segunda-feira, fevereiro 23, 2009

=)



When she talks, the revolutions coming
In her hips, theres revolution
When she talks, I hear the revolution
In her kiss , I taste the revolution

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Como eu havia dito, eu não sei.

Encontrei um dia desses, nos jardins da babilônia virtual, um passarinho colorido.
Acho que seria como uma visão fulgaz, dolorida tentar escrever quando o encontrei.
Parecia estar escondendo-se de sua sombra, assustado com o proprio farfalhar de suas delicadas asas - seu sorriso, no entanto, ainda permanecia altivo contendo a alegria pura de uma criança.
Tentei lembrar, inutilmente, que é igualmente humilhante embriagar-se ao encantar com algo belo.
Mas eu escapei, eu cai profundamente em algo ao qual ainda não sei dar nome, e o final pouco me importa.
O medo tampouco me importa. O que cansa, é não encantar-se, então permito-me navegar e me perder totalmente em meus pensamentos, onde um pássaro, um lindo passarinho repousa reluzente e jovem, esquecido de que possue asas como as do anjo Gabriel.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

O centro do meu coração.

A chuva que começa a dançar entre as minhas janelas parece misturar-se ao balanço da minha alma ensopada. Levada pelo vento, entra por meus poros e repousa como pingos delicados parecidos com cristais. Sem vírgulas e projeções, começa a molhar a calçada e o casal que se beija escondido atras dos muros. Há algo que permanece intocável, chamativo e puramente limpo - é, eu só posso sentir. Algo amoroso, doce, envolvente como o calor de uma abraço verdadeiro. É nessas horas que eu começo a amar de verdade, sem saber explicar por que ainda continuo a achar que o fato de saber amar demais, as vezes estraga a moradia de minha alma. Ainda, e isso pode não ser verdade, continuo a pensar numa ajuda, como um olhar afetuoso que possa curar, e que de certa forma leve e limpe tudo embora, assim como quando acontece ao vir cair do céu águas sem fim...

O que repousa em mim é uma fé rosa em coisas reais e verdadeiras, assim como aquilo que rodopia no ar chamado COMPAIXÃO. E eu só me sinto bem dessa forma, sentido você como se fosse eu.


{É permidito doar-se ao outro ccom um amor desinteressado.}

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Isso é para vc, tripulante mio.

Existem duas coisas na vida : o medo e a esperança. Porque escolher o medo de entrar em você e ficar à deriva de pensamentos insanos, imaginando que a sua força se foi? A força está na solidão, sua força está em acreditar que você não é o que pensa. Ainda não acabou, algo nasceu e se chama Esperança, que berra de frio no bercario.
O medo é aquele do passado ao qual não pode ficar grudado em vc 24 horas, está exposto em um museu de Paris. Pense que a sua força está na solidão quando anoitece e tudo se aquieta, pois vc tb é a noite e a solidão que te atormenta.
Como não estar acompanhado de si e ir procurar identidades em espelho quebrados? é como desistir de si mesmo e é imoral. E a imoralidade aqui não dança mais por falta de pudor.
Mas a força esta na solidão digo-te novamente, pq é estando nela que se encontra a si mesmo depois de um tempo, e do medo não sobra nada.

Não ter o que falar : falar qualquer coisa

Eu não lembro de ter deixado uma porta aberta, o que fiz de modo completamente estúpido foi jogar as chaves em um rio profundo para nunca mais encontra-las. Novamente? talvez, há inumeras possibilidades em um destino, mas é que eu só me permito à entrega de algo valioso, que não transborde areia demais e - o mais importante- não me faça reviver o passado. Novamente? sim, sempre. Reaprendo a amar, quando tudo nunca foi banalizado na realidade, continuarei amando como forma de sobrevivência. O que banalizei foi o meu amor, a minha mente, o pudor de meus sentimentos permitindo-me entrar em congruencias de um humano perfeitamente idiota e sem calefação. Cabe em mim também um pouco de tudo, até mesmo dessa idiotice fumegante. Mas eu sei que tudo isso está acontecendo só na minha mente, então faz de conta que tudo é um sonho e que eu não estou perdendo a consciência.




Lembre-se: É vc quem cria seus problemas, eles nunca poderão vir de fora. Esqueça-os, eles nunca existiram.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Leve com o vento...


Faz-me como o vento que corre ligeiro entre os campos de centeio, leva a chama da alegria entre eles, tão rápido que brincam entre as pequenas partes das folhas.
Destemido, vai a frente e não teme, mostra sujeiras, conforta quem chora, numa brisa suave e singela.
Entra pelas janelas sorrateiro e sopra em meus ouvidos :´´estou aqui´´, e então gira ao meu redor, levando o calor embora, brinca com os meus cabelos, parece uma criança.
Traz-me todos os dias, ideias orfãs, mensagens e cartas de amor solitárias, que vagam na imensidão, deixadas pelos humanos mais descuidados do planeta.
Eu, talvez, permaneça entre a profusão da dança dos ventos que me levam e trazem todo os dias quando eu não estou aqui.
Algo abstrato, mas tão real e tocante.

Cavaleiro desmembrado.


A janela larga, de vidros limpos refletindo um rosto e o outro lado do mundo vizinho.
Sentado ante a mesinha de madeira escura e bem trabalhada, como um movel antigo de estilo barroco, ele escrevia prostado ante o papel como se quisesse abraço-lo, conter o calor do abraço naquela carta.
Ela saberia, e ele tinha certeza de que ela saberia do amor não correspondindo ao qual ele tanto sofria dia e noite, ao tentar, frustantemente, colocar o que sentia em papeis já cansados pelo tempo.
A folhas sempre manchavam porque caiam lágrimas nelas, era inevitável. Tornava-se como uma convulsão crônica, uma tormenta violeta que nao cessava; e doia, doia demais, e seu coração estava sempre dilacerado pela imagem que o perseguia dia e noite.
Era dificil entender como pudera cair em uma paixão tão profunda; mas isso tão forte não poderia ser só paixão.
Seria um delírio, um sonho louco?
Ela sempre a chegar em corredores escuros, esbarrando nele, olhando-o profundamente e evitando-o como se tivesse medo, o medo de uma menininha frágil correndo de um lobo feroz.
Ela era tão linda, impossível de descrever, antes os seus olhos, o quanto havia de beleza nela.
A pele sempre tão imaculada e branca como o leite, os cabelos curtos e pretos, suaves, suaves...como o vento que soprava levando-os.
Encantadora.
Não sabia o que era mais absurdamente encantador nela ; era como a visão de um santo ante um milagre, uma explosão de dor e alegria, uma mistura dolorosa.
Mas dor não aquecia, ajudava a tornar o quarto mais frio e triste, como um combustível da tristeza e solidão.