quarta-feira, janeiro 28, 2009

O centro do meu coração.

A chuva que começa a dançar entre as minhas janelas parece misturar-se ao balanço da minha alma ensopada. Levada pelo vento, entra por meus poros e repousa como pingos delicados parecidos com cristais. Sem vírgulas e projeções, começa a molhar a calçada e o casal que se beija escondido atras dos muros. Há algo que permanece intocável, chamativo e puramente limpo - é, eu só posso sentir. Algo amoroso, doce, envolvente como o calor de uma abraço verdadeiro. É nessas horas que eu começo a amar de verdade, sem saber explicar por que ainda continuo a achar que o fato de saber amar demais, as vezes estraga a moradia de minha alma. Ainda, e isso pode não ser verdade, continuo a pensar numa ajuda, como um olhar afetuoso que possa curar, e que de certa forma leve e limpe tudo embora, assim como quando acontece ao vir cair do céu águas sem fim...

O que repousa em mim é uma fé rosa em coisas reais e verdadeiras, assim como aquilo que rodopia no ar chamado COMPAIXÃO. E eu só me sinto bem dessa forma, sentido você como se fosse eu.


{É permidito doar-se ao outro ccom um amor desinteressado.}

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