segunda-feira, dezembro 22, 2008

Eu, agora e sempre.

Eu que não sou boneca,não tenho sapato de plástico,meu cabelo não cobre uma superficie de seda e meu coração tem lugar nas montanhas esquerda do meu corpo.
Pulsa como carne viva, em vermelho carmim, vibrante e alucinógeno.
Mas bate como um cavalo veloz pelos campos da aurora mais linda, tão forte que por vezes parece falar atraves de minha garganta.
Eu não me sobresaio, eu danço no ritmo que me é embalado, como os tambores de uma magia amorosa que não param nunca na noite adentro...
Não fui feita de saia-avó, nem do plástico das arvores, eu fui feita das plumas das asas dos anjos.
Cabe em mim mil revoadas de pássaros tagarelas e coloridos, e eu alacanço alturas que me levarão ao amor mais sublime do universo.
Cabe em mim a docura das balas da esquina e a solidez das esfinges.
É quando me busco perdida entres os querubins e a voz de Deus a chamar-me pelo nome, como criança perdida em imaginações açucaradas, que me reencontro em casa.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

A dança da vida em piruetas mil.

A cor que nasce viva,alegre e festiva, me convida para dançar.

Em pequenos passos, quase como um bebê cambaleante, me puxa.

Se equilíbra em sapatos de cristais, reluzentes como o azul do céu.

Se mostra sagaz, agita a minha alma e colore as paredes do meu mundo pardo.

Danço como se o amanhã não existisse, e a minha existencia fosse como a de uma flor

em sua puberdade mais cheirosa.

Danço com a música de vida que toca ante a mim, trazida pelos ventos

que entram em minhas janelas furtivas.

Rodopio, tento passos de bailarina e pareço que irei voar, como um pássarinho frágil e divertido.

Retorno a mim e guardo a música como troféu, nela a canção mais poderosa

embriaga a minha alma e me acalenta.

Já não preciso das tristezas vividas, pois tenho a valsa do universo a surgir dentro de mim.

O que surge dentro como fogo.

Ponderam-me os novos soldados dos dragões que cospem fogo em meus pensamentos.
Queimas meus quadros, os desenhos mais dramáticos de minha alma.
Já de mim, por inteira, ou quase pela metade, não sobra muito.
Vejo, com olhos de quem vê cegamente, o fogo de uma paixão proibida
furtiva, inconsequente, infrutífera mas desejada e que queima a minha pele.
Queima tambem as paisagens que dentro de mim vão surgindo, devastam
as florestas de minha alma.
Sufoca-me, intoxica-me como o fim que nunca teve começo.
Eu, que sempre estive as margens da vida, sem querer o querer de outrem.
Como uma guerreira desbravada, morro por querer o despudor da linha certa.
Dragões que são despertados em meu interior, zangados e agitados...
mas que, incrivelmente, derretem o gelo do meu coração.

sábado, dezembro 13, 2008

Surgindo.

Eu o vi correndo como um cavalo, tão rápido quanto um raio de luz
Eu o vi sorrindo pela morte, brincando com o sol que surgia em si, crepitando em labaredas mil
Eu senti o seu coração batendo com fervor, mas não o vi desejar o meu amor da forma que ele nascia livremente ao seu redor.
Abraçava-o, beijava as suas bochechas gordas e ele se esquivava, dizia com os olhos que o medo era o seu melhor companheiro, e era perdoado.
E ele continuava a correr como algo feroz, com voz estridente e garras afiadas, a me ferir.
Tão quente como o meu interior e tão frio ao toque como o gelo das montanhas ao meu redor.
Sem vírgulas, sem olhos , sem choros ,sem sentimentos e, o pior de tudo, sem sensibilidade para dizer o que sentia a uma flor.
Um simples e pura flor amorosa.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

eu

Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano.

baby, one more time

A vida existe em delicadas estruturas, em almas sensível e celulas unidas entre si.
Há algo mais atras destas tres coisinhas citadas; algumas serão sempre um mistério pra mim.
E acredito que, com tanta informação ao seu redor e sinais, algumas pessoas realmente perdem a sua essência no quesito de SER DELICADO.
Eu sempre pensei que as minhaz rezas, a minha preocupação intensa pelo próximo e a minha bondade extrema teriam algum valor.
Agora, quase caminhando como uma mal amada hahaha, não tenho vergonha de dizer que a cada dia mais, volto a ser a pessoa reservada que eu era.
O perigo fica maior quando vc se abre pro mundo de uma maneira inocente, e deixa qualquer pessoa entrar, então vc se vê sozinho, desesperado por ser amigos que não se importam com vc.
Eu realmente gostaria de crescer sem me conturbar com todas as merdas dos sentimentos humanos, uma vez que tudo isso me corroi totalmente as vezes.
Mas é que eu penso : Humano significa o que mesmo?.
Vc está confortavel em sua cadeira, só olha para uma direção, não percebe os próprios erros e fica num ciclo de procurar espelhos nas pessoas numa tentativa se curar suas feridas.
Seja Humano, somente.
Não um animal selvagem, castigado pelo sofrimento, que acha no direito de sair correndo pelo mundo e mostrar as suas garras.
Mas quer saber o mais lindo disso? é que eu realmente nunca vi um animal estupido, somente o homem. Mas o quesito ´´animal´´, talvez seja muito elevado para nós.

[...]
Mas como diria o velho ditado, antes só do que mal acompanhado.

quinta-feira, novembro 13, 2008

En la noche

Sozinha, vestindo roupas que não lhe covinham.
Insinuantes pernas muito brancas como marfim, perfeitamente lisas e desejáveis ao toque.
Onde estava seu coração, no entanto, feito de retalhos mal interpretados à meia noite, no jardim?
Naquela noite, quando ela saiu, a esperança sempre lhe vinha à cabeça.
Um impulso da descoberta milagrosa e era tudo que ela precisava.
O que encontrar dentro de sua alma?
sentimentos fulgazes que lhe brotavam na mente, inspiração elevante,
tão epileptica quanto as cortinas da sala mal iluminada e velha a lhes dançar sobre o olhar.
A mão doia, o braço não parava, a mente fervilhando, o coração sempre a ter uma taquicardia para contrastar com a noite tediosa que nascia dentro de si.
Para que tantas palavras se numa realidade elas não serviriam para nada?
Tudo o que ela podia ter eram decorebas científicas malfadadas e prometidas em um futuro milagroso.
Mas não era nada disso, era só algo repleto de cores, criação
que tivesse também pernas, enormes olhos inocentes
e que tivesse voz, e que cantasse quando todas as luzes da sua alma estivessem apagadas.
Era mais.
Algo no pico da montanha, a gritar e ficar rouco
A brilhar incessantemente e ser reprimido sem a piedade dos santos das igrejas.

segunda-feira, novembro 10, 2008

profundos lábios

Quando minhas palpebras ficam pesadas, minha mente se turva e eu penso em uma pluma bem leve, dançando pelo ar em acrobacias perfeitas.
É como desaparecer por uns instantes, ficar cega e se jogar em uma camada de algodão e dormir profundamente como um bebê.
Que síntese mais perfeita eu poderia ter, quando a lentidão dos meus musculos me deixam em extase?
eu sempre gostei de sentir sono porque não me levo, permito-se ficar e pegar um elevador pra sair da minha consciência e apagar por alguns segundos.
Saio do meu corpo sem rumo, para andar a esmo pelo recifes rosados, seguindo como um cão aprumado o seu dono.
Fiel e leve. Mas não é um corpo fiel ao qual procuro, o que eu quero é amor.
Não amor de ssexo oposto, mas amor, de todos os tipos, todos os calibres, cores, gostos.
E meu sangue a muito tempo já percebeu o que é tudo isso, já aprendeu a não ser ácido, apenas doce, doce, injoantemente doce.
Tão doce que cura.
DE um desejo arfante, eu sobrevivo a prolongadas revoadas com minhas asas de pássaro branco; me sinto rica não pelo que possuo, mas algo que me preenche o espirito quando respiro o ar
rico da mais plena felicidade que deixo me adentrar.
Não me falta o delicado essencial - talvez eu seja a síntese do amor ideal, que me leva à tal conhecimento de alma.
Sempre dentro, como uma semente de abobora.

sábado, novembro 08, 2008

Topázio, meus colares!

A música lentamente caminha pelos corredores brancos e longos,
tenta entrar em portas fechadas do meu coração.
Conturba-me como uma batida mal feita, doente
e equilíbra a acidez que por horas ,
corroe os meus mais tempos decorridos de sol.
O que eu saberei hoje por vc, que não poderei saber amanhã?
em um tempo mal criado, que nasceu aos 7 meses de uma gestação
sem alegrias?
ou o que poderei chorar e rastejar só para sussurrar em teu ouvido
e dizer que sim, eu me importo profundamente?
O que roubas não é a verdade, é só mais uma teoria de um livro mental
ao qual não podes definir se é o que tu és, porque isso, se não sabes,
só provém de ti mesmo.
Não é como a lua que esparrama seu brilho sobre o mar, como lama de ouro,
você só precisa acreditar em um serenidade interminável, em sua força de rosa caleijada
e nada mais.
Porque a rosa nunca, em seu amâgo, poderá ser caleijada, só o teu ego.
Porque o tempo não pára só para escutar o seu lanto emocional, e o que passou não volta jamais para ferir o teu coração - ele na verdade já é como uma fênix

quarta-feira, novembro 05, 2008

she

Uma garotinha que caminha triste, seus pés doem,mas ela insiste no descompasso de sua dor.
Como se fugisse de lobos brancos, no meio do pasto verde e o sol ensolarado, ela procura respostas de perguntas engendradas por sua mente inquieta.
Tão injusto, muito tudo isso aqui e acolá, onde a chuva só caí para si e o sol caleja sua pele branca como a neve, imensamente injusto.
Parecia que em intervalos mínimos de tempos humorais, o destino ria dela numa estrondosa gargalhada, que mais pareciam trovões.
Bochechas vermelhas, lábios pequenos como os de uma boneca, olhos escuros como a noite, imensamente tristes que insistem em chorar.
Mas porque tão triste se tão bonita?
o que a levaria ao âmago de sua dor e lá repousar?
A brisa quente que alternava danças entres seus longos e escuros cabelos, emaranhando-os como se quisessem alegra-la, enxugavam suas lágrimas e cantava em seus ouvidos para
alegra-la.

Musique de la pasion

Um eco no silêncio da noite : a tua voz como valsa,
que toca peregrinamente pelas janelas do meu quarto
e me acordam,
me tocam,
me tomam em teus braços
e beijam minhas mais profundas agitações existenciais.
Não durmo,
entro em sonhos mais febris com cheiro de lavanda e gosto de morango. Há tantos sons em minha alma que me perco por dentro e torno-me surda.
A tua voz, no entanto, permanece viva em todos os cantos onde vou, parece sair da minha propria alma,
como um espelho reluzente.
E não há mais pecados, dize-me ela, não há mais agitações pq ela me embala como um bebê amendrotado.
Me cala num sussurro bonito e me faz escutar para amar,
como numa dança profusa de toques musicais e beijos
amorosos.

Uma pauta para o que seja a vida.

O barco diminuto, que olho atraves de janelas grandes, parece com a minha alma quando me perco em labirintos internos.
Ao longe, tão lento, parece ser tão frágil e vulnerável, rodeado de águas verdes e salgadas.
Cheguei a pensar uma proeza : Somos como barquinhos, navegamos rumo aos mares da vida.
Nossos destinos, cheios de escolhas, perólas, naufrágos e nossas vidas que não param nunca de tic taquear atraves do relogio na cabine do comandante.
As águas frias e salgadas da vida, que parecem sempre perigosas e profundas, a nos olhar e querer tragar todas as verdades, maquiar a tua felicidade, levar o amor todo embora...
Somos feitos de tudo : medo, piratas, sal, água, vitórias, invasões.
Alguns só podem remar, outros podem usar um potente navio para conduzir suas vidas.
Mas nunca paramos.
Nunca paramos de respirar, mesmo que morra o corpo - a alma também respira.
E vive misteriosamente como a noite afora, que sussurra para mim canções de ninar e me falam ´´ o menina mulher, dá um passo a frente, sejas graciosa como aquela lua branca que habita sobre a sua bela face´´.
Então eu posso entender que, com a lua a guiar-me, e os ventos a condudir meu navio, eu irei caminhar pelas estradas da vida com a serenidade dos mares.
Não estarei sozinha nunca.

segunda-feira, outubro 27, 2008

ELa.

Ela caminha pelas ruas ligeiramente, com seus sapatinhos graciosos, vermelhos, da cor dos seus perfeitos lábios. Tão compenetrada em seus sonhos internos, criando filosofias e poesias dentro de si, exalando lirismo ao mundo, povoando idéias por aí.
Saem de si coloridodas notas musicais jamais observadas pelas pessoas ao seu redor.
Ela não sabe ainda que é especial, mas ela brilha como um sol forte, ela atrai olhares e as pessoas não sabem porque se sentem atraídos por ela.
E quando a olham, sentem-se desnudado por algo inexplicável.
Ela sabe ler almas humanas como ´ninguém, ela sabe ver a verdade atras da mentira como ninguém.
O que ela não sabe é ser má como a maioria, por isso peca em sua existencia.
Derepente, se essa menininha tão adorável fosse má, não seria um pouco mais esperta? mas é que dentro dela não cabem mil brebotes de malfadados sentimentos humanos.
Eles são tão complicados! mas porque, se tudo na vida é tão simples? se há tanta simplicidade nas asas de uma borboleta, ainda que exista matemática nelas, porque a vida e tudo que reside nela não possa ser simples?
Porque nem os passos que ela dá são tão simples. O pé atras, o outro na frente, como uma doloriida marcha, o encontro ao real, do querer não querendo.
Porque não esquecer todas as regras e fugir correndo para bem longe?
o pé ligeiro, no sapatinho de boneca delicado, inapto para o seu querer interno, que nunca realmente lhe convém quando ela apenas quer correr o mais rápido
possivel de um mundo onde ela se sente diariamente perdida.
Quem deveria saber que quando um pássaro canta, ningué escuta porque todos choram? a natureza, que proclama todo dia, a criação do mundo, não está de perto do homem, mas ela sim. Ela tem dentro de si a perfeição do instinto humano e do animal que se encerra em si, há um equilíbrio de cores cromáticas que fazem dela um arco íris lindo jamais visto.
E, enquanto ela bate na mesma ttecla, ainda não entende o que se passa, o que realmente é, o que veio fazer aqui.
Mas ela sabe todas as enzimas que constituem seu corpo, ela sabe porque o cara do outro lado da esquina é tão sério, ela sabe o que todos pensam, mas ela não sabe ser má como todos fazem.
E na verdade, recusa a usar suas asas com medo de que descubram que ela possa parecer um pouco melhor que os outros.

a realidade misturada com a metáfora do meu mundo

Em linhas circulantes da manhã um pouco fria, que vão e voltam, me deixam mareada como um navio sem rumo. Escuto estalos dos carros nas ruas, que parecem me dizer que há algo mais vivo no meu sonho do que eu seus motores. Se eu escolhesse entre o gelo e a fogueira, eu ainda seria EU MESMO? em que contribuição afetuosa poderia ficar perdida?
Por muito tempo pensei em ir recolhendo todos as minhas pequenas dores para depois contruir algo maior, algo genial.

Mas, depois de séculos eu descobri que, um passou a frente e dois atrás, eu deixava minha alma ser quebrada como um fino copo de cristal. Para que tanta sensibilidade quando o tempo todo, somos mortos por sensações que não nos permitimos adentrar? a morte da vida que nunca se vive, apenas se reclama na platéia do mundo.
A doçura esquecida, a palavra mal proferida, o sorriso falso, os pensamentos tão mesquinhos - isso tudo na verdade tem me ferido profundamente.
Estou acostumada a ter a visão de um mundo majs pacífico, não há dentro de mim a inveja, o mal preconceito da falsidade feia e tampouco há dentro de mim a superioridade que aparento ser . eu vivo numa tímida existencia e a única coisa que poderei te oferecer é ajuda.
Eu amarei ajuda-lo dde qualquer forma, porque eu existo com o meu coração, não com o meu ego, a minha inveja, não com a imagem errada que você tem de mim.
Na verdade, tudo o que vc pensa quando olha ´para mim é mentira. Algumas coisas podem ser a mais verdade absoluta.
Mas o que eu posso dizzer é que, quem não entra no meu coração e não sente a minha alma, nunca saberá quem eu sou.
O que incomoda é eu me incomodar em pensar que as pessoas pensam eu eu sou uma má pessoa, na verdade, eu sou mais inofensiva dos seres humanos, e vc não sabe o quanto.
Sou tão doce que as pessoas mais más colam os seus baixos sentimentos, para roubarem um pouco do meu doce.
Mas só uma coisa : não roubem, eu posso compartilhar com vcs o que sou, e talvez, vcs aprendam comigo.
Venham, eu não sou egoista, nem tampouco a menininha futil, seria e metida que fica caladinha na sala de aula, que não fala com ninguém.
O meu problema é que eu rrealmente não tenho nada a ver com a vida no planeta terra. Tudo dessa esfera azul que provem dos sentimentos mais feios dos seres humanos me fere terrivelmente, e eu estou cansada disso.
Não culparei o mundo, mas sim a minha sensibilidade de deixar ser ferida, de roubarem a minha paz.

sexta-feira, outubro 24, 2008

quarta-feira, outubro 22, 2008

Dulce

Quero o meu céu como uma cobertura de chocolate com morango, tão doce que embriaga a alma e agita, me deixando como criança.
Mas infelizmente corre lá fora um mundo que não é tão doce assim, é feito de concreto, poeira de carros velozes e pessoas com expressões crescidas demais.
Como posso enteder que a vida não seja feita de doces? quando há corações sofrendo de sérias patologias graves, deveriamos ter mais incidencia de diabéticos do coração.
Daqueles que quando você vira a esquina, encontra doçura no olhar, um contentamento interno, uma energia superior que contagia.
Ojo!, o sorriso de doce de leite nem que se fale nessa cidade. As pessoas da cidade ao qual atualmente moro parecem sempre tão sérias e amargas, que me pergunto se é por isso que gostam tanto de doces.
Será que o corpo, numa tentativa frustrada vai em busca da sua glória fora de sua capacitações?
Não há uma rua onde não encontro doces a sorrirem pra mim, convidando-me e fazer a festa, me açucarar mais. Mas também não há em uma rua onde eu não encontro uma pessoa a sofrer de mal humorisse croniica do coração.
Eu, tampouco acredito que o frio possaa congelar corações, te fazer pior, te paralizar. Bem, pode sim, mas só a nível corporal.
Mas covenhamos, somos mais do que corpos - temos algo que vai mais além.
E nesse além repousa algo doce, muito doce, que não te deixa amargo, nem frio, nem cinzento.
TE deixa como um imenso bolo, um apetitoso bolo de aniversário alegre...
=)

Um pensamento


As horas da vida são tão frageis quanto um bebê que dorme.
é realmente tão raro saber viver.
Com um mundo tão perfeitamente colorido e uma natureza deslubrante, não sei como o ser humano, em seu topo na cadeia alimentar, pode ser tão estúpido.
Como podemos matar animais tão lindos e poluir águas tão preciosas? Nem ao equilíbrio emocional sabe chegar, ou ficar.
Tenho inveja de átomos, porque eles gastam energia para isso, permancem num perfeito equilíbrio.
Indo mais além, poderas observar que não só em parte microscopica - a natureza permanece numa perfeita sincronia, num sagrado equilíbrio.
Eu nunca vi um pássaro dizer ao outro que ele é pobre, rico ou feio.
É claro que em algum ponto, haverá um atrito devido ao instinto de sobrevivencia, mas é algo que ocorre naturalmente.
O homem deveria ter mais consciência do que faz, já que se denomina um ser pensante, com uma cérebro mais avantajado, o rei da natureza!.
Eu ainda acho que não passamos de amebas do Universo.
InteligÊncia para mim, vai mais além do boas interconexões entre neuronios, gordas bainhas de mielina,teorias matemáticas ou construções hipersuper modernas.
O que falta é sensibilidade de viver, de enxergar os outros com humildade e igualdade, de saber perdoar. O pior de tudo é que não somos o que o nosso nome nos denominas - SER humano.
SER talvez, mas humano? eu não acredito em humanos.

terça-feira, outubro 21, 2008

só um

há dentro de mim uma petála que se esconde, como o sol atras de uma ladeira ingrime dos morros da minha pequena cidade.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Plaud

Junto ao teto, havi um enorme anjo barroco esculpido delicadamente. Parecia olhar-me furtivamente, seus olhos tinham sido feitos de vidro e dava-lhe um aspecto esttranhamente vivaz. Fiquei horas, dias, ou talvez ´séculos sentada, pensado ouvir a respiracao do anjo barroco, pensando ter visto ele falar, com sua voz de crianca sapeca, segredos que meu coracao nao ousou falar.
Era meia noite e o tempo transcorria, lá fora havia uma tempestade e a chuva já inundava toda a area da frente da casa. Eu estava triste, toda aquela chuva parecia querer falar comigo, entrar na casa e varrer todas as minhas desgracas, todas as minhas dores de alma.
De uma certa forma, se toda aquela agua que estava caindo do céu, entrasse em minha linda casa, eu estaria eternamente agradecida.
Não saberia dizer nunca, ou de alguma forma logicamente plausível porque me sentia tao letargica.
Talvez fosse a solidão de uma vida tão vazia, sem novidade, sem inspiracão. Sem folegos, sem tempo para olhar as cores do mundo.
Dentro de mim, eu estava desesperada.
Parecia afogar em mim mesma, de uma forma louca e sem fim...
Mas ó havia eu, e um maldito anjinho barroco a incendiar minha imaginacao, a me convidar pra dancar em seu olhar travesso, e despertar meus instintos mais doces...
A chamar meu coracão para ser amado, sem pudor.

El Marco de tu corazon - para vos

  • Que não desvanece ou floresce, não morre e caminha por longos corredores onde só há as coloridas imagens de vitrais, com anjos a olhart- te e dizer ´´ oh, mas que pecado puro´´.
  • E eles, até mesmo eles, choram em uma profusão confusa de dedos delicados, tocando a boca e chupando suas heresias ao emprestar o rosto aos fieis mais crueis.
  • Criei asas, mas fostes tu quem dançou ao vento para depois decolar rumo aos céus e voar para loonge.
  • Pássaro selvagem, que segue o prumo sem voltas, segue à vida num compasso desvairado, sem saber que é amado tão compassivamente. És como o vento furioso, sabes guardar tuas bolhas de alegrias para dançar valsas em noite que alquimia;
  • mas o que não sabes é que, entre eu e tua pessoa, tua inconfigurada e desalmada pessoa, há uma costura, com linhas de ouro, que faz-me não querer sair perto de ti. Não, nunca mais.
  • Se vas embora, me leva junto de ti, sem vida, mas não me rasga como uma boneca de pano.

segunda-feira, setembro 29, 2008

palavras chaves sem sentidos coloridos.

E por um tempo perguntei-me se o galho era forte o bastante pra suportar o fardo que eu, desesperadamente durante a estadia do rio, queria carregar. Eram fontes novas, indecifráveis e incongruentes às quais colocava a minha frente como forma de escudo. Não me tornava nada, eu tentava ser como a existência de um cachorro sem palavras e mortalidade. Não me permitir, não trocar as correntes do bem, não derramar a vítima que se exibia em minha vitrine colorida ante o mundo.
Os suspiros dentro de mim já eram gritos por tantas mentiras inventas por mim; o que poderia ser o grito a ecoar nas ruas escandalosas na noite taciturna?
Criei um outro EU, perfeito, de cabelos coloridos e sorrisos escandalosos para desmascarar as minhas proprias satisfações sem temperos.
Eu já não sei em que direção ir.
Tenho-me tornado aquilo que não decido ser : um pacote cheio, inflado, dolorido e cheio de carga.
Não permitir-me adentrar em meu coração e vasculha-lo em busca de uma pureza que espero encontrar nos outros. Prefiro falar que sou um arco-iris que encanta por alguns minutos, uma coisa rara e tímida... que não gosta de aparecer por muito tempo por medo de ofuscar.
É como o mar, que vai e volta...minha vida tem se tornado uma profusão se sensações emaranhadas e sem sentido.
Tudo o que eu vejo parece ser irreal; tento, incansavelmente, buscar algo plausível para a minha mente, escavar buracos em busca de ouro.
Como invadi-lo sem penetrar e machucar suas feridas?
Como cura-lo e colocar em seu altar flores, para que ele não evoque a morte, as suas loucuras, suas doenças?
Como beija-lo e cura-lo profundamente?
AS vezes sou uma coisa e não sei dar nome a essa coisa, torno-me portanto, uma coisa não coisa. Um vazio, uma big bang mal sucedido e em fragmentos.
Um passarinho debatendo-se contra a janela da minha alma, esperando pra ser socorrido em sua fragilidade perfeita e emocionante.
Um cachorro que roda pela cidade, pedindo atenção e comida, tentando achar o seu caminho.Poderei e ser a metáfora que encontro em cada esquina? em estalos de beijos? e toques de pele?
Eu já não sinto o gosto doce da minha pele, o aroma do vento, o farfalhar das asas de uma borboleta. Tudo o que eu faço é existir em uma dualidade morta como uma flor despetalada.
E não sei pra onde ir, eu realmente não sei o que pensar, em que me deter, o que respirar, o que pensar( já não sei se penso).
Que cor escolherei amanha para pintar o meu mundo cheio de birras, ociosidade e ingratidão? cara, eu tenho sido tão estúpida comigo mesmo.
Desperdiçando tanto tempo, talento e intuição.
Como um cachorro louco que anda pela cidade, à noite, com suas botas a ecoar forte no asfalto, acordando bebês que dormem como anjos.
À chamar a atenção do cara que caminha com um coração ferido do outro lado da rua...
(não sabe ele que o meu foi moído e pisado à 300 mil anos atras)

acabo sempre atraindo o que tenho em mim, ou o que não quero ter e permito-me aconchegar.
estúpida, muito estúpida.
preciso acordar, help!.

quinta-feira, setembro 11, 2008

behind me

São 05:40 da manhã e eu já dormi o suficiente para dizer que estava cansada. Como alguem me disse hoje, o excesso de cama e sonecas são fulgas pra um outro mundo mais colorido. É, tenho procurado por arco-íris achando que eles me levarão, ou servirão de escada para um mundo glorioso. Mas sou uma curva sinuosa sem transitos paralelos, não me busco porque tenho medo de me ferir com meus próprios espinhos; o absurdo de tudo isso é como uma flor ousa ter medo de seus próprios espinhos e, antes de seus próprios reflexos.
As vezes misturo glórias com lama de porcos e perco todas as minha pérolas, depois não consigo achar a chuva que possa lavar o meu dia cinzento, feito de cinzas de um cigarro mentolado.
O que faço, então, para esquecer mais de mim e lembrar mais que eu existo, que eu tenho uma consciência barroca e apinhada, e que eu, por fim, preciso fazer algo pra dizer que não morro como barata antes do veneno?
Eu não escapo, na verdade, sempre estive correndo velozmente como um cavalo indomável e não consigo parar. Quanto mais corro, mais sinto um prazer viciante com gosto de morangos, e isso me deixa terrivelmente sem rumo.
Se já não sei o que fazer é porque ontem, fui enviada ao universo e voltei do mesmo modo que fui. Mas o tempo passou. O tempo passou tão rapidamente e eu fiquei estagnada por não acreditar que tudo era permitido.
Meu coração então falou :´´ Permita-se, Sara. A festa da vida ainda continua´´.
O que devo fazer então?

domingo, setembro 07, 2008

?

A música tocava em pulsasões sexuais e tremeluzentes, algumas pessoas pareciam entrar em extasis, com seus corpos expostos e sensuais. Eu observava como um alguém de fora, sem corpo, sem alma, sem a identificação de ser humano. Nada fazia sentido, o que dava valor à tantos abraços, olhar, movimentos e cheiros?

sexta-feira, setembro 05, 2008

Uma nota sem a música.

Há um cálice reluzente de sentimentos misturado com absinto que me chama sem piedade.
Sei que ao toma-lo,irei pecar me envenenar com as paixões ímpetas e os desejos escancarados.
O meu mal talvez seja correr sempre atrás de algo que não tenha lógica, e não me faça pensar, não pensar, não esperar um longo tempo de coruja para amar.
Amar profundamente e sem pudor, como despetalar um rosa sem dó e depois fazer magias de amor malogradas.
Fico entre escolher o terror de se entregar, de morrer aos pratos pelo pirulito roubado e do pudor, do pudor excessivo e anti sexy, o pudor de se entregar e se afastar com o coração explodindo de desejos vis.


Acho que tenho medo demais, chego no ínicio, no ápice, no ímpedo e depois corro ligeiramente como barata traicoeira da minha cozinha. É algo tão coloridamente inexplicável que já não confundo os meus pés, na verdade, sempre dou dois passos atras.


