Te tornas UM quando me abraças, em ti há mil profusões sagradas que voam em volta da tua alma como pássaros alegres.
Me envolves com teu canto e tua música, assim, vai inebriando-me.
Meu corpo entra em teu ritmo lento e compassado.
É tão doce.
E danço, não paro.
Continuo a embalar meu corpo atraves da melodia, suave como o vento.
E tudo se transforma enquanto eu danço; então tua alma, espelho meu, junta-se à minha como
declaração de amor e fazemos uma valsa, onde eu e tu somos apenas UM.
Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
domingo, junho 28, 2009
sexta-feira, junho 26, 2009
Interrogações à luz da bandeira.
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O medo corrói. Você tenta engoli-lo mas cria um nó na garganta. É amargo. Não amargo como um chocolate amargo, mas como a amargura de quem entra em desespero. É pior do que ser engolido pela razão. O medo vaga pelas ruas, procurando vítimas - as mais frageis são as escolhidas. Ficamos em casa com o tédio, com o desamor, com o ócio ; formamos uma família formosa demais com todos eles. Mas eles não choram, eles reprimem o choro da alegria. É como um bebê que não vive em pleno desenvolvimento, é tão tolhido e mórbido que apavora.
Tornamo-nos como peixes em água lodosa, respirando o ar parado e frio de casa. Há tanto perigo na rua agora, que uma respiração pode ser fatal. Um vírus não é nada, tudo é o que o medo faz nas pessoas : as devora por inteiro. É como uma infecção mental, onde o caminhar distraído se torna algo paranoico, tapado com máscaras para cobrir o sorriso.
O que temos feito para merecer tudo isso?.
Se antes estavamos sendo como bactérias a destruir o mundo, hoje, surge algo minúsculo para provar que de patamar o homem não sobrevive.
E somos engolidos - pela razão, pelo medo, pelo egoísmo, pela cobiça, pela falta de sentimentos, pelo orguho. Mas se todos esses TERMOS são tão amargos, porque insistimos?
Por que não nos alimentamos do que pode ser saudável?
Eu não sei.
O medo corrói. Você tenta engoli-lo mas cria um nó na garganta. É amargo. Não amargo como um chocolate amargo, mas como a amargura de quem entra em desespero. É pior do que ser engolido pela razão. O medo vaga pelas ruas, procurando vítimas - as mais frageis são as escolhidas. Ficamos em casa com o tédio, com o desamor, com o ócio ; formamos uma família formosa demais com todos eles. Mas eles não choram, eles reprimem o choro da alegria. É como um bebê que não vive em pleno desenvolvimento, é tão tolhido e mórbido que apavora.
Tornamo-nos como peixes em água lodosa, respirando o ar parado e frio de casa. Há tanto perigo na rua agora, que uma respiração pode ser fatal. Um vírus não é nada, tudo é o que o medo faz nas pessoas : as devora por inteiro. É como uma infecção mental, onde o caminhar distraído se torna algo paranoico, tapado com máscaras para cobrir o sorriso.
O que temos feito para merecer tudo isso?.
Se antes estavamos sendo como bactérias a destruir o mundo, hoje, surge algo minúsculo para provar que de patamar o homem não sobrevive.
E somos engolidos - pela razão, pelo medo, pelo egoísmo, pela cobiça, pela falta de sentimentos, pelo orguho. Mas se todos esses TERMOS são tão amargos, porque insistimos?
Por que não nos alimentamos do que pode ser saudável?
Eu não sei.
quinta-feira, junho 25, 2009
ele e ela
Ontem meu nome era João.
Hoje, como um cão sem dono e sem nome, a perambular pelas ruas sem coração, me perdi em canção de amor derretido.
Virei um animal, irracional, morri no olhar dela.
Roubado por dentro, fui arrematado por uma jovem sem emoção.
Emaranhado por suas palavras soltas demais, me perdi nos caracóis de seus cabelos.
E, sim, para doer tanto assim, ela robou o meu coração.
Fiquei entre a cruz e a espada, e fui ferido por um não.
Hoje, como um cão sem dono e sem nome, a perambular pelas ruas sem coração, me perdi em canção de amor derretido.
Virei um animal, irracional, morri no olhar dela.
Roubado por dentro, fui arrematado por uma jovem sem emoção.
Emaranhado por suas palavras soltas demais, me perdi nos caracóis de seus cabelos.
E, sim, para doer tanto assim, ela robou o meu coração.
Fiquei entre a cruz e a espada, e fui ferido por um não.
segunda-feira, junho 22, 2009
Ontem.
Sozinha, com roupas pesadas que não lhe convinham, quase monotonas se não fosse pelo cachecol vermelho como sangue. Seu rosto, branco como marfim, perfeitamente liso e desejavel ao toque era quase apatico. Seu corpo a caminhar, mas tão inerte em si, como se os passos estivessem saído de uma cirurgia, eram lentos demais. Onde estava, no entando, seu coração?esse sim, pulsava com alegria? feito de retalhos mal interpretados como cortina de avó.
