitado no gelo, e a mente devagar, fraca...tentando sobreviver, apagou por um tempo ao qual eu não pude calcular, apenas me entreguei.
Foi então que, subitamente, alguem se aproximava.
Não soube como explicar, mas senti a presença ali com a minha intuição; uma alegria contagiou todo o meu corpo, como se uma carga eletrica estivesse me atingido.
Era algo incrivelmente surreal. Aqueles passos lentos tão familiares chegaram perto, tocou o meu rosto e depois o pulso.
Um toque quente e macio, depois uma voz aveludada ´´você está bem´´?, e meus olhos ainda tentavam entrar em foco para olhar um homem de olhos triste e barba mal feita.
Ele, era simplesmente ele - era ele quem aparecia em meus sonhos, chamando o meu nome, contando-me estorias. Era ele alí, como no sonho ( eu estava sonhado ou havia entrado no paraíso)...aquele homem era apenas um anjo ou eu havia encontrado a minha busca?
segunda-feira, março 15, 2010
Coração longíquo.
sabe,
se você soubesse que a cada minuto que passava, meu corpo gritava em dor pela tua ausência, e se você pudesse sentir tal dor, talvez, virias correndo e me colocarias em teus braços.
Não estás quando mais preciso, e quando e mais precisei, não estivestes.
Não culpo a distância, não posso culpar ninguém. Continuei gritando, e meu coração nunca parou de chamar por ti.
Procuro algo nesse meio embaralhado para justificar toda essa trama triste que se desenvolveu onde eu não te acho. Não, eu não sei onde estás agora, mas o guardo em meu coração.
Parece que mergulhei em um oceano sem saber a profundida, assim, sem sensatez; mergulhei por que talvez minha alma quisesse ser lavada.
Mergulhei por que um dia, nesse mesmo oceano, eu mergulhei e te achei.
Não parece, eu realmente mergulhei.
Então vi teu rosto nas profundezas, e sorrias, e a morte ali de perto, não me dava medo, era convidativa.
E tu me chamavas, e não havia mais dor.
E tua voz era como uma melodia.
Nem mesmo a água salgada que entrava em meus pulmões incomodava.
Tua imagem alí, tão vívida e bonita me hipnotizava, e não havia mais dor.
De tipo algum. Não haviam mais lágrimas.
Só uma calmaria dentro de mim, a me invadir, a me levar pra perto de ti.
Somente com a morte para te encontrar novamente?
se você soubesse que a cada minuto que passava, meu corpo gritava em dor pela tua ausência, e se você pudesse sentir tal dor, talvez, virias correndo e me colocarias em teus braços.
Não estás quando mais preciso, e quando e mais precisei, não estivestes.
Não culpo a distância, não posso culpar ninguém. Continuei gritando, e meu coração nunca parou de chamar por ti.
Procuro algo nesse meio embaralhado para justificar toda essa trama triste que se desenvolveu onde eu não te acho. Não, eu não sei onde estás agora, mas o guardo em meu coração.
Parece que mergulhei em um oceano sem saber a profundida, assim, sem sensatez; mergulhei por que talvez minha alma quisesse ser lavada.
Mergulhei por que um dia, nesse mesmo oceano, eu mergulhei e te achei.
Não parece, eu realmente mergulhei.
Então vi teu rosto nas profundezas, e sorrias, e a morte ali de perto, não me dava medo, era convidativa.
E tu me chamavas, e não havia mais dor.
E tua voz era como uma melodia.
Nem mesmo a água salgada que entrava em meus pulmões incomodava.
Tua imagem alí, tão vívida e bonita me hipnotizava, e não havia mais dor.
De tipo algum. Não haviam mais lágrimas.
Só uma calmaria dentro de mim, a me invadir, a me levar pra perto de ti.
Somente com a morte para te encontrar novamente?
sábado, março 13, 2010
Frio
r
eu tive uma alma. a um longo tempo atras, eu poderia dizer que eu tive uma alma e ela brilhava como o sol acima dos meus cabelos.
era tão acolhedora e quente que atraia o mais frio dos sentimentos e ali se instalava como um ácaro escondido entre as fibras do meu travesseiro.
e me causava mal.
e me dava repulsa. Mas havia em mim tambem, e apesar de tudo, uma serenidade da profundeza de um oceano rico.
