quarta-feira, dezembro 26, 2007

Eu, em estradas de terra batida.

À vida agitada que corre entre os meus dedos furtivos, desliza sobre os meus cabelos e voa para longe, como folha levada pelo vento : eu amo você. Não nascestes nunca, não fostes criada, sempre esteve e foi, soube SER.
Uma mentira cruel que correu sem parar e achou que tivesse a verdade suprema, onde me perdi?
Sem uma lógica aparente, eu aprendi a ser louca e simples. Sem um lógica aparente , eu aprendi a me desligar do mundo de uma forma tranqüila.
Lembro-me do dia - fazia sol. Levantei-me da cama e percebi que nada fazia efeito sobre essa esfera, que nome poderiam por nela? sabendo de tudo, a verdade nunca escapava.
Mas eu soube, me toquei a uns séculos atrás que a vida não corre e que o tempo só passa no nosso relógio.
Eu não presuponho nada, eu não detenho verdade alguma. O ´´EU´´ só se faz verdade num texto, não no meu interior. E na verdade, na verdade da loucura reinante do mundo, eu só quero SER o que realmente sou - habito em mim e não no exterior.
E se eu digo isso ou aquilo, dito as minhas verdades, é porque ainda tenho um cerébro e enquanto isso criarei teorias sobre Deus e o mundo, não importa se isso é certo ou não. Caminharemos para um mesmo rumo, não importa.
Na verdade nunca me importou essa coisa de estar mais acima ou mais abaixo, procuro algo interno, não sou materialista - é a única coisa que difere nessa garota de 20 anos. Sou prolixa com a vida, bebo de um cálice castigado pelo vento.
Ando pela areia das praças descalça e percebo o mundo através de janelas grandes, deixo o sol bater na minha cara.
E o que você me diz? para fugir do mundo?
Quando há um sol brilhando lá fora, o que me diz de escurescer lentamente dentro de construções maldadas à sorte? Não é a minha alma que fica no ego, na lama, na escuridão. Minha alma fica no sol, dia e noite.
Não durmo pra chover, acordo pra iluminar.
Não importa quando, o tempo não existe.

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