quarta-feira, março 31, 2010

Livro nascido!





Queridos visitantes, seguidores e amigos, apresento a vocês o meu livro poético ´´Coração Aquecido´´ =). É uma caixinha de metáforas, prosas, contos e pensamentos. Depois de tantos trabalhos, revisões e decisões, finalmente consegui publica-lo por uma editora de minha cidade.
Fazer uma obra é como gerar um filho, dá trabalhos e alegrias. É um livro simples, porém profundo e caloro rs. É, foi feito para aquecer o lado da vida séria, convencional,cinza e fria - acredito piamente que a palavra tem o poder de transformar e aquecer (ou o contrário). É também o trabalho fruto do meu lado lírico e metafórico.
Quem estiver interessado em adquiri-lo, por enquanto, disponibilizo o email da editora e o telefone. O livro custa R$ 25,00.

(081) 33026084-6085 editora@nossalivraria.com.br

Ainda não sei em quais livrarias do Recife (ou Brasil, se vocês solicitarem) estarão disponiveis o livro, mas voltarei com essa informação.
Aos que estão próximos a mim, poderão obter o livro comigo(autografado, claro) haha
beijos!
;)

terça-feira, março 30, 2010

Tu

i

Não consigo fugir de ti. É, deixei que tua presença invisivel amarrasse o meu coração em um pedaço de pano e ficasse colado junto ao teu.E, depois, mesmo assustada com tamanho amor que teus olhos me mostravam, eu não quis mais sair de ti. E tu permanecias dentro de mim. Deixei tu me invadires por que te amei mesmo antes de saber que te amava, não havia como não me render. Foi uma entrega para o sempre; essa coisa vermelha do lado esquerdo do peito é tua sabia?. Sempre foi. Eu fui destinada pelos céus a ser tua, já estava desenhado pelas estrelas, meu coração chamava teu nome desconhecido pelos becos das cidades escuras e solitárias a te procurar. Achei-te. Me achastes. Aquele rosto que outrora te fascinou, deve permanecer vivo em tua memória como um presente dos deuses, para que lembres que estou aqui para ti. Estou aqui mesmo quando minha existencia de afunda em tristezas pretas, estou aqui para ti por que, e apesar de tudo, tu me salvas.
Teu amor me salva, e minhas dores, e nossas pequenas perdas não ultrapassam a iluminosidade graciosa que esse sentimento tem. É uma luz que não pode ser apagada, nem atrapalhada ou diminuída. Esse amor que compartilho contigo precisaa ser cuidado delicadamente, como uma flor miúda e frágil, para que cresca em alegria.
Para que o meu coração, também, recorde que eu nasci para de fazer feliz.

domingo, março 28, 2010

Ninho

p

Então ele havia partido. Para o céu? não sei. O corpinho ferido devido à doença, enfaixado em forma de um laço, era muito triste. Era um presente da dor. Ele não poderia ter ficado; não, eu sabia que não. Lembro-me do seu olhar preto e inocente. Da sua maneira de chamar atenção para pedir carinho - foi como um daqueles presentes da vida que te fazem crescer. As vezes, sinto-o perto de mim, como se pudesse ainda sentir sua presença concreta e ouvir a voz que ele não possuia. Me tocava. E me fez mais compreensiva, mais amorosa. Um amor incondicional.
A vida passa tão rápido para alguns. Se eu soubesse que estava vendo-o pela ultima vez quando parti, o teria abraçado e dito ´´te amo´´, mesmo que ele não pudesse entender. Parado na porta, a fitar-me, parecia que realmente estava querendo dizer adeus de maneira silênciosa.
Então chorei. Chorei por que senti o que iria acontecer. Intimamente, sabia que aquele era um Adeus.
Olhei para trás e deixei que a imagem dele, pequenina, pudesse permanecer de forma doce na minha mente.
Sei que ele sentiu o meu amor.
E o que eu dói, agora, é uma saudadezinha que me visita de vez em quando.

sábado, março 20, 2010

Me leva.

