sexta-feira, junho 24, 2016

Ele.

Olfato apurado, sinto o cheiro dele impregnado no travesseiro. Delírio! ele não esteve alí! ''Acorda, moça'', grito internamente, numa tentativa de me livrar desse delírio olfativo. A noite, depois dessa visita, foi uma tormenta. A cabeça latejava mais do que o coração. A razão brigava com a emoção. Eu jamais voltaria ser aquela adolescente desgarrada mas cheia de romances vomitados por dentro. Não, por favor, jamais! Só queria ser racional, durona, a porra louca. Não quero, recuso-me a pensar que existe algum querer por ELE aqui dentro. Querer aquela pele morena, lhes garanto, é tortura latejante. É ensopar os sapatos em um dia de verão e ficar resfriada. É querer se afundar em um beleza quase demoníaca e viciante. O cheiro dele, entretanto, ainda persiste na minha mente. É que o coração, quando arma, deixa marcas eternas.

sábado, fevereiro 20, 2016

Moço.

O perfume dela era quase torturante. Delicado como uma flor, mas tão sensual que me matava lentamente por dentro. Ela me fazia arder de desejos febris. Uma fome de querer ser amado e devora-la por inteiro. Minha face, a mais cínica possível! queria disfarçar tanto fulgor para não assusta-la. Os olhos grandes dela, ah, que olhos! pobre de mim, homem fraco de coração! olhos tão puros e inocentes, misturado com a pessoa tão quente e sensual que ela era. Um delírio imaginar tudo nela. Um delírio pulsar tão forte por aquela mulher com face de garota. Um delírio querer amá-la mais do que posso.

Like old vampires.

Queria dizer-lhe que sentia muita a sua falta. Ainda sinto. Vejo teu fantasma, as vezes, nas entrelinhas do mundo e por alguns segundos um sorriso surge em minha face. Na minha alucinação de dor, imagino você sempre ao meu lado, como nos tempos antigos, a andar de mãos dadas pelas ruas afora. Trezentos anos e séculos nunca apagaram a chama desse amor que dentro de mim arde. Invernos siderais jamais ameaçaram alguma coisa. Preciso dizer que, se você escutou meu chamado, apareça. Onde quer que você esteja, estarei com você, mesmo que os crepúsculos não sejam os mesmos. E jamais foram. Teu silêncio era tão bonito. Amava até mesmo teu barulho interno. Um ser esplendoroso, mais do que um simples amante, uma criatura tão mais humana do que esses humanos lá fora. Na escuridão latejante, escuto uma música doce e arcaica: é tortura quando tudo me faz lembrar de ti.

sábado, fevereiro 07, 2015

tempestades da vida

Dessas ventanias que chegam de repente trazendo uma brisa leve com cheiro de chuva, mas logo depois traz o convite da tempestade com pingos grossos e ameaçadores. Eu sempre achei que as pequenas alegrias poderiam me salvar, mas estava errada. Minhas tristezas, logo advindas depois, faziam um eterno equilíbrio entre o estar bem e o estar triste. Tomaram-me alguns fôlegos internos, mas ainda insisto em respirar com a liberdade de não sentir medo de me molhar com a tempestade da vida que me parece ameaçadora.

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Amor próprio

Não quero um novo amor, nem quero o velho ´´amor´´. Quero o amor-próprio, nascido dentro do meu coração na mais pura alegria à contemplar meu rosto e exclamar: ´´Tu és mulher do sol, tua alma dourada brilha mais que ouro de dia´´. É, quero esse amor interno, primeiramente meu, que me coloca acima de todas as coisas, que me permite amar ao próximo como a mim mesma, que me permite envolver-me em um amor (de sexo aposto) verdadeiro e limpo, sem amarras, ciúmes, sem sujeiras e mentiras, mas o amor dado livre e sem interesses, de todas as cores e calibres. Por que o amor é uma onda perfeita, se você não for equilibrado o suficiente, se afoga...
Me presenteia com tua sinceridade e a transparência dos ventos que corre sobre teus cabelos. SÓ A TUA verdade me conquistará por inteira...

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Deixa teus sonhos voarem livres, eles são teus e não fugirão. Deixa-os pular de alegria, brilhar com esmero, pulsar com paixão, só assim ficarão ainda mais ricos...=)