segunda-feira, novembro 10, 2008

profundos lábios

Quando minhas palpebras ficam pesadas, minha mente se turva e eu penso em uma pluma bem leve, dançando pelo ar em acrobacias perfeitas.
É como desaparecer por uns instantes, ficar cega e se jogar em uma camada de algodão e dormir profundamente como um bebê.
Que síntese mais perfeita eu poderia ter, quando a lentidão dos meus musculos me deixam em extase?
eu sempre gostei de sentir sono porque não me levo, permito-se ficar e pegar um elevador pra sair da minha consciência e apagar por alguns segundos.
Saio do meu corpo sem rumo, para andar a esmo pelo recifes rosados, seguindo como um cão aprumado o seu dono.
Fiel e leve. Mas não é um corpo fiel ao qual procuro, o que eu quero é amor.
Não amor de ssexo oposto, mas amor, de todos os tipos, todos os calibres, cores, gostos.
E meu sangue a muito tempo já percebeu o que é tudo isso, já aprendeu a não ser ácido, apenas doce, doce, injoantemente doce.
Tão doce que cura.
DE um desejo arfante, eu sobrevivo a prolongadas revoadas com minhas asas de pássaro branco; me sinto rica não pelo que possuo, mas algo que me preenche o espirito quando respiro o ar
rico da mais plena felicidade que deixo me adentrar.
Não me falta o delicado essencial - talvez eu seja a síntese do amor ideal, que me leva à tal conhecimento de alma.
Sempre dentro, como uma semente de abobora.

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