quarta-feira, novembro 05, 2008

she

Uma garotinha que caminha triste, seus pés doem,mas ela insiste no descompasso de sua dor.
Como se fugisse de lobos brancos, no meio do pasto verde e o sol ensolarado, ela procura respostas de perguntas engendradas por sua mente inquieta.
Tão injusto, muito tudo isso aqui e acolá, onde a chuva só caí para si e o sol caleja sua pele branca como a neve, imensamente injusto.
Parecia que em intervalos mínimos de tempos humorais, o destino ria dela numa estrondosa gargalhada, que mais pareciam trovões.
Bochechas vermelhas, lábios pequenos como os de uma boneca, olhos escuros como a noite, imensamente tristes que insistem em chorar.
Mas porque tão triste se tão bonita?
o que a levaria ao âmago de sua dor e lá repousar?
A brisa quente que alternava danças entres seus longos e escuros cabelos, emaranhando-os como se quisessem alegra-la, enxugavam suas lágrimas e cantava em seus ouvidos para
alegra-la.

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