Me encontro apalpando algo dentro do meu tórax como um médico procura a doença em um corpo aberto. Sangra, mas eu insisto.
Não sei a que procuro - se a mim mesma, ou ao teu rosto.
Tornamo-nos apenas um.
Uma dor, quase alucinante, do lado esquerdo do meu peito, chama o teu nome.
A falta da tua gloriosa imagem ao meu lado, constrói muralhas entre a felicidade e o desespero.
A cada tic-taquear do relógio, meu coração ansia por encontrar o teu numa imensidão perdida.
Talvez se eu pudesse correr tão depressa, o destino seria apenas ir aos teus braços, e aí me perder para nunca mais voltar.
Tento preencher a noite altiva e invivída com palavras para esquecer que estou aqui, e não do teu lado. Mas isso não me basta, te-lo apenas na memória não me aquece.
E o silêncio gultural é tão assustador como jamais foi.
A minha fome do teu amor é grande, ruge como um leão, é como uma fogueira a trepitar na escuridão.
Queima, mas aquece verdadeiramente.
Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Demais
r
Quando desejo o mais profundo emprego do termo que possa esconder o fundo do meu oceano, acabo atraindo fantasmas alheios que não conseguem me deixar em paz. É quase simples. É como aquela batida na porta de uma falsa ausência. É como aquele arrepio que me faz tremer de medo. É. Tudo pode se fazer presente, mas o que me é essencial está longe, muito longe.
Durmo com fantasmas batendo em minha porta, mas acordo com um sorriso em minha mente, não posso esquece-lo.
Jamais.
Quando desejo o mais profundo emprego do termo que possa esconder o fundo do meu oceano, acabo atraindo fantasmas alheios que não conseguem me deixar em paz. É quase simples. É como aquela batida na porta de uma falsa ausência. É como aquele arrepio que me faz tremer de medo. É. Tudo pode se fazer presente, mas o que me é essencial está longe, muito longe.
Durmo com fantasmas batendo em minha porta, mas acordo com um sorriso em minha mente, não posso esquece-lo.
Jamais.
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Sobre hoje.
Se eu pudesse escolher tudo antes de nascer seria assim:
Eu habitaria em uma casa simples, mas feliz. Uma casinha com muito verde a sua volta, com muitos pássaros e borboletas. Sem carros, sem barulhos, sem pessoas estressadas e frias. Apenas o tintilar na natureza pura e sagrada ao meu redor. Apenas a sensação de uma abraço matriarcal em torno da minha alma. Isso para mim bastaria, eu estaria conectada com o que pode ser mais profundo na vida.
Mas, como não tive isso, ou ainda não posso escolher exatamente tal cenário, conformo-me em apreciar a natureza que se esconde timidamente em mim. É quando permito que a graça da natureza habite aqui dentro de uma forma colorida, saltintante de alegria, livre como os élfiros que correm pelos ares.
A vida nunca foi feita do que podemos ter ou só o que podemos ver,não é?
- Descasque as camadas da cebola e vá para o centro.
Eu habitaria em uma casa simples, mas feliz. Uma casinha com muito verde a sua volta, com muitos pássaros e borboletas. Sem carros, sem barulhos, sem pessoas estressadas e frias. Apenas o tintilar na natureza pura e sagrada ao meu redor. Apenas a sensação de uma abraço matriarcal em torno da minha alma. Isso para mim bastaria, eu estaria conectada com o que pode ser mais profundo na vida.
Mas, como não tive isso, ou ainda não posso escolher exatamente tal cenário, conformo-me em apreciar a natureza que se esconde timidamente em mim. É quando permito que a graça da natureza habite aqui dentro de uma forma colorida, saltintante de alegria, livre como os élfiros que correm pelos ares.
A vida nunca foi feita do que podemos ter ou só o que podemos ver,não é?
- Descasque as camadas da cebola e vá para o centro.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Agora.
Erga a voz ao vento e grita as tuas palavras sagradas, onde está a tua voz?. Elas são fortes como a tempestade que se extende à praia ante os teus olhos; não há fracassos pela frente e não há como ter um semblante claro e prateado como a luz acima de nós. Tua alma já é alva com um cristal brilhante. As formas já foram quebradas, e para onde estão te levando? Permita-se pegar-te pela mãos e voar contigo a um lugar onde nós poderemos ser uma única pulsação. Uma única exitencia em um coração que bombeia sangue de um amor puro. Não voe para tão longe, isso me quebraria em pedaços, ainda que em mim habite uma mulher de raizes profundas e seguras. Faço parte da mesma parte que habita ai dentro da tua essencia sagrada, eis ai a verdade mais gritante ao qual meus olhos falam constantemente quando lembro de tua pessoa.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
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