quinta-feira, novembro 13, 2008

En la noche

Sozinha, vestindo roupas que não lhe covinham.
Insinuantes pernas muito brancas como marfim, perfeitamente lisas e desejáveis ao toque.
Onde estava seu coração, no entanto, feito de retalhos mal interpretados à meia noite, no jardim?
Naquela noite, quando ela saiu, a esperança sempre lhe vinha à cabeça.
Um impulso da descoberta milagrosa e era tudo que ela precisava.
O que encontrar dentro de sua alma?
sentimentos fulgazes que lhe brotavam na mente, inspiração elevante,
tão epileptica quanto as cortinas da sala mal iluminada e velha a lhes dançar sobre o olhar.
A mão doia, o braço não parava, a mente fervilhando, o coração sempre a ter uma taquicardia para contrastar com a noite tediosa que nascia dentro de si.
Para que tantas palavras se numa realidade elas não serviriam para nada?
Tudo o que ela podia ter eram decorebas científicas malfadadas e prometidas em um futuro milagroso.
Mas não era nada disso, era só algo repleto de cores, criação
que tivesse também pernas, enormes olhos inocentes
e que tivesse voz, e que cantasse quando todas as luzes da sua alma estivessem apagadas.
Era mais.
Algo no pico da montanha, a gritar e ficar rouco
A brilhar incessantemente e ser reprimido sem a piedade dos santos das igrejas.

segunda-feira, novembro 10, 2008

profundos lábios

Quando minhas palpebras ficam pesadas, minha mente se turva e eu penso em uma pluma bem leve, dançando pelo ar em acrobacias perfeitas.
É como desaparecer por uns instantes, ficar cega e se jogar em uma camada de algodão e dormir profundamente como um bebê.
Que síntese mais perfeita eu poderia ter, quando a lentidão dos meus musculos me deixam em extase?
eu sempre gostei de sentir sono porque não me levo, permito-se ficar e pegar um elevador pra sair da minha consciência e apagar por alguns segundos.
Saio do meu corpo sem rumo, para andar a esmo pelo recifes rosados, seguindo como um cão aprumado o seu dono.
Fiel e leve. Mas não é um corpo fiel ao qual procuro, o que eu quero é amor.
Não amor de ssexo oposto, mas amor, de todos os tipos, todos os calibres, cores, gostos.
E meu sangue a muito tempo já percebeu o que é tudo isso, já aprendeu a não ser ácido, apenas doce, doce, injoantemente doce.
Tão doce que cura.
DE um desejo arfante, eu sobrevivo a prolongadas revoadas com minhas asas de pássaro branco; me sinto rica não pelo que possuo, mas algo que me preenche o espirito quando respiro o ar
rico da mais plena felicidade que deixo me adentrar.
Não me falta o delicado essencial - talvez eu seja a síntese do amor ideal, que me leva à tal conhecimento de alma.
Sempre dentro, como uma semente de abobora.

sábado, novembro 08, 2008

Topázio, meus colares!

A música lentamente caminha pelos corredores brancos e longos,
tenta entrar em portas fechadas do meu coração.
Conturba-me como uma batida mal feita, doente
e equilíbra a acidez que por horas ,
corroe os meus mais tempos decorridos de sol.
O que eu saberei hoje por vc, que não poderei saber amanhã?
em um tempo mal criado, que nasceu aos 7 meses de uma gestação
sem alegrias?
ou o que poderei chorar e rastejar só para sussurrar em teu ouvido
e dizer que sim, eu me importo profundamente?
O que roubas não é a verdade, é só mais uma teoria de um livro mental
ao qual não podes definir se é o que tu és, porque isso, se não sabes,
só provém de ti mesmo.
Não é como a lua que esparrama seu brilho sobre o mar, como lama de ouro,
você só precisa acreditar em um serenidade interminável, em sua força de rosa caleijada
e nada mais.
Porque a rosa nunca, em seu amâgo, poderá ser caleijada, só o teu ego.
Porque o tempo não pára só para escutar o seu lanto emocional, e o que passou não volta jamais para ferir o teu coração - ele na verdade já é como uma fênix

quarta-feira, novembro 05, 2008

she

Uma garotinha que caminha triste, seus pés doem,mas ela insiste no descompasso de sua dor.
Como se fugisse de lobos brancos, no meio do pasto verde e o sol ensolarado, ela procura respostas de perguntas engendradas por sua mente inquieta.
Tão injusto, muito tudo isso aqui e acolá, onde a chuva só caí para si e o sol caleja sua pele branca como a neve, imensamente injusto.
Parecia que em intervalos mínimos de tempos humorais, o destino ria dela numa estrondosa gargalhada, que mais pareciam trovões.
Bochechas vermelhas, lábios pequenos como os de uma boneca, olhos escuros como a noite, imensamente tristes que insistem em chorar.
Mas porque tão triste se tão bonita?
o que a levaria ao âmago de sua dor e lá repousar?
A brisa quente que alternava danças entres seus longos e escuros cabelos, emaranhando-os como se quisessem alegra-la, enxugavam suas lágrimas e cantava em seus ouvidos para
alegra-la.

Musique de la pasion

Um eco no silêncio da noite : a tua voz como valsa,
que toca peregrinamente pelas janelas do meu quarto
e me acordam,
me tocam,
me tomam em teus braços
e beijam minhas mais profundas agitações existenciais.
Não durmo,
entro em sonhos mais febris com cheiro de lavanda e gosto de morango. Há tantos sons em minha alma que me perco por dentro e torno-me surda.
A tua voz, no entanto, permanece viva em todos os cantos onde vou, parece sair da minha propria alma,
como um espelho reluzente.
E não há mais pecados, dize-me ela, não há mais agitações pq ela me embala como um bebê amendrotado.
Me cala num sussurro bonito e me faz escutar para amar,
como numa dança profusa de toques musicais e beijos
amorosos.

Uma pauta para o que seja a vida.

O barco diminuto, que olho atraves de janelas grandes, parece com a minha alma quando me perco em labirintos internos.
Ao longe, tão lento, parece ser tão frágil e vulnerável, rodeado de águas verdes e salgadas.
Cheguei a pensar uma proeza : Somos como barquinhos, navegamos rumo aos mares da vida.
Nossos destinos, cheios de escolhas, perólas, naufrágos e nossas vidas que não param nunca de tic taquear atraves do relogio na cabine do comandante.
As águas frias e salgadas da vida, que parecem sempre perigosas e profundas, a nos olhar e querer tragar todas as verdades, maquiar a tua felicidade, levar o amor todo embora...
Somos feitos de tudo : medo, piratas, sal, água, vitórias, invasões.
Alguns só podem remar, outros podem usar um potente navio para conduzir suas vidas.
Mas nunca paramos.
Nunca paramos de respirar, mesmo que morra o corpo - a alma também respira.
E vive misteriosamente como a noite afora, que sussurra para mim canções de ninar e me falam ´´ o menina mulher, dá um passo a frente, sejas graciosa como aquela lua branca que habita sobre a sua bela face´´.
Então eu posso entender que, com a lua a guiar-me, e os ventos a condudir meu navio, eu irei caminhar pelas estradas da vida com a serenidade dos mares.
Não estarei sozinha nunca.