segunda-feira, dezembro 03, 2007

Hoje e nada mais.

Um dia tudo morre de uma vez. De uma vez porque já morremos todos os dias, mas nao totalmente, por partes.
As estruturas param por completo e tudo fica em paz, florido.
Nao perdura nada senao a alma bonita que andou levemente em ovos sem quebra-los.
E o que ficou mesmo nao foi aquilo que se pegava todos os dias e se almejava com tanto orgulho.
O orgulho, este mal criado, nem ele mesmo conseguiu perdurar.
Forma-se um poço e tudo se desmancha depois do meio dia.
Nao há nada, nem mesmo congruencia plausível entre as ruas.
Se AS folhas nao foram bem lidas no anoitecer, nao há mais o que fazer.
O leite derramado nao volta ao copo, passado, morreu, nao perdurou.
Só o amor que acalmou, ficou, disse-me : ´´continua, continua, nao desiste jamais´´.

Um comentário:

Torreão disse...

Quando chegar me avisa,viu?
Para que nós possamos calcular nossas efemeridades.

:*