Nada me abalava por muito tempo, sempre volto ao estado natural dos átomos que serenissimamente repousam em mim.
Sorrateiramente, para o meu espanto, um dia acordei e percebi que em mim não existia mais aquela pulsação da vida - o meu coração tinha sido roubado, arrancado de forma rude e levado com a minha preciosa alma.
E uma dor lascivante ficou.
E um frio foi depositado. E eu não mais brilhava - uma noite fora plantada em mim sem a ausencia do calor humano. Sem lágrimas, e com muito sangue, como uma obra mal feita de um quadro modernista.
(nao, nao gosto de seguir regras).
eu tive uma alma. a um longo tempo atras, eu poderia dizer que eu tive uma alma e ela brilhava como o sol acima dos meus cabelos.
era tão acolhedora e quente que atraia o mais frio dos sentimentos e ali se instalava como um ácaro escondido entre as fibras do meu travesseiro.
e me causava mal.
e me dava repulsa. Mas havia em mim tambem, e apesar de tudo, uma serenidade da profundeza de um oceano rico.
Nada me abalava por muito tempo, sempre volto ao estado natural dos átomos que serenissimamente repousam em mim.
Sorrateiramente, para o meu espanto, um dia acordei e percebi que em mim não existia mais aquela pulsação da vida - o meu coração tinha sido roubado, arrancado de forma rude e levado com a minha preciosa alma.
E uma dor lascivante ficou.
E um frio foi depositado. E eu não mais brilhava - uma noite fora plantada em mim sem a ausencia do calor humano. Sem lágrimas, e com muito sangue, como uma obra mal feita de um quadro modernista.
(nao, nao gosto de seguir regras).
quarta-feira, março 10, 2010
Sobre isso.
+
Algumas vezes fui frágil como uma flor em seu caule. Os espinhos não pareciam fazer o seu trabalho alí, tudo me feria e eu despedaçava facilmente. Eu não sei em que primavera eu devo ter mudado, mas não notei algo surgindo aqui dentro.
A força tornou-se uma proteção ao meu redor, a segurança de viver no íntimo do mundo me fez mais viva. E então, nada poderia me matar. Eu era, e não sabia, como uma canção que nunca morre, que ultrapassa os séculos a embalar as almas sensiveis, inofensiva e doces.
Estava aí o meu maior mistério e o meu milagre, me redescobri no universo partícular de um mundo invisível onde as partículas se desfaziam. Nada me restava senão voar levemente como um pássaro em busca do sol, em busca da ultima plenitude ao qual a minha alma cativante gritava. Era uma entrega.
Algumas vezes fui frágil como uma flor em seu caule. Os espinhos não pareciam fazer o seu trabalho alí, tudo me feria e eu despedaçava facilmente. Eu não sei em que primavera eu devo ter mudado, mas não notei algo surgindo aqui dentro.
A força tornou-se uma proteção ao meu redor, a segurança de viver no íntimo do mundo me fez mais viva. E então, nada poderia me matar. Eu era, e não sabia, como uma canção que nunca morre, que ultrapassa os séculos a embalar as almas sensiveis, inofensiva e doces.
Estava aí o meu maior mistério e o meu milagre, me redescobri no universo partícular de um mundo invisível onde as partículas se desfaziam. Nada me restava senão voar levemente como um pássaro em busca do sol, em busca da ultima plenitude ao qual a minha alma cativante gritava. Era uma entrega.
terça-feira, março 09, 2010
Morto.
{...`}
E uma noita, assim, sem drama, caíra sobre mim de forma prudente. Os olhos já então vermelhos, turvavam a minha visão já dolorida pela escuridão. Não era eu que jazia ali, era apenas um corpo branco e imaculado, tocado apenas pelo amor. Eu não sobrevivera a tamanha perda, era tão cruel aquele abismo que se transformara no tempo frio. As montanhas a dançar sobre as janelas do meu quarto pareciam alegres, tudo era perfeitamente vivo e colorido. Minha alma, entretanto, estava tão morta quanto o silêncio de uma noite escura. Para onde ela fora? Quem gritava o meu nome na escuridão de forma pura?
