quinta-feira, maio 18, 2017

Em algum lugar do passado de 2008.

Decidi ser o que sou, sem muito adjetivos falsos e toscos, sem vaidade. Permiti aflorar por dentro e perceber o que havia de mais sagrado, permaneci com isso. Não sei se acordei, mas afinal, eu realmente deveria pretender tanta coisa assim? quando tudo o que quero é saber as forças sagradas que regem o céu e a terra. As vezes, na noite negra que se abre como um canto altivo de rouxinol, eu percebo que tudo nunca muda, tudo numa profundidade incomensurável nunca muda, porque ali habita a essência. Permanece sagrada, sempre. Sinto como se tudo viesse aos meus braços, me acalentasse. Uma mão invisível que passei pelos meus cabelos, o vento que bate no meu rosto ou o pássaro alegre que canta sem parar no galho - são todos tão puros e sagrados, tão perfeitamente lindos. Sem vaidades, torno-me simples, como sempre fui. Sem exigir respostas e fórmulas mágicas. O barco me leva e o vendo me guia ao coração. Permaneço no centro do mundo - o mundo que não existe e se exibe em mim, fundido como um oceano imaculadamente puro.

Nenhum comentário: