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Sou a rosa, sem prosa que se fechou para o mar.
De tanto amar, meu coração nao quis mais dar
luz ao luar.
Foram tantas mentiras, que ri escondida
Foram tantas mentiras, que chorei na avenida.
Foram tantas faltas de emoções, que me recolhi,
tolhida.
Foram tantas feridas, que mandei você à China.
Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
domingo, julho 26, 2009
Marujo.
9
O barco, escondido e incontido
Lança ao teu olhar o tempo
que foi perdido.
Tão triste, não riste
não acordaste, não amaste.
E o pranto, aos cantos
tornou-se como os encantos
das sereias traiçoeiras.
Então levaste, pelos mares
todas essas partes quebradas
de ti, sem mim.
O barco, escondido e incontido
Lança ao teu olhar o tempo
que foi perdido.
Tão triste, não riste
não acordaste, não amaste.
E o pranto, aos cantos
tornou-se como os encantos
das sereias traiçoeiras.
Então levaste, pelos mares
todas essas partes quebradas
de ti, sem mim.
terça-feira, julho 21, 2009
Sem parágrafos.
4
Algumas coisas do mundo moderno são tristes demais. Não sei que termo dar a não ser COISA, pois este define mesmo o que quero expressar. É como se fosse algo abominável, sem cor, calor. Algo desprovido de compaixão. Algo rico de rótulos, de formas e vazio em conteúdo e verdade.
O mais incrível é que esta COISA é gerada por humanos, no ventre das nossas mentes; tenho visto os partos delas sem desejar ser a obstreta de todas.Depois do Big Bang, esse fato tem sido estupidamente explosivo socialmente.
Não sei se posso colocar o perdão no meio, pois, afinal, parece que com tanto tempo para se aprender, não estabelecemos premissas indispensáveis. Mas um dever maior, o chamado Compreensão, me chama. E, então o coloco em prática, para que não me afogue no mesmo buraco ao qual encontro o meu cenário.
Tem sido condenado valores nobres, como sentimentos, emoções, lágrimas, sorrisos, devaneios, palavras doces: o frio no rosto da pessoas tem sido como um vírus que entra pelos poros e paraliza faces. O mendigo da esquina é o único que expressa alguma coisa em sua face.
Não defendo aqui nenhum motivo adolescente, o proposito aqui não é exatamente condenar ou defender. É algo como gritar à plemos pulmões que tem algo errado em não ser Humano, e apoiar a miserável modinha de tolher os sentimentos.
É, virou moda tolher os sentimentos, e não sei porque bulhufas esses humanos não entregam os seus corpos para fabricarem rôbos. Não sei porque tornaram-se como os psicopatas, ou pior que eles. Não sei porque não podem criar um pouco de sensibilidade.
Não é questão de ´´Eu sou assim´´. Ser o que não é , não é indicador de presença de personalidade formada, é ausência dela. É, também, questão de cumprir um papel que todo ser humano, com sentidos tão nobres e com um cerebro tão avantajado, deveria possuir.
Somos brilhantes no raciocínio mas pecamos nas emoções, e a razão engole não só as mentes das pessoas, mas como também consome o oxigenio do cérebro das pessoas.
Quantas pessoas esqueceram de tirar o gesso de seus corações no consultório do ortopedista?
É tão violento não ser o que se é!.
Algumas coisas do mundo moderno são tristes demais. Não sei que termo dar a não ser COISA, pois este define mesmo o que quero expressar. É como se fosse algo abominável, sem cor, calor. Algo desprovido de compaixão. Algo rico de rótulos, de formas e vazio em conteúdo e verdade.
O mais incrível é que esta COISA é gerada por humanos, no ventre das nossas mentes; tenho visto os partos delas sem desejar ser a obstreta de todas.Depois do Big Bang, esse fato tem sido estupidamente explosivo socialmente.
Não sei se posso colocar o perdão no meio, pois, afinal, parece que com tanto tempo para se aprender, não estabelecemos premissas indispensáveis. Mas um dever maior, o chamado Compreensão, me chama. E, então o coloco em prática, para que não me afogue no mesmo buraco ao qual encontro o meu cenário.
Tem sido condenado valores nobres, como sentimentos, emoções, lágrimas, sorrisos, devaneios, palavras doces: o frio no rosto da pessoas tem sido como um vírus que entra pelos poros e paraliza faces. O mendigo da esquina é o único que expressa alguma coisa em sua face.
Não defendo aqui nenhum motivo adolescente, o proposito aqui não é exatamente condenar ou defender. É algo como gritar à plemos pulmões que tem algo errado em não ser Humano, e apoiar a miserável modinha de tolher os sentimentos.
É, virou moda tolher os sentimentos, e não sei porque bulhufas esses humanos não entregam os seus corpos para fabricarem rôbos. Não sei porque tornaram-se como os psicopatas, ou pior que eles. Não sei porque não podem criar um pouco de sensibilidade.
Não é questão de ´´Eu sou assim´´. Ser o que não é , não é indicador de presença de personalidade formada, é ausência dela. É, também, questão de cumprir um papel que todo ser humano, com sentidos tão nobres e com um cerebro tão avantajado, deveria possuir.
Somos brilhantes no raciocínio mas pecamos nas emoções, e a razão engole não só as mentes das pessoas, mas como também consome o oxigenio do cérebro das pessoas.
Quantas pessoas esqueceram de tirar o gesso de seus corações no consultório do ortopedista?
É tão violento não ser o que se é!.
quarta-feira, julho 15, 2009
Obras de areia desfeita.
A noite veio como a areia das ondas do mar que passam pelos meus pés. Vai e volta, o vento sopra em meu rosto e murmura em meus ouvidos segredos que não quero ouvir. E está tudo tão preto que a lua, lá de cima, apenas me guia com o seu brilho etereo. Por dentro, fragmentos, cores vermelhas que saem pelos meus poros e colore a minha aura, caminhos com labirintos bonitos, mas complexos.Isso tudo é um sonho? a noite se forma dentro de mim ou é criada no mundo? A vida em si, foi coberta pela flexibilidade da compreensão ao coração ferido, nisso, minha alma repousa e minha mente corre pela praia onírica.Meu coração fica, aqui dentro, galopando, saindo pela minha garganta ao pensar naquele que se foi sem olhar pra trás.
Mas eu não sei de que forma sobreviver ao que pode ser injusto e falso, a areia entre os meus pés é real?a dor é real? a fome de generosidade é real? As vezes, fica difícil acreditar que com sentidos tão nobres, nada pode ser mais altruista. E falso.
Mas eu não sei de que forma sobreviver ao que pode ser injusto e falso, a areia entre os meus pés é real?a dor é real? a fome de generosidade é real? As vezes, fica difícil acreditar que com sentidos tão nobres, nada pode ser mais altruista. E falso.
segunda-feira, julho 06, 2009
Meus escritos de 2007 (2)
Olhou-me, tinha um olhar cálido e sofrido, escondia algo dentro daquele corpo aparentemente cansado. Esquivei-me, algo nele me encantou por alguns segundos. Tive o impulso de arrancar a sua dor, leva-lo como uma criança no colo.
Mas era noite e o trem já surgia para levar seus passageiros caleijados do trabalho.
Fiquei, não tive coragem de partir. Caminhei até o derradeiro do homem solitário; estava chorando e tinha profundas olheiras. Meu bom Deus, o que teria acontecido com aquele cavalheiro tão lindo?
Perguntei-lhe ´´Senhor, estas bem´´?
Falou-me ´´Senhor? não ves que sou jovem o bastante para ser tratado desta maneira?´´
Retruquei ´´Desculpe-me, cavalheiro. Posso ajuda-lo em algo? me toca o coração ver-te desta maneira.Porque choras?´´
Ele, aparentemente assustado, enxugou as lágrimas e emperdigou a postura, que antes denotava alguem muito triste e cabisbaixo.
