terça-feira, novembro 27, 2007

Eu poderia estar acreditando até hoje na grande mentira no seu quadro. Mas veja, todo quadro é analizado minuciosamente até que seja esquecido e colocado na sarjeta. Para mim, as pessoas sao sempre quadros espetaculares aos quais gosto de olhar e olhar. Amar também. Fui doce, esse foi o problema; talvez eu tenha te deixado amarga só para contrariar a multidao e permanecer no infinito, e vc sentiu inveja de muita coisa - n é feliz e eu deveria ter percebido. Nunca morri por tal elo perdido para sempre porque sei que na vida é difícil encontrar amigos. N faz mal, amanha eu renasço das mentiras que inventastes para mim e que me feriram.Amanha eu renasço, sou fenix todos os dias, e sempre serei. Nao a ilusao do quadro horrendo pregado na parede - tao tosco quanto a tua alma ´´evoluída´´.
Por um instante o quadro aind atreve-se a falar que nao usa máscaras.
É porque ele ainda nao acordou.
Sou borboleta tambèm, sou livre. Vou e venho, nao faz mal.
Amanha ou depois estarei aqui, ainda nao vi o pedido de desculpas
Nunca verei porque insisto em alguem cego de alma.
Nao faz mal, porque eu revivo e vivo.
Nao sou dragao-
só amores.

obs.: se pontuaçao porque é difícil escrever direito num teclado de Castellano rsrsrs.

terça-feira, novembro 13, 2007

Olhos para ver.

Se irá ser sempre de uma forma oculta e covarde, solte as gaiolas e deixe os pássaros livres. Deixe também que sorrisos de alegria sejam genuínos e fora da ilusao que tragas todos os dias, tentando fugir dos demônios internos.
Nao há mais o que se perguntar e questionar, você sabe o que se passa e detem a verdade, porque na verdade a mentira é a sua melhor amiga, EU nao. Triste demais, poderia ter sido diferente, mas ela persistiu e continuará até que percebas que com ela ninguém irá a lugar algum.
Mentiras iludem, te levam para as profundezas de um oceano sem fim sem que percebas.
Quando o frio realmente tomar conta do seu coraçao e congela-lo inteiramente, irás perceber que ele precisa ser alimentado com A Vida, nao a ilusao.
Eu nao sinto muito, só posso dizer-te algo: cuidado.
Cuidado porque a vida as vezes é perigosa para aqueles que se escondem atrás de árvores frondosas e se fazem de espirituais, bonitos e bonzinhos.
Um dia a máscara cai.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Amar no silêncio para a paz.

Não há charme em não dar silêncio a alguém quando ela precisa. Invasão profunda e corroida que desrespeita o coração alheio. Nem sempre tudo são palavras, tudo pode ser silêncio; ele as vezes é uma boa resposta.
Não a ignorancia, não a raiva e a palavra como pedra, mas o carinho, a virtude. Nem tudo é totalmente feio, a beleza não reside só na ilusão. E eu digo - vá, não fique. Mas você não vai porque já se tornou parte aqui, do meu coração.
Mas o silêncio que ofereço é a única coisa nesse momento. Tornou-se algo tão sereno e leve que eu não consigo mais esquece-lo. Fico, profunda,não retorno - como se essa não fosse a realidade.
Mas elas nunca voltam, só fica uma ilusão desvairada.
Chovendo forte lá fora; poderia jurar que tudo está como deveria, mas há algo fora do lugar.
Chovendo lá fora eu poderia jurar que há alguem chorando, numa tentativa frustrada, de levar seus demônios internos embora. O amor não cura, está ultrapassado - é o que poderiam me dizer.

Mas é mentira, as pessoas mentem por medo. Eu minto. Mas a verdade eu sinto.
E fica retida no meu silêncio, talvez no centro da dor, misturada com as minhas metáforas mal feitas e doloridas.
Não há o que se pensar, só chover. Dorme-se pra chover, e o verbo suave toma lugar às palavras diretas e grossas. Até poderia dizer que chumbo não faz bem pra cabeça de ninguém - fere e intoxica, se em demasia.
Não vamos ferir.
As palavras, as verdadeiras, saem de um lugar sagrado, vão juntando-se para adoçar.
O que é amargo dentro de ti é o mundo externo que misturastes como café e leite sem perceber, de forma que, bebes de um cálice venenoso e não percebes.
Observo, apenas observo. Julgo sem querer - NA VERDADER, não porque não queira- porque não é preciso no momento.
Amar é deixar SER, é observar, acolher e adoçar. Amar não tem fim e limites. Amar é paz - ao qual dizem que não existe correlação(não coloque uma lógica nisso).
E eu continuarei a acreditar que as pessoas as vezes precisam de silêncio para lembrarem de algo que sempre está escondido. Só assim, talvez, elas voltem do mergulho.
Paciência, compreende-se que nada pode ser da noite para o dia.
Não há desamores no que falo,nunca houve.Longe de ter pretensões.
O que reside é algo sagrado.

domingo, novembro 04, 2007

Triste

Borboletas voando tão soltas e loucas dentro de mim, fazem festa de cores e me chamam - querem-me alegre.
Na fanfarra do meio dia, no calor do sol dourado, nas asas delicadas, nas asas que me lembram as de anjos.
Lembram a falta de liberdade que foi quebrada com o silêncio, tomando conta da dor.
Permaneceu timidamente tolhida olhando somente,sem saber o que falar.
Sua mente a cada dia ficava mais vazia.
Voltar e sem amada.
A solidão feria.

sábado, novembro 03, 2007

a tarde

Então era assim: chegava cansada e não falava muitas palavras, entrava no quarto e nunca sabia o que ia fazer no entardecer ,já que a opção de concentrar-se em algo era muito difícil. Até mesmo dormir ficava difícil, algo sempre agitava-a por dentro ferindo e ficar quieta era sempre muito complicado.
Num quarto frio e sujo, entregue sem sentido pairava uma tristeza incrível, não havia luz direta. Alguns dias bons e alegres, outros nem tanto - quando nada fazia sentido.
Alguns dias de glórias, outros de perdas e saudades. O que fazer, ela nunca estava presente, nao queria fazer parte da vida e não havia concordâncias com Ela - era ser ou não ser- mas a última negativa imperava em seu coração.
As vezes dava para controlar a dor com alguns versos. Sentava-e na cama, olhava pela janela e agitava-se: queria poder sair voando a nunca mais voar.
Então as palavras vinham e inundavam um espaço vazio do dia, da existencia sem sentido.
Até agora mais nada, e hoje mais tudo.
Perturbava, não condiziam com o que se passava em seu coração. E tudo o que ela queria era um conforto de um bem querer; tentando, numa hiperbóle desgraçada, achar amores perdidos em papéis amassados e idiotas, só porque eram algo bonito.
Mas nada durava, nem a a beleza, tudo era efêmero e escorria pelas suas mãos como areia fina e pura. Nada ficava, tudo ia embora - finais tristes. As pessoas também sempre desapareciam. Não, porque na verdade ela se escondia e em um mundo virtual não percebia que existia, então acordava para outra realidade - as das suas mentiras. Uma ilusão contundente, fora do contexto, como a palavra difícil, usada no texto só para impressionar.
Camadas superficiais de uma cebola que nunca acabam e a verdade, bem, o que é isso?
Vamos, vamos, vamos lá, o que há a se fazer depois de uma tarde, onde o céu está tão lindo que não dá vontade de ficar trancada em um quarto com paredes verdes e carpete bege sem graça, bagunçado, na poeira?
Haviam glórias voando pelo céu, levando palavras, mensagens, idéias e borbulhas de amor. E a vontade, a que imperava dentro e explodia, era a de viver. Acordar e viver, mas isso as vezes parecia insuportável.
Recobria o fôlego e tentava novamente, num mergulho desesperado para encontrar algo que nunca irá encontrar.
Eu não sabia, nem ela e,talvez, nem um formiga saiba.
Ainda continua sem saber.
Mas foi assim: olhando-se no espelho, descobriu-se em mil formatos, o que predominou, no entanto, foi um reflexo ofuscante.
Não existia.
NÃO ENTENDERÁ NUNCA, SÓ SE SENTIR.
Do coração, não com a mente.

Elas.

As palavras chegam, agrupam-se, fazem a festa. Separam-se, amam-se, odeiam-se, nunca se cansam. Me atormetam dia e noite, noite e dia; num ritmo frenetico misturado com as buzinas da metropole irritante. Não as quero muitas vezes, e em tais ocasiões, elas sempre me seduzem. Voltam-se contra mim e me ferem, deixam-me tonta e eu corro, corro delas. Apago-as dos meus pensamentos, então elas desagrupam-se e cessam - tudo fica em paz como um lago no entardecer. Eu eu não sei o que fazer sem elas, vício irritante.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Hoje

O sol que bate, chega forte e reflete uma luz vermelha.Me faz bem. Estou com sono e nada importa, nada realmente importa. Embora as perguntas persistam, ainda sei que continuarei sendo pelo resto do dia uma curva sinuosa e nada mais. Não notei que as esquinas estavam livres, os carros paravam amorosos. Mas eu não notei, estava nas nuvens. Amanhã talvez eu refaça o meu salto quantico e salte o mais alto possível até não ter que voltar. Não, nunca mais; o mundo as vezes me parece tão hostil que me canso só de pensar, então não penso - permaneço.
Ainda sim AMO, e amo demais.