quarta-feira, novembro 05, 2008

Uma pauta para o que seja a vida.

O barco diminuto, que olho atraves de janelas grandes, parece com a minha alma quando me perco em labirintos internos.
Ao longe, tão lento, parece ser tão frágil e vulnerável, rodeado de águas verdes e salgadas.
Cheguei a pensar uma proeza : Somos como barquinhos, navegamos rumo aos mares da vida.
Nossos destinos, cheios de escolhas, perólas, naufrágos e nossas vidas que não param nunca de tic taquear atraves do relogio na cabine do comandante.
As águas frias e salgadas da vida, que parecem sempre perigosas e profundas, a nos olhar e querer tragar todas as verdades, maquiar a tua felicidade, levar o amor todo embora...
Somos feitos de tudo : medo, piratas, sal, água, vitórias, invasões.
Alguns só podem remar, outros podem usar um potente navio para conduzir suas vidas.
Mas nunca paramos.
Nunca paramos de respirar, mesmo que morra o corpo - a alma também respira.
E vive misteriosamente como a noite afora, que sussurra para mim canções de ninar e me falam ´´ o menina mulher, dá um passo a frente, sejas graciosa como aquela lua branca que habita sobre a sua bela face´´.
Então eu posso entender que, com a lua a guiar-me, e os ventos a condudir meu navio, eu irei caminhar pelas estradas da vida com a serenidade dos mares.
Não estarei sozinha nunca.