Há um cálice reluzente de sentimentos misturado com absinto que me chama sem piedade.
Sei que ao toma-lo,irei pecar me envenenar com as paixões ímpetas e os desejos escancarados.
O meu mal talvez seja correr sempre atrás de algo que não tenha lógica, e não me faça pensar, não pensar, não esperar um longo tempo de coruja para amar.
Amar profundamente e sem pudor, como despetalar um rosa sem dó e depois fazer magias de amor malogradas.
Fico entre escolher o terror de se entregar, de morrer aos pratos pelo pirulito roubado e do pudor, do pudor excessivo e anti sexy, o pudor de se entregar e se afastar com o coração explodindo de desejos vis.
Acho que tenho medo demais, chego no ínicio, no ápice, no ímpedo e depois corro ligeiramente como barata traicoeira da minha cozinha. É algo tão coloridamente inexplicável que já não confundo os meus pés, na verdade, sempre dou dois passos atras.
Continuo pensando como se estivesse em um conto de fadas,procurando estrelas em esgotos, procurando lábios como os dos querubins das igrejas. Não encontro sacrilégios, só eufemismos conturbados que choram dias e noites, deixando-me surda.
Misturo a realidade e a fantasia de um modo tortuoso,como se fosse uma bebidinha comum e vulgar.
Me perco ainda mais por não saber o que realmente quero, o que sinto já não me impulsiona para a verdade e ao centro.
Fico retida, como respirar e por um nome no que desejo?
Mordo tanto os meus lábios quando penso no desejo que chego a feri-los, sinto o gosto do sangue e isso me deixa ainda mais no paraíso dos desejos febris.
Depois, engatinho como um bebê, ou como faço para ir ao banheiro quando bebo demais, para poder dizer que eu quero, e quero demasiadamente teus braços.
E é tão patetico, eu não aceitei o simple desenrolar das ondas do mar, é tão cruel eu não querer crescer e apenas aproveitar. Fixo-me em um medo, um desejo e morro por eles.
O meu corpo acelera, minhas mão tremem e minha mente fala ´´corra, nao perca tempo´´. Mas meu corpo fica, paralisado, com medo de te queerer mais e mais e mais, e não sair de ti.
Colar, afundar em tua alma, no perfume da tua pele branca.
Mas o que faço, e sozinha à noite, é fumar cigarros com teu nome em um mundo imaginário, onde eu escondo meu coração com medo de que o firas.
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