segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Vespasss

À noite as vespas crescem, tornam-se obtusas e são escavadas até o talo de suas memórias lúcidas e coloridas. Gostam de festas, calor e são atraidas pela luaz das casas. São um pouco gordas e parecem sustentar dentro de si toda a congruencia do mundo, num soberbo sobrevoo insistente em busca de algo para aquecer-lhes os membros fragéis. Proponho a felicidade mais plena para elas, porque, diferentemente dos humanos, elas são apenas insetos e nada mais. Não pensam, não choram, ou outro lado de suas verdades mais profundas, infelizmente, não há como saber. Uma vespa é mais que uma vespa? só porque não possuem nervos, não sentem dor? Mas que dor maior será voar por aíem busca de luz, e depois morrer sem glórias? Nenhuma, ou muitas?
Não faz tanto sentido.
Elas voam e são felizes por isso, não pensam e são mais felizes ainda. Não só por isso.
Mas porque são apenas vespas e não sabem de nada, não especulam nada, não produzem sentimentos algum para si mesmas, não possuem a prepotenca da loucura humana.
Apenas dançam levando o vôo na inocencia para as casas luminosas e, desse modo, apenas são o que lhes convém ser. Sem arrogâncias.

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