segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Como eu havia dito, eu não sei.

Encontrei um dia desses, nos jardins da babilônia virtual, um passarinho colorido.
Acho que seria como uma visão fulgaz, dolorida tentar escrever quando o encontrei.
Parecia estar escondendo-se de sua sombra, assustado com o proprio farfalhar de suas delicadas asas - seu sorriso, no entanto, ainda permanecia altivo contendo a alegria pura de uma criança.
Tentei lembrar, inutilmente, que é igualmente humilhante embriagar-se ao encantar com algo belo.
Mas eu escapei, eu cai profundamente em algo ao qual ainda não sei dar nome, e o final pouco me importa.
O medo tampouco me importa. O que cansa, é não encantar-se, então permito-me navegar e me perder totalmente em meus pensamentos, onde um pássaro, um lindo passarinho repousa reluzente e jovem, esquecido de que possue asas como as do anjo Gabriel.

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