E uma noita, assim, sem drama, caíra sobre mim de forma prudente. Os olhos já então vermelhos, turvavam a minha visão já dolorida pela escuridão. Não era eu que jazia ali, era apenas um corpo branco e imaculado, tocado apenas pelo amor. Eu não sobrevivera a tamanha perda, era tão cruel aquele abismo que se transformara no tempo frio. As montanhas a dançar sobre as janelas do meu quarto pareciam alegres, tudo era perfeitamente vivo e colorido. Minha alma, entretanto, estava tão morta quanto o silêncio de uma noite escura. Para onde ela fora? Quem gritava o meu nome na escuridão de forma pura?
quinta-feira, março 04, 2010
Necropole.
Havia um cheiro imprecuscrito no quarto de uma maneira intensa. Eu conhecia aquele cheiro, era o da decomposição misturado com um aroma doce. Mas um doce nauseante, da cor cinza. É, os cheiros pareciam ter cores, como em uma história em preto e branco.
Tão sombrio era aquilo - os corpos todos espalhados pelo chão, as faces cadavericas contorcidas e esquecidas ali.
Olhando tantos corpos percebi como éramos fragéis, como pareciamos com formigas esmagadas, e no entando, tinhamos criado um enorme louvor ao redor da nossa existencia. Não, não era bem um louvor, veja bem - era prepotência.
Uns julgando maioridade em cima de outros e, no fim, algo abaixo de nós havia destruído a todos, deixado corpos na areia da praia como bonecos de plástico.
Não havia mais uma divisão certa entre o quarto e logo a praia que se extendia a poucos metros de onde eu estava. Alí, em meio a tanto caos, parecia que tantos anos de construções e dinheiro, não eram nada.
Constatar esse cenário era atordoante, quantas vidas foram ceifadas... a morte passeara por alí, e num impeto, levara milhares de vida.
Nada estava vivo, senão a minha pessoa, mas ao longe eu podia escutar algo. Era um som baixo, mas vivo, sombriamente vivo.
Não parecia ser um bicho, parecia ser um choro. Um choro de um bebê ainda frágil.
Algo dentro de mim parecia misturar-se à face doce e morta ao meu redor; aquele cheiro já começara a penetrar profundamente em meus poros. Eu estaria entrando em alucinação ou aquele som era realmente audível e real?
Aquele choro insistente que aparecia constantemente em minha cabeça, o choro de um bebê que aparecera nos meus sonhos, embrulhado em uma manta branca e envolto de uma aura dourada. Era quase enlouquecedor, peguei-me perguntando se era mais sensato fazer o meu trabalho ou apenas ir em busca de um som que poderia não ser real.
Levantei-me da areia, fui caminhando com dificuldade entre os corpos pálidos e rígidos, eu estava com medo. Nunca vira tantos corpos juntos e mortos assim; não se comparavam aos corpos desfigurados de uma sala de anatomia.
A beleza da água do mar à minha frente era incrivelmente contrastante com o que meus olhos podiam observar.
Caminhei lentamente ate ir em direção do choro, e ele me levava a um amontoado de caixas e entulhos, pedaços de concreto - tudo o que a água havia depositado ali de forma bagunçada. Sim, era o choro, o choro de um bebê. E era tão audível, doce e real. E emocionante.
Um bracinho branco mexia-se de forma nervosa, para o meus espanto, entre alguns pedaços de concreto. Havia formado ali uma especie de gruta em torno da criança, era uma coisa quase feita por mãos humanas. Mas não eram mão humanas que tinham estado alí.
Algo sobrenatural parecia ter posto o corpinho da criança com cuidado na areia e a protegido em torno de pedras.
Era quase um milagre, um bebê sobreviver em meio aquilo tudo, em meio aquele fim de mundo. Intensamente perturbador reconhecer a face de uma criaturinha tão pequena em meu sonho - que destino havia levado-me até aquele bebê?
Pensei com os meus botões que, depois de tantos anos, desejando ter alguém em meus braços, ao qual pudesse embalar, a vida poderia trazer-me um presente.
Mas eu realmente nao imaginava que poderia ser daquela maneira; um milagre em meio a corpos em decomposição, como um presente perfeito da natureza.
Sim, ele havia aparecido várias vezes antes de cruzar pelo meu caminho. Aquela criaturinha deveria ser muito especial.
