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Tua imagem branca tem um misterio cigano.
És profana como os segredos das profecias,
e doce como as balas da esquina.
Tua imagem branca guardam esquinas, esguias,
que se movem em asas imaculadas ao infinito do céu.
Tua imagem branca é como o fulgor da lua,
e só tu tens o poder de iluminar-me
em noites pretas como a dor.
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