Naquela noite, quando ela saiu, a esperança sempre lhe vinha à cabeça. Talvez houvesse uma glória, daquelas coloridas e contagiantes a espera-la na esquina. Um impulso da descoberta milagrosa, e era tudo que ela precisava.
O que encontrar dentro de sua alma? sentimentos fulgazes, que lhe brotavam na mente,inspiração elevante e quase epileptica quando as cortinas da sala mal iluminada e velha, lhes dançava ao olhar. Era quase real, e havia uma risada saudável a tocar pela casa, como música de algum fantasma perdido.
A mão doía, o braço não parava, a mente fervilhando, o coração sempre a ter uma taquicardia para contrastar com a noite tediosa que nascia dentro de si.
Para que tantas palavras, se numa realidade, elas não serviam pra nada? o silêncio parecia tão precioso.
Tudo o que ela podia ter eram decorebas cientificas, malfadadass e prometidas em um futuro milagroso.
Mas não era nada disso, era só algo repleto de cores e criação. Que tivesse também pernas, enormes olhos inocentes e que tivesse voz e cantasse quando todas as luzes de sua alma estivessem apagadas.
Era disso que ela precisava no fundo de sua alma.
Era mais, algo no pico da montanha, a gritar : ´´Eu te amo e sempre te amarei´´ e ficar rouco. A brilhar incessantemente e ser reprimido sem a piedade dos santos das igrejas.
Mas todos nós sabemos que o amor nunca se reprime ou nunca é para ontem.
Então eu fico. É presente.
Naquela noite, quando ela saiu, a esperança sempre lhe vinha à cabeça. Talvez houvesse uma glória, daquelas coloridas e contagiantes a espera-la na esquina. Um impulso da descoberta milagrosa, e era tudo que ela precisava.
O que encontrar dentro de sua alma? sentimentos fulgazes, que lhe brotavam na mente,inspiração elevante e quase epileptica quando as cortinas da sala mal iluminada e velha, lhes dançava ao olhar. Era quase real, e havia uma risada saudável a tocar pela casa, como música de algum fantasma perdido.
A mão doía, o braço não parava, a mente fervilhando, o coração sempre a ter uma taquicardia para contrastar com a noite tediosa que nascia dentro de si.
Para que tantas palavras, se numa realidade, elas não serviam pra nada? o silêncio parecia tão precioso.
Tudo o que ela podia ter eram decorebas cientificas, malfadadass e prometidas em um futuro milagroso.
Mas não era nada disso, era só algo repleto de cores e criação. Que tivesse também pernas, enormes olhos inocentes e que tivesse voz e cantasse quando todas as luzes de sua alma estivessem apagadas.
Era disso que ela precisava no fundo de sua alma.
Era mais, algo no pico da montanha, a gritar : ´´Eu te amo e sempre te amarei´´ e ficar rouco. A brilhar incessantemente e ser reprimido sem a piedade dos santos das igrejas.
Mas todos nós sabemos que o amor nunca se reprime ou nunca é para ontem.
Então eu fico. É presente.
Imagine o que vc não percebe.
8
eu
creio que os sensiveis
são as pessoas mais especiais do mundo
pq são elas que olham pra luz, apontam pra ela
e senguem o caminho dela
chamando aos que não a possuem
eu
creio que os sensiveis
são as pessoas mais especiais do mundo
pq são elas que olham pra luz, apontam pra ela
e senguem o caminho dela
chamando aos que não a possuem
sexta-feira, junho 19, 2009
uuuuuuuuuuuuhe
Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
quinta-feira, junho 18, 2009
Carmin.
Teus lábios tão cálidos, me iluminam como luzes de uma cidade quente em fulgor.
Tocam-me em saltos inesperados, quebram o gelo de minha superfície como lua inabitada.
Entramos em mundos diferentes antes já explorados e incessantemente adorado : amei-te.
Sem fôlego para esperar o amanhã, redescobrimo-nos, e em teus olhos cabiam todas as estrelas.
Toca-me, pega-me, toma da minha respiração sem pudor, já estou em ti.
Já estive por tanto tempo em ti, que voltar parece impossível.
Tocam-me em saltos inesperados, quebram o gelo de minha superfície como lua inabitada.
Entramos em mundos diferentes antes já explorados e incessantemente adorado : amei-te.
Sem fôlego para esperar o amanhã, redescobrimo-nos, e em teus olhos cabiam todas as estrelas.
Toca-me, pega-me, toma da minha respiração sem pudor, já estou em ti.
Já estive por tanto tempo em ti, que voltar parece impossível.
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