Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
quinta-feira, maio 18, 2017
despedidas do passado.
As pessoas morrem a cada dia que passa, a cada hora, a cada expiração que seus corpos infectados por agrotóxicos a aditivos executam.Nós morremos aos poucos a cada dia, e não temos medo.Você não pode querer morrer porque você já morre todo dia, e não tem noção.
Nós cumprimentamos a morte e ela não vai embora. Mas ela não pede um prato de comida, não emite um som, incomoda quem nos olha sem falar. E eu daria tudo para que ela falasse tudo.
Células, células e mais células...você as percebe saindo pelo ralo?
Não pensamos conjutamente porque achamos que estamos todos separados, somos egoístas, magoamos as pessoas que nos querem bem, julgamos a violÊncia externas a nós, enquanto no nosso interior, tudo acontece sorrateiramente. Lixo escondido. Não percebestes, querido amigo, que tuas Células morrem para alimentar as bactérias do mundo? Não percebestes com isso que tudo no mundo não se perde?Filantropias bacteriana! Nunca pensastes que esse teu corpo um dia
foi um agregado de átomos de um fruta?
Não vais morrer nunca, porque além do teu corpo, há a tua alma. Se não queres existir, não exista, há um modo bem simples de fazer isso: vegetar.
Mas a morte amigo, a morte não te trará A REDENÇÃO. Porque ela é sagrada demais para atender aos teus míseros pedidos de covardia.
Não que eu acho que vocÊ esteja vivo, na verdade acho que você sempre esteve como um zumbi pelo mundo. Não é isso que acontece quando não escutamos a nós mesmos? mas as escolhas foram tuas, totalmente tuas. E o milagres de tudo isso, meu amado, é que podes ressuscitar. Não perambular por aí, culpando tudo e todos.
Não, longe de ofender essa tua morte de sentimentos, na verdade, não me incomoda; ela me desequilibra.O que me assusta(de ternura) na sua morte é que nela vocÊ está rindo. Meu primeiro impulso é tomar da morte seus caninos da volta.Denunciar o furto. Mas veja, eu não posso fazer nada por ti mais do que já tentei.
Nem quando, num último grito de desespero que mandei pra ti em forma de email, tu percebeste o quanto eu me importava.
VoCÊ não pode morrer agora. Não para mim, eu já me desapeguei de ti por mágoa, mas passa. Mas não podes morrer para o mundo, porque o mundo é vocÊ. Onde ficará tua arte, teus lápis?quem terá o mesmo talento para saber da gravidade que ali foi desenhada?
VocÊ ainda precisa fazer a sua parte no amor : amor À si próprio.
Espero que um dia você acorde, e reviva...espero de todo o coração.
Já morrestes para mim, e eu entendo. A vida é feita de perdas, mas eu já fiz a minha doutrina contigo. Estarei aqui sempre, é só me chamar. Mas a morte meu querido, nunca deve ser chamada, a vida sim...
E se eu escrevo estas palavras, entenda que, me identificando com a tua dor(estou morrendo lentamente a cada dia, morrendo imoralmente), eu tenho compaixão por ti. Altruísmo, empatia.Longe de querer te ferir, amar somente, e sempre.
entendes?
E, antes de tudo, Deus é analfabeto. Não ´precisa ler para entender, entende antes da leitura. Ele escuta o que pensamos. Nós é que precisamos escrever para provar que existimos e ler para ter uma segunda chance.
Deus nos deu O AMOR PARA SERMOS ANALFABETOS E ERRAR A LINHA.
Pense sobre isso, não sobre o que eu acho, penso. Pense sobre si.
A morte é a intimidade que deveríamos ter criado em vida...
dias contados.
Existir para mim tem sido uma legislação. Não uma lei. O conjunto delas. Algum código civil que me diz para não parar. É difícil não parar. E todos esses momentos eu só queria que alguém me desse a mão para eu continuar seguindo. Sem mãos. Sem muita coisa a fazer a não ser procurar por Godot. Me espere. Espere. Não vá. Fique. Eis a vida uma procura desenfreada por nada
Desejos de morte.
E num breve sussurro ele despertou do pesadelo. Havia um homem perto de sua cama, mas sua mente estava turva e confusa; não conseguia distinguir realmente o que era ou quem era. Sabia que não era desse mundo,então pegou seu terço e, como era devoto!. Rezou até pegar no sono, não porque tivesse medo, mas por proteção. Mandou o espectro ir embora, mas ele persistia, continuava ali em pé a agourar o pobre rapaz. Mas não havia medo, só um indicio de susto; povoavam-lhe a mente apavorando-o, mas ele sabia das coisas do outro mundo e não lhe temia. Era esperto em tudo,conseguia aprender só pela intuição; quase um mago. Voltou a dormir mesmo com tudo ao seu redor indo de um lado a outro como um barco numa tempestade, o cansaço tolhia-lhe os membro e pensamentos, e então era fácil ser levado até um limiar de sono onde tudo acontecia: haviam dragões, serpentes e ventos furiosos, além de claro, o velho Tanatos, deus da morte.
