Não saber a gravidade do amor é, sem dúvida, algo muito doloroso. Não a gravidade equivalente a 9,5; o amor não faz cair, apenas eleva. É como a arte achar que sabe a respeito dele e passar 35 anos se enganando. Achar não deveria se encaixar no quesito de arte, mas há quem pense que sim. Há, támbém, quem viva infeliz em sua casa- mundo desamado e devido a isso, coloque em suas entranhas que o amor precisa de outro pra ser vivido, não é auto-suficiente.
Talvez porque venha das estranhas e não do coração. O que traz a paz é o amor, não a paz ao amor. Poderia até ser, porque essas coisas elevadas, as quais são dificeis de serem expressadas, são complicadas à compreensão humana.
O amor não reside em sua mente porque é perfeito, muito menos nos conceitos dos homens de fé que pregam por aí, e vc os decora, para logo depois ditar regras. Tampouco ele tem regras, é livre e perfeito.
E tendo a perfeição, não precisa de mais nada.
Muito menos perde tempo tentando falar as pessoas do que elas mais precisam, tentando incluir o pássaro na gaiola quando ele quer, num desespero ingenuo, experimentar o mundo atraves de suas asas.
Nós também temos asas. Não foi ensinado aos pássaros como eles devem voar; não se ensina como a amar, porque o amor está, desde o principio dentro de nós.
E, talvez por estarmos tão cegos e ocupados com outros sentimentos egoístas, esquecemos dele e passamos a vivenciar outras ilusões da vida.
Uma crueldade achar que se está na paz negando as suas próprias mentiras e dizer, por não ter sorte nessa compreensão, que o amor é coisa de gente patética.
Ao achar que o amor é coisa de gente patética, não se está em paz, é algo contraditório.
O amor não acha nada, é certeiro.
Faz de conta que eu acredito piamente em seus achismos mal curados e infectados.
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