segunda-feira, abril 12, 2010

Ou quase sempre.

9

As vezes, nas noites mais frias, ela acorda afogada em lágrimas, desesperada para livrar-se dos fantasmas de sua alma.
São sonhos, suspiros e gritos ecoados nas paredes; parecem fazer uma estática irritante em seus ouvidos, então ela chora, como se o choro expulsa-se tudo de ruim dentro de si em forma líquida.
Perdida ontem, hoje encontrada em sonhos vis, malfadados e desesperados. Porque tamanha dor se sustenta tamanha beleza? não se sabe; por acaso a rosa se fere com os seus espinhos?
Levanta-se e tem calor, faz muito calor no quarto. As janelas estão abertas e faz um frio lá fora; ela se sente queimando por dentro, e no fundo sabe que... sem dúvida ela sabe.
Chega a ficar se sentindo culpada por um sentimento irracional, desesperado e quase infantil; nunca desejou alguem tão intensamente a ponto de chorar e morrer de febre em dias frios.
Uma febre delirante que nunca existiu onde o seu coração é a única parte mais dolorida que pulsa emanando um calor ao qual não há ninguém para absorve-lo.
Nas noites frias ela chorava com o coração ferido, pobre menina. O que uma garota ultra-romantica poderia fazer num tempo desses?
sentimentos de plásticos!
O ódio, o desespero era por quem tentava esquecer e não conseguia.
Persistia noite e dia.
Nunca ia embora, nem mesmo a sua voz.
AMOR?


obs.: esse texto foi postado aqui em meados de 2007. Não diz respeito a ninguém vivo, não é indireta para ninguém e não condiz a nenhum sentimento passado. Felizmente eu gosto de criar histórias inspiradA em pessoas ou fatos distantes. =)
sepalo!

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