Como um perfume deportado que entra pela janela, agitam as persianas, faz assobio, parece um fantasma. Entra sorrateiro, derruba o jarro, a água escorre pelo chão... o vento violento que magoa e fere.
Alguém chora na noite. A rosas estão espalhadas ao chão e irão morrer rapidamente, sem água, sedentas de sede. E alguém chora na noite sem fim. A rosa caleijada, esquecida, adormecida. A rosa vermelha que chora; e o choro persiste.
A noite não passa, o relógio sorri no seu initerrupto tic -tac. Não há perguntas, só respostas já conhecidas, decoradas e abafadas. A mentira que ficou e feriu, fez alguém chorar. E já é tarde demais porque o sol já se pôs e há alguem chorando - a rosa desidratada.
Vamos lá, salvemos a bela flor, a linda flor da madrugada. Tomemos seu choro, replantemos seu amor - quem irá perfumas os caminhos senão ela? rosa da noite que morre de sede?
Sede? sede de amor, carinho, de verdades...
A flor que jamais irá amanhecer alegre, e morrerá provavelmente nesta noite. Nunca foi feliz no seu jarro. Ali, tão quietinha, fria e solitária. Enfeitava o quarto assombrado e feio - ela destacava-se em meio à escuridão.
Há um choro na escuridão da noite sem fim, um choro initerrupto.
Fechem as janelas, o vento a matou.
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