segunda-feira, maio 21, 2007

Sobre um outro blog tolhido e esquecido em tempos primitivos!

Cada dia pior. Há algo de errado, completamente errado comigo.Em todos os sentindos sabe? em todos os sentidos sinestésicos, cognitivos, metafísicos.. Ou eu achava que tinha algo a oferecer ao mundo ou eu nunca me enxerguei de verdade; e vc não sabe o quanto isso me dói, porque tudo o que eu queria era oferecer algo ao mundo. Não falo tudo que tenho que falar e, ao invés disso, utilizo esse pequeno espaço para lamentar dores já curadas. Sara, como és imoral. Escrevo como alguem que come um prato com voracidade; sabe, um maltrapilho que passa tres dias com fome.Mas Sara, tens fome de que, afinal?. Vou trocando letras, errando vírgulas, omitindo boas contruções;cara, isso é tão imoral. E os palavrões? ah não, são coisas de gansgter, e eu sou nobre.Não, as vezes preciso escapar da minha postura imperial e ser malandra, uma zé ninguém, uma rebelde,faz parte da minha terapia teatral.Estou tão decepcionada comigo mesma. Você não imagina o quanto. Estou afundando lá no fundo da minha carapaça, perdida em pensamentos, em outras dimensões. É verdade, a falta de leitura tem atrofiado meu cerébro, meus sentimentos, minha razão de viver. Nunca entendi porque minhas amigas não gostavam de ler. Como ousam?. Ler, que pra mim sempre foi uma salvação, um refugio deste mundo ao qual eu nunca me adaptei. Eu despertei com os meus livros; ao contrário de outras pessoas, que despertaram para o mundo material(não quero dizer com isso que me tornei superior à todos,apenas sensivelmente consciente). Sabe, se não fossem os meus queridos livros, eu realmente não saberia quem eu sou de verdade. Primeiro que, ao ler um livro, vc percebe que o mundo está em vocÊ; e que somos todos Um. É dificil compreender.Eu fico muito envergoonhada, de verdade. Tudo o que queria era apresentar a minhas palavras, as mais belas, ao mundo. Não essas merdas lamuriosas ao qual eu me entrego como se elas um dia fossem ter algum proposito de cura. Alguns dizem que eu escrevo bem. Eu não escrevo bem, eu apenas tento. E deixe-me ser vulgar - as pessoas não escrevem nada, e quando percebem um indício de boa escrita já o denominam de ´´escrever bem´´. Eu só sei fazer amontoados de palavras, e atrofiar a minha alma lírica.Tenho fome então de que? tenho fome talvez de : entender o mundo, as molécuas que o agregam, as pessoas. Pessoas, pessoas, pessoas, e suas emoções. Tenho fome de ajudar À quem precisa(isso não é marketing). Tenho fome de entender sobre a minha existencia, e minha missão. Tenho fome de amar, uma verdadeira e monstruosa fome de amar. E tenho fome de escrever bem, de tocar as pessoas com as minhas palavras. Fazer sabão e soprar, formar bolhas...para as pessoas contemplarem-nas e por um instante esquecerem de seus problemas, e viajarem ao contemplar as minhas bolhas palavras, fruto de minha alma, que anseia(e que profundos anseios!)....Não sara, não fiques velha, lamurienta a cada dia de passa.Olhe o horizonte, e acredite, o sol nasceu para ti, criança dour

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