Alguns misterios, pensei, são quase assustadores. Mas naquela tarde senti que era guiada por uma força maior, de uma forma ao qual não poderia sair de alguns acontecimentos.
Como se o destino já estivesse ali traçado, pronto a acontecer. Ou tudo seria apenas fruto do poder de meus desejos e pensamentos?
Havia um milagre ali, cruzando com o meu destino e com a morte, e aquilo parecia maravilhoso. Uma mistura entre o doce e o amargo.
Tão sombrio era aquilo - os corpos todos espalhados pelo chão, as faces cadavericas contorcidas e esquecidas ali.
Olhando tantos corpos percebi como éramos fragéis, como pareciamos com formigas esmagadas, e no entando, tinhamos criado um enorme louvor ao redor da nossa existencia. Não, não era bem um louvor, veja bem - era prepotência.
Uns julgando maioridade em cima de outros e, no fim, algo abaixo de nós havia destruído a todos, deixado corpos na areia da praia como bonecos de plástico.
Não havia mais uma divisão certa entre o quarto e logo a praia que se extendia a poucos metros de onde eu estava. Alí, em meio a tanto caos, parecia que tantos anos de construções e dinheiro, não eram nada.
Constatar esse cenário era atordoante, quantas vidas foram ceifadas... a morte passeara por alí, e num impeto, levara milhares de vida.
Nada estava vivo, senão a minha pessoa, mas ao longe eu podia escutar algo. Era um som baixo, mas vivo, sombriamente vivo.
Não parecia ser um bicho, parecia ser um choro. Um choro de um bebê ainda frágil.
Algo dentro de mim parecia misturar-se à face doce e morta ao meu redor; aquele cheiro já começara a penetrar profundamente em meus poros. Eu estaria entrando em alucinação ou aquele som era realmente audível e real?
Aquele choro insistente que aparecia constantemente em minha cabeça, o choro de um bebê que aparecera nos meus sonhos, embrulhado em uma manta branca e envolto de uma aura dourada. Era quase enlouquecedor, peguei-me perguntando se era mais sensato fazer o meu trabalho ou apenas ir em busca de um som que poderia não ser real.
Levantei-me da areia, fui caminhando com dificuldade entre os corpos pálidos e rígidos, eu estava com medo. Nunca vira tantos corpos juntos e mortos assim; não se comparavam aos corpos desfigurados de uma sala de anatomia.
A beleza da água do mar à minha frente era incrivelmente contrastante com o que meus olhos podiam observar.
Caminhei lentamente ate ir em direção do choro, e ele me levava a um amontoado de caixas e entulhos, pedaços de concreto - tudo o que a água havia depositado ali de forma bagunçada. Sim, era o choro, o choro de um bebê. E era tão audível, doce e real. E emocionante.
Um bracinho branco mexia-se de forma nervosa, para o meus espanto, entre alguns pedaços de concreto. Havia formado ali uma especie de gruta em torno da criança, era uma coisa quase feita por mãos humanas. Mas não eram mão humanas que tinham estado alí.
Algo sobrenatural parecia ter posto o corpinho da criança com cuidado na areia e a protegido em torno de pedras.
Era quase um milagre, um bebê sobreviver em meio aquilo tudo, em meio aquele fim de mundo. Intensamente perturbador reconhecer a face de uma criaturinha tão pequena em meu sonho - que destino havia levado-me até aquele bebê?
Pensei com os meus botões que, depois de tantos anos, desejando ter alguém em meus braços, ao qual pudesse embalar, a vida poderia trazer-me um presente.
Mas eu realmente nao imaginava que poderia ser daquela maneira; um milagre em meio a corpos em decomposição, como um presente perfeito da natureza.
Sim, ele havia aparecido várias vezes antes de cruzar pelo meu caminho. Aquela criaturinha deveria ser muito especial.
Alguns misterios, pensei, são quase assustadores. Mas naquela tarde senti que era guiada por uma força maior, de uma forma ao qual não poderia sair de alguns acontecimentos.
Como se o destino já estivesse ali traçado, pronto a acontecer. Ou tudo seria apenas fruto do poder de meus desejos e pensamentos?
Havia um milagre ali, cruzando com o meu destino e com a morte, e aquilo parecia maravilhoso. Uma mistura entre o doce e o amargo.
quarta-feira, março 03, 2010
Entrevista com um Vampiro.
0
´´- Mas ele acreditou que tivesse sido possuído pelo diabo.
- Esta é uma idéia muito mais mundana - disse o vampiro imediatamente. - As pessoas que param de crer em Deus ou na bondade continuam a acreditar no diabo. Não sei por que. Não, realmente não sei por que. O mal é sempre possível. E a bondade é eternamente difícil. Mas, precisa compreender, na verdade a possessão é um outro modo de se dizer que alguém está louco.´´
Página 12.
´´- Mas ele acreditou que tivesse sido possuído pelo diabo.
- Esta é uma idéia muito mais mundana - disse o vampiro imediatamente. - As pessoas que param de crer em Deus ou na bondade continuam a acreditar no diabo. Não sei por que. Não, realmente não sei por que. O mal é sempre possível. E a bondade é eternamente difícil. Mas, precisa compreender, na verdade a possessão é um outro modo de se dizer que alguém está louco.´´
Página 12.
domingo, fevereiro 28, 2010
sobre o fim do mundo
9
O mundo começou a acabar desde que o homem saiu das cavernas. Evolui o cérebro, ganhou massa cinzenta, mas declinou em questão de consciência. Não é preciso aplicar teorias cientificas ou religiosas, o mundo acaba para o homem por que ele já destroi a si mesmo e não nota. Achamos que podemos destruir partes do planeta sem que ele crie mecanismos de renovação(esses desastres naturais), é uma tremenda estupidez e falta de observação. Se fossemos realmente como os macacos,animais como os outros animais, que diferentemente de nós, vive em perfeita harmonia no habitat, talvez não iriamos comporta-nos como bactérias neste planeta. Mas continuamos pensando que não somos animais, e sim uma COISA superior...
O mundo começou a acabar desde que o homem saiu das cavernas. Evolui o cérebro, ganhou massa cinzenta, mas declinou em questão de consciência. Não é preciso aplicar teorias cientificas ou religiosas, o mundo acaba para o homem por que ele já destroi a si mesmo e não nota. Achamos que podemos destruir partes do planeta sem que ele crie mecanismos de renovação(esses desastres naturais), é uma tremenda estupidez e falta de observação. Se fossemos realmente como os macacos,animais como os outros animais, que diferentemente de nós, vive em perfeita harmonia no habitat, talvez não iriamos comporta-nos como bactérias neste planeta. Mas continuamos pensando que não somos animais, e sim uma COISA superior...
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
teus olhos.
Passei pelos teus olhos, me perdi neles.
Há algo que não se pode escrever ou pronunciar, é como uma labareda que aquece ao corpo com frio.
É uma euforia que me faz te amar ainda mais.
É como olhar a tua alma por uma fechadura e me maravilhar com o pouco que posso ver; tua existência é como um milagre doce e sorridente.
Há algo que não se pode escrever ou pronunciar, é como uma labareda que aquece ao corpo com frio.
É uma euforia que me faz te amar ainda mais.
É como olhar a tua alma por uma fechadura e me maravilhar com o pouco que posso ver; tua existência é como um milagre doce e sorridente.
O que não toca.
A Garota sentada no alto de uma poltrona, de cabelos amarelos, me olha com espanto. Ela parece um querubim, ou um passarinho de olhar puro no meio da cidade tão poluída e cinza; um contraste quase assustador. Eu não consigo parar de olha-la, parece haver nela uma mensagem viva e calorosa, uma mensagem que atravessa as ondas de rádios e chega até aqui.
Ela me dá um sorrisinho de boas vindas, em seu diálogo interno, e isso me faz lembrar uma bala colorida em meio as calçadas cinzas.Sua mãe incomoda-se e lança olhares furtivos e quase ferozes, mas ela não parece perceber a maldade que a cerca, tão nova na terra.
Segura em si, com os olhos tão grandes e azuis penetrando a minha alma e lendo os meus registros internos, eu percebo que, entre eu e ela não há muita diferença. Sua pureza e sua solidariedade intocáveis ainda são brilhantes. Eu com um corpo de 1, 65, e uma idade secular de 22 anos - internamente, apenas uma criança que não sabe mentir muito bem.
Eu não sei do que pode ser feita a experiência de vida. Em que idade, verdadeiramente, eu preciso estacionar para lembrar que eu tenho uma essencia? eu não consigo aprender nos livros o que é mais essencial num ser humano, afinal, o meu olhar deve ser engolido pela razão?. Eu acredito na razão, e eu poderia jurar que alguma vez me apaxonei desvairadamente por ela.
Mas paixões são fugidias, eu queria o amor. Nem Freud poderia ter me excitado tanto quanto o meu desejo de obter o amor puramente. Eu queria sentir, de alguma forma. Sentir ao olhar algo ou os olhos de algum outro ser humano, mas eu não era bem vinda. Para onde eu olhava haviam apenas corpos fechados e apáticos.
Uma expressão tão sutil, sem rebuscamentos, sem soberbas intelectuais ensinou-me em poucos segundos algo ao qual, depois de 278 páginas de filosofia, não conseguiram ensinar. Você pode obter o conhecimento, você pode obter um phd, mas se as portas internas não estiverem abertas, você não terá aprendido nada.
Eu não creio que a teoria mais profunda e culta possa me ensinar a viver, mas eu sei que eu posso aprender sobre a vida a SENTINDO-A.
Ela me dá um sorrisinho de boas vindas, em seu diálogo interno, e isso me faz lembrar uma bala colorida em meio as calçadas cinzas.Sua mãe incomoda-se e lança olhares furtivos e quase ferozes, mas ela não parece perceber a maldade que a cerca, tão nova na terra.
Segura em si, com os olhos tão grandes e azuis penetrando a minha alma e lendo os meus registros internos, eu percebo que, entre eu e ela não há muita diferença. Sua pureza e sua solidariedade intocáveis ainda são brilhantes. Eu com um corpo de 1, 65, e uma idade secular de 22 anos - internamente, apenas uma criança que não sabe mentir muito bem.
Eu não sei do que pode ser feita a experiência de vida. Em que idade, verdadeiramente, eu preciso estacionar para lembrar que eu tenho uma essencia? eu não consigo aprender nos livros o que é mais essencial num ser humano, afinal, o meu olhar deve ser engolido pela razão?. Eu acredito na razão, e eu poderia jurar que alguma vez me apaxonei desvairadamente por ela.
Mas paixões são fugidias, eu queria o amor. Nem Freud poderia ter me excitado tanto quanto o meu desejo de obter o amor puramente. Eu queria sentir, de alguma forma. Sentir ao olhar algo ou os olhos de algum outro ser humano, mas eu não era bem vinda. Para onde eu olhava haviam apenas corpos fechados e apáticos.
Uma expressão tão sutil, sem rebuscamentos, sem soberbas intelectuais ensinou-me em poucos segundos algo ao qual, depois de 278 páginas de filosofia, não conseguiram ensinar. Você pode obter o conhecimento, você pode obter um phd, mas se as portas internas não estiverem abertas, você não terá aprendido nada.
Eu não creio que a teoria mais profunda e culta possa me ensinar a viver, mas eu sei que eu posso aprender sobre a vida a SENTINDO-A.
for the bird.
Me encontro apalpando algo dentro do meu tórax como um médico procura a doença em um corpo aberto. Sangra, mas eu insisto.
Não sei a que procuro - se a mim mesma, ou ao teu rosto.
Tornamo-nos apenas um.
Uma dor, quase alucinante, do lado esquerdo do meu peito, chama o teu nome.
A falta da tua gloriosa imagem ao meu lado, constrói muralhas entre a felicidade e o desespero.
A cada tic-taquear do relógio, meu coração ansia por encontrar o teu numa imensidão perdida.
Talvez se eu pudesse correr tão depressa, o destino seria apenas ir aos teus braços, e aí me perder para nunca mais voltar.
Tento preencher a noite altiva e invivída com palavras para esquecer que estou aqui, e não do teu lado. Mas isso não me basta, te-lo apenas na memória não me aquece.
E o silêncio gultural é tão assustador como jamais foi.
A minha fome do teu amor é grande, ruge como um leão, é como uma fogueira a trepitar na escuridão.
Queima, mas aquece verdadeiramente.
Não sei a que procuro - se a mim mesma, ou ao teu rosto.
Tornamo-nos apenas um.
Uma dor, quase alucinante, do lado esquerdo do meu peito, chama o teu nome.
