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Continua a ser um fardo, sempre o foi. Não sei que maneira explicar essa imparcialidade, essa erva daninha que cresce desordenada. O vazio ainda continua a existir, nunca mudou de identidade. Eu continuo a não ter alma, apenas um corpo branco de olhos pretos a fingir humanidade. Seria melhor contar mentiras a partir de verdades?. Prefiro contar a verdade através de mentiras, é mais confortavel. Nada disso pode ser verdade e nem precisa ser entendido, mas é uma história triste no final. AS vezes, os problemas parecem ser minusculos vistos de fora, mas são como a ponta de um iceberg, você consegue entender por que?. Nada. Ainda continuo caminhando sobre o nada até mesmo quando caminho entre humanos, como em uma selva de nada. Isso nunca fez sentido. Mas eu preciso acreditar que não me transformei em um monstro, preciso seguir as regras, ter um nome, viver sob pressão e acreditar em humanos. Mas é um fardo - nessa época atual de 2014, nada poderia ter melhorado. Humanos?
obs.: esse texto não é sobre SARA MARINHO, é sobre uma personagem de um livro, antes que entendam errado.
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