Eu que não sou boneca,não tenho sapato de plástico,meu cabelo não cobre uma superficie de seda e meu coração tem lugar nas montanhas esquerda do meu corpo.
Pulsa como carne viva, em vermelho carmim, vibrante e alucinógeno.
Mas bate como um cavalo veloz pelos campos da aurora mais linda, tão forte que por vezes parece falar atraves de minha garganta.
Eu não me sobresaio, eu danço no ritmo que me é embalado, como os tambores de uma magia amorosa que não param nunca na noite adentro...
Não fui feita de saia-avó, nem do plástico das arvores, eu fui feita das plumas das asas dos anjos.
Cabe em mim mil revoadas de pássaros tagarelas e coloridos, e eu alacanço alturas que me levarão ao amor mais sublime do universo.
Cabe em mim a docura das balas da esquina e a solidez das esfinges.
É quando me busco perdida entres os querubins e a voz de Deus a chamar-me pelo nome, como criança perdida em imaginações açucaradas, que me reencontro em casa.
Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
segunda-feira, dezembro 22, 2008
quinta-feira, dezembro 18, 2008
A dança da vida em piruetas mil.
A cor que nasce viva,alegre e festiva, me convida para dançar.
Em pequenos passos, quase como um bebê cambaleante, me puxa.
Se equilíbra em sapatos de cristais, reluzentes como o azul do céu.
Se mostra sagaz, agita a minha alma e colore as paredes do meu mundo pardo.
Danço como se o amanhã não existisse, e a minha existencia fosse como a de uma flor
em sua puberdade mais cheirosa.
Danço com a música de vida que toca ante a mim, trazida pelos ventos
que entram em minhas janelas furtivas.
Rodopio, tento passos de bailarina e pareço que irei voar, como um pássarinho frágil e divertido.
Retorno a mim e guardo a música como troféu, nela a canção mais poderosa
embriaga a minha alma e me acalenta.
Já não preciso das tristezas vividas, pois tenho a valsa do universo a surgir dentro de mim.
Em pequenos passos, quase como um bebê cambaleante, me puxa.
Se equilíbra em sapatos de cristais, reluzentes como o azul do céu.
Se mostra sagaz, agita a minha alma e colore as paredes do meu mundo pardo.
Danço como se o amanhã não existisse, e a minha existencia fosse como a de uma flor
em sua puberdade mais cheirosa.
Danço com a música de vida que toca ante a mim, trazida pelos ventos
que entram em minhas janelas furtivas.
Rodopio, tento passos de bailarina e pareço que irei voar, como um pássarinho frágil e divertido.
Retorno a mim e guardo a música como troféu, nela a canção mais poderosa
embriaga a minha alma e me acalenta.
Já não preciso das tristezas vividas, pois tenho a valsa do universo a surgir dentro de mim.
O que surge dentro como fogo.
Ponderam-me os novos soldados dos dragões que cospem fogo em meus pensamentos.
Queimas meus quadros, os desenhos mais dramáticos de minha alma.
Já de mim, por inteira, ou quase pela metade, não sobra muito.
Vejo, com olhos de quem vê cegamente, o fogo de uma paixão proibida
furtiva, inconsequente, infrutífera mas desejada e que queima a minha pele.
Queima tambem as paisagens que dentro de mim vão surgindo, devastam
as florestas de minha alma.
Sufoca-me, intoxica-me como o fim que nunca teve começo.
Eu, que sempre estive as margens da vida, sem querer o querer de outrem.
Como uma guerreira desbravada, morro por querer o despudor da linha certa.
Dragões que são despertados em meu interior, zangados e agitados...
mas que, incrivelmente, derretem o gelo do meu coração.
Queimas meus quadros, os desenhos mais dramáticos de minha alma.
Já de mim, por inteira, ou quase pela metade, não sobra muito.
Vejo, com olhos de quem vê cegamente, o fogo de uma paixão proibida
furtiva, inconsequente, infrutífera mas desejada e que queima a minha pele.
Queima tambem as paisagens que dentro de mim vão surgindo, devastam
as florestas de minha alma.
Sufoca-me, intoxica-me como o fim que nunca teve começo.
Eu, que sempre estive as margens da vida, sem querer o querer de outrem.
Como uma guerreira desbravada, morro por querer o despudor da linha certa.
Dragões que são despertados em meu interior, zangados e agitados...
mas que, incrivelmente, derretem o gelo do meu coração.
sábado, dezembro 13, 2008
Surgindo.
Eu o vi correndo como um cavalo, tão rápido quanto um raio de luz
Eu o vi sorrindo pela morte, brincando com o sol que surgia em si, crepitando em labaredas mil
Eu senti o seu coração batendo com fervor, mas não o vi desejar o meu amor da forma que ele nascia livremente ao seu redor.
Abraçava-o, beijava as suas bochechas gordas e ele se esquivava, dizia com os olhos que o medo era o seu melhor companheiro, e era perdoado.
E ele continuava a correr como algo feroz, com voz estridente e garras afiadas, a me ferir.
Tão quente como o meu interior e tão frio ao toque como o gelo das montanhas ao meu redor.
Sem vírgulas, sem olhos , sem choros ,sem sentimentos e, o pior de tudo, sem sensibilidade para dizer o que sentia a uma flor.
Um simples e pura flor amorosa.
Eu o vi sorrindo pela morte, brincando com o sol que surgia em si, crepitando em labaredas mil
Eu senti o seu coração batendo com fervor, mas não o vi desejar o meu amor da forma que ele nascia livremente ao seu redor.
Abraçava-o, beijava as suas bochechas gordas e ele se esquivava, dizia com os olhos que o medo era o seu melhor companheiro, e era perdoado.
E ele continuava a correr como algo feroz, com voz estridente e garras afiadas, a me ferir.
Tão quente como o meu interior e tão frio ao toque como o gelo das montanhas ao meu redor.
Sem vírgulas, sem olhos , sem choros ,sem sentimentos e, o pior de tudo, sem sensibilidade para dizer o que sentia a uma flor.
Um simples e pura flor amorosa.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
eu
Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano.
baby, one more time
A vida existe em delicadas estruturas, em almas sensível e celulas unidas entre si.
Há algo mais atras destas tres coisinhas citadas; algumas serão sempre um mistério pra mim.
E acredito que, com tanta informação ao seu redor e sinais, algumas pessoas realmente perdem a sua essência no quesito de SER DELICADO.
Eu sempre pensei que as minhaz rezas, a minha preocupação intensa pelo próximo e a minha bondade extrema teriam algum valor.
Agora, quase caminhando como uma mal amada hahaha, não tenho vergonha de dizer que a cada dia mais, volto a ser a pessoa reservada que eu era.
O perigo fica maior quando vc se abre pro mundo de uma maneira inocente, e deixa qualquer pessoa entrar, então vc se vê sozinho, desesperado por ser amigos que não se importam com vc.
Eu realmente gostaria de crescer sem me conturbar com todas as merdas dos sentimentos humanos, uma vez que tudo isso me corroi totalmente as vezes.
Mas é que eu penso : Humano significa o que mesmo?.
Vc está confortavel em sua cadeira, só olha para uma direção, não percebe os próprios erros e fica num ciclo de procurar espelhos nas pessoas numa tentativa se curar suas feridas.
Seja Humano, somente.
Não um animal selvagem, castigado pelo sofrimento, que acha no direito de sair correndo pelo mundo e mostrar as suas garras.
Mas quer saber o mais lindo disso? é que eu realmente nunca vi um animal estupido, somente o homem. Mas o quesito ´´animal´´, talvez seja muito elevado para nós.
[...]
Mas como diria o velho ditado, antes só do que mal acompanhado.
Há algo mais atras destas tres coisinhas citadas; algumas serão sempre um mistério pra mim.
E acredito que, com tanta informação ao seu redor e sinais, algumas pessoas realmente perdem a sua essência no quesito de SER DELICADO.
