quinta-feira, dezembro 18, 2008

A dança da vida em piruetas mil.

A cor que nasce viva,alegre e festiva, me convida para dançar.

Em pequenos passos, quase como um bebê cambaleante, me puxa.

Se equilíbra em sapatos de cristais, reluzentes como o azul do céu.

Se mostra sagaz, agita a minha alma e colore as paredes do meu mundo pardo.

Danço como se o amanhã não existisse, e a minha existencia fosse como a de uma flor

em sua puberdade mais cheirosa.

Danço com a música de vida que toca ante a mim, trazida pelos ventos

que entram em minhas janelas furtivas.

Rodopio, tento passos de bailarina e pareço que irei voar, como um pássarinho frágil e divertido.

Retorno a mim e guardo a música como troféu, nela a canção mais poderosa

embriaga a minha alma e me acalenta.

Já não preciso das tristezas vividas, pois tenho a valsa do universo a surgir dentro de mim.

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