A falta da tua gloriosa imagem ao meu lado, constrói muralhas entre a felicidade e o desespero.
A cada tic-taquear do relógio, meu coração ansia por encontrar o teu numa imensidão perdida.
Talvez se eu pudesse correr tão depressa, o destino seria apenas ir aos teus braços, e aí me perder para nunca mais voltar.
Tento preencher a noite altiva e invivída com palavras para esquecer que estou aqui, e não do teu lado. Mas isso não me basta, te-lo apenas na memória não me aquece.
E o silêncio gultural é tão assustador como jamais foi.
A minha fome do teu amor é grande, ruge como um leão, é como uma fogueira a trepitar na escuridão.
Queima, mas aquece verdadeiramente.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Demais
r
Quando desejo o mais profundo emprego do termo que possa esconder o fundo do meu oceano, acabo atraindo fantasmas alheios que não conseguem me deixar em paz. É quase simples. É como aquela batida na porta de uma falsa ausência. É como aquele arrepio que me faz tremer de medo. É. Tudo pode se fazer presente, mas o que me é essencial está longe, muito longe.
Durmo com fantasmas batendo em minha porta, mas acordo com um sorriso em minha mente, não posso esquece-lo.
Jamais.
Quando desejo o mais profundo emprego do termo que possa esconder o fundo do meu oceano, acabo atraindo fantasmas alheios que não conseguem me deixar em paz. É quase simples. É como aquela batida na porta de uma falsa ausência. É como aquele arrepio que me faz tremer de medo. É. Tudo pode se fazer presente, mas o que me é essencial está longe, muito longe.
Durmo com fantasmas batendo em minha porta, mas acordo com um sorriso em minha mente, não posso esquece-lo.
Jamais.
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Sobre hoje.
Se eu pudesse escolher tudo antes de nascer seria assim:
Eu habitaria em uma casa simples, mas feliz. Uma casinha com muito verde a sua volta, com muitos pássaros e borboletas. Sem carros, sem barulhos, sem pessoas estressadas e frias. Apenas o tintilar na natureza pura e sagrada ao meu redor. Apenas a sensação de uma abraço matriarcal em torno da minha alma. Isso para mim bastaria, eu estaria conectada com o que pode ser mais profundo na vida.
Mas, como não tive isso, ou ainda não posso escolher exatamente tal cenário, conformo-me em apreciar a natureza que se esconde timidamente em mim. É quando permito que a graça da natureza habite aqui dentro de uma forma colorida, saltintante de alegria, livre como os élfiros que correm pelos ares.
A vida nunca foi feita do que podemos ter ou só o que podemos ver,não é?
- Descasque as camadas da cebola e vá para o centro.
Eu habitaria em uma casa simples, mas feliz. Uma casinha com muito verde a sua volta, com muitos pássaros e borboletas. Sem carros, sem barulhos, sem pessoas estressadas e frias. Apenas o tintilar na natureza pura e sagrada ao meu redor. Apenas a sensação de uma abraço matriarcal em torno da minha alma. Isso para mim bastaria, eu estaria conectada com o que pode ser mais profundo na vida.
Mas, como não tive isso, ou ainda não posso escolher exatamente tal cenário, conformo-me em apreciar a natureza que se esconde timidamente em mim. É quando permito que a graça da natureza habite aqui dentro de uma forma colorida, saltintante de alegria, livre como os élfiros que correm pelos ares.
A vida nunca foi feita do que podemos ter ou só o que podemos ver,não é?
- Descasque as camadas da cebola e vá para o centro.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Agora.
Erga a voz ao vento e grita as tuas palavras sagradas, onde está a tua voz?. Elas são fortes como a tempestade que se extende à praia ante os teus olhos; não há fracassos pela frente e não há como ter um semblante claro e prateado como a luz acima de nós. Tua alma já é alva com um cristal brilhante. As formas já foram quebradas, e para onde estão te levando? Permita-se pegar-te pela mãos e voar contigo a um lugar onde nós poderemos ser uma única pulsação. Uma única exitencia em um coração que bombeia sangue de um amor puro. Não voe para tão longe, isso me quebraria em pedaços, ainda que em mim habite uma mulher de raizes profundas e seguras. Faço parte da mesma parte que habita ai dentro da tua essencia sagrada, eis ai a verdade mais gritante ao qual meus olhos falam constantemente quando lembro de tua pessoa.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
sexta-feira, janeiro 29, 2010
Era como o vento.
