Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
quinta-feira, maio 18, 2017
Em algum lugar do passado de 2008.
Decidi ser o que sou, sem muito adjetivos falsos e toscos, sem vaidade. Permiti aflorar por dentro e perceber o que havia de mais sagrado, permaneci com isso.
Não sei se acordei, mas afinal, eu realmente deveria pretender tanta coisa assim? quando tudo o que quero é saber as forças sagradas que regem o céu e a terra.
As vezes, na noite negra que se abre como um canto altivo de rouxinol, eu percebo que tudo nunca muda, tudo numa profundidade incomensurável nunca muda, porque ali habita a essência.
Permanece sagrada, sempre.
Sinto como se tudo viesse aos meus braços, me acalentasse.
Uma mão invisível que passei pelos meus cabelos, o vento que bate no meu rosto ou o pássaro alegre que canta sem parar no galho - são todos tão puros e sagrados, tão perfeitamente lindos.
Sem vaidades, torno-me simples, como sempre fui.
Sem exigir respostas e fórmulas mágicas.
O barco me leva e o vendo me guia ao coração.
Permaneço no centro do mundo - o mundo que não existe e se exibe em mim, fundido como um oceano imaculadamente puro.
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