Nevava. Nevava demais ao meu redor. O branco puro me dava uma especie de pânico, minhas mãos já estavam ficando anestesiadas. Eu realmente odiava aquele frio.
não sabia para onde ir, estava perdida em um deserto de gelo,um deserto inteiramente branco e esteril.
Eu queria perder a paciência, deitar naquele colchao de gelo fofo e afundar nele, congelar até que meu corpo desistisse de gerar calor.
Mas havia algo que lutava dentro de mim, uma imagem, uma imagem gloriosa que não se apagava. Era tão doce que aquecia.
Por dentro, pedia fervorosamente que um anjo viesse do céu e me tirasse dali.
Queria ir de encontro ao que pulsava dentro de mim, ao amor que eu havia visualizado dentro de mim, e eu sabia que ele estaria alí, em algum lugar perdido.
Como pudera ir tão longe, em busca de solidão e silêncio? como pudera estar agora arrependida pelo ato idiota que havia cometido?. Como escolher as correntes da crença e da desesperança?
Eu caminhava a prumo, com minhas botas pretas cheias de neve, atordoada, quase chorando, em busca, eternamente em busca.
Em busca de quem precisava de mim.
Meu corpo todo dolorido, era fonte de uma tristeza que virara minha companheira velha; havia acostumado-me a dormir em torno dessa solidão que a tristeza me trazia, quando estava perto de mim e deixava marcas em minha pele
Cansava, mas havia amor demais em meu coração, e isso me levava como em uma correnteza do rio.
É, então corri. Eu ouvira o barulho de um animal se aproximando devagar, depois, em uma olhava pude confirmar. Não sabia que animal era aquele, minha mente se turvara na adrenalina e no instinto de sobrevivencia.
Minhas pernas me levaram ao mais longe possível, meu corpo me levava, tudo me levava, quem me levava? Eu já não morava mais em mim.
O corpo cansado e dolorido, a mente confusa e o coração solitário tornavam-me um pacote de vida sem alma.
E então, eu desmaiei. Acho que apaguei por que quis me entregar, tinha chegado ao limite toda aquela loucura. Não suportava mais. Só queria encontra-lo.
Sim, foi uma boa sensação,todas as imagens na minha mente, o sorriso e aqueles olhos a fitarem-me me deixaram em extase. Era como presenciar o milagre mais lindo da vida. O animal já não estava mais lá (era apenas fruto de minha imaginaçã?); então me entreguei.
Meu corpo ali deitado no gelo, e a mente devagar, fraca...tentando sobreviver, apagou por um tempo ao qual eu não pude calcular, apenas me entreguei.
Foi então que, subitamente, alguem se aproximava.
Não soube como explicar, mas senti a presença ali com a minha intuição; uma alegria contagiou todo o meu corpo, como se uma carga eletrica estivesse me atingido.
Era algo incrivelmente surreal. Aqueles passos lentos tão familiares chegaram perto, tocou o meu rosto e depois o pulso.
Um toque quente e macio, depois uma voz aveludada ´´você está bem´´?, e meus olhos ainda tentavam entrar em foco para olhar um homem de olhos triste e barba mal feita.
Ele, era simplesmente ele - era ele quem aparecia em meus sonhos, chamando o meu nome, contando-me estorias. Era ele alí, como no sonho ( eu estava sonhado ou havia entrado no paraíso)...aquele homem era apenas um anjo ou eu havia encontrado a minha busca?

segunda-feira, março 15, 2010

Coração longíquo.

