quarta-feira, março 10, 2010

Sobre isso.

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Algumas vezes fui frágil como uma flor em seu caule. Os espinhos não pareciam fazer o seu trabalho alí, tudo me feria e eu despedaçava facilmente. Eu não sei em que primavera eu devo ter mudado, mas não notei algo surgindo aqui dentro.
A força tornou-se uma proteção ao meu redor, a segurança de viver no íntimo do mundo me fez mais viva. E então, nada poderia me matar. Eu era, e não sabia, como uma canção que nunca morre, que ultrapassa os séculos a embalar as almas sensiveis, inofensiva e doces.
Estava aí o meu maior mistério e o meu milagre, me redescobri no universo partícular de um mundo invisível onde as partículas se desfaziam. Nada me restava senão voar levemente como um pássaro em busca do sol, em busca da ultima plenitude ao qual a minha alma cativante gritava. Era uma entrega.

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