Continuo pensando como se estivesse em um conto de fadas,procurando estrelas em esgotos, procurando lábios como os dos querubins das igrejas. Não encontro sacrilégios, só eufemismos conturbados que choram dias e noites, deixando-me surda.
Misturo a realidade e a fantasia de um modo tortuoso,como se fosse uma bebidinha comum e vulgar.
Me perco ainda mais por não saber o que realmente quero, o que sinto já não me impulsiona para a verdade e ao centro.
Fico retida, como respirar e por um nome no que desejo?
Mordo tanto os meus lábios quando penso no desejo que chego a feri-los, sinto o gosto do sangue e isso me deixa ainda mais no paraíso dos desejos febris.
Depois, engatinho como um bebê, ou como faço para ir ao banheiro quando bebo demais, para poder dizer que eu quero, e quero demasiadamente teus braços.
E é tão patetico, eu não aceitei o simple desenrolar das ondas do mar, é tão cruel eu não querer crescer e apenas aproveitar. Fixo-me em um medo, um desejo e morro por eles.
O meu corpo acelera, minhas mão tremem e minha mente fala ´´corra, nao perca tempo´´. Mas meu corpo fica, paralisado, com medo de te queerer mais e mais e mais, e não sair de ti.
Colar, afundar em tua alma, no perfume da tua pele branca.
Mas o que faço, e sozinha à noite, é fumar cigarros com teu nome em um mundo imaginário, onde eu escondo meu coração com medo de que o firas.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Eu

Eu não sei o que se passa aqui dentro, e na verdade, me pego assustada tentando ir em contra meu coração.

Não, não era isso que eu deveria falar aqui, ando tão embaralhada que misturo todas as minhas camadas.

Minha alma parece que foi feita como colcha d retalhos, ou como tranças que s juntam numa profusão louca de cabelos.

E eu descobri que depois de muito tempo, tenho voltado às minhas raizes, de uma maneira homeopática para que o choque não seja muito grande. Mas ainda assim, me sinto tão absurda, tão perdida e provocada por essas ruas misteriosas de buenos aires.

Tão boba por ser escrava dos meus desejos e fugir dos deuses...

domingo, agosto 31, 2008

entre o céu e o mar.

Faz algum tempo, e eu já nem sei mais em que face meu olhar ficou gravado.
Talvez esteja na esquina mal lavada, com cachorros soltos e alegres, com a garota triste a caminhar - a minha síntese na verdade, se repousa aí - e depois, como água benta, a verdade verde apareça querendo espantar os demônios vermelhos que vivem na noite preta, e comem minhas palavras.
Se alguém robou todo o meu senso de flor, de cores e sensações mortas, esse foi o silêncio.
Foi também a fome de não falar ao mundo o que sou, ou até mesmo de amores desejados e lavados com sabão de coco.
É, eu deveria esperar o trem do tempo passar, e dormir nas noites mais claras; mas é que como as minhas noites são sempre pretas, me sinto atraída para esse lado mais obscuro da vida, sem medo de ser o que sou( pela primeira vez, depois de muitos séculos).
Um sensação que vem, e parece trazer consigo uma revoada de passáros encantadores, que cantam em meus ombros e fazem canções inspiradoras.
Será que algum dia também tive um bico e criei lindas canções? tive penas coloridas e voei?
Uma vez, quando desejei ser um passáro, Deus me mostrou que passáros eram frageis, e logo um estatelou-se no chão.
Eu vi então, que ali estava a minha fusão.
Não era nada, mas só um aviso, e era tão mal agradecido o meu desejo.
Porque eu sabia, por dentro e profundamente, que eu tinha enormes asas, e que poderia voar eternamente.
Embora tão frágil como um passáro, eu era um Ser Humano, com capacidade de colorir o mundo, e~não tinha alguma noção disso.
Então eu vi, eu vi algo tão explendido que não consegui explicar, mas eu perdi o meu olhar. Aquele olhar vago a estar sempre a pensar, quando todos os espelhos estavam quebrados.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Human nature



Did i said something wrong?

sábado, agosto 16, 2008

Deasabafsos

É noite,uma noite calma e desvelada, muito calada.
Lembra a Sara de uns anos atras, que comedia as palavras de um modo tao diminutivo, que apenas sabia fazer monólogos.
Tenho tentado surgir,depois de tanta escuridao, como o sol que brilha. Pela primeira vez quero me queimar com a luz da vida, sair ao ar e deixar q o meu brilho nao alimente aos egos de passarinhos, mas aos coracoes. Tudo que eu faco nao tem maldade, é desprovido de uma certa malícia, embora a minha mente peque pela falta de pudor.
Mas saibam, meus amores, que eu nao sou aminha mente, nao sou a palavra proferida em momentos de raiva, nao sou o meu corpo nem o meu rostinho de boneca.
Algo mais profundo, como um poco de aguas cristalinas.
Tenho sentido necessidade de me voltar p o meu interior, me sentir preechida novamente, palpar o que é real.
Nao suporto me sentir vazia e perdida, como se tivesse perdendo a consciencia; nem tampouco um mundo fútil e superficial, onde todos julgam pela forma.
Me esqueci de achar em espelhos, quebrei todos, sangrei e chorei mas nada adiantou. Fugindo de paixoes, de pensamentos fantasticos, eu me sinto só.
É como se nao houvesse ninguem, ninguem com quem realmente se importasse com vc...
and its so sad.

domingo, agosto 10, 2008

This is for you, yeahhhh

No palco da vida, há uns incríveis atores comediantes que fazem o seu papel de uma forma maravilhosa. Nesse palco, nao se permite chorar em momento algum, principalmente quando as manchetes estao vendendo mentiras sobre vc.
Nesse buraquinho azul de intrigas e desencontros há uma verdade, que está bem escondida e poucos conseguem ver.
Vc a tem, e vc a conhece milimetricamente, mas as pessoas nao.
Elas explalham mentiras pq gostam disso, pq elas sao as mentiras embutidas no caráter. Como estao totalmente adormecidas, nao percebem a verdade dentro de si.
Nao há pq chorar por tanta desgraca, nem julgar, condenar. Só sorrir.
Sorrir pq, os palhacos da vida, mesmo que sejam os piores, estao aqui para nos fazer rir.
Nao pq estas em desespero, pq a idiotisse de alguns é demasiadamente inutil para ser derramado lágrimas.
O sorriso cura, cura a dor e cura mesmo. É como aguas que correm em um rio lavando tudo, e tudopassa.
E quando passa, nada mais importa.

sábado, julho 26, 2008

Pensamento da madrugada

O que não percebemos é que quando colocamos em nossas mentes algo, tornamo-nos esse algo. Somos levados e observados por isso, de tal modo que esse Algo nos domina por completo, fazendo com que ele se extenda ao mundo.
Sente-se feia? o mundo o verá feio. Sente-se glorioso? então serás glorioso.
Acho, e esse achismo é ridículo, que as pessoas, em sua maioria, realmente não percebem o quanto possuem um pensamento poderoso. Não sabem também onde ele as podem levar...fazendo com se desgastem desnecesariamente e fiquem perdidas.

sexta-feira, julho 11, 2008

o mundo vs. loucura

Tornei-me novamente a pequena barbie que não tem cabelos loiros mas possue a superficialidade do plástico. Sem bons argumentos, sem um boa conduta, sem uma boa lógica. Não há como ganhar, sendo tachada de algo que não fui, não há como ganhar. Se SOU CERTA, sou casta como uma freira, se demonstro desejos, sou despudorada - nunca há meio termo. Eles falam isso isso e aquilo, mas realmente importa?O mundo é uma selva e eu nasci sozinha, só preciso ser imparcial às críticas e elogios, não me afundo. Crio o meu discernimento e faço a minha estrada, mas não posso engolir teorias de santos ou demônios. Ainda que eu esteja perdida, há em mim sabedoria suficiente para me levar à glória. Até aqui não me perdi totalmente, há só um sensação estranha à qual ninguém consegue ver.Fecho-me ao mundo, mas não me condeno, para que? se tudo é impermanente, aceito a perda, afinal, tudo um dia se vai. Minha felidade e tristeza também.A minha irritação com pessoas estúpidas tomou lugar a uma paciência incrivel e isso de alguma forma me deixa mais feliz, deve ser porque gosto de compreender as pessoas, ou porque tenho compaixão.É, aprendi um pouco. Não sou mestre ainda,não detenho as verdades do céu e da terra, não sou deusa - na verdade tudo que invetam é mentira.Tudo que pode ser verdade é escondido, tudo que é mentira é vendido em capas de revista.Eu indago a um cara que se acha sábio ´´permaneço no meu ego porque ainda sou humana. Mas ele está na superficie, eu não. Não sou o meu ego´´.Vcs sabem o que é um ego?O ego que fala e não cala? o ego é o mundo e seus filhos doentes, crianças teimosas que relutam em aceitar o xarope para a cura.Deixemos o ego e lutemos pelas virtudes de cada um...ASSIM, quem sabe, julguemos menos a aceitemos os outros como eles sãoPorque afinal, fazemos parte de uma mesma merda.Tenho dito isso, mas é dificil viver em um mundo onde tudo é muito separado.Todos somos iguais, cada átomo do oceano deve pensar que é um alguem separado e na verdade faz parte do oceano todo.E tornei-me uma barbie ao mundo porque as pessoas costumam olhar somente a superficie, criam suas teorias e impressoes e disparam palavras, condenam.E como volto a falar meus camaradas, nao há nada a se fazer...Mantenha a calma e seja equanime, seu espirito agradecerá!paz para todos!!!

Hoje, amanha

Decidi ser o que sou, sem muito adjetivos falsos e toscos, sem vaidade. Permiti aflorar por dentro e perceber o que havia de mais sagrado, permaneci com isso.Não sei se acordei, mas afinal, eu realmente deveria pretender tanta coisa assim? quando tudo o que quero é saber as forças sagradas que regem o ceu e a terra.As vezes, na noite negra que se abre como um canto altivo de roxinol, eu percebo que tudo nunca muda, tudo numa profunidade incomensurável nunca muda, porque ali habita a essencia. Permaneçe sagrada, sempre. Sinto como se tudo viesse aos meus braços, me acalentasse.Uma mão invisível que passei pelos meus cabelos, o vento que bate no meu rosto ou o pássaro alegre que canta sem parar no galho - são todos tão puros e sagrados, tão perfeitamente lindos.Sem vaidades, torno-me simples, como sempre fui.Sem exigir respostas e fórmulas mágicas.O barco me leva e o vendo me guia ao coração.Permaneço no centro do mundo - o mundo que não existe e se exibe em mim, fundido como um oceano imaculadamente puro.

a vida em buracos coloridos

Perdi a alguns minutos a memória de quem eu era. O tempo passa e tudo fica como realmente é, só o mundo externo que muda porque precisa da mudança. Se meu interior progride, então tal mudança é real, a do mundo não, porque o que morre é ilusão, transitório. Não muda, apenas morre, embora a morte seja considerada mudança. Acredito que seja apenas renascimento de algo que precisa verdadeiramente mudar : o espirito. Há milhares de chances, em tantos mundos para cada um, como queira se adaptar, se vir e viver problemas, paixões e dores.Não é tão fácil viver em um mundo de formas, mas quando colocamos nossas mente apenas, a nos guiar, tudo realmente fica mais difícil e, mais pesado também.É um local onde você encontra de tudo, há tanta diversidade vendida por aí ; as pessoas devem estar acostumadas a isso e confundem tal virtude na separatividade. Mas se formos caminhar para qualquer lugar, percebemos que tudo, mesmo diferente, faz parte de um todo.É como um corpo - cada órgão diferente de si fazendo sua função, mas é apenas um corpo, uma única coisa. É o que somos...uma única entidade, energia...

quarta-feira, julho 09, 2008

Lost

Fale o que vc sente neste momento...

Um vazio, uma grande vazio contundente, mais incomodo que o silencio absoluto, que metralha as mentes das pessoas, liberando mentiras.
Do tamanho do universo, ou maior, muito maior do que essas palavras, muito maior do que o infinito. Nao tem lógica, nao está presente nunca, nao existe dentro da normalidade ao qual descrevem os livros q psiquiatria. Nem os pássaros do meu dia ousam contar o que eu sinto, porque só se sente, a nao ser que vc tenha o enorme poder de captar tal sentimento atraves das minhas palavras mal feitas, sem nexos. Atraves do meu olhar perdido.
Perdido em mil rostos.

sábado, julho 05, 2008

Tempos

A algum tempo atrás, que corria como um cavalo veloz, eu costumava deitar em minha cama de princesa e observar a tarde que desaparecia pela minha grande janela. Tentando resgatar todas as minhas imagens amadas agora em minha alma, eu me sinto dolorida. Nao porque elas tenham sido sofridas, ao contrário, foram mais felizes que os pássaros que costumavam pousar em minha janela. É algo tao bom que saltito pelo ar quando saio do meu corpo, me sinto aliviada ao pensar que nao tenho só aqui, mas o lugar ao qual eu costumava repousar o meu coracao e a minha mente. Faz muita falta, eu nao posso mentir, me faz muita falta. O branco de minha cama com dorsel e do meu chao de madeira, as minhas cortinas coloridas a sempre estarem debatendo com o vento, como se dancassem, a minha poltrona sempre ali, confortavel, a me embalar enquanto, na madrugada sem fim, eu me deleitava com os meus livros.
Os meus livros, meu Deus, agora estao tao longe que evito pensar neles. Mas uma dor pontiaguda que me dá no peito ao qual eu chamo de saudade, mas uma coisinha que incomoda e as vezes dá desespero.
E eu nao posso escolher pensamentos, melhor deixar todos eles por aí para que eu, com essa minha covardia de me achar em postes sem cor, chore desvairadamente.
Agora só posso adorar ao que tenho, já que o que tenho deve ser o que devo ter, e nao há do que reclamar, só agradecer.
Mas venhamos, as tardes nunca mais serao como aquelas, onde os anjos dormiam comigo, amontoados, com suas carinha rosadas e cabelos cacheados...
É o passado, o bom passado que nao volta jamais, que fica a desejar.

clarice fala

´´Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia – a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la –, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplesmente ir. É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me mesmo seja de novo a mentira que vivo.´´
clarice lispector



Isso é muito EU.

sábado, junho 14, 2008

Texto?

Tornou~se louco, tentou fugir do mundo.

Numa tarde ensolarada, onde os pássaros cantavam alegre, ele decidiu pular em um rio numa tentativa desesperada de resgatar toda a sua felicidade.Mas quase todos sabem que um rio é algo perigoso, suas aguas initerruptas nunca param, estao sempre a dancar e levar galhos das margens. Os galhos nunca sao firmes para quem tenta apoiar~se neles.Em que galhos de sua correnteza mental ele se agarrava? Onde ela estava perdida, afinal? Como se todas as suas malogracoes já benditas, retornassem e o girassem repetidamente, até que sua cabeca explodisse como uma dinamite. Tentar superar a incompetencia humana em seus poros já dilatados pela poeira da cidade, a pele alva, os olhos sempre cansados. Amores perdidos, eu lhes digo, ele tinha tantos amores perdidos, feridos e esquecidos! vendo~o assim, tao esquecido de si mesmo, já nao refletia em espelhos, já nao vivia de alma.
Morto, apodrecendo por dentro, corroído pelo tempo, por espelhos quebrados e sorrisos amarelos.
Nunca tinha fim, só um rio poluído a chorar numa correnteza desesperada, levando tudo embora...

segunda-feira, maio 26, 2008

Para a terra do nunca.

Porque eu te amo?
Porque você me olha com profundidade e me faz estremecer completamente, parece que lê o meu coração a todo instante.Sabe quando eu me perco, quando choro ou quando eu nego o meu cerne emblemático. Porque não é superficial como todo mundo, vc é um diamante e me ofusca com as mil maravilhas que tem dentro de ti. Porque eu sou uma flor e você é o meu jardineiro, e cuida com amor. Porque vc desatina sem doer e chora como uma criança. Porque você brilha na escuridão e não tem idéia do que é. Porque você é amor aos pedaços e não tem medo de ser pueril. Porque você arrancou um pedaço do meu coração e não o devolveu...e essa foi a melhor dor da minha vida. E vc esta marcado para sempre em meus poros, minha mente e alma.Eu te amo, e isso nunca vai morrer.

quarta-feira, maio 21, 2008

diálogos

Maurício diz:
sara tenho certeza que somos muito maior do que achamos ser...
Sara diz:
todos nos somos
Maurício diz:
hum
Sara diz:
atras de tanta pele e mascaras há algo que brilha forte
Sara diz:
como eu ja tinha falado
Maurício diz:
nós somos a menor porção de matéria que faz o mundo girar
Maurício diz:
o que gosto de pensar
Maurício diz:
é que nascemos com um só coração
Maurício diz:
e o desafio é ficar com ele até o final da vida, com o mesmo coração que nascemos
Maurício diz:
o importante é realizar sara
Maurício diz:
não importa se for realizar uma grande merda ^^
Maurício diz:
ou umgrande tesouro

domingo, março 09, 2008

Plub, um rio que vai...

Eu nao espero nada bater a minha porta, a unica coisa mais plausivel agora, me parece longe de estar concreta na minha vida. Eu deveria saber que hoje seria como ontem, mas os dias nunca sao iguais. O hoje deve ser vivido sem ilusoes, apreciado milimetricamente, assim como um escultor faz sua estatua com esmero. E o que me parece, as vezes, pode nao ser pura verdade, já que como humana, corro o risco de me iludir ainda mais com a minha falha percepcao.
E o que já foi, nao volta atras. Se eu tentansse deter o fluxo do rio, haveria um desastre. Entao, deixo tudo correr como deve ser. Aproveito a agua para aprender que tudo na vida um dia precisa ser apreciado, mesmo sendo bom ou ruim - nao importa. Esteja fora do bom ou do ruim, dessa polaridade ao qual muitos teimam em ficar.
E tambem, nao espero nada,mas nada mesmo. Nao espere pessoas, amores,milagres em sua vida, porque eles só poderao acontecer se vc tb quiser. O milagre do acontecimento está em voce deseja-lo e atrai-lo, entao tudo acontece.
E, mesmo parecendo longe, nao desisto de caminhar mais um pouco, porque se Deus me deu pernas, pulmoes e forca de vontade, porque nao usaria-os?
O que é realmente concreto em minha vida é a ilusao do mundo. Mas o abstrato, como chamam por aí, é a verdade concreta, o oposto ao qual, constantemente, encontro-me perdida.
Esqueco que esse mundo é só um sonho, um sonho, um sonho.
Gostos, cores, sensacoes, sentimentos podem dar algo a minha vida, mas eu mereco a verdade, eu a quero,mesmo que por uns instantes isso possa ser doloroso ao meu ego, ao meu corpo e minha mente.
Mentiras me cansam demais.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Mensagem do eu

Parece que todos os tempos bons são acompanhados, mais tarde, de más tempos. Eu deveria esperar isso, afinal, vivo em um mundo onde a dor existe, embora seja irreal. A dor de todos os problemas é algo irreal vindo de um mundo irreal, sei disso. Mas as muralhas as quais construir ao longo dos meus 20 anos, as vezes tremem, e penso que, por um instante, algo maior poderá destruí-las.
Nessas horas, me sinto um pouco perdida, mas tudo isso depois passa. Será que tudo realmente passa nessa vida? tudo que é tangível? algo verdadeiro deve permanecer.
E minhas dores, que não existem e são frutos de um lugar pobre de vida, a cada dia parecem querer me acompanhar. Não são minhas, nunca foram. Nunca existiram, na verdade. Não sei porque insisto.
Na verdade, cada vez mais aprendo que a dor surge para ensinar algo, não para você chorar.
As vezes no escuro isso não parece fazer sentido.
Você só sofre quando está com algo que pensa. Mas não está sozinho, você é eternamente amado.
Os bons e más momentos são lados de uma mesma moeda valiosa. Não acredite nas mentiras que te falam.
Enfrente a dor, você está sendo ajudado, não importa como.

eu, e o intervalo da sua respiração

Quando passeio pelas ruas empoeiradas não é o chão que eu sinto, é a minha alma que a cada passo repousa como um colibri delicado,em um galho.
Vou caminhando sem notar todas as incongruencias que a vida uma dia me tráz, e que hoje, estampa-se em revista; nem muito menos corro dos reflexos meus, projetados em cada vitrine. Uma atrás da outra.
Não seria a vida uma sequencia de películas cinematográficas, todas projetadas para passarem na velocidade da luz??
Tão rápidas que em pouco tempo há o final feliz, o triste e o mal resolvido.
Mas os defeitos entre todas essas parte, não foram percebidas pelos telespectadores.
Ao criador somente, mas este,maior em sua criação, fez com que os melhores momentos alí vividos fossem rápidos suficientemente para dizer que tudo passa, e passa muito rápido.
É por isso que posso dizer que a vida só dura uma sessão.É preciso prestar atenção á ela, ficar atento, porque no final você entenderá o que é a vida, e que a mensagem dela não é mais que VIVER, somente.
Você pode voltar ao cinema e perder seu tempo vendo sempre o mesmo filme, mas se continuar no que passou ou o que passará, nunca viverá o presente e se perderá na lógica da mensagem que A VIDA quer te passar.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Vespasss

À noite as vespas crescem, tornam-se obtusas e são escavadas até o talo de suas memórias lúcidas e coloridas. Gostam de festas, calor e são atraidas pela luaz das casas. São um pouco gordas e parecem sustentar dentro de si toda a congruencia do mundo, num soberbo sobrevoo insistente em busca de algo para aquecer-lhes os membros fragéis. Proponho a felicidade mais plena para elas, porque, diferentemente dos humanos, elas são apenas insetos e nada mais. Não pensam, não choram, ou outro lado de suas verdades mais profundas, infelizmente, não há como saber. Uma vespa é mais que uma vespa? só porque não possuem nervos, não sentem dor? Mas que dor maior será voar por aíem busca de luz, e depois morrer sem glórias? Nenhuma, ou muitas?
Não faz tanto sentido.
Elas voam e são felizes por isso, não pensam e são mais felizes ainda. Não só por isso.
Mas porque são apenas vespas e não sabem de nada, não especulam nada, não produzem sentimentos algum para si mesmas, não possuem a prepotenca da loucura humana.
Apenas dançam levando o vôo na inocencia para as casas luminosas e, desse modo, apenas são o que lhes convém ser. Sem arrogâncias.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

SE liga

  1. Dificilmente uma dentre mil pessoas aspiram pela perfeição da auto-realização. Dificilmente uma entre estas pessoas Me entende de verdade.
    Muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos (Mateus, 22.14).
  2. Poucos são os afortunados que obtém o conhecimento de, e de devoção pelo Ser Supremo.

AGORA SÓ FALTA VOCÊEEEEEE...

Críticas não ditas.

Talvez você não soubesse o que se passava dentro dela, se acomodou em seu sofá rosa, na rua 48 da bela casa que possuia. Não houve empatia, você não transportou a sua alma ao interior dela, isso é tão óbvio.Deve ter trocado a auto-ajuda pelo confecionário, aumentando as suas dívidas internas. Na verdade, nunca se importou com ninguém a não ser você mesmo.
Não o culpo, nascestes com esse valores e, algumas coisas infelizmente são compartilhadas, as piores : egoísmo, falta se bom senso, prepotências. Quem pode deter tanta selvageria, quando, em pleno século 21, não há controle sobre nada?
Se uma mente não pode cessar seu fluxo de pensamentos, e as pessoas são comandadas por ela, o que poderia esperar de alguém como você, comum a toda essa massa humana?
Você viveu o bastante para colocarem tanta merda em sua mente, lugar onde parece gostar de ficar e tomar o seu café como lama de porcos.
Depois, como se quisesse lavar e fugir de suas próprias mentiras, usa palavras pouco originais em seu discurso político. Não há poder em questão, não há o que ganhar expondo verbetes repetitivos as quais todo mundo sabe.
As pessoas precisam de algo sutil mas grandioso em si. E tal coisa é tão óbvia que eu não irei repetir aqui porque palavras são desnecessárias( sussurando para você :´´ elas quebram o silêncio´´)
Isso(o que chamam de AMOR po aí) começa dentro de você, ao atingir tudo ao seu redor. Mas você está tão cansado de ouvir isso, aprendeu a banalizar como tudo mundo aprende um dia. Principalmente a desistir disso.
Há a teoria e não a prática. Mas, repito, acomodar-se em sofás peludos na companhia de ácaros é amar ao tédio e à indiferença. É amar a sua falta de amor-próprio.
Não espere nada quando você não cumpre o que prega. Na verdade, seja paciente na espera da consulta. E enquanto espera, não se acomoda, você age estando parado.
Talvez nessa espera, você escute os outros pacientes as suas vidas, e aprenda com elas.
E aprende mesmo.

Sobre a vida, os átomos e os animais humanos.

Não interessa se uma pessoa engordou. Talvez ela estivesse muito magra, ou esteve passando por problemas biológicos, piscológicos...há tantas razões para isso. Aonde irá levar o comentário maldoso? só uma pequena ofensa que internamente fica alojada, passando para a mente e depois para o ego.
As pessoas não precisam ouvir que estão gordas. Porque as pessoas só se preocupam com suas aparências?. Elas sabem que são gordas, ou que engordaram, há espelhos em casa. Deixe isso para o consultório.
Não precisam ouvir também, resquicios de vaidade emocional de um mundo fútil.
Para que?
Não é apenas questão de massa corporal, esse é só um dos pequenos exemplos expostos aqui.
Pequenas coisas desnecessárias à vida das pessoas diariamente, chegam até elas quando as mesmas já estão indo para a cama dormir, cansadas. Batem em suas portas os pensamentos alheios que incomodam e, depois, elas o transmitem aos outros. Contaminam.
É mais fácil ser crítico da superficialidade de uma pessoa, ridicularizar, diminuir. Difícil é enxergar o que se diz, fazer a auto-crítica inteligente.
Apontar defeitos é extremamente fácil quando você quer colocar a sua culpa nas pessoas.
Não há culpados, o culpado aqui é você e sua mente.
Essa sim engorda diariamente de vaidade, como se isso fosse o combustível do seu orgasmo de todo dia.
Faça um regime urgente, caso contrário, poderá sofrer sérios problemas de saúde.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

?

Numa noite, havia eu e só eu e mais nada.

sábado, fevereiro 02, 2008

A vida com suas cores

Sei que um arco- íris é lindo por que nasce em natureza, sem máscaras. Se fosse apenas de uma cor, talvez, não encantaria tanto. Tudo que quer apenas ser como se é, e consegue tal feitio, torna-se brilhante, pois não há prisões. A maior dureza que eu poderia dizer a alguém, é para que ela mudasse a sua cor.
Parte disso repousa em minha consciência: não posso interferir em o que as pessoas querem ser.
Desde que nasceram, tentam terminar o quadro de si mesma.
E, ainda que tal quadro esteja com as piores cores, traços e angulos, não poderei dizer-lhes como se deva proceder a arte da vida.
Pois a melhor arte da vida, aquela que consiste em ser o que vc realmente é, não tem regras, é livre. Pode mergulhar seus dedos dentro do pote e pintar como quiser, ou até mesmo usar pincéis, pois, tudo é permitido - é uma escolha de alma e quanto a isto eu não tenho poder algum. Ainda bem.
Quando durmo, tenho a imagem de todos os quadros que conheço todos os dias. Alguns são incrivalmente belos, é dificil abandona-los, nao se encantar.
Outros são brancos e puros, não se deixam pintar com as cores do céu.
Outros tantos,ah, são tantos... como poderia relatar todos eles quado a vida reiventa artes a todos os instantes?
Cada segundo de algo: um beijo, uma morte, um nascimento, uma aprovação, ficará gravada para sempre na tela.
E, ao morrermos, iremos ver a nossa própria arte. Não só pintores, mas também atores de um grande teatro. Ou poderia dizer que escritores támbem, fazendo parta de uma história sem fim.
Seja,portanto, o melhor de si ao se projetar no quadro, no livro ou no teatro da sua vida.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Take my mind

Nada nem ninguém é pior ou melhor. TODOS possuem sabedoria, mas nem todos a acessam.
É como um livro valioso que fica na estante, empoeirado.

A vida

Não estamos realmente atentos ao que somos, o que estamos fazendo e para onde vamos. Talvez isso não preocupe a maioria, e de fato não deveria. Vive-se de uma forma racional demais, as pessoas se preocupam demasiadamente com coisas de um mundo efêmero. Não levamos o dinheiro conosco, mas só sentimos felicidade com ele, é uma ilha de segurança. Você fica rodeado diante um mar salgado, com sede, e não sabe como agir. Está paralisado mas insiste em correr. Seu corpo, que é sábio, diz para você ficar sentado apenas e descançar. Mas, você não sabe o que é, e não se entrega ao conhecimento de si mesmo e insiste em correr para uma estrada ilusória.
Parte disso tudo reside em um medo.
O medo de viver, de observar, de amar, de estar em paz. Mas o medo é inicialmente fundamental, é com ele que iremos observar que não precisamos iniciar a arte do apego ao inútil, tão cultivado hoje em dia.
Fugir dele, não enfrenta-lo, só adia ainda mais a dor. Quando defronta-se com ele, percebe que não há nada, senão uma ilusão criada por pela mente. Depois disso, há somente paz.
Deviamos lembrar que a vida é um imenso teatro e que deviamos, continuamente, lembrar-nos que somos atores, em busca de um oscar na vida.
Somos arte por todas as partes, em cada detalhe. Assim como o artista aprende a observar, sejamos nós, artistas de um mundo onde todos possam ver na vida uma arte, não um fardo.
Cada ponto de observação devia ser minucioso.
Tudo o que você faz e pensa tem um afeito,mesmo que não note. Seus pensamentos surgem através de sua observações e, quando direciona-os a um ponto distante da realidade, só reside a feiura da mentira. Passa-se a enxergar o mundo e as pessoas como grandes monstros marinhos.
Nós não somos monstros, ainda que tentemos pensar que sim. Não sentimos dentro de nós algo sagrado, que emana em sabedoria, porque não estamos em nós mesmo e sim em um mundo lá fora, distante do coração. Não é a toa que Deus, ao redor do mundo, seja algo infantil para a maioria dos humanos.
Ainda não notamos : só há mestres no mundo todo, porque sendo sagrados, não poderia haver o profano que habita na mente. Mas a MENTE mente continuamente te dizendo que sim.
Cada um é uma peça importante para o universo, entretanto não sabemos. Se soubessemos, ficariamoss em paz.
Existir não é uma responsabilidade, é uma arte, e, o propósito da arte é elevar.

