quinta-feira, setembro 11, 2008

behind me

São 05:40 da manhã e eu já dormi o suficiente para dizer que estava cansada. Como alguem me disse hoje, o excesso de cama e sonecas são fulgas pra um outro mundo mais colorido. É, tenho procurado por arco-íris achando que eles me levarão, ou servirão de escada para um mundo glorioso. Mas sou uma curva sinuosa sem transitos paralelos, não me busco porque tenho medo de me ferir com meus próprios espinhos; o absurdo de tudo isso é como uma flor ousa ter medo de seus próprios espinhos e, antes de seus próprios reflexos.
As vezes misturo glórias com lama de porcos e perco todas as minha pérolas, depois não consigo achar a chuva que possa lavar o meu dia cinzento, feito de cinzas de um cigarro mentolado.
O que faço, então, para esquecer mais de mim e lembrar mais que eu existo, que eu tenho uma consciência barroca e apinhada, e que eu, por fim, preciso fazer algo pra dizer que não morro como barata antes do veneno?
Eu não escapo, na verdade, sempre estive correndo velozmente como um cavalo indomável e não consigo parar. Quanto mais corro, mais sinto um prazer viciante com gosto de morangos, e isso me deixa terrivelmente sem rumo.
Se já não sei o que fazer é porque ontem, fui enviada ao universo e voltei do mesmo modo que fui. Mas o tempo passou. O tempo passou tão rapidamente e eu fiquei estagnada por não acreditar que tudo era permitido.
Meu coração então falou :´´ Permita-se, Sara. A festa da vida ainda continua´´.
O que devo fazer então?

Nenhum comentário: