Encontrei um dia desses, nos jardins da babilônia virtual, um passarinho colorido.
Acho que seria como uma visão fulgaz, dolorida tentar escrever quando o encontrei.
Parecia estar escondendo-se de sua sombra, assustado com o proprio farfalhar de suas delicadas asas - seu sorriso, no entanto, ainda permanecia altivo contendo a alegria pura de uma criança.
Tentei lembrar, inutilmente, que é igualmente humilhante embriagar-se ao encantar com algo belo.
Mas eu escapei, eu cai profundamente em algo ao qual ainda não sei dar nome, e o final pouco me importa.
O medo tampouco me importa. O que cansa, é não encantar-se, então permito-me navegar e me perder totalmente em meus pensamentos, onde um pássaro, um lindo passarinho repousa reluzente e jovem, esquecido de que possue asas como as do anjo Gabriel.