Mensagem

“A respiração é a ligação entre o corpo, a mente e o espírito. Quando a mente está livre de medo, culpa e raiva, está mais centrada, pode curar o organismo de qualquer doença. A consciência que cria o corpo também tem poder curativo. A consciência é amor puro e o amor é a força mais poderosa que existe sobre a terra”. Sri Sri Ravi Shankar

segunda-feira, janeiro 28, 2008

inicio de um conto mal dado.

Eu soube, no primeito dia do ano, que a flor do jardim seria a porta do paraíso. Houvera muitas tristezas trazidas pela tempestade de infelicidade. Algo em mim dizia que naquele último dia de verão tudo estaria bem. E mudaria, naturalmente, algo se transformaria.

Nada me feriria, as rosas de minha alma estariam floridas sempre, exalando perfume.
Falariam comigo num diálogo amoroso, e seriam minhas eternas companheiras.

Sai da casa, fazia calor. Era bom os tempos de verão, não era preciso cortar lenha, usar muitas roupas, sentia-me mais livre com meus vestidos voando ao vento, com os pássaros alegres.
O inverno me deixava fria por dentro também. A falta de calor humano por perto era um pouco dificíl, e trazia, com o vento soprado com força, lembranças de tempos bons e doces.

Verifiquei se tudo já dormia ao redor, mas tudo estava acordado num silêncio sagrado. Era tão linda a noite imersa em mistério e amor, com suas estrelas a brilhar numa imensidão sem fim...

Algo circulava perto de mim, uma profusão de energia boas e puras, trazendo-me mensagens...
Mudanças, mudanças...algo tão bom.
Havia uma transformação luminosa dentro de mim.
Como uma borboleta...


(...)

Nada flores.

O vestido balançando ao vento, o corpo calmo, a mente agitada.
Quebrar de ondas lentas numa praia ao entardecer.
Algo irá acontecer, e eu não consigo ver.
Ansiedade, não espero. Não paro, não enxergo.
Não esteja comigo, seja comigo.
Seja coração, faça-me parar.
Fique comigo, deixe que meus braços levem os teus
ao paraíso.
Como o vento que varre os meus cabelos
e solta as tuas palavras
em murmúrios febris.

domingo, janeiro 27, 2008

É para vc sim

"é melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar; é melhor tentar ainda que em vão, que sentar-se fazendo nada até o final; eu prefiro nas chuvas caminhar, do que em dias tristes em casa me esconder; prefiro ser feliz embora louco, do que em conformidade viver"(Martin Luther King)

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Cântico IV

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.

Cecília Meireles

Ao pássaro agitado da manhã

Não saber a gravidade do amor é, sem dúvida, algo muito doloroso. Não a gravidade equivalente a 9,5; o amor não faz cair, apenas eleva. É como a arte achar que sabe a respeito dele e passar 35 anos se enganando. Achar não deveria se encaixar no quesito de arte, mas há quem pense que sim. Há, támbém, quem viva infeliz em sua casa- mundo desamado e devido a isso, coloque em suas entranhas que o amor precisa de outro pra ser vivido, não é auto-suficiente.
Talvez porque venha das estranhas e não do coração. O que traz a paz é o amor, não a paz ao amor. Poderia até ser, porque essas coisas elevadas, as quais são dificeis de serem expressadas, são complicadas à compreensão humana.
O amor não reside em sua mente porque é perfeito, muito menos nos conceitos dos homens de fé que pregam por aí, e vc os decora, para logo depois ditar regras. Tampouco ele tem regras, é livre e perfeito.
E tendo a perfeição, não precisa de mais nada.
Muito menos perde tempo tentando falar as pessoas do que elas mais precisam, tentando incluir o pássaro na gaiola quando ele quer, num desespero ingenuo, experimentar o mundo atraves de suas asas.
Nós também temos asas. Não foi ensinado aos pássaros como eles devem voar; não se ensina como a amar, porque o amor está, desde o principio dentro de nós.
E, talvez por estarmos tão cegos e ocupados com outros sentimentos egoístas, esquecemos dele e passamos a vivenciar outras ilusões da vida.
Uma crueldade achar que se está na paz negando as suas próprias mentiras e dizer, por não ter sorte nessa compreensão, que o amor é coisa de gente patética.
Ao achar que o amor é coisa de gente patética, não se está em paz, é algo contraditório.
O amor não acha nada, é certeiro.
Faz de conta que eu acredito piamente em seus achismos mal curados e infectados.

Morro do que há no mundo.

Morro do que há no mundo:
do que vi, do que ouvi.
Morro do que vivi.
Morro comigo, apenas:
com lembranças amadas,porém desesperadas.
Morro cheia de assombropor não sentir em mim
nem princípio nem fim.Morro:
e a circunferênciafica, em redor, fechada.
Dentro sou tudo e nada.


Cecília Meireles

Frutos do oceano de árvores sem fim.

Como se o mundo partisse como vidro ao chão, e deixasse espalhados filhos órfãos em imensidões sem fim e amor.
Quem se atem aos pedaços de vidro se fere, repete-se palavras falsas e poem-se como Rei ao pensar que tem nas mãos o ouro puro.
Fere támbem aos outros frutos.
Nada se tem de verdade nas mãos.
O coração é um fruto vermelho, do lado esquerdo, mas ao marginal do amor, é uma maça ilusoriamente lustrosa e totalmente podre por dentro.
Contamina os outros pomares, percebe-se órfão porque tem medo da dor de existir e correr ao que não se chama paixão.
É como se o mundo ficasse ferido, destruido. Como se não quisesse ter sido quebrado, apenas reiventado com amor.
Como se ele quisesse existir em imensidões de amor sem fim.
Como se, ao dar amor aos homens, quisesse que eles percebem que ao olhar a imagem, verifica-se támbem o conteúdo.
Como se ele não quisesse ferir, e sim somente ,reconhecer em seus filhos árvores carregadas de bons frutos.

O SABER amoroso do vento

A loucura que leva o vento a destelhar casas e formar circulos ligeiros e assustados, é algo chamado desespero. Como se a natureza depositasse todos os males humanos, como se ela, logo depois, desse um grito e rastejasse devagar ao planeta vizinho reclamando das proezas.
Afasta e limpa tudo, renova com fé como um pássaro que canta à noite desvazendo o sono do bebê.
Tudo nunca fica no lugar depois, as pessoas percebem, então, que acima delas há forças incríveis a rodopiar o mundo.
E, além de materia e atómos, o recado é dado todo dia: não se esquecer de recomeçar a amar; como se o amor esquece por si próprio o que é, misturando-se aos desejos ilusórios dos homens.
Quem se deixa emaranhar-se ao vento, quem permite ser tocado por ele, como um algodão fofo e puro, sabe o que é amar; compreende tambem que não basta aparentar ser uma casa firme e forte, é preciso que, em situações de emergencia, o coração já esteja preparado para todo o tipo de ventanias.
Por que o amor não varre nada, ele leva o ódio e saber que um dia, tudo pode se converter por não sabe a honestidade de tal supremacia.
O amor não cabe nos sentimentos, é algo maior.
Não cabe muito menos e faróis queimados, ele ilumina mesmo não tendo fome de luz.
O amor não permite permitir-se levar ao desespero da última palavra; é como um barco de naufraga sem botes de salva vidas.
O vento não leva nada senão toda a incongruencia formada na superficie humana, como uma vassoura que varre o chão para não ferir pés atordoados do tempo.
O vento, movido pelo amor, leva em desespero, tudo aquilo que contrária o amor.
É por isso que ele torna-se louco, porque sabe amar.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Espero demais.

Meus ossos pararam de crescer agora, eu creio. Acho que não cresco mais e que realmente, de forma corporal de se dizer, eu não quero crescer mais. Agora, eu não enfrento a morte, ela sempre existiu. Os ossos cresceram, as células não deixaram de se multiplicar e nada até agora me dá medo de pensar nisso. Eu sempre soube que para algo crescer, outro teria que morrer.
Aquele corpo de menina morreu a uns anos atrás, assim como as celulas que o envolvia formando uma pele; eu morri a uns tempos atras e não senti dor,ao contrário do que se pensa, a perda pelo ralo foi essencial ao que sou agora.
Os ossos, por sua vez, não deixaram de ser o que são, suas celulas não mudaram de nome, mas eu não sou mais aquela.
De acordo com as minhas estatísticas, eles me revelam também que eu não sou do tamanho da minha anatomia. Isso porque, ao perceber que eu sou mais aquilo que me aparenta, eu cresci muito mais do que me foi permitido biologicamente.
Cresci ao morrer támbem.
Mas eu te garanto que atrás de tantos ossos e celulas, há mais do que uma garota de 20 anos.
Eu não tenho 20 anos. Meus ossos talvez não tenham 20 anos, talvez menos, quem sabe?
Não sou da idade ao que se vê, não sou a minha forma.
Eu morro e renasço todo dia. Cresço a cada dia, e cada dia é, sem dúvida um recomeço.
Eu espero que você tenha compaixão e não me engaiole em seus pensamentos ridículos, ao pensar que tudo o que um dia vivi para ser o que sou agora, se limita apenas aos meus ossos e pele.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Another broche note

Vivo em um mundo onde as pessoas, em sua maioria, não sabem o que são. Inventam demais, falam demais e ferem demais.
Não enxergam as virtudes, preferem apontar os erros dos outros. Eu deveria me acostumado ao ditado que diz ´´a grama do vizinho é sempre mais verde´´.
A nossa grama seca e fica feia, enquando a deles cresce e fica linda.
Na nossa mente, há a grama feia, no mundo não há nada.
Na nossa mente povoa-se sentimentos ridiculos aos quais temos o costume de nos apegarmos com imensa facilidade. Eu ainda não sei porque. Quando é mais simples olhar o mundo e perceber em cada particula uma canção, uma poesia, um beijo, um sorriso.
É tudo tão simples como uma virtude que grita em forma de cor neon.
As pessoas correm demais. Um dia eu falei ´´ o tempo é imutável´´. Um grande absurdo, os físicos poderiam dizer. Mas os nossos relógios, e isso é fato, nos condenam.
É quase impossível não viver no presente quando olhamos o pulso e o coelho branco nos alerta que estamos atrasados. Convencionou-se olhar só para frente, correr, pensar em dinheiro,sexo e seios fartos. É moda apontar os defeitos dos outros, viver na superficialidade támbem.
As pessoas são mais que idéias, ela não evaporam. Emboram não saibam, elas são nossos mestres, ainda que não portem um diploma.
Paremos.

