sexta-feira, julho 11, 2008

o mundo vs. loucura

Tornei-me novamente a pequena barbie que não tem cabelos loiros mas possue a superficialidade do plástico. Sem bons argumentos, sem um boa conduta, sem uma boa lógica. Não há como ganhar, sendo tachada de algo que não fui, não há como ganhar. Se SOU CERTA, sou casta como uma freira, se demonstro desejos, sou despudorada - nunca há meio termo. Eles falam isso isso e aquilo, mas realmente importa?O mundo é uma selva e eu nasci sozinha, só preciso ser imparcial às críticas e elogios, não me afundo. Crio o meu discernimento e faço a minha estrada, mas não posso engolir teorias de santos ou demônios. Ainda que eu esteja perdida, há em mim sabedoria suficiente para me levar à glória. Até aqui não me perdi totalmente, há só um sensação estranha à qual ninguém consegue ver.Fecho-me ao mundo, mas não me condeno, para que? se tudo é impermanente, aceito a perda, afinal, tudo um dia se vai. Minha felidade e tristeza também.A minha irritação com pessoas estúpidas tomou lugar a uma paciência incrivel e isso de alguma forma me deixa mais feliz, deve ser porque gosto de compreender as pessoas, ou porque tenho compaixão.É, aprendi um pouco. Não sou mestre ainda,não detenho as verdades do céu e da terra, não sou deusa - na verdade tudo que invetam é mentira.Tudo que pode ser verdade é escondido, tudo que é mentira é vendido em capas de revista.Eu indago a um cara que se acha sábio ´´permaneço no meu ego porque ainda sou humana. Mas ele está na superficie, eu não. Não sou o meu ego´´.Vcs sabem o que é um ego?O ego que fala e não cala? o ego é o mundo e seus filhos doentes, crianças teimosas que relutam em aceitar o xarope para a cura.Deixemos o ego e lutemos pelas virtudes de cada um...ASSIM, quem sabe, julguemos menos a aceitemos os outros como eles sãoPorque afinal, fazemos parte de uma mesma merda.Tenho dito isso, mas é dificil viver em um mundo onde tudo é muito separado.Todos somos iguais, cada átomo do oceano deve pensar que é um alguem separado e na verdade faz parte do oceano todo.E tornei-me uma barbie ao mundo porque as pessoas costumam olhar somente a superficie, criam suas teorias e impressoes e disparam palavras, condenam.E como volto a falar meus camaradas, nao há nada a se fazer...Mantenha a calma e seja equanime, seu espirito agradecerá!paz para todos!!!

Hoje, amanha

Decidi ser o que sou, sem muito adjetivos falsos e toscos, sem vaidade. Permiti aflorar por dentro e perceber o que havia de mais sagrado, permaneci com isso.Não sei se acordei, mas afinal, eu realmente deveria pretender tanta coisa assim? quando tudo o que quero é saber as forças sagradas que regem o ceu e a terra.As vezes, na noite negra que se abre como um canto altivo de roxinol, eu percebo que tudo nunca muda, tudo numa profunidade incomensurável nunca muda, porque ali habita a essencia. Permaneçe sagrada, sempre. Sinto como se tudo viesse aos meus braços, me acalentasse.Uma mão invisível que passei pelos meus cabelos, o vento que bate no meu rosto ou o pássaro alegre que canta sem parar no galho - são todos tão puros e sagrados, tão perfeitamente lindos.Sem vaidades, torno-me simples, como sempre fui.Sem exigir respostas e fórmulas mágicas.O barco me leva e o vendo me guia ao coração.Permaneço no centro do mundo - o mundo que não existe e se exibe em mim, fundido como um oceano imaculadamente puro.

a vida em buracos coloridos

Perdi a alguns minutos a memória de quem eu era. O tempo passa e tudo fica como realmente é, só o mundo externo que muda porque precisa da mudança. Se meu interior progride, então tal mudança é real, a do mundo não, porque o que morre é ilusão, transitório. Não muda, apenas morre, embora a morte seja considerada mudança. Acredito que seja apenas renascimento de algo que precisa verdadeiramente mudar : o espirito. Há milhares de chances, em tantos mundos para cada um, como queira se adaptar, se vir e viver problemas, paixões e dores.Não é tão fácil viver em um mundo de formas, mas quando colocamos nossas mente apenas, a nos guiar, tudo realmente fica mais difícil e, mais pesado também.É um local onde você encontra de tudo, há tanta diversidade vendida por aí ; as pessoas devem estar acostumadas a isso e confundem tal virtude na separatividade. Mas se formos caminhar para qualquer lugar, percebemos que tudo, mesmo diferente, faz parte de um todo.É como um corpo - cada órgão diferente de si fazendo sua função, mas é apenas um corpo, uma única coisa. É o que somos...uma única entidade, energia...

quarta-feira, julho 09, 2008

Lost

Fale o que vc sente neste momento...