Talvez eu tenha morrido numa tarde quente de verão, sentada debaixo de uma árvore, esperando você chegar. Mas você nunca chegou e meus passos foram quebrados lentamente e dolorosamente até infiltrarem-se pelos atrios e ventriculos do meu coração e quebra-los também.
Não houveram guerras, não houveram lágrimas, não sei por que meu amor foi partido em mil pedaços, esquecido ao vento, torrado como areia.
Algum dia você me amou?, algum dia percebeu que minha alma cantava enquanto dançavamos na sala iluminada, quando fazia frio, e eu te olhava vomitando amores pelo olhar?.
Meu olhar poderia aquecer um quarteirão ou o universo inteiro, havia em mim um amor de flores maior do que eu poderia imaginar.
Queimava dentro do meu peito, as vezes chegava a ser doloroso, mas era doce. Cantava para transceder as coisas que eu não poderia alcançar; era como se ele tentasse pegar em tua mão e traze-lo aos meus braços, mas tu nunca vinhas.
As idas e vindas, como as ondas do mar, eram quase violentas, ardia em minha pele a ausencia tua. Ardia também em meu coração a falta dos teus braços, do teu olhar marrom, do teu toque quente.
E agora, meu amor, acho que não sinto mais essas dores por que elas somaram-se e tornei-me anestesiada de dores; é tão incerto e tão perdido o meu sentimento que já não sei para onde leva-lo.
Por dias carreguei-o como um bebe, embalando-o nos meus braços, mas a vida que havia em mim já estava se encerrando.
Já não sabia dizer quem eu era, qual o motivo de viver - a razão do meu viver havia ido embora para nunca mais voltar, e desde então, minha alma estava secando lentamente.
Morrendo, definhando e chorando pela ausência.
Tentei buscar-te na escuridão, gritei teu nome, mas apenas o silêncio me respondia.
Tua exitencia era morta.
Será que algum dia o grito do meu coração foi escutado por ti ao gritar ´´ eu amo você´´, nas noites mais solitárias?
Não houveram guerras, não houveram lágrimas, não sei por que meu amor foi partido em mil pedaços, esquecido ao vento, torrado como areia.
Algum dia você me amou?, algum dia percebeu que minha alma cantava enquanto dançavamos na sala iluminada, quando fazia frio, e eu te olhava vomitando amores pelo olhar?.
Meu olhar poderia aquecer um quarteirão ou o universo inteiro, havia em mim um amor de flores maior do que eu poderia imaginar.
Queimava dentro do meu peito, as vezes chegava a ser doloroso, mas era doce. Cantava para transceder as coisas que eu não poderia alcançar; era como se ele tentasse pegar em tua mão e traze-lo aos meus braços, mas tu nunca vinhas.
As idas e vindas, como as ondas do mar, eram quase violentas, ardia em minha pele a ausencia tua. Ardia também em meu coração a falta dos teus braços, do teu olhar marrom, do teu toque quente.
E agora, meu amor, acho que não sinto mais essas dores por que elas somaram-se e tornei-me anestesiada de dores; é tão incerto e tão perdido o meu sentimento que já não sei para onde leva-lo.
Por dias carreguei-o como um bebe, embalando-o nos meus braços, mas a vida que havia em mim já estava se encerrando.
Já não sabia dizer quem eu era, qual o motivo de viver - a razão do meu viver havia ido embora para nunca mais voltar, e desde então, minha alma estava secando lentamente.
Morrendo, definhando e chorando pela ausência.
Tentei buscar-te na escuridão, gritei teu nome, mas apenas o silêncio me respondia.
Tua exitencia era morta.
Será que algum dia o grito do meu coração foi escutado por ti ao gritar ´´ eu amo você´´, nas noites mais solitárias?
domingo, janeiro 10, 2010
Não sei onde parar. Meu coração pulsa uma verdade vermelha e vibrante, acordada em lençois quentes e apegados ao carinho. Aos braços do beija-flor, apenas, pertence a minha existencia; os caminhos turvos e quase curtos serão crueis. O centro da dor já não existe, o calor foi ali implantado sarando todas as feridas.
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