É uma sensação estranha que me leva a um vazio inexistencial e me faz mal. Não, não o vazio, a culpa é minha.
Não sei se permaneço, se acredito em tudo que falam por aí; já prefiro não saber de mais nada - quero a calma dos oceanos azuis.
E continuo a dizer que só sei que nada sei, embora no fundo eu sempre saiba de tudo.
Que dilema escolher amanhã?quantos sorrisos darei? quantas mentiras continuarão a ser inventadas para calar?
Nada suporta o peso da culpa; vai derrubando árvores e debandando cadeiras da praia, e nada sobra.
Ainda que esteja perdendo tudo, eu estou ganhando algo - e o que seja não importa - porque mais cedo ou mais tarde eu levantarei-me. Não espero nada nem ninguém, mas também não posso fugir da vida, dos problemas e dores, por que na verdade eles nunca ficarão, somem como vento em caravelas no alto mar.
Alguns dizem isso e aquilo, mas o que posso fazer de melhor é escutar uma voz mais forte que vem de dentro e faz-me guiar ao centro. Eu confio em Deus, e não irei abandona-lo nunca.
E o melhor que vc pode fazer é me deixar em paz.
Um comentário:
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