Sozinha, com roupas pesadas que não lhe convinham, quase monotonas se não fosse pelo cachecol vermelho como sangue. Seu rosto, branco como marfim, perfeitamente liso e desejavel ao toque era quase apatico. Seu corpo a caminhar, mas tão inerte em si, como se os passos estivessem saído de uma cirurgia, eram lentos demais. Onde estava, no entando, seu coração?esse sim, pulsava com alegria? feito de retalhos mal interpretados como cortina de avó.
Naquela noite, quando ela saiu, a esperança sempre lhe vinha à cabeça. Talvez houvesse uma glória, daquelas coloridas e contagiantes a espera-la na esquina. Um impulso da descoberta milagrosa, e era tudo que ela precisava.
O que encontrar dentro de sua alma? sentimentos fulgazes, que lhe brotavam na mente,inspiração elevante e quase epileptica quando as cortinas da sala mal iluminada e velha, lhes dançava ao olhar. Era quase real, e havia uma risada saudável a tocar pela casa, como música de algum fantasma perdido.
A mão doía, o braço não parava, a mente fervilhando, o coração sempre a ter uma taquicardia para contrastar com a noite tediosa que nascia dentro de si.
Para que tantas palavras, se numa realidade, elas não serviam pra nada? o silêncio parecia tão precioso.
Tudo o que ela podia ter eram decorebas cientificas, malfadadass e prometidas em um futuro milagroso.
Mas não era nada disso, era só algo repleto de cores e criação. Que tivesse também pernas, enormes olhos inocentes e que tivesse voz e cantasse quando todas as luzes de sua alma estivessem apagadas.
Era disso que ela precisava no fundo de sua alma.
Era mais, algo no pico da montanha, a gritar : ´´Eu te amo e sempre te amarei´´ e ficar rouco. A brilhar incessantemente e ser reprimido sem a piedade dos santos das igrejas.
Mas todos nós sabemos que o amor nunca se reprime ou nunca é para ontem.
Então eu fico. É presente.
Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
segunda-feira, junho 22, 2009
Imagine o que vc não percebe.
8
eu
creio que os sensiveis
são as pessoas mais especiais do mundo
pq são elas que olham pra luz, apontam pra ela
e senguem o caminho dela
chamando aos que não a possuem
eu
creio que os sensiveis
são as pessoas mais especiais do mundo
pq são elas que olham pra luz, apontam pra ela
e senguem o caminho dela
chamando aos que não a possuem
sexta-feira, junho 19, 2009
uuuuuuuuuuuuhe
Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
quinta-feira, junho 18, 2009
Carmin.
Teus lábios tão cálidos, me iluminam como luzes de uma cidade quente em fulgor.
Tocam-me em saltos inesperados, quebram o gelo de minha superfície como lua inabitada.
Entramos em mundos diferentes antes já explorados e incessantemente adorado : amei-te.
Sem fôlego para esperar o amanhã, redescobrimo-nos, e em teus olhos cabiam todas as estrelas.
Toca-me, pega-me, toma da minha respiração sem pudor, já estou em ti.
Já estive por tanto tempo em ti, que voltar parece impossível.
Tocam-me em saltos inesperados, quebram o gelo de minha superfície como lua inabitada.
Entramos em mundos diferentes antes já explorados e incessantemente adorado : amei-te.
Sem fôlego para esperar o amanhã, redescobrimo-nos, e em teus olhos cabiam todas as estrelas.
Toca-me, pega-me, toma da minha respiração sem pudor, já estou em ti.
Já estive por tanto tempo em ti, que voltar parece impossível.
quinta-feira, junho 04, 2009
I want u.
O frio da rua agitada, levantando meus cabelos pra trás, como um cavalo que corre veloz.
Eu fico e meus devaneios sobem aos céus como delirios coloridos; em que rua meu coraçao foi abandonado?
Meus pensamentos cantarolantes também dançam entre os postes frios, buscando a tua imagem. Me congela, é tao tocante. Me aquece, é tao febril.
Vc diz algo entre os ares enquanto fuma o cigarro pousado entre as maos, e eu aqui escuto como valsa as tuas sílabas.
Onde há amor nao há escuridao, e isso me aquece.
Amor? sim, eu te aqueço.
Eu fico e meus devaneios sobem aos céus como delirios coloridos; em que rua meu coraçao foi abandonado?
Meus pensamentos cantarolantes também dançam entre os postes frios, buscando a tua imagem. Me congela, é tao tocante. Me aquece, é tao febril.
Vc diz algo entre os ares enquanto fuma o cigarro pousado entre as maos, e eu aqui escuto como valsa as tuas sílabas.
Onde há amor nao há escuridao, e isso me aquece.
Amor? sim, eu te aqueço.
quarta-feira, maio 27, 2009
Him
Ele tocou a minha pele com suas maos geladas, eu estava apavorada.
Fazia calor; o vento lá fora soprava forte e fresco, entrando por minhas janelas, balancando minhas persianas.
Ele estaria morto? .
Meus pensamentos eram obtusos demais para distinguir entre sonho e realidade, mas o ritmo de meus sentidos eram rápidos demais para acalmar a minha garganta inflamada.
Meu nome gravado em sua face, como um amor sofrido e longiquo, jamais apreciado com esmero. O olhar dele gravado em meu coracao de forma imprudente, latejava em dor fazendo-me sobressaltar em panico.
Nao era a falta ou a abundancia, era o medo.
O medo do toque, to querer, de amar, de perder.
O único coracao que pulsava ali era o meu, acelerado e quente, contrastando com a frieza de seu corpo angelical e fantasmagorico.
Fazia calor; o vento lá fora soprava forte e fresco, entrando por minhas janelas, balancando minhas persianas.
Ele estaria morto? .
Meus pensamentos eram obtusos demais para distinguir entre sonho e realidade, mas o ritmo de meus sentidos eram rápidos demais para acalmar a minha garganta inflamada.
Meu nome gravado em sua face, como um amor sofrido e longiquo, jamais apreciado com esmero. O olhar dele gravado em meu coracao de forma imprudente, latejava em dor fazendo-me sobressaltar em panico.
Nao era a falta ou a abundancia, era o medo.
O medo do toque, to querer, de amar, de perder.
O único coracao que pulsava ali era o meu, acelerado e quente, contrastando com a frieza de seu corpo angelical e fantasmagorico.
quarta-feira, maio 06, 2009
A verdade em partículas.
e
"Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo de um Animal.E, nesse dia, todo o crime contra um Animal será um crime contra a humanidade". (Leonardo da Vinci)
"Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo de um Animal.E, nesse dia, todo o crime contra um Animal será um crime contra a humanidade". (Leonardo da Vinci)
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