domingo, outubro 28, 2007

Luzes

Há uma noite muito escura lá fora. Não tão escura porque há postes ordinários a iluminar as estradas por onde passam os carros loucos e irritantes da cidade. Não me agito, permaneço sentada sem movimento, voando lentamente em circulos sem saber onde chegar. Não dorme nada lá fora porque tudo nunca foi despertado. As ilusões que chegam adormecidas as mentes entorpecidas das pessoas, as iludem e depois se vão, alegres. Eu realmente não sei o que faazer senão rir e esperar; o que poderia fazer então depois da porta verde?.
Há um caminho longo onde o tempo não há. Buracos negros sem dimesão e nada, nada mesmo. Tudo é nada e se deposita aqui dentro sem religião. Sem desapego, não há dogmas em minha alma, só flores.Não morre nunca, renasce das cinzas e dá o seu salto quantico.Fenix alegre, não para nunca.
Então brilha, e a luz nunca se apaga.
Ilumina, como os postes dessa cidade derradeira e desaguada.

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