sabe,

se você soubesse que a cada minuto que passava, meu corpo gritava em dor pela tua ausência, e se você pudesse sentir tal dor, talvez, virias correndo e me colocarias em teus braços.
Não estás quando mais preciso, e quando e mais precisei, não estivestes.
Não culpo a distância, não posso culpar ninguém. Continuei gritando, e meu coração nunca parou de chamar por ti.
Procuro algo nesse meio embaralhado para justificar toda essa trama triste que se desenvolveu onde eu não te acho. Não, eu não sei onde estás agora, mas o guardo em meu coração.
Parece que mergulhei em um oceano sem saber a profundida, assim, sem sensatez; mergulhei por que talvez minha alma quisesse ser lavada.
Mergulhei por que um dia, nesse mesmo oceano, eu mergulhei e te achei.
Não parece, eu realmente mergulhei.
Então vi teu rosto nas profundezas, e sorrias, e a morte ali de perto, não me dava medo, era convidativa.
E tu me chamavas, e não havia mais dor.
E tua voz era como uma melodia.
Nem mesmo a água salgada que entrava em meus pulmões incomodava.
Tua imagem alí, tão vívida e bonita me hipnotizava, e não havia mais dor.
De tipo algum. Não haviam mais lágrimas.
Só uma calmaria dentro de mim, a me invadir, a me levar pra perto de ti.
Somente com a morte para te encontrar novamente?

sábado, março 13, 2010

Frio

r

eu tive uma alma. a um longo tempo atras, eu poderia dizer que eu tive uma alma e ela brilhava como o sol acima dos meus cabelos.
era tão acolhedora e quente que atraia o mais frio dos sentimentos e ali se instalava como um ácaro escondido entre as fibras do meu travesseiro.
e me causava mal.
e me dava repulsa. Mas havia em mim tambem, e apesar de tudo, uma serenidade da profundeza de um oceano rico.
Nada me abalava por muito tempo, sempre volto ao estado natural dos átomos que serenissimamente repousam em mim.
Sorrateiramente, para o meu espanto, um dia acordei e percebi que em mim não existia mais aquela pulsação da vida - o meu coração tinha sido roubado, arrancado de forma rude e levado com a minha preciosa alma.
E uma dor lascivante ficou.
E um frio foi depositado. E eu não mais brilhava - uma noite fora plantada em mim sem a ausencia do calor humano. Sem lágrimas, e com muito sangue, como uma obra mal feita de um quadro modernista.


(nao, nao gosto de seguir regras).

quarta-feira, março 10, 2010

Sobre isso.

+

Algumas vezes fui frágil como uma flor em seu caule. Os espinhos não pareciam fazer o seu trabalho alí, tudo me feria e eu despedaçava facilmente. Eu não sei em que primavera eu devo ter mudado, mas não notei algo surgindo aqui dentro.
A força tornou-se uma proteção ao meu redor, a segurança de viver no íntimo do mundo me fez mais viva. E então, nada poderia me matar. Eu era, e não sabia, como uma canção que nunca morre, que ultrapassa os séculos a embalar as almas sensiveis, inofensiva e doces.
Estava aí o meu maior mistério e o meu milagre, me redescobri no universo partícular de um mundo invisível onde as partículas se desfaziam. Nada me restava senão voar levemente como um pássaro em busca do sol, em busca da ultima plenitude ao qual a minha alma cativante gritava. Era uma entrega.

terça-feira, março 09, 2010

Morto.

{...`}



E uma noita, assim, sem drama, caíra sobre mim de forma prudente. Os olhos já então vermelhos, turvavam a minha visão já dolorida pela escuridão. Não era eu que jazia ali, era apenas um corpo branco e imaculado, tocado apenas pelo amor. Eu não sobrevivera a tamanha perda, era tão cruel aquele abismo que se transformara no tempo frio. As montanhas a dançar sobre as janelas do meu quarto pareciam alegres, tudo era perfeitamente vivo e colorido. Minha alma, entretanto, estava tão morta quanto o silêncio de uma noite escura. Para onde ela fora? Quem gritava o meu nome na escuridão de forma pura?

quinta-feira, março 04, 2010

Necropole.

