Não estamos realmente atentos ao que somos, o que estamos fazendo e para onde vamos. Talvez isso não preocupe a maioria, e de fato não deveria. Vive-se de uma forma racional demais, as pessoas se preocupam demasiadamente com coisas de um mundo efêmero. Não levamos o dinheiro conosco, mas só sentimos felicidade com ele, é uma ilha de segurança. Você fica rodeado diante um mar salgado, com sede, e não sabe como agir. Está paralisado mas insiste em correr. Seu corpo, que é sábio, diz para você ficar sentado apenas e descançar. Mas, você não sabe o que é, e não se entrega ao conhecimento de si mesmo e insiste em correr para uma estrada ilusória.
Parte disso tudo reside em um medo.
O medo de viver, de observar, de amar, de estar em paz. Mas o medo é inicialmente fundamental, é com ele que iremos observar que não precisamos iniciar a arte do apego ao inútil, tão cultivado hoje em dia.
Fugir dele, não enfrenta-lo, só adia ainda mais a dor. Quando defronta-se com ele, percebe que não há nada, senão uma ilusão criada por pela mente. Depois disso, há somente paz.
Deviamos lembrar que a vida é um imenso teatro e que deviamos, continuamente, lembrar-nos que somos atores, em busca de um oscar na vida.
Somos arte por todas as partes, em cada detalhe. Assim como o artista aprende a observar, sejamos nós, artistas de um mundo onde todos possam ver na vida uma arte, não um fardo.
Cada ponto de observação devia ser minucioso.
Tudo o que você faz e pensa tem um afeito,mesmo que não note. Seus pensamentos surgem através de sua observações e, quando direciona-os a um ponto distante da realidade, só reside a feiura da mentira. Passa-se a enxergar o mundo e as pessoas como grandes monstros marinhos.
Nós não somos monstros, ainda que tentemos pensar que sim. Não sentimos dentro de nós algo sagrado, que emana em sabedoria, porque não estamos em nós mesmo e sim em um mundo lá fora, distante do coração. Não é a toa que Deus, ao redor do mundo, seja algo infantil para a maioria dos humanos.
Ainda não notamos : só há mestres no mundo todo, porque sendo sagrados, não poderia haver o profano que habita na mente. Mas a MENTE mente continuamente te dizendo que sim.
Cada um é uma peça importante para o universo, entretanto não sabemos. Se soubessemos, ficariamoss em paz.
Existir não é uma responsabilidade, é uma arte, e, o propósito da arte é elevar.
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