Tornou~se louco, tentou fugir do mundo.
Numa tarde ensolarada, onde os pássaros cantavam alegre, ele decidiu pular em um rio numa tentativa desesperada de resgatar toda a sua felicidade.Mas quase todos sabem que um rio é algo perigoso, suas aguas initerruptas nunca param, estao sempre a dancar e levar galhos das margens. Os galhos nunca sao firmes para quem tenta apoiar~se neles.Em que galhos de sua correnteza mental ele se agarrava? Onde ela estava perdida, afinal? Como se todas as suas malogracoes já benditas, retornassem e o girassem repetidamente, até que sua cabeca explodisse como uma dinamite. Tentar superar a incompetencia humana em seus poros já dilatados pela poeira da cidade, a pele alva, os olhos sempre cansados. Amores perdidos, eu lhes digo, ele tinha tantos amores perdidos, feridos e esquecidos! vendo~o assim, tao esquecido de si mesmo, já nao refletia em espelhos, já nao vivia de alma.
Morto, apodrecendo por dentro, corroído pelo tempo, por espelhos quebrados e sorrisos amarelos.
Nunca tinha fim, só um rio poluído a chorar numa correnteza desesperada, levando tudo embora...