segunda-feira, setembro 29, 2008

palavras chaves sem sentidos coloridos.

E por um tempo perguntei-me se o galho era forte o bastante pra suportar o fardo que eu, desesperadamente durante a estadia do rio, queria carregar. Eram fontes novas, indecifráveis e incongruentes às quais colocava a minha frente como forma de escudo. Não me tornava nada, eu tentava ser como a existência de um cachorro sem palavras e mortalidade. Não me permitir, não trocar as correntes do bem, não derramar a vítima que se exibia em minha vitrine colorida ante o mundo.
Os suspiros dentro de mim já eram gritos por tantas mentiras inventas por mim; o que poderia ser o grito a ecoar nas ruas escandalosas na noite taciturna?
Criei um outro EU, perfeito, de cabelos coloridos e sorrisos escandalosos para desmascarar as minhas proprias satisfações sem temperos.
Eu já não sei em que direção ir.
Tenho-me tornado aquilo que não decido ser : um pacote cheio, inflado, dolorido e cheio de carga.
Não permitir-me adentrar em meu coração e vasculha-lo em busca de uma pureza que espero encontrar nos outros. Prefiro falar que sou um arco-iris que encanta por alguns minutos, uma coisa rara e tímida... que não gosta de aparecer por muito tempo por medo de ofuscar.
É como o mar, que vai e volta...minha vida tem se tornado uma profusão se sensações emaranhadas e sem sentido.
Tudo o que eu vejo parece ser irreal; tento, incansavelmente, buscar algo plausível para a minha mente, escavar buracos em busca de ouro.
Como invadi-lo sem penetrar e machucar suas feridas?
Como cura-lo e colocar em seu altar flores, para que ele não evoque a morte, as suas loucuras, suas doenças?
Como beija-lo e cura-lo profundamente?
AS vezes sou uma coisa e não sei dar nome a essa coisa, torno-me portanto, uma coisa não coisa. Um vazio, uma big bang mal sucedido e em fragmentos.
Um passarinho debatendo-se contra a janela da minha alma, esperando pra ser socorrido em sua fragilidade perfeita e emocionante.
Um cachorro que roda pela cidade, pedindo atenção e comida, tentando achar o seu caminho.Poderei e ser a metáfora que encontro em cada esquina? em estalos de beijos? e toques de pele?
Eu já não sinto o gosto doce da minha pele, o aroma do vento, o farfalhar das asas de uma borboleta. Tudo o que eu faço é existir em uma dualidade morta como uma flor despetalada.
E não sei pra onde ir, eu realmente não sei o que pensar, em que me deter, o que respirar, o que pensar( já não sei se penso).
Que cor escolherei amanha para pintar o meu mundo cheio de birras, ociosidade e ingratidão? cara, eu tenho sido tão estúpida comigo mesmo.
Desperdiçando tanto tempo, talento e intuição.
Como um cachorro louco que anda pela cidade, à noite, com suas botas a ecoar forte no asfalto, acordando bebês que dormem como anjos.
À chamar a atenção do cara que caminha com um coração ferido do outro lado da rua...
(não sabe ele que o meu foi moído e pisado à 300 mil anos atras)

acabo sempre atraindo o que tenho em mim, ou o que não quero ter e permito-me aconchegar.
estúpida, muito estúpida.
preciso acordar, help!.

quinta-feira, setembro 11, 2008

behind me

São 05:40 da manhã e eu já dormi o suficiente para dizer que estava cansada. Como alguem me disse hoje, o excesso de cama e sonecas são fulgas pra um outro mundo mais colorido. É, tenho procurado por arco-íris achando que eles me levarão, ou servirão de escada para um mundo glorioso. Mas sou uma curva sinuosa sem transitos paralelos, não me busco porque tenho medo de me ferir com meus próprios espinhos; o absurdo de tudo isso é como uma flor ousa ter medo de seus próprios espinhos e, antes de seus próprios reflexos.
As vezes misturo glórias com lama de porcos e perco todas as minha pérolas, depois não consigo achar a chuva que possa lavar o meu dia cinzento, feito de cinzas de um cigarro mentolado.
O que faço, então, para esquecer mais de mim e lembrar mais que eu existo, que eu tenho uma consciência barroca e apinhada, e que eu, por fim, preciso fazer algo pra dizer que não morro como barata antes do veneno?
Eu não escapo, na verdade, sempre estive correndo velozmente como um cavalo indomável e não consigo parar. Quanto mais corro, mais sinto um prazer viciante com gosto de morangos, e isso me deixa terrivelmente sem rumo.
Se já não sei o que fazer é porque ontem, fui enviada ao universo e voltei do mesmo modo que fui. Mas o tempo passou. O tempo passou tão rapidamente e eu fiquei estagnada por não acreditar que tudo era permitido.
Meu coração então falou :´´ Permita-se, Sara. A festa da vida ainda continua´´.
O que devo fazer então?

domingo, setembro 07, 2008

?

A música tocava em pulsasões sexuais e tremeluzentes, algumas pessoas pareciam entrar em extasis, com seus corpos expostos e sensuais. Eu observava como um alguém de fora, sem corpo, sem alma, sem a identificação de ser humano. Nada fazia sentido, o que dava valor à tantos abraços, olhar, movimentos e cheiros?

sexta-feira, setembro 05, 2008

Uma nota sem a música.

Há um cálice reluzente de sentimentos misturado com absinto que me chama sem piedade.
Sei que ao toma-lo,irei pecar me envenenar com as paixões ímpetas e os desejos escancarados.
O meu mal talvez seja correr sempre atrás de algo que não tenha lógica, e não me faça pensar, não pensar, não esperar um longo tempo de coruja para amar.
Amar profundamente e sem pudor, como despetalar um rosa sem dó e depois fazer magias de amor malogradas.
Fico entre escolher o terror de se entregar, de morrer aos pratos pelo pirulito roubado e do pudor, do pudor excessivo e anti sexy, o pudor de se entregar e se afastar com o coração explodindo de desejos vis.


Acho que tenho medo demais, chego no ínicio, no ápice, no ímpedo e depois corro ligeiramente como barata traicoeira da minha cozinha. É algo tão coloridamente inexplicável que já não confundo os meus pés, na verdade, sempre dou dois passos atras.


Continuo pensando como se estivesse em um conto de fadas,procurando estrelas em esgotos, procurando lábios como os dos querubins das igrejas. Não encontro sacrilégios, só eufemismos conturbados que choram dias e noites, deixando-me surda.
Misturo a realidade e a fantasia de um modo tortuoso,como se fosse uma bebidinha comum e vulgar.
Me perco ainda mais por não saber o que realmente quero, o que sinto já não me impulsiona para a verdade e ao centro.
Fico retida, como respirar e por um nome no que desejo?
Mordo tanto os meus lábios quando penso no desejo que chego a feri-los, sinto o gosto do sangue e isso me deixa ainda mais no paraíso dos desejos febris.
Depois, engatinho como um bebê, ou como faço para ir ao banheiro quando bebo demais, para poder dizer que eu quero, e quero demasiadamente teus braços.
E é tão patetico, eu não aceitei o simple desenrolar das ondas do mar, é tão cruel eu não querer crescer e apenas aproveitar. Fixo-me em um medo, um desejo e morro por eles.
O meu corpo acelera, minhas mão tremem e minha mente fala ´´corra, nao perca tempo´´. Mas meu corpo fica, paralisado, com medo de te queerer mais e mais e mais, e não sair de ti.
Colar, afundar em tua alma, no perfume da tua pele branca.
Mas o que faço, e sozinha à noite, é fumar cigarros com teu nome em um mundo imaginário, onde eu escondo meu coração com medo de que o firas.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Eu

Eu não sei o que se passa aqui dentro, e na verdade, me pego assustada tentando ir em contra meu coração.

Não, não era isso que eu deveria falar aqui, ando tão embaralhada que misturo todas as minhas camadas.

Minha alma parece que foi feita como colcha d retalhos, ou como tranças que s juntam numa profusão louca de cabelos.

E eu descobri que depois de muito tempo, tenho voltado às minhas raizes, de uma maneira homeopática para que o choque não seja muito grande. Mas ainda assim, me sinto tão absurda, tão perdida e provocada por essas ruas misteriosas de buenos aires.

Tão boba por ser escrava dos meus desejos e fugir dos deuses...

domingo, agosto 31, 2008

entre o céu e o mar.

Faz algum tempo, e eu já nem sei mais em que face meu olhar ficou gravado.
Talvez esteja na esquina mal lavada, com cachorros soltos e alegres, com a garota triste a caminhar - a minha síntese na verdade, se repousa aí - e depois, como água benta, a verdade verde apareça querendo espantar os demônios vermelhos que vivem na noite preta, e comem minhas palavras.
Se alguém robou todo o meu senso de flor, de cores e sensações mortas, esse foi o silêncio.
Foi também a fome de não falar ao mundo o que sou, ou até mesmo de amores desejados e lavados com sabão de coco.
É, eu deveria esperar o trem do tempo passar, e dormir nas noites mais claras; mas é que como as minhas noites são sempre pretas, me sinto atraída para esse lado mais obscuro da vida, sem medo de ser o que sou( pela primeira vez, depois de muitos séculos).
Um sensação que vem, e parece trazer consigo uma revoada de passáros encantadores, que cantam em meus ombros e fazem canções inspiradoras.
Será que algum dia também tive um bico e criei lindas canções? tive penas coloridas e voei?
Uma vez, quando desejei ser um passáro, Deus me mostrou que passáros eram frageis, e logo um estatelou-se no chão.
Eu vi então, que ali estava a minha fusão.
Não era nada, mas só um aviso, e era tão mal agradecido o meu desejo.
Porque eu sabia, por dentro e profundamente, que eu tinha enormes asas, e que poderia voar eternamente.
Embora tão frágil como um passáro, eu era um Ser Humano, com capacidade de colorir o mundo, e~não tinha alguma noção disso.
Então eu vi, eu vi algo tão explendido que não consegui explicar, mas eu perdi o meu olhar. Aquele olhar vago a estar sempre a pensar, quando todos os espelhos estavam quebrados.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Human nature



Did i said something wrong?