Perguntou-me então ´´E o que uma bela dama faz aqui a essas horas, sozinha, falando com um estranho? não tens idéia de como é perigoso?´´.
´´sei que é perigoso, meu caro. Mas a tua dor, aparente nessa escuridão, me tocou o coração, então não exitei em ajuda-lo´´ Falei-lle.
Ele pareceu ainda mais assustado com a demonstração de afeto, então percebi que aquele ser era totalmente desprovido de alguma companhia. Como foi triste concluir isso. Era tão lindo a sua tristeza, a sua forma de olhar e como punha as mãos nos bolsos e o sorriso escondido e branco resplandecendo na noite sem fim.
Simplesmente lindo.
Era noite, sim, era uma noite sem fim para tanto encanto.
Mas era noite e o trem já surgia para levar seus passageiros caleijados do trabalho.
Fiquei, não tive coragem de partir. Caminhei até o derradeiro do homem solitário; estava chorando e tinha profundas olheiras. Meu bom Deus, o que teria acontecido com aquele cavalheiro tão lindo?
Perguntei-lhe ´´Senhor, estas bem´´?
Falou-me ´´Senhor? não ves que sou jovem o bastante para ser tratado desta maneira?´´
Retruquei ´´Desculpe-me, cavalheiro. Posso ajuda-lo em algo? me toca o coração ver-te desta maneira.Porque choras?´´
Ele, aparentemente assustado, enxugou as lágrimas e emperdigou a postura, que antes denotava alguem muito triste e cabisbaixo.
Perguntou-me então ´´E o que uma bela dama faz aqui a essas horas, sozinha, falando com um estranho? não tens idéia de como é perigoso?´´.
´´sei que é perigoso, meu caro. Mas a tua dor, aparente nessa escuridão, me tocou o coração, então não exitei em ajuda-lo´´ Falei-lle.
Ele pareceu ainda mais assustado com a demonstração de afeto, então percebi que aquele ser era totalmente desprovido de alguma companhia. Como foi triste concluir isso. Era tão lindo a sua tristeza, a sua forma de olhar e como punha as mãos nos bolsos e o sorriso escondido e branco resplandecendo na noite sem fim.
Simplesmente lindo.
Era noite, sim, era uma noite sem fim para tanto encanto.
Meus escritos de 2007
Num recinto escuro,empoeirado e decorado com um mal gosto tremendo eu estava. Haviam frases feita na parede, as mais cliches e veneradas pelo mundo. Ridículas para aquele momento incrivelmente obscuro.Eu, acabada com o coração despedaçado. O romantismo soava como um grito de horror no escuro.Aquelas frases seriam bonitas se não estivessem entalhadas na parede, contrastando com o estilo punk do local,contrastando com o meu comportamento de menininha perdida e triste. Luzes coloridas de neon, vibrando sem parar.Meu coração, órgao vermelho e pulsante não era mais de carne, só uma pedra que doia e rasgava tudo por dentro. Havia eu e só eu, minha companhia era a única reconfortante e falsa. Mentira, era tudo mentira e doia tanto porque meu coração estava entregue e eu pensei que seria tudo, tudo verdade.E não houve troca, só entrega. Não era amor. Apenas beijos e calúnias, só o prazer que ficava e nada mais. Só a fumaça do sentimento que nunca existiu e que eu outrora procurava, e parecia perseguir-me naquele recinto malogrado e com cheiro de marihuana. As frases da parede eu bem sei, eram para mim. Como um aviso, um recado do destino; ou até mesmo da minha alma. Mas não importava, realmente não importava, eu não iria escutar nunca e no final, no final infeliz eu sabia que iria chorar. Bem, talvez estivesse, como sempre estive, em busca de garotinhos perdidos, que me fizessem chorar. O choro inocente e estúpido de alguem que busca algo profundo em corpos superficiais e bocas sem paixão.
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