Um vazio, uma grande vazio contundente, mais incomodo que o silencio absoluto, que metralha as mentes das pessoas, liberando mentiras.
Do tamanho do universo, ou maior, muito maior do que essas palavras, muito maior do que o infinito. Nao tem lógica, nao está presente nunca, nao existe dentro da normalidade ao qual descrevem os livros q psiquiatria. Nem os pássaros do meu dia ousam contar o que eu sinto, porque só se sente, a nao ser que vc tenha o enorme poder de captar tal sentimento atraves das minhas palavras mal feitas, sem nexos. Atraves do meu olhar perdido.
Perdido em mil rostos.

sábado, julho 05, 2008

Tempos

A algum tempo atrás, que corria como um cavalo veloz, eu costumava deitar em minha cama de princesa e observar a tarde que desaparecia pela minha grande janela. Tentando resgatar todas as minhas imagens amadas agora em minha alma, eu me sinto dolorida. Nao porque elas tenham sido sofridas, ao contrário, foram mais felizes que os pássaros que costumavam pousar em minha janela. É algo tao bom que saltito pelo ar quando saio do meu corpo, me sinto aliviada ao pensar que nao tenho só aqui, mas o lugar ao qual eu costumava repousar o meu coracao e a minha mente. Faz muita falta, eu nao posso mentir, me faz muita falta. O branco de minha cama com dorsel e do meu chao de madeira, as minhas cortinas coloridas a sempre estarem debatendo com o vento, como se dancassem, a minha poltrona sempre ali, confortavel, a me embalar enquanto, na madrugada sem fim, eu me deleitava com os meus livros.
Os meus livros, meu Deus, agora estao tao longe que evito pensar neles. Mas uma dor pontiaguda que me dá no peito ao qual eu chamo de saudade, mas uma coisinha que incomoda e as vezes dá desespero.
E eu nao posso escolher pensamentos, melhor deixar todos eles por aí para que eu, com essa minha covardia de me achar em postes sem cor, chore desvairadamente.
Agora só posso adorar ao que tenho, já que o que tenho deve ser o que devo ter, e nao há do que reclamar, só agradecer.
Mas venhamos, as tardes nunca mais serao como aquelas, onde os anjos dormiam comigo, amontoados, com suas carinha rosadas e cabelos cacheados...
É o passado, o bom passado que nao volta jamais, que fica a desejar.

clarice fala

´´Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia – a covardia é o que de mais novo já me aconteceu, é a minha maior aventura, essa minha covardia é um campo tão amplo que só a grande coragem me leva a aceitá-la –, na minha nova covardia, que é como acordar de manhã na casa de um estrangeiro, não sei se terei coragem de simplesmente ir. É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me mesmo seja de novo a mentira que vivo.´´
clarice lispector



Isso é muito EU.

sábado, junho 14, 2008

Texto?

Tornou~se louco, tentou fugir do mundo.

Numa tarde ensolarada, onde os pássaros cantavam alegre, ele decidiu pular em um rio numa tentativa desesperada de resgatar toda a sua felicidade.Mas quase todos sabem que um rio é algo perigoso, suas aguas initerruptas nunca param, estao sempre a dancar e levar galhos das margens. Os galhos nunca sao firmes para quem tenta apoiar~se neles.Em que galhos de sua correnteza mental ele se agarrava? Onde ela estava perdida, afinal? Como se todas as suas malogracoes já benditas, retornassem e o girassem repetidamente, até que sua cabeca explodisse como uma dinamite. Tentar superar a incompetencia humana em seus poros já dilatados pela poeira da cidade, a pele alva, os olhos sempre cansados. Amores perdidos, eu lhes digo, ele tinha tantos amores perdidos, feridos e esquecidos! vendo~o assim, tao esquecido de si mesmo, já nao refletia em espelhos, já nao vivia de alma.
Morto, apodrecendo por dentro, corroído pelo tempo, por espelhos quebrados e sorrisos amarelos.
Nunca tinha fim, só um rio poluído a chorar numa correnteza desesperada, levando tudo embora...