quarta-feira, julho 15, 2009

Obras de areia desfeita.

A noite veio como a areia das ondas do mar que passam pelos meus pés. Vai e volta, o vento sopra em meu rosto e murmura em meus ouvidos segredos que não quero ouvir. E está tudo tão preto que a lua, lá de cima, apenas me guia com o seu brilho etereo. Por dentro, fragmentos, cores vermelhas que saem pelos meus poros e colore a minha aura, caminhos com labirintos bonitos, mas complexos.Isso tudo é um sonho? a noite se forma dentro de mim ou é criada no mundo? A vida em si, foi coberta pela flexibilidade da compreensão ao coração ferido, nisso, minha alma repousa e minha mente corre pela praia onírica.Meu coração fica, aqui dentro, galopando, saindo pela minha garganta ao pensar naquele que se foi sem olhar pra trás.
Mas eu não sei de que forma sobreviver ao que pode ser injusto e falso, a areia entre os meus pés é real?a dor é real? a fome de generosidade é real? As vezes, fica difícil acreditar que com sentidos tão nobres, nada pode ser mais altruista. E falso.

Nenhum comentário: