sexta-feira, junho 29, 2007

Foge da sua lógica suburbana

Estava conversando com Branquinha pelo Msn

- ´´Esta tua foto está muito blasé´´

Mas o que é blasé?
Esnobe?
Procurei, acho que achei, mas ainda não entendi. Talvez ela tenha razão, eu sou realmente blasé. O ´´talvez´´ porque na verdade eu já não sei quem sou, de mim só saem emoções, sensações e vibrações. Sou uma pergunta e não uma resposta. Não ofende, eu ofendo à mim mesma quando me permito perder o sol da tarde, quando adormeco e fujo da razão.Seilá, o que me importa se sou isso ou aquilo? realmente importa?, uma reputação?. Não, estou tão feliz que tenha encontrado um novo termo para minha pessoa: ´´eu sou blasé!´´. Oba!, mas o que realmente significa isso?. Paris tem um ar blasé, mas eu não sou um lugar.
´´Blasé basicamente é uma atitude cretina e sonsa diante de uma situação! ´´ quando à isso eu não sei, ser sonsa as vezes é preciso mas não me atino diante a isso. Apenas rimo e rio. Pouca bobagem, foge-me à lógica.
Segundo o sociólogo Georg Simmel, a expressão ´´atitude blasé´´, se traduz numa espécie de distanciamento diante do mundo e das coisas. Segundo ele, esta seria uma forma de se resguardar da avalanche de estímulos existentes nas metrópoles. Uma autodefesa para não pirar, digamos assim.(amham, eu pesquisei hehe)
Sabe, é incrivel como as respostas chegam de um modo sutil para mim. Parece que o NADA fala. Deve existir algo nesse nada - dimensões e seres, não sei.

(o incrível disso é que o NADA sempre me traz respostas sábias mesmo que eu não as procure).

Porque eu estava pensando em mim antes de ter aqui os encontros virtuais, e o pensamento base se distribuiu justamente na do sociólogo citado ai em cima. É tão estranho.
É verdade, talvez eu seja blasé mesmo, de um modo novo e moral, assim digamos. Mas não por falta de humildade, apenas por falta de adaptação.
Acho que entendi agora, mas posso estar severamente enganada.
Entendo Rousseau nessas horas, ou será que tenho uma alma tendenciosamente romantica?
Eu só sei que nada sei, como diria Sócrates,
Resta-me o existir e o nada, apenas. Apenas.
(sic)

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