Notas broncas

Espero o trem do meio dia passar sentada perto dos trilhos, estou cansada, meus olhos pesam e a pequena Amelia olha-me com uma carinha de choro. Há sol escaldante pairando sobre o meu vestido branco, fazendo-me ainda mais reluzente em minha brancura pura. Chamo atenção, não tenho a cara desse povo daqui - eles são moreninhos e usam roupas surradas. Sinto-me mal, sinto támbem uma culpa inevitável de parecer uma bonequinha francesa frágil. Porque?
Se eu pudesse escolher a cor de minha pele, eu seria camaleão, que muda de acordo com seu ambiente. Não chamaria a atenção, não me sentiria menor ou maior. Não seria nada, senão mais um no sertão, lugar ao qual estou agora, sentada ao sol.
Estou aqui porque quero, as pessoas se espantam. ´´Moça, sai do sol´´.
- ´´ah, obrigada, estou confortável aqui´´.
Amélia ainda não entende, é muito pequena e não sabe de nada.
Me pergunta:
-´´ Porque gosta de ficar no sol?´´
Eu respondo-lhe:
- ´´ Deve ser porque eu queira dissipar a escuridão e iluminar mais´´
Ela
- ´´Mas o que estou vendo agora é uma mocinha que brilha´´

Talvez eu realmente não saiba onde estou vivendo.

sábado, janeiro 19, 2008

Eternos diálogos!

Sarinha diz:
nao é fácil viver em uma mundo onde as pessoas defecam pela mente
Sarinha diz:
pela boca
Sarinha diz:
e acham que plantam flores

Torrea diz:
mas é falando merda que se aduba a vida

Sarinha diz:
a vida não precisa ser adubada, ela já é viva o sufiente pra se manter. Nos nao vivemos, morremos....

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Contos da meia noite silenciosa para o sempre.

Tudo que desaparece ao meu olhar, sucumbe ao universo sem uma lógica aparente;Quarto andar, tudo está silencioso.
Ele é um cientista, eu uma arqueóloga de almas humanas.
Ainda que prefira as flores, as pedras e os animais, eu me detenho naquilo que me forma - dentro para fora e fora pra dentro - e percebo algo sagrado em tudo. Deve ser porque quando observo não penso, apenas me misturo no silêncio das coisas, das coisas da vida ao qual foram esquecidas na superfície da pele ferida.
O que ficou no mundo senão apenas água salgada? invadiu tudo como se quisesse lavar a alma de tudo. TUDO, TUDO.
Nada ainda foi profanado, só a mente, tudo ainda permanece sagrado desde ontem quando acordei e percebi que havia algo além de tudo.Hoje também, mas é só isso que existe.
O sol nascia alegre, as nuvens se moviam devagar e algo de mim parou por alguns instantes. A noite cresceu, o dia surgiu e o sol despontou em seu horizonte, eu vi. Senti támbem, mas deve ser porque em horas assim nós nos permitimos ser. E somos o sagrado que a tudo permeia, nos fundimos com a vasta imensidão do Universo, que diz constantemente ´´psiu, estou aqui, faça silêncio´´.
Não importa se o galo canta na esquina assombrada, se minha mãe ronca no sofá com a tv ligada, se o morcego pia na escuridão, o silêncio não é abalado. Poucos percebem.
Ele dança noite a fora, e me seduz profundamente.
Perco alguns passos, o leite esfria, fico fora do ar por alguns instantes e nos tornamos melhores, amigos depois. Ou sempre, dentro de mim.
Não me invade em mil fragmentos porque sou feliz com a suavidade que tenho. Um copo de vinho derramado e ainda prefiro o leite puro e branco, se vc entender isso.
O silêncio, em seus barulhos, é tambem puro.
Eu quero você, eu quero eles, que quero o abraço mais tenro como a noite que chega, me seduz e me acalenta - sintetizados numa ausência de barulhos desnecessários.
Eu quero os grilos a cantarem em seu maravilhoso festival todas as noites. Sinto tudo como se fosse sagrado, e nada pagará por isso.
Fico aqui, não me detenho, vou mais além. Eu corro, eu grito, as vezes sou triste, mas ainda fico numa serenidade como aquela do oceano azul sem fim. É O SILÊNCIO de tudo que me faz refém dentro de um paradoxo ambulante num texto sem sentido.
Posso te falar de verdades nunca concebidas, posso te dar um beijo de despedida, posso te dar uma pedra fosca furada, mas nada substituirá a minha mudez de intervalos mal intercalados, do meu silêncio meditado.
PEGA a minha mão,não digas nada porque as palavras são desnecessárias e falam demais. Vamos andar juntos para sempre, falando apenas com o silêncio dos nossos olhares que se encontram e se beijam em cada minuto que passa.

domingo, janeiro 13, 2008

Do EU PARA O EU.

Navegas em algas claras e calmas, sem temores. Não há monstros marinhos nem ventanias a temer.
Navega ao teu rumo com esperança e paz, e assim chegarás.
Acompanharei-te aonde quer que vás, e estarás seguro.
Continua, o oceano da vida não terminou.


Por Favor, sinta-se amado.

Escutem

(não consigo add o vídeo, então vai o link mesmo!)

http://br.youtube.com/watch?v=I7DSEX3MuD4






Ahhhhh essa música...tão linda.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Deixe

Deixe que o sorriso permaneça e o abraço seja caloroso, te reconforte.
Deixe saber amar e ser amado sem dividir teorias sobre frivolidades da vida que adormeçe lá fora.
Deixe a calma levar o teu barco ao sol nascente, pois ele nasce para todos!.
Aquece teu coração e ficas nele, sempre.
Está em ti a felicidade, a alegria e tudo que possas imaginar, és sagrado como todas as coisas que habita neste planeta.
Está em ti e nada mais importa, não esqueca!
A dura couraça que um dia poderá te proteger e que insistes em carregar, apenas te isola, principalmente de quem um dia poderá ama-lo.
Quebre-a com um sorriso, leve como uma pluma e permaneça na serenidade do dia que amanheçe em ti, iluminando-te.
O que não deverás deixar, no entanto, é de ser a tua essência.

Janeiro, 2008 - Sara Marinho
paz para todos!

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Postado no meu LiveJournal.

Posted on 2006.01.15 at 23:28
Eu recolho as minhas mãos das tuas, mas tu ensiste em querer tocá-las, e o fazes com uma delicadeza linda, como se tocasse uma flor miúda. Tuas mãos alvas e longas, mãos de pianista, de poeta, de cavalheiro, estão sempre prontas para dar amor e encantar. Posso dizer que são como peças de cristal.Na verdade, todo o teu ser é encantador. Se eu fosse me entreter em cada detalhe, não sobraria tempo para cada preciosidade. Então fico com tuas mãos. Fico também com os olhos. Quando entrelaças tuas mãos nas minhas, e me olhas com estes olhos de poeta apaixonado, eu esqueco o mundo, e isso me basta- já tenho tudo.

Muito

Aurora da vida que se esconde entre os coquerais
um
anjo malvado e safado
que perpetua o lamento dos sentimentos
a
visão deturpada
pouco sofrimento
mas
muito pessimismo...

Interrogativas

No início éramos apenas moléculas e depois átomos de uma mesma fonte que nunca saberemos de onde e como surgiu. Hoje, achamos que somos uns melhores que os outros. Grande merda colorida. Alguns vivem a vida como uma Big Fat Lie. Como suportam?

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Há

Eu sou a cor amarela, pintada no quadro ainda branco, sem idéias, sem simetria, sem pensamentos.
Coloque-me do lado de dentro, eu estou pronta, não há sacrificios e eu estou bem.
Há tanta simplicidade percorrendo o meu espírito, me pego constantemente avaliando a perfeita superficie da minha pele. Detenho-me do lado de fora.
O que há dentro, entretanto?
Sem engenhosidade e serenidade, nada mais. SEm vaidade, me redescubro, me busco num auto-conhecimento e me volto para dentro - esqueço o mundo.
E o que é o mundo senão eu? o que são as pessoas senão eu?
Percebo, então, que além das flores há eu, e nesse EU, há o mundo e NADA mais.
Sendo o que realmente sou, estou pronta.
Não precisa pedir para amar-me.












"Oh, bendita simplicidade, que apreende com presteza o que a engenhosidade, exausta a serviço da vaidade, apenas pode apreender lentamente." (Soren Kierkegaard)

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Palavra



Há sempre a cura, de alguma forma, para tudo aquilo que um dia foi quebrado.

Não chore, tudo está bem, tudo ficará bem.

Não importa se o vizinho morreu - era a hora. Não importa se seu filho ficou gravamente doente.

Realmente não importa porque não há necessidade de se apegar ao sofrimento, para que?

Viva a dor mas não se apegue a ela, porque assim como alguém nasce é preciso entender que tudo também um dia irá morrer. E se modificar também.

Há alguem sempre perto, ajudando, não importa. Você será sempre ajudado e nunca estará sozinho.

Eu disse Nunca, acredite.

Não importa quem seja, desejo-lhe o mais profundo amor. Sinta-se amado!