quinta-feira, novembro 13, 2008

En la noche

Sozinha, vestindo roupas que não lhe covinham.
Insinuantes pernas muito brancas como marfim, perfeitamente lisas e desejáveis ao toque.
Onde estava seu coração, no entanto, feito de retalhos mal interpretados à meia noite, no jardim?
Naquela noite, quando ela saiu, a esperança sempre lhe vinha à cabeça.
Um impulso da descoberta milagrosa e era tudo que ela precisava.
O que encontrar dentro de sua alma?
sentimentos fulgazes que lhe brotavam na mente, inspiração elevante,
tão epileptica quanto as cortinas da sala mal iluminada e velha a lhes dançar sobre o olhar.
A mão doia, o braço não parava, a mente fervilhando, o coração sempre a ter uma taquicardia para contrastar com a noite tediosa que nascia dentro de si.
Para que tantas palavras se numa realidade elas não serviriam para nada?
Tudo o que ela podia ter eram decorebas científicas malfadadas e prometidas em um futuro milagroso.
Mas não era nada disso, era só algo repleto de cores, criação
que tivesse também pernas, enormes olhos inocentes
e que tivesse voz, e que cantasse quando todas as luzes da sua alma estivessem apagadas.
Era mais.
Algo no pico da montanha, a gritar e ficar rouco
A brilhar incessantemente e ser reprimido sem a piedade dos santos das igrejas.

Nenhum comentário: