4
É ISSO. Cheguei a conclusão de que atropelamos as coisas da vida - elementos que por vezes nos é essencial e não percebemos. Como um abraço, um Obrigado, uma palavra sincera, um afeto incondicional. Chegamos derrotados ao final, muitas vezes, por que colocamos como prioridade objetos ou postos que nossa vã filosofia julga ser mais importante. E então tornamo-nos como máquinas, que apenas trabalham e se esquecem que são feitas de ferro e um dia podem quebrar. Nos, humanos, animais pretenciosos, vivemos construindo mais muros do que pontes. Destruimos, excluimos a verdade, o sentimento, tolhemos o essencial. Tolhemos os sentimentos, sim, e tolhemos a nós mesmos
. O que é sentir, hoje? desde quando a superficialidade foi tão divulgada quanto hoje?
Eu não me encaixo nesse modo de produção interna. Convivo num cenário onde a escuridão é predominante e, mesmo tendo uma laterna, um dia ela poderá apagar. Como irei enxergar o que antes eu julgava como A verdade?.
eu não sei.
Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
segunda-feira, abril 05, 2010
Precisa ter um título?
2
- ´´Não tenha medo de escrever o que você sente´´.
Talvez fosse o medo. Ele esteve ali rodando o meu corpo dia e noite, sem cansar, e ainda possuia um sorriso amarelo e medonho.Era só o que me faltava - um medo que não limpava os dentes, um medo que comia felicidade e só deixava sujeiras para trás!
Nada poderia ter sido pior do que constatar aquele espectro malfadado a querer engolir-me por inteira. Era como um visigodo emaranhado em seus costumes brutos; eu a querer fugir a todo vapor como um trem que sai sem esperar ninguém.
Sempre fui covarde - sempre fui a leitora assídua que viaja por uma história sem chegar ao fim com medo do que poderá encontrar. Não sabia como enfrentar, aquele medo queria me dominar por completo, obstruir meus pulmões, calar o meu choro e cortar os ventrículos do meu coração.
Poderia restar-me a alma, sabe? mas é que lá fora, em um mundo escaldando de realidades feias, meu corpo precisava estar presente. Não por uma vontade minha, mas por amor aos que precisavam daquela missão que parecia ser árdua para o meu corpo frágil...
A historia parecia congelada, ali, sempre parado. Eu e o medo, o medo e eu. Quase um romance falso, de fachada, como armários bonitos para ocultar um cena enfadonha.
Quase uma dupla perfeita - não, mentira,o medo era mais um personagem enviado dos infernos para prejudicar o meu destino sensivel. E por que diabos eu já não havia cortado a garganta dele?
Ali, tão rente à razão, seu olhar era traiçoeiro. Meu corpo, tão quente pela raiva de estar aprisionada, gritava por liberdade, por uma brisa de verão que lhe sustentasse a mão e fizesse sua vida mais fresca e leve.
É, exatamente. São como fantasmas que não nos deixam em paz, sabe? eles podem surgir do norte ou do sul, trazidos pelas tempestades ou pelos ventos.
Que poderia eu fazer senão fugir? fugir da forma mais suja, adentrar dentro do meu sono mais profundo para buscar certezas que eu não poderia encontra jamar se estivesse sóbria? doloroso, mas a culpa sempre fora minha.
Por que ñao o enfrentei, desde o começo? ali o fio começara a se emaranhar, e eu fechando os olhos, numa síntese de mentiras irritantes. Eu buscava ajuda e não a alcançava, nem código morse a achava. Eu era prisioneira do meu próprio medo, ali, de uma forma tão inédita e burra.
O mais estranho é que, a cada dia que passa, mais eu envelheço e sinto que fico mais jovem. Imatura. Perdida. Criança em emoção. Medrosa.
Eu, que outrora reluzia uma tímida coragem dentro de mim, ja não sou possuidora de uma desbravante vída heroíca.
E é isso o que dói, só isso.
- ´´Não tenha medo de escrever o que você sente´´.
Talvez fosse o medo. Ele esteve ali rodando o meu corpo dia e noite, sem cansar, e ainda possuia um sorriso amarelo e medonho.Era só o que me faltava - um medo que não limpava os dentes, um medo que comia felicidade e só deixava sujeiras para trás!
Nada poderia ter sido pior do que constatar aquele espectro malfadado a querer engolir-me por inteira. Era como um visigodo emaranhado em seus costumes brutos; eu a querer fugir a todo vapor como um trem que sai sem esperar ninguém.
Sempre fui covarde - sempre fui a leitora assídua que viaja por uma história sem chegar ao fim com medo do que poderá encontrar. Não sabia como enfrentar, aquele medo queria me dominar por completo, obstruir meus pulmões, calar o meu choro e cortar os ventrículos do meu coração.
Poderia restar-me a alma, sabe? mas é que lá fora, em um mundo escaldando de realidades feias, meu corpo precisava estar presente. Não por uma vontade minha, mas por amor aos que precisavam daquela missão que parecia ser árdua para o meu corpo frágil...
A historia parecia congelada, ali, sempre parado. Eu e o medo, o medo e eu. Quase um romance falso, de fachada, como armários bonitos para ocultar um cena enfadonha.
Quase uma dupla perfeita - não, mentira,o medo era mais um personagem enviado dos infernos para prejudicar o meu destino sensivel. E por que diabos eu já não havia cortado a garganta dele?
Ali, tão rente à razão, seu olhar era traiçoeiro. Meu corpo, tão quente pela raiva de estar aprisionada, gritava por liberdade, por uma brisa de verão que lhe sustentasse a mão e fizesse sua vida mais fresca e leve.
É, exatamente. São como fantasmas que não nos deixam em paz, sabe? eles podem surgir do norte ou do sul, trazidos pelas tempestades ou pelos ventos.
Que poderia eu fazer senão fugir? fugir da forma mais suja, adentrar dentro do meu sono mais profundo para buscar certezas que eu não poderia encontra jamar se estivesse sóbria? doloroso, mas a culpa sempre fora minha.
Por que ñao o enfrentei, desde o começo? ali o fio começara a se emaranhar, e eu fechando os olhos, numa síntese de mentiras irritantes. Eu buscava ajuda e não a alcançava, nem código morse a achava. Eu era prisioneira do meu próprio medo, ali, de uma forma tão inédita e burra.
O mais estranho é que, a cada dia que passa, mais eu envelheço e sinto que fico mais jovem. Imatura. Perdida. Criança em emoção. Medrosa.
Eu, que outrora reluzia uma tímida coragem dentro de mim, ja não sou possuidora de uma desbravante vída heroíca.
E é isso o que dói, só isso.
domingo, abril 04, 2010
Não sei.
Essas escalas desordenadas enfeitadas com rendas e cheiro humano nunca me atrairam.
Eu sempre fui a favor do caminho direto, sem olhar para tras, ou para os lados. Sem parar no meio e ter a coragem de adicionar medo à jornada. É quase imoral não caminhar rente à gloria do coração - afinal, que parte a felicidade ainda parece um produto sem validade?
E por que é sempre colocado em segundo lugar?
Nada alcança o poder que a aparência reluz. Mas sei que, embora perfeitamente palpável, é inteiramente e absurdamente falsa.
Nem precisa ter romantismo para uma coisa tão feia e falsa. É estruturado dentro de um molde cruel, dentro de um sistema ilusoriamente apetitoso.
É cansativo prometer o caminho sem conhecer a obra, principalmente a obra do universo que se esconde dentro de cada um. A embalagem até aqui nunca importou. Humanos não nascem com carimbo de aprovação, nada vindo deles podde ser toxico ou nocivo.
Só as nossas emoções mesquinhas é que contaminam um raio infinito de mentes-novas, e encobrem o coração como a gordura entope as veias, interrompe o caminho que deveria ser livre e direto.
- Lógica, eu nunca ofereci.
Eu sempre fui a favor do caminho direto, sem olhar para tras, ou para os lados. Sem parar no meio e ter a coragem de adicionar medo à jornada. É quase imoral não caminhar rente à gloria do coração - afinal, que parte a felicidade ainda parece um produto sem validade?
E por que é sempre colocado em segundo lugar?
Nada alcança o poder que a aparência reluz. Mas sei que, embora perfeitamente palpável, é inteiramente e absurdamente falsa.
Nem precisa ter romantismo para uma coisa tão feia e falsa. É estruturado dentro de um molde cruel, dentro de um sistema ilusoriamente apetitoso.
É cansativo prometer o caminho sem conhecer a obra, principalmente a obra do universo que se esconde dentro de cada um. A embalagem até aqui nunca importou. Humanos não nascem com carimbo de aprovação, nada vindo deles podde ser toxico ou nocivo.
Só as nossas emoções mesquinhas é que contaminam um raio infinito de mentes-novas, e encobrem o coração como a gordura entope as veias, interrompe o caminho que deveria ser livre e direto.
- Lógica, eu nunca ofereci.
Sobre a historia de uma página.
-PAGINA 13.
Continua a ser um fardo, sempre o foi. Não sei que maneira explicar essa imparcialidade, essa erva daninha que cresce desordenada. O vazio ainda continua a existir, nunca mudou de identidade. Eu continuo a não ter alma, apenas um corpo branco de olhos pretos a fingir humanidade. Seria melhor contar mentiras a partir de verdades?. Prefiro contar a verdade através de mentiras, é mais confortavel. Nada disso pode ser verdade e nem precisa ser entendido, mas é uma história triste no final. AS vezes, os problemas parecem ser minusculos vistos de fora, mas são como a ponta de um iceberg, você consegue entender por que?. Nada. Ainda continuo caminhando sobre o nada até mesmo quando caminho entre humanos, como em uma selva de nada. Isso nunca fez sentido. Mas eu preciso acreditar que não me transformei em um monstro, preciso seguir as regras, ter um nome, viver sob pressão e acreditar em humanos. Mas é um fardo - nessa época atual de 2014, nada poderia ter melhorado. Humanos?
obs.: esse texto não é sobre SARA MARINHO, é sobre uma personagem de um livro, antes que entendam errado.
Continua a ser um fardo, sempre o foi. Não sei que maneira explicar essa imparcialidade, essa erva daninha que cresce desordenada. O vazio ainda continua a existir, nunca mudou de identidade. Eu continuo a não ter alma, apenas um corpo branco de olhos pretos a fingir humanidade. Seria melhor contar mentiras a partir de verdades?. Prefiro contar a verdade através de mentiras, é mais confortavel. Nada disso pode ser verdade e nem precisa ser entendido, mas é uma história triste no final. AS vezes, os problemas parecem ser minusculos vistos de fora, mas são como a ponta de um iceberg, você consegue entender por que?. Nada. Ainda continuo caminhando sobre o nada até mesmo quando caminho entre humanos, como em uma selva de nada. Isso nunca fez sentido. Mas eu preciso acreditar que não me transformei em um monstro, preciso seguir as regras, ter um nome, viver sob pressão e acreditar em humanos. Mas é um fardo - nessa época atual de 2014, nada poderia ter melhorado. Humanos?
obs.: esse texto não é sobre SARA MARINHO, é sobre uma personagem de um livro, antes que entendam errado.
sábado, abril 03, 2010
sexta-feira, abril 02, 2010
renascimento.
A noite veio desesperada, me invadir por dentro, fez barulho por entre meus pulmões do mesmo modo como assobiam entre as frestas das janelas. Não tive medo - era um prazer poder respirar vida, voar por dentro, ter ar novamente em meus pulmões frageis.
O coração já havia sido enterrado na colina mais alta e fria de uma terra maldita, estava aprodecido, se recusara a bombear sangue quente.
O que não poderia ser mórbido nessa escala transeunte, de uma vida fria vivida em uma cidade sem sol? tudo se transformara desde que a fonte do calor que gerava vida em mim, havia ido embora.
Simplesmente ido embora, como um barquinho de papel indo embora com a correnteza para nunca mais aparecer.
Deixara criar limos em mim, minha alma mofara. A língua não pronunciava sílabas coloridas, apenas desenhava no ar um nome que me fizesse relembrar, de algum modo, que um dia eu tive vida. E chorei. E sorri. Mas vivi.
Então, um dia, me levantei da poeira. Abri a boca e gritei. Chamei o meu nome - me encolhera lá no fundo do corpo e me perdera em um mundo ilusório. E continuei a chamar o meu nome, ate que ficasse rouca.
E finalmente acordei; pulei em um sobressalto e minha mente se despertara de um longo pesadelo hipnotico. Onde diabos havia me perdido? dentro de mim? dentro da selva que habita em mim?
Corri para onde a voz me chamava, ecoava ligeiramente, levada pelo vento, e eu corria freneticamente.
Era a vida aquela voz - a minha própria vida querendo existir e ser colorida, novamente. ERA a vida, tão doce e pura!
Sim, então ela veio em forma de uma noite preta repleta de cores. Sim, de modo contraditório; veio enxer os meus pulmões de vida. Me fez respirar pela primeira vez e verdadeiramente, como um bebê que respira pela primeira vez quando vem a esse mundo.
Mas não chorei, eu sorri. Doeu, mas eu sorri de alegria - havia voltado ao meu estado puro milagrosamente.
O coração já havia sido enterrado na colina mais alta e fria de uma terra maldita, estava aprodecido, se recusara a bombear sangue quente.
O que não poderia ser mórbido nessa escala transeunte, de uma vida fria vivida em uma cidade sem sol? tudo se transformara desde que a fonte do calor que gerava vida em mim, havia ido embora.
Simplesmente ido embora, como um barquinho de papel indo embora com a correnteza para nunca mais aparecer.
Deixara criar limos em mim, minha alma mofara. A língua não pronunciava sílabas coloridas, apenas desenhava no ar um nome que me fizesse relembrar, de algum modo, que um dia eu tive vida. E chorei. E sorri. Mas vivi.
Então, um dia, me levantei da poeira. Abri a boca e gritei. Chamei o meu nome - me encolhera lá no fundo do corpo e me perdera em um mundo ilusório. E continuei a chamar o meu nome, ate que ficasse rouca.
E finalmente acordei; pulei em um sobressalto e minha mente se despertara de um longo pesadelo hipnotico. Onde diabos havia me perdido? dentro de mim? dentro da selva que habita em mim?
Corri para onde a voz me chamava, ecoava ligeiramente, levada pelo vento, e eu corria freneticamente.
Era a vida aquela voz - a minha própria vida querendo existir e ser colorida, novamente. ERA a vida, tão doce e pura!
Sim, então ela veio em forma de uma noite preta repleta de cores. Sim, de modo contraditório; veio enxer os meus pulmões de vida. Me fez respirar pela primeira vez e verdadeiramente, como um bebê que respira pela primeira vez quando vem a esse mundo.
Mas não chorei, eu sorri. Doeu, mas eu sorri de alegria - havia voltado ao meu estado puro milagrosamente.
quinta-feira, abril 01, 2010
Expressando o´´ foda-se´´ de maneira extensa.
_
Os filhos-da-puta nunca sabem o que são. Não há memórias de uma certa postura sensata sobre o mundo, não há um certo teor de romantismo em seus poros. São mentiras desenhadas em papeis burgueses e manipulados por programas falsos.
São como arte falsa, sem alma, sem noção da correnteza do rio e de sua força. Tampouco caminham sobre a estrada da competência humana - por que, talvez, lhes falte uma certa esperteza emocional. Não, filhos-da-puta nunca serviram para nada, nem para si mesmos. São indivíduos que vegetam, não se recriam, não embalam presentes de aniversário, são apenas afiados em questões de apontar o dedo e derramar o lixo que se escondem na superfície de suas emoções.
Sim, eu conheço um filho-da-puta (ou melhor, vários) e ele é inteiramente colorido, adornado de pisca-piscas como uma árvore de natal, e vê em si arte ´´das boas´´.
Nunca foi um companheiro, nunca ousou estudar as mentiras para avaliar as verdades. Sempre foi mestre em excluir os campos de centeio que possivelmente poderiam surgir em seu interior.
Para uma ´´inverdade´´ extremamente cruel, eu não apresento tipo algum de condolescencia, eu pego uma panela, coloco a minha critica, o meu lado amargo e reinvento os fatos e exponho a minha verdade. Por que são raras as pessoas peritas em avaliar os fatos de um modo sóbrio.
E se a verdade for luminosa, que se fale aos quatros cantos do mundo; dentro de mim jamais sobra a delicadeza de não observar emoção alheia ( seja esta boa ou ruim)
o resto, nunca me importou.
Os filhos-da-puta nunca sabem o que são. Não há memórias de uma certa postura sensata sobre o mundo, não há um certo teor de romantismo em seus poros. São mentiras desenhadas em papeis burgueses e manipulados por programas falsos.
São como arte falsa, sem alma, sem noção da correnteza do rio e de sua força. Tampouco caminham sobre a estrada da competência humana - por que, talvez, lhes falte uma certa esperteza emocional. Não, filhos-da-puta nunca serviram para nada, nem para si mesmos. São indivíduos que vegetam, não se recriam, não embalam presentes de aniversário, são apenas afiados em questões de apontar o dedo e derramar o lixo que se escondem na superfície de suas emoções.
Sim, eu conheço um filho-da-puta (ou melhor, vários) e ele é inteiramente colorido, adornado de pisca-piscas como uma árvore de natal, e vê em si arte ´´das boas´´.
Nunca foi um companheiro, nunca ousou estudar as mentiras para avaliar as verdades. Sempre foi mestre em excluir os campos de centeio que possivelmente poderiam surgir em seu interior.
Para uma ´´inverdade´´ extremamente cruel, eu não apresento tipo algum de condolescencia, eu pego uma panela, coloco a minha critica, o meu lado amargo e reinvento os fatos e exponho a minha verdade. Por que são raras as pessoas peritas em avaliar os fatos de um modo sóbrio.
E se a verdade for luminosa, que se fale aos quatros cantos do mundo; dentro de mim jamais sobra a delicadeza de não observar emoção alheia ( seja esta boa ou ruim)
o resto, nunca me importou.
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