Eu sempre pensei que as minhaz rezas, a minha preocupação intensa pelo próximo e a minha bondade extrema teriam algum valor.
Agora, quase caminhando como uma mal amada hahaha, não tenho vergonha de dizer que a cada dia mais, volto a ser a pessoa reservada que eu era.
O perigo fica maior quando vc se abre pro mundo de uma maneira inocente, e deixa qualquer pessoa entrar, então vc se vê sozinho, desesperado por ser amigos que não se importam com vc.
Eu realmente gostaria de crescer sem me conturbar com todas as merdas dos sentimentos humanos, uma vez que tudo isso me corroi totalmente as vezes.
Mas é que eu penso : Humano significa o que mesmo?.
Vc está confortavel em sua cadeira, só olha para uma direção, não percebe os próprios erros e fica num ciclo de procurar espelhos nas pessoas numa tentativa se curar suas feridas.
Seja Humano, somente.
Não um animal selvagem, castigado pelo sofrimento, que acha no direito de sair correndo pelo mundo e mostrar as suas garras.
Mas quer saber o mais lindo disso? é que eu realmente nunca vi um animal estupido, somente o homem. Mas o quesito ´´animal´´, talvez seja muito elevado para nós.
[...]
Mas como diria o velho ditado, antes só do que mal acompanhado.
quinta-feira, novembro 13, 2008
En la noche
Sozinha, vestindo roupas que não lhe covinham.
Insinuantes pernas muito brancas como marfim, perfeitamente lisas e desejáveis ao toque.
Onde estava seu coração, no entanto, feito de retalhos mal interpretados à meia noite, no jardim?
Naquela noite, quando ela saiu, a esperança sempre lhe vinha à cabeça.
Um impulso da descoberta milagrosa e era tudo que ela precisava.
O que encontrar dentro de sua alma?
sentimentos fulgazes que lhe brotavam na mente, inspiração elevante,
tão epileptica quanto as cortinas da sala mal iluminada e velha a lhes dançar sobre o olhar.
A mão doia, o braço não parava, a mente fervilhando, o coração sempre a ter uma taquicardia para contrastar com a noite tediosa que nascia dentro de si.
Para que tantas palavras se numa realidade elas não serviriam para nada?
Tudo o que ela podia ter eram decorebas científicas malfadadas e prometidas em um futuro milagroso.
Mas não era nada disso, era só algo repleto de cores, criação
que tivesse também pernas, enormes olhos inocentes
e que tivesse voz, e que cantasse quando todas as luzes da sua alma estivessem apagadas.
Era mais.
Algo no pico da montanha, a gritar e ficar rouco
A brilhar incessantemente e ser reprimido sem a piedade dos santos das igrejas.
Insinuantes pernas muito brancas como marfim, perfeitamente lisas e desejáveis ao toque.
Onde estava seu coração, no entanto, feito de retalhos mal interpretados à meia noite, no jardim?
Naquela noite, quando ela saiu, a esperança sempre lhe vinha à cabeça.
Um impulso da descoberta milagrosa e era tudo que ela precisava.
O que encontrar dentro de sua alma?
sentimentos fulgazes que lhe brotavam na mente, inspiração elevante,
tão epileptica quanto as cortinas da sala mal iluminada e velha a lhes dançar sobre o olhar.
A mão doia, o braço não parava, a mente fervilhando, o coração sempre a ter uma taquicardia para contrastar com a noite tediosa que nascia dentro de si.
Para que tantas palavras se numa realidade elas não serviriam para nada?
Tudo o que ela podia ter eram decorebas científicas malfadadas e prometidas em um futuro milagroso.
Mas não era nada disso, era só algo repleto de cores, criação
que tivesse também pernas, enormes olhos inocentes
e que tivesse voz, e que cantasse quando todas as luzes da sua alma estivessem apagadas.
Era mais.
Algo no pico da montanha, a gritar e ficar rouco
A brilhar incessantemente e ser reprimido sem a piedade dos santos das igrejas.
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