u
Carola era tão rosa, seus lábios sempre tão vermelhos e vivos, brilhavam no sol forte. Suas bochechas pareciam perolas recem- nascidas no fundo do oceano mais profundo, e o seu segredo revelava-se quando ela sorria e ficava corada como um morango. Tão ingênua e tão altiva, que quase podia alçar vôo de encontro ao seu destino -que vento a tinha trazido tão alegremente?
Seus sapatos estavam sempre sujos - ela passava as tardes nas selvas de terra batida de sua casa; descobria-se ante as cortinas de um mundo onde ela ousava criar todo dia. E as descobertas quando não eram doces, poderiam ser amargas como um chocolate amargo, mas não intragavéis. Como crescer. Crescer assustava. Seus pais não pareciam alegres com tanto corpo e coisas sérias a se fazer, e estavam sempre reclamando. Era tão diferente do seu mundo doce, tranquilo e feliz. Crescer parecia como perder a cor e a roupa pura que os bebes nasciam. Ardente, dificil, sofrido. Ou talvez não, esse sentimento poderia ser apenas fruto do medo arranhado as paredes de seus pensamentos.
(to be continued)
Nenhum comentário:
Postar um comentário