Como era bom dormir, pensava ele. A melhor parte da vida, já que podia-se viajar para outros mundos e esquecer por algumas horas a dura realidade do mundo. É por isso que Deus inventou os sonhos, para que não nos esgotemos na vida, dizia. Ele adorava fugir da realidade, seu passatempo preferido.
Era um homem desapegado ao mundo material, e por isso sofria.
Um dia, ele acordou em um outro mundo e percebeu que não era mais de carne e osso; deu graças a Deus, estava livre, finalmente livre...tinha voltado ao seu lugar de origem, e se sentiu feliz pela primeira vez na vida.
Não uma história triste, é que ele amava a morte e era-lhe amiga. E embora a desejasse não tentava impor-lhe ao corpo. Sabia que um dia ele viria e que ela daria o renascimento para algum outro mundo melhor e mais leve.
E eu bem o entendo, ah como entendo.
Em algum lugar do passado de 2008.
Decidi ser o que sou, sem muito adjetivos falsos e toscos, sem vaidade. Permiti aflorar por dentro e perceber o que havia de mais sagrado, permaneci com isso.
Não sei se acordei, mas afinal, eu realmente deveria pretender tanta coisa assim? quando tudo o que quero é saber as forças sagradas que regem o céu e a terra.
As vezes, na noite negra que se abre como um canto altivo de rouxinol, eu percebo que tudo nunca muda, tudo numa profundidade incomensurável nunca muda, porque ali habita a essência.
Permanece sagrada, sempre.
Sinto como se tudo viesse aos meus braços, me acalentasse.
Uma mão invisível que passei pelos meus cabelos, o vento que bate no meu rosto ou o pássaro alegre que canta sem parar no galho - são todos tão puros e sagrados, tão perfeitamente lindos.
Sem vaidades, torno-me simples, como sempre fui.
Sem exigir respostas e fórmulas mágicas.
O barco me leva e o vendo me guia ao coração.
Permaneço no centro do mundo - o mundo que não existe e se exibe em mim, fundido como um oceano imaculadamente puro.
Em algum lugar do passado.
Eu corro em corredores tão brancos, com luzes tão puras me ofuscando, tento ir em busca da fonte luminosa, numa esperança de te achar. Como se o calor da luz me atraísse, e eu fosse uma pequena e frágil borboleta atraida lentamento por isso, como se o calor fosse igual ao dos teus braços, onde eu costumava dormir. E eu não sei mais o que pensar, só algo mais obsessivo, que bate como um martelo e fere, um querer sufocante que não desaparece nas manhãs ensolaradas. Todos as pequenas coisas do meu dia-a-dia são todas varridas quando me olhas, me invades por dentro, corroendo o meu desejo inocente e desesperado. É algo ridículo ao qual não consigo sair, e posso dizer que é muito tarde para não quere-lo, e eu espero todo dia algo melhor que me faça não pensar em você.
quinta-feira, abril 13, 2017
Encontros mágicos.
O sorriso quase tímido mas ao mesmo tempo sensual me arrebatava por dentro. Eu sofria calada, mas era um dor boa. Algo nele parecia brilhar e me chamar. Era um grito interno. Talvez a alma dele precisasse da minha. Talvez nossos caminhos tenham se cruzado tantas vezes com algum propósito maior. Coincidências mágicas que só nós sentimos aqui dentro. Qualquer outra pessoa não entenderia a lógica dessa canção. Mas eu entendia e sentia, principalmente.
A primeira vez que vi os olhos deles...foi fatal.
sábado, fevereiro 04, 2017
Ela.
Pousou o corpo dolorido e cansada na imensa cama. Lá fora tocava uma música de festa irritante, mas só o que ela conseguiu ouvir foi a grande e bela seresta da cantorias dos grilos.
A noite respirava tão mágica e quente que, por um momento, isso a acalentava. Porém, nada parecia expurgar aquela angústia gultural de seu interior. Não sabia se eram peças do seu quebra-cabeça que faltavam ou se tinha alguma coisa errada com a saúde mental de sua existência. Nada parecia tão feliz ou inspirador. Seu coração estava sem fôlego, a procura de uma cura. Seus medo, tão internos, não queriam ir embora. Ela só precisava de algo profundo. Um sucesso alegre em sua voz. Um suspiro de sinceridade. Um olhar que e vasculhasse com verdadeiro interesse.
é, parecia que sua vida se arrastava com imensa melancolia.
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