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Era o silêncio plantado ali no pé da sala, já criando raízes que me assustava.
Ele parecia criar vida cada vez que lançava o meu olhar sobre suas cores melancolicas, partidas em fragmentos que brilhavam intensamente.
Perigoso e incontido como um portal, que nunca se abre.
Sagrado como os altares das ingrejas que nunca se calam com seus anjos de rostos serenos.
Meu ar despojado, medroso, inquieto indicavam que a tranquilidade ali de meu corpo relaxado não era paz.
Era medo; um medo paralisado, raivosamente febril e indelicado, portando uma espada na mão a cortar as raízes que me destruiam.
E era prazeroso cortar o mal pela raiz, até mesmo quando já se infiltrava pelos átrios e ventriculos do meu coração inflamado.
Antes que pudesse existir a ferida, prefiri morrer para a tua sensibilidade malograda e falsa.
Segui pela linha verdadeira, que é sempre apagada e fui guiada pelo meu determinismo, como o melhor amante.
Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração (Antoine de Saint-Exupéry)
segunda-feira, março 23, 2009
sexta-feira, março 20, 2009
O abraço ao cálido inverno.
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Ao espaço do meu abraço só deveria caber a ti
Mas aos teus olhos cegos, cabem somente o desespero de lábios entrecortados por murmúrios sedentos de amor.
O preconceito gerado no ventre da tua mente, desse modo, afastou de mim a pausa em que cabia os teus braços em mim.
Por inteira, não me despedacei, fui arrancada do tempo que não esperou.
Ao frio, que não me deixou piscar os olhos ao te ver passar, tampouco congelou-me.
Mas não era teu, não te pertencia.
Os abraços nunca foram teus.
Ao desejar dar-te algo tão grandioso, perdi os teus amplexos mal contemplados, marcados com um relógio de plástico.
Ao espaço do meu abraço só deveria caber a ti
Mas aos teus olhos cegos, cabem somente o desespero de lábios entrecortados por murmúrios sedentos de amor.
O preconceito gerado no ventre da tua mente, desse modo, afastou de mim a pausa em que cabia os teus braços em mim.
Por inteira, não me despedacei, fui arrancada do tempo que não esperou.
Ao frio, que não me deixou piscar os olhos ao te ver passar, tampouco congelou-me.
Mas não era teu, não te pertencia.
Os abraços nunca foram teus.
Ao desejar dar-te algo tão grandioso, perdi os teus amplexos mal contemplados, marcados com um relógio de plástico.
segunda-feira, março 16, 2009
Eu
*
Fui antes a mulher que já sabia ser.
Não cabia em mim o teu descaso, a tua miopia interna.
Tampouco faltava-me amor, escolhi ser amada primeiramente, pela mulher esplendorosa que surgia em meu espelho ao acordar.
Foi o melhor caso de amor que tive pela vida toda.
Assim que, em uma glória de passos rápidos, não me abalei com a tua rejeiçao preta e carbonizada - havia amor demais em mim, protegendo-me da tua incoerência desvairada
pelo teu sentimento defecado.
Fui antes a mulher que já sabia ser.
Não cabia em mim o teu descaso, a tua miopia interna.
Tampouco faltava-me amor, escolhi ser amada primeiramente, pela mulher esplendorosa que surgia em meu espelho ao acordar.
Foi o melhor caso de amor que tive pela vida toda.
Assim que, em uma glória de passos rápidos, não me abalei com a tua rejeiçao preta e carbonizada - havia amor demais em mim, protegendo-me da tua incoerência desvairada
pelo teu sentimento defecado.
segunda-feira, março 09, 2009
la música
Faz-me colorida por inteira e me guia ao esplendor da alegria, que sara a minha dor preta, dentro da noite sem lua.
Olha-me com afeto e esteja presente em noites vagas, até que meus pensamentos gritem pelos quatros ventos.
E eu estou entre a cruz e a espada, guardada nos intervalos em que não olhas o mundo... você nunca está onde deveria estar : aaqui dentro.
Mas eu continuo com a melodia que sai de minha alma, e quando toco, com meus dedos os acordes, eu não preciso mais de nada...
Salvo-me.
domingo, março 01, 2009
eu
Eu o vi rezando nas escadas da Igreja,
Eu o vi chorando dentro do quarto, pensando em mil pedaços de fragmentos mal temperados
Eu o vi implorando pela busca do algo que lhe faltava, e eu, como o anjo de uma historia, quase que lhe arrancava o canino de sua dor,
arrebatando o doce que havia em meu coracao para faze-lo feliz...
Mas ele nao me viu, ele nao quis a minha mao, ele nao quis o meu amor mais profundo, aqui dentro, desvairado e incansavel.
Pq eu sou o amor inteiro, e nao importa se dói ou se ri.
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
=)
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Como eu havia dito, eu não sei.
Encontrei um dia desses, nos jardins da babilônia virtual, um passarinho colorido.
Acho que seria como uma visão fulgaz, dolorida tentar escrever quando o encontrei.
Parecia estar escondendo-se de sua sombra, assustado com o proprio farfalhar de suas delicadas asas - seu sorriso, no entanto, ainda permanecia altivo contendo a alegria pura de uma criança.
Tentei lembrar, inutilmente, que é igualmente humilhante embriagar-se ao encantar com algo belo.
Mas eu escapei, eu cai profundamente em algo ao qual ainda não sei dar nome, e o final pouco me importa.
O medo tampouco me importa. O que cansa, é não encantar-se, então permito-me navegar e me perder totalmente em meus pensamentos, onde um pássaro, um lindo passarinho repousa reluzente e jovem, esquecido de que possue asas como as do anjo Gabriel.
Acho que seria como uma visão fulgaz, dolorida tentar escrever quando o encontrei.
Parecia estar escondendo-se de sua sombra, assustado com o proprio farfalhar de suas delicadas asas - seu sorriso, no entanto, ainda permanecia altivo contendo a alegria pura de uma criança.
Tentei lembrar, inutilmente, que é igualmente humilhante embriagar-se ao encantar com algo belo.
Mas eu escapei, eu cai profundamente em algo ao qual ainda não sei dar nome, e o final pouco me importa.
O medo tampouco me importa. O que cansa, é não encantar-se, então permito-me navegar e me perder totalmente em meus pensamentos, onde um pássaro, um lindo passarinho repousa reluzente e jovem, esquecido de que possue asas como as do anjo Gabriel.
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