Havia um cheiro imprecuscrito no quarto de uma maneira intensa. Eu conhecia aquele cheiro, era o da decomposição misturado com um aroma doce. Mas um doce nauseante, da cor cinza. É, os cheiros pareciam ter cores, como em uma história em preto e branco.
Tão sombrio era aquilo - os corpos todos espalhados pelo chão, as faces cadavericas contorcidas e esquecidas ali.
Olhando tantos corpos percebi como éramos fragéis, como pareciamos com formigas esmagadas, e no entando, tinhamos criado um enorme louvor ao redor da nossa existencia. Não, não era bem um louvor, veja bem - era prepotência.
Uns julgando maioridade em cima de outros e, no fim, algo abaixo de nós havia destruído a todos, deixado corpos na areia da praia como bonecos de plástico.
Não havia mais uma divisão certa entre o quarto e logo a praia que se extendia a poucos metros de onde eu estava. Alí, em meio a tanto caos, parecia que tantos anos de construções e dinheiro, não eram nada.
Constatar esse cenário era atordoante, quantas vidas foram ceifadas... a morte passeara por alí, e num impeto, levara milhares de vida.
Nada estava vivo, senão a minha pessoa, mas ao longe eu podia escutar algo. Era um som baixo, mas vivo, sombriamente vivo.
Não parecia ser um bicho, parecia ser um choro. Um choro de um bebê ainda frágil.
Algo dentro de mim parecia misturar-se à face doce e morta ao meu redor; aquele cheiro já começara a penetrar profundamente em meus poros. Eu estaria entrando em alucinação ou aquele som era realmente audível e real?
Aquele choro insistente que aparecia constantemente em minha cabeça, o choro de um bebê que aparecera nos meus sonhos, embrulhado em uma manta branca e envolto de uma aura dourada. Era quase enlouquecedor, peguei-me perguntando se era mais sensato fazer o meu trabalho ou apenas ir em busca de um som que poderia não ser real.
Levantei-me da areia, fui caminhando com dificuldade entre os corpos pálidos e rígidos, eu estava com medo. Nunca vira tantos corpos juntos e mortos assim; não se comparavam aos corpos desfigurados de uma sala de anatomia.
A beleza da água do mar à minha frente era incrivelmente contrastante com o que meus olhos podiam observar.
Caminhei lentamente ate ir em direção do choro, e ele me levava a um amontoado de caixas e entulhos, pedaços de concreto - tudo o que a água havia depositado ali de forma bagunçada. Sim, era o choro, o choro de um bebê. E era tão audível, doce e real. E emocionante.
Um bracinho branco mexia-se de forma nervosa, para o meus espanto, entre alguns pedaços de concreto. Havia formado ali uma especie de gruta em torno da criança, era uma coisa quase feita por mãos humanas. Mas não eram mão humanas que tinham estado alí.
Algo sobrenatural parecia ter posto o corpinho da criança com cuidado na areia e a protegido em torno de pedras.
Era quase um milagre, um bebê sobreviver em meio aquilo tudo, em meio aquele fim de mundo. Intensamente perturbador reconhecer a face de uma criaturinha tão pequena em meu sonho - que destino havia levado-me até aquele bebê?
Pensei com os meus botões que, depois de tantos anos, desejando ter alguém em meus braços, ao qual pudesse embalar, a vida poderia trazer-me um presente.
Mas eu realmente nao imaginava que poderia ser daquela maneira; um milagre em meio a corpos em decomposição, como um presente perfeito da natureza.
Sim, ele havia aparecido várias vezes antes de cruzar pelo meu caminho. Aquela criaturinha deveria ser muito especial.
Alguns misterios, pensei, são quase assustadores. Mas naquela tarde senti que era guiada por uma força maior, de uma forma ao qual não poderia sair de alguns acontecimentos.
Como se o destino já estivesse ali traçado, pronto a acontecer. Ou tudo seria apenas fruto do poder de meus desejos e pensamentos?
Havia um milagre ali, cruzando com o meu destino e com a morte, e aquilo parecia maravilhoso. Uma mistura entre o doce e o amargo.

quarta-feira, março 03, 2010

Entrevista com um Vampiro.

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´´- Mas ele acreditou que tivesse sido possuído pelo diabo.
- Esta é uma idéia muito mais mundana - disse o vampiro imediatamente. - As pessoas que param de crer em Deus ou na bondade continuam a acreditar no diabo. Não sei por que. Não, realmente não sei por que. O mal é sempre possível. E a bondade é eternamente difícil. Mas, precisa compreender, na verdade a possessão é um outro modo de se dizer que alguém está louco.´´

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