A cor que nasce viva,alegre e festiva, me convida para dançar.
Em pequenos passos, quase como um bebê cambaleante, me puxa.
Se equilíbra em sapatos de cristais, reluzentes como o azul do céu.
Se mostra sagaz, agita a minha alma e colore as paredes do meu mundo pardo.
Danço como se o amanhã não existisse, e a minha existencia fosse como a de uma flor
em sua puberdade mais cheirosa.
Danço com a música de vida que toca ante a mim, trazida pelos ventos
que entram em minhas janelas furtivas.
Rodopio, tento passos de bailarina e pareço que irei voar, como um pássarinho frágil e divertido.
Retorno a mim e guardo a música como troféu, nela a canção mais poderosa
embriaga a minha alma e me acalenta.
Já não preciso das tristezas vividas, pois tenho a valsa do universo a surgir dentro de mim.
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