sábado, fevereiro 20, 2016

Like old vampires.

Queria dizer-lhe que sentia muita a sua falta. Ainda sinto. Vejo teu fantasma, as vezes, nas entrelinhas do mundo e por alguns segundos um sorriso surge em minha face. Na minha alucinação de dor, imagino você sempre ao meu lado, como nos tempos antigos, a andar de mãos dadas pelas ruas afora. Trezentos anos e séculos nunca apagaram a chama desse amor que dentro de mim arde. Invernos siderais jamais ameaçaram alguma coisa. Preciso dizer que, se você escutou meu chamado, apareça. Onde quer que você esteja, estarei com você, mesmo que os crepúsculos não sejam os mesmos. E jamais foram. Teu silêncio era tão bonito. Amava até mesmo teu barulho interno. Um ser esplendoroso, mais do que um simples amante, uma criatura tão mais humana do que esses humanos lá fora. Na escuridão latejante, escuto uma música doce e arcaica: é tortura quando tudo me faz lembrar de ti.

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