segunda-feira, janeiro 28, 2008

inicio de um conto mal dado.

Eu soube, no primeito dia do ano, que a flor do jardim seria a porta do paraíso. Houvera muitas tristezas trazidas pela tempestade de infelicidade. Algo em mim dizia que naquele último dia de verão tudo estaria bem. E mudaria, naturalmente, algo se transformaria.

Nada me feriria, as rosas de minha alma estariam floridas sempre, exalando perfume.
Falariam comigo num diálogo amoroso, e seriam minhas eternas companheiras.

Sai da casa, fazia calor. Era bom os tempos de verão, não era preciso cortar lenha, usar muitas roupas, sentia-me mais livre com meus vestidos voando ao vento, com os pássaros alegres.
O inverno me deixava fria por dentro também. A falta de calor humano por perto era um pouco dificíl, e trazia, com o vento soprado com força, lembranças de tempos bons e doces.

Verifiquei se tudo já dormia ao redor, mas tudo estava acordado num silêncio sagrado. Era tão linda a noite imersa em mistério e amor, com suas estrelas a brilhar numa imensidão sem fim...

Algo circulava perto de mim, uma profusão de energia boas e puras, trazendo-me mensagens...
Mudanças, mudanças...algo tão bom.
Havia uma transformação luminosa dentro de mim.
